O ogro azul dos fãs de anime e mangá…


Ah! Quem foi que acabou com os nabos? Fiquem aí com meus comentários que voltarei a preparar o jantar.

Olá novamente! Sei que não preciso me apresentar, mas como fiquei ausente por algum tempo e acredito que este blog tenha conseguido novos visitantes desde a última vez, então o farei. Eu sou o …, mas costumam me chamar de Kyon. Por vezes costumo escrever para o blog apresentando minha visão sobre os animes que vejo, normalmente os mesmos que o autor deste blog, alguns diriam até que sou um alter ego ou personagem criado por ele e isso não vem ao caso, mas importante é o texto que vem a seguir. Aproveitem o texto e me deem licença, pois agora terei que voltar a fazer o jantar, já que um certa garota com mania de grandeza me raptou para me usar como cozinheiro porque seus pais estão fora e ela estranhamente parece que não se sente bem o bastante para descascar batatas e outras coisas… Ah! E não se enganem, isto não é uma katana! Apenas uma faca com uma empunhadura e lâmina um pouco maiores que o convencional. Antes de mais nada, algumas coisas que mudei no formado desta postagem em relação as retrospectivas anteriores. Primeiro, não comentarei filmes, pois o administrador do blog falará dos filmes de 2011 e 2010 que viu e gostou em outra postagem futura. Segundo, não dividirei a postagem por mês, mas por temporadas, sendo este o texto de apenas uma das temporadas, logo logo vem o da próxima. Por último, as sequencias de animes que não vi, por mais que goste da série, não serão comentadas, apenas o que tive o prazer ou desprazer de ver, por exemplo, não vi ainda a última temporada que saiu de Natsumi Yujinchou.

Julho, Agosto, Setembro e o calor (infernal) do verão

O verão é uma estação muito interessante, por uma lado ele traz a liberdade das férias aos estudantes, por outro a agonia que esta causa, lembro-me de um agosto que parece ter se repetido algumas vezes, mas prefiro esquecer as consequências terríveis que isto causou. Indo direto aos animes desta temporada, que não foram poucos, irei mencionar rapidamente o pior deles, apenas para constar que comecei a vê-lo,   obviamente que só poderia está falando da última aberração animada que o estúdio MadHouse (porquê?) produziu em conjunto com a Marvel Comics, ou seja, o abominável anime de Blade.Independente se gostaram ou não das produções anteriores desta parceria, passem bem longe deste anime, façam este favor a vocês mesmos.

Deixando a mediocridade de lado, devo apresentar-lhes também as séries que apenas foram ruins, nada que agrida a inteligência do telespectador, apenas que me fizeram refletir sobre qual o sentido de perder tempo com aquilo e a resposta resultou no abandono imediato da série, nesta categoria se encontram Double J, Sacred Seven, Mayo Chiki!, R-15 e Copihan. Double J e Copihan são séries com episódios curtos, pouco significado geral e sem personagens que prendam a atenção, a primeira até despertou-me certo interesse por representar de forma simplória alguns costumes e tradições japonesas que a sociedade atual pouco lembra, o que é muito interessante para um fã da cultura japonesa, como o administrador desse blog, mas que até ale concorda que  foi mal executado. Já o segundo foi um tentativa pífia do estúdio Gonzo de atrair fãs de Vocaloid a um série com Character Designer bonito e que foi muito, mas muito chata. Mayo Chiki! e R-15 foram feitas para aquele nicho de público que gosta de ver calcinhas de adolescentes sendo mostradas sem nenhum motivo aparente e envoltas em um ambiente de clichês e piadas pouco interessantes que no final serão ofuscada por estas mesmas calcinhas. Agora Sacred Seven tinha potencial, tinha transformações bacanas, teve um inicio minimamente interessante, mas parou por aí… Não fui muito adiante na série, mas acredito que haja grande chance de os dois primeiros episódios terem sido, apesar de medianos, os melhores de todo o anime.

