“Volta a ser lançado no mercado nacional o mangá de maior sucesso da atualidade. Enfim poderemos acompanhar novamente Luffy e seus companheiros em sua jornada em busca do One Piece. Uma salva de palmas para o bando do chapéu de palha!”
Não me aterei muito a sinopse de One Piece, pois acho improvável que os leitores deste blog não tenham conhecimento desta história, mas principalmente porque este ano ainda tratarei de falar de toda a obra em futuras postagens especiais.
Resumindo a história, One Piece apresenta a jornada de Monkey D. Luffy em busca de seu sonho de se tornar o rei dos piratas. Durante sua jornada ele encontrará grandes companheiros que o seguirão e juntos enfrentarão grandes inimigos e viverão as mais inesperadas aventuras em um mundo mítico e ao mesmo tempo minimamente palpável, que passa pela grande era de ouro dos piratas, após o anuncio feito pelo único rei dos piratas que existiu até então, Gol D. Roger (Sim o primeiro nome dele é “Gol”) . Ele disse que havia deixado todo o seu tesouro na Grand Line, um mar que não respeita nenhuma lógica conhecida, para quem conseguisse achá-lo, inclusive o One Piece, que é considerado o maior tesouro de todos. Ah! Só mais um detalhe de início, o Luffy é um homem de borracha!
Deixando de lado a história e focando no objetivo real deste post, antes de mais nada devo informar que este texto é escrito em relação aos volumes 1 e 36 lançadas pela editora Panini nesta semana. Importante também ressaltar que a equipe que trabalhou nestes volumes é a seguinte: A tradução ficou por conta de Drik Sada (Gen, Battle Royale, Lobo Solitário, Bem vindo a NHK!, Deadman Wonderland), as letras por conta de Diego M. Rodeguero no volume 1 e Erika Abreu no volume 36 e a edição de ambos ficou por conta de Beth Kodama (Naruto, Homunculus, Lobo Solitário).
Não cabe aqui comparar a tradução atual da Panini com a da Conrad, considero particularmente a Drik Sada uma boa tradutora e que já trabalhou em grandes mangás publicados no país, mas devo ressaltar que gostei particularmente mais da tradução do volume 36 do que do volume 1. Apesar de ambos estarem bem traduzidos e adaptados, me estranhou um pouco a fala de Roger ao início, que até onde lembro em todas as traduções que acompanhei e até pelo pouco do idioma Japonês que conheço, fala que o seu tesouro está naquele lugar (se referindo a Grand Line, ou mais especificamente, ao final da Grand Line) o que não é exatamente mencionado neste volume. Em termos gerais ressalto que a tradução está bacana e a altura da grande obra do mestre Oda.
Quanto a edição, ficou interessante, mas já de cara há algumas falhas que devem ser verificadas para que não passem nos demais volumes, principalmente com relação a balões de texto cortados, por exemplo na página 116 há um leve corte no texto de Morgan no primeiro balão da página. Talvez pareça uma coisa pequena, mas é importante citar, pois temos que ter consciência que nem tudo está as mil maravilhas, mesmo assim a edição também ficou interessante, como já citei, e novamente ficou melhor no volume 36.
Quanto a qualidade do papel, é inferior ao da Conrad, como já era esperado, mas não está de todo ruim e felizmente não observei nenhum vestígio de páginas transparentes, o que é um dos maiores temores de muitos leitores de mangás nacionais já que a própria Panini já pecou nesse quesito em outros mangás, como “Bem vindo a NHK!” volume 6. Quanto a extras, a edição está recheada com o material original publicado na edição japonesa, como a Panini já faz em muitas outras obras, o que realmente é algo que agrada a mim e a muitos leitores de seus mangás.
Antes de dar meu parecer final, devo relatar que o volume 36, em especial, por ser uma continuação da antiga publicação nacional feito pela conrad, vem com um sumário inicial resumindo um pouco da história até aquele ponto e como já é de praxe nos mangás da Panini, um sumários com os principais personagens do arco atual do mangá. Apesar de ser um leve spoiler para alguns, informo que a história continua de onde parou na cidade de Water 7 e com o começo do arco da CP9.
Indo então ao parecer final, devo dizer que o trabalho que a Panini desempenhou nestes volumes ainda não é o que realmente gostaria (queria sim algo de mais luxo), mas está em um bom nível e por se tratar de um Tankohon completo, não o “meio” que a Conrad lançava, recomendo sim a compra para todos que se interessam pela obra, inclusive quem já possui as edições da Conrad. Além disso, recomendo a assinatura da obra por quem puder, pois compensa mais do que a compra mensal em banca ou Comic Shop.
Resumindo, indico o material a todos, além do mais, porque One Piece é uma obra espetacular e particularmente sua adaptação para anime é minha preferida, além de que dentre os shounens é o mangá que mais gosto na atualidade.




Comentários em: "Primeiras Impressões: One Piece da Panini" (3)
Excelente analise, aqui na minha cidade (Orlandia-sp) ainda nao chegou!!!Mas comprarei com certeza!
Muito bom saber que gostou! E fica de olho logo que chegar aí porque se não me engano os volumes para pré-venda de muitos sites já esgotaram, então quando chegar vai esgotar rapidinho e sabe como é pra repor mangá… Ainda indico mais a assinatura se for possível, mas comprando na banca também está de boa porque vale a pena!
Pois é, One piece está de volta. Desde dia 15, de novos nas bancas, porém, ainda não deu as caras na minha cidade, que é interior. hahahaha
Tenho um post no meu blog também, talvez complemente suas palavras: http://naotenhoienes.wordpress.com/2012/02/18/panini-lanca-mangas-de-one-piece/
Ótima atualização sobre one piece,