O ogro azul dos fãs de anime e mangá…

Katanagatari


Cheerio!!!

“No fundo ela queria apenas a vingança e ele sabia disso, mas mesmo assim ele resolveu ser sua espada, pois ele realmente a amava.”

Relatando…

“Na época turbulenta da guerra civil existia um poderoso estilo de kenjutsu que não utilizava espada”. Com estas palavras se inicia Katanagatari.

Shikizaki Kiki foi um artesão que possuía uma habilidade incomum, ele criou 988 espadas incríveis, mas todas elas apenas eram parte de um teste para a criação das últimas 12. Estas 12 espadas foram espalhadas por todo o Japão durante a guerra civil e agora o Shogunato quer recuperá-las para poder utilizar suas incríveis habilidades a seu favor.  Para este trabalho foi escolhida a estrategista Togane.

Inicialmente Togane trabalhou com os ninjas Maniwa mas depois dos mesmos terem a traído, ela vai atrás do mestre de um estilo antigo de kenjutsu o invencível Kotoryuu, um estilo de Kenjutsu  que não usa espadas. Togane é filha de Hida Takahito o líder dos rebeldes que se viraram contra o shogunato, mesmo assim ela vai até a ilha onde foi exilado o herói da rebelião e assasino de seu pai, o líder da 6ª geração do estilo Ktotoryuu, Yasuri Mutsue.

Togane infelizmente descobre que Mutsue morreu, mas na ilha ainda moram  seus filhos, Yasuri Shichika, o líder da 7ª geração do estilo Kotoryuu e Yasuri Nanami, um garota frágil e doente, mas também muito gentil e forte.

Togane ouve que Shichika foi o assasino de seu pai e percebendo a força deste pensa em usá-lo. Sichika por ser um mestre do estilo Kotoryuu não consegue usar espadas, além disso como as únicas pessoas com quem ele conviveu foi com o pai e com a irmã então ele não conhecia nada sobre a ganância das pessoas, sendo assim não teria motivo algum para trair a estrategista durante a busca das espadas.

A estrategista resolve então fazer um contrato com ele para que seja sua katana e com isso obter poder para tornar possível que ela consiga as 12 espadas de Shikizaki Kiki. Para Shichika não interessa dinheiro ou fama, então Togane resolve fazer um proposta ousada, tenta o convencer ele a se apaixonar por ela, pois assim Shichika seria ainda mais útil.

Shichika acaba cedendo após um incidente que ocorre na ilha depois da chegada de Togane. E a estrategista antes de seguir sua jornada com Shichika em busca das espadas dar a ele  3 ordens. Primeiro ele não deve quebrar as espadas, Segundo ele deve se proteger e Terceiro ele não deve morrer até reunir as 12 espadas.

Sobre a obra

Katanagatari é baseada na novel homônima de Nishio Isshin o autor de Bakemonogatari. A série de TV foi produzida pelo estúdio White Fox (Tears to Tiara) e conta ao todo com 12 episódios de em média 45 minutos cada. Uma singularidade da série é o fato de que apenas era exibido 1 episódio a cada mês, ou seja, ela estreiou em janeiro de 2010 e se encerrou em dezembro. Outra coisa interessante é que o nome de cada episódio da série correspondia, como nos livros, ao nome de cada uma das 12 espadas a serem obtidas pelos protagonistas.

Katanagari tem 3  elementos que podem definir bem o seu conteúdo, o roteiro original, a arte dos cenários e personagens e a boa animação das lutas.  O roteiro mostra uma história que se passa no Japão medieval em um período de aparente traquilidade, onde uma estrategista e um espadashin se unem numa busca por 12 espadas peculiares e extremamente fortes e atraentes. A história é cheia de cenas de comédia, de diálogos complicados e de poções bem dosadas de ação, mas também ela é cheia de lutas violentas e de personagens com passados geralmente tristes. um dos grandes pontos do roteiro é que a cada episódios, ou melhor,  ao tentar obter cada uma das  12 espadas somos apresentados a novos e marcantes personagens. Praticamente todos os personagens possuem uma história e personalidades interessantes.

Arte da série  usa e abusa de cores fortes e vibrantes, os personagens possuem olhos exageradamente grandes, mas do que o convencional nos animes, além de possuírem traços que os destacam bem, se colocássemos um personagem qualquer de Katanagatari e diversos outros personagens de animes de espadashins em uma mesma cena provavelmente o personagem desta série seria um dos que mais se destacaria com relação ao design. O interessante da arte da série é que nenhuma hora ela faz parecer que o anime é pesado ou muito violento, porém também não torna o anime infantil, ou seja ela possui uma singularidade que pode agradar a maioria dos espectadores sem incomodá-los demais, apesar de que leva-se um tempo para se acostumar com esta estética, por ela não ser nada realista, mas nada mais que uns 5 ou 10 minutos assistindo o 1º episódio não resolvam.
A série possui uma animação quase que a nível de um filme, parte disse se dar pelo tempo de exibição de cada episódio (cerca de 1 mês) o que deu tempo de sobra para os animadores capricharem na animação e foi isso que fizeram, não há uma luta sequer que não esteja bem animada e até mesmo as demais sequências possuem uma animação louvável.

Quanto a música, Katanagatari tem um bela trilha interna, além de possuir 2 aberturas e 12 encerramentos, um para cada episódio. Destaco as 2 aberturas, “Meiya Kanderou” interpretada por Minami Kuribayashi e “Katana to saya” do grupo Ali Project.

Quanto a dublagem a série possui uma equipe muito boa e alguns personagens, principalmente pelas suas características incomuns, exigiram muito dos seiyuus, por exemplo, há um ninja que fala tudo de trás pra frente e outros personganes com sotaques muito  fortes, um caso é a própria Togane. Destaco os seiyuus dos protagonistas Togane e Shichika reespectivamente Tamura Yukari (dublou também Aikawa em Hajime no Ippo, Furude Rika em Higurashi Naku no Koro Ni e Yamada em B Gata H Kei) e Hosoya Yoshimasa (dublou também Juuzawa Juu em Denpa Teki na Kanojo).

Opinando…

Apesar de ter um episódio por mês foi bom acompanhar essa série durante esse ano, é chato ter que esperar até o outro mês para ver a sequência,  mas ver cada episódio é gratificante, e é legal que parece que você viu umano de história mesmo, pois realmente cada episódio traz a sensação que 1 mês no anime correspondeu a 1 mês todo fora dele. Eu adorei a dublagem, adorei a animação, me emocionei com o roteiro e achei que a segunda abertura do anime foi a melhor música que o Ali Project já fez e olha que essa banda canta a abertura do pior anime que vi, Avenger. Katanagatari por tudo isso e muito mais que só dar pra descobri o assistindo foi sem dúvida um dos melhores animes de 2010.

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