Indo para o grupo das séries medianas, temos a presença de Kami-sama Dolls, Ro Kyuu Bu!Uta no Prince-sama: Maji Love 1000%NyampireNo.6The IdolMasterItsuka Tenma no Kuro Usagi. Não há muito o que falar de Kami-sama Dolls, Uta no Prince-sama: Maji Love 1000%, The IdolMaster e Itsuka Tenma no Kuro Usagi. São séries que tem seu público próprio e que entregam o necessário a este público, então numa visão geral, cada série é composta por personagens carismáticos, roteiros minimamente interessantes satisfatoriamente executados e com finais interessantes, claro que isso para o público em que cada uma dessas séries foca, para os demais provavelmente não há nada de interessante. No geral foram séries que não se mostraram perda nem ganho de tempo. Nyampire se mostrou uma série até superior as minhas expectativas, pois me causou interesse, mesmo com seu designer infantil, roteiro simplório e animação minimamente travada, foi um trabalho interessante do estúdio Gonzo, bem melhor que o Copihan citado anteriormente. No.6 se mostrou um anime aquém do que os fãs do bloco Noitanima costumam esperar, mas no geral mostrou uma história interessante e que foi um pouco audaciosa ao mostrar de forma leve, porém minimamente explícita, o relacionamento dos protagonistas. Por último Ro Kyuu Bu! foi uma série que me agradou bastante, mas que não se sobressaiu em nenhum ponto, apesar de gostar de o enfoque lolicon não ser exagerado, isso pode ter prejudicado a série de se destacar mais em relação ao público, pois nem foi tão forte para agradar muito os fãs de animes de garotinhas pré adolescentes, nem foi fundo no tema basquete para interessar quem gosta de séries de esporte e nem foi adiante em mostrar o triângulo amoroso do protagonista afim de abocanhar o público que gosta de romances.

Finalmente, chegamos a parte Boa da retrospectiva nesta temporada e bons foram muitos e estes que não chegaram a me marcar intensamente, mas que agradaram bastante a mim, foram Kami-sama no MemochouYuru YuriMorita-san wa MukuchiDantalian no Shoka. Kami-sama no Memochou e Dantalian no Shoka, começaram a gradar já pelos protagonistas, ambos compostos por um casal que lembram em muito os protagonistas de Gosick, um anime que muito me agradou. A ambientação de ambos é bem diferentes, o primeiro mostra a sociedade atual, enquanto o segundo nos leva a uma Europa no início do século passado. Envoltos em mistérios e aventuras não muito grandes, mas que por isso mesmo se encaixaram perfeitamente na trama, sendo assim são sem dúvida séries recomendadas. Morita-san wa Mukuchi é a prova de que séries com episódios curtos não precisam de mais do que uma boa piada inteligente para agradar. Sem forçar a barra e ainda assim apresentando personagens com traços marcantes e em situações comuns que viram piadas inusitadas se tornou uma série que me encantou e divertiu bastante. Por fim, antes de começar a falar do extenso topo desta temporada, não tem como não comentar a singela, maluca e divertida série Yuru Yuri. Simplesmente uma série que agradou a um público não tão extenso, mas em que me incluo, de pessoas que gostam de piadas com colegiais sem a intensão de cair pro ecchi, ou pro clichê absoluto. Apesar de muito leve, apresenta de forma bacana um ambiente de série yuri, se é que realmente chega a tanto, comparo esta a Kanamemo, uma série verdadeiramente yuri, mas cujo foco são nas situações inusitadas e protagonistas sem noção, uma boa série a ser vista, porém ainda gostei mais de Yuru Yuri por causa da personagem Toshinou Kyouko.

Agora falarei das série muito boas que apareceram no verão Japonês e para meu espanto e felicidade, foram mais do que a quantidade de séries boas. Os animes do verão que foram muito bons em minha opinião, que é apenas minha, são Blood-CMawaru Penguim DrumIkoku Meiro no CroiseeBaka to Test no Shoukanjuu Ni!Carnival Phantasm. Começando pela mais inesperada das séries que coloco nesta categoria, falarei de Blood-C que, resumindo brevemente para os conhecedores de anime, é uma nova série da franquia Blood  que possui o Character Design do grupo Clamp e que foi produzida pelo estúdio Production IG, traduzindo para os mais leigos, é um anime sobre uma vampira que tem um sangue especial capaz de lhe dar a força necessária para derrotar qualquer criatura hedionda que passe pelo seu caminho e que tem pesronagens desenhados pelos mesmo criadores, de Sakura Card Captors, Chobits e X. Para não me estender muito mais ao falar desta série citarei apenas as características que mais me atraíram nela, a trama simples, porém misteriosa, o gore (muito sangue, tipas, desmembramentos e outras visões grotescas)  insano das mortes que aparecem no anime e o fato de a Saya (Protagonista de todas as séries Blood) desta série ser mais interessante que  a de Blood + (série anterior da franquia). Mudando de assunto, e esse tal de Mawaru Penguim Drum, do que se trata? O interessante desta pergunta é que até hoje, meses depois de ter terminado a série, não consegui achar nenhuma reposta satisfatória para ela, talvez essa nem seja a pergunta correta, mas o que importa é que a série apresenta uma trama tão inteligentemente maluca com personagens tão estranhamente interessantes que só posso dizer que é um anime extremamente bom, porém, como toda série nonsense que existe, há um conjunto de pequenas falhas causadas pelo excesso de falta de explicações presente na  trama e o final, onde partes das respostas são fornecidas, embora bom, não foi capaz de me deixar tão espetacularmente maravilhado quanto  a série de que falarei no próximo parágrafo. Já  Ikoku Meiro Croisee é simplesmente um anime leve e fofo, não possui uma trama misteriosa e nem muito intrigante, mesmo assim sua leveza e fofura, aliado a uma personagem principal tão incrivelmente boa, que se um ser qualquer disser que não gosta dela, a própria Haruhi tomaria a iniciativa de reiniciar o mundo só para que este ser desaparecesse,  ou seja, a série é Muito Boa e quem disse o contrário provavelmente não deve existir mais,  ou deve está escondido, pois diferente do que dizem alguns, a Haruhi não é onipresente, pelo menos não que ela saiba . Baka to Test  no Shokanjuu Ni! é mais do mesmo e melhorado, no texto da retrospectiva de 2010 em que falei da primeira temporada deste anime, informei que ele era uma grata surpresa e apesar de a sua continuação não ser tão surpreendente quanto, esta sem dúvida consegue superar a série anterior em quase todos os requisitos que fizeram dela uma das melhores comédias dos últimos anos, o único grande problema porém é o quanto as pessoas mais fanáticas andam produzindo de material inadequado com a figura do assexuado, ou duplamente sexuado, Hideyoshi. E para finalmente terminar este parágrafo tentarei ser sucinto ao falar sobre Carnival Phantasm. Apesar de conhecer apenas 3 dos principais trabalhos da Type Moon, sendo eles Fate Stay Night e suas sequências, Shingetsutan Tsukihime e Kara no Kyoukai, sou um fã de crossovers cheios de referências, muito nonsense e piadas INTELIGENTES, sendo assim a série é muito boa por ser brilhantes em quase todos estes aspectos durante a maioria do tempo.

Antes de terminar e passar para o curiosamente fraco outono, tenho que citar a mais fabulosa série de animação não apenas do verão, mas de todo o ano, trata-se do belíssimo anime Usagi Drop, que foi sem dúvida uma das melhores séries exibidas pelo bloco Noitanima até hoje. A série tem tudo o que já citei com relação a Ikoku Meiro Coisee, mas é superior em dois aspectos que a destacam mesmo em relação ao tão comentado Mawaru Penguim Drum de que falei. são eles a trama simples, bem construída e chamativa e a arte que é tão bonita que rivaliza e provavelmente ganha do lindíssimo, porém nada muito interessante, Horou Musuko que citei em meu texto de retrospectiva que antecede este. Um comentário especial tem que ser dito sobre Usagi Drop, devido a significativa repulsa dos fãs pela continuação da história que segue no mangá que inspirou o anime, e este comentário é um simples: Mesmo que a série não continue muito bem, não há dúvida de que queremos (pelo menos eu e o Administrador deste blog) ver mais da história da Rin e do Taichi animada.

Por hoje encerrarei aqui. Fiquem com o melhor encerramento da temporada de verão de 2011 e até logo!


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Comentários em: "Animes em 2011: As opiniões sobre o que saiu na temporada de verão" (4)

  1. Saudações

    Trata-se de um tipo de [revisão de temporada] extremamente aguçada esta a sua, Evilásio.

    E Usagi Drop foi para mim não apenas o melhor anime da citada temporada, como ficou no topo das obras japonesas animadas e 2011.

    Ótimo post.

    Até mais!

    • Muito bom que gostou! Sobre o do segundo semestre e do ano, só na próxima postagem, que não deve demorar muito.

      obg pelo feedback e até mais.

  2. Mawaru Penguindrum é apenas razoável. Apenas tem uma série de mistérios jogados aleatoriamente, algumas falas bonitas e simbolismos mal explicados para dar um ar “cult” que a série na verdade não tem. Além das mudanças drásticas de comportamento dos personagens. Fazer um anime misterioso assim, sem explicar e ligar nada com nada no final, qualquer um faz. Foi uma das maiores decepções e “propagandas enganosas” desses meus anos todos acompanhando animes.

    Usagi Drop foi muito bom, gostei muito. Mas tem um enredo que, ao meu ver, não permite nenhum clímax muito empolgante, espetacular ou coisa assim. Por isso não figura para mim entre os “top tops” do ano. Esse é o problema de muitos “slice of life”, a falta de um elemento que possa levar história a um patamar mais alto.

    Levando em conta o ano todo, os melhores para mim foram:

    1-Madoka

    2- Kaiji e Fate Zero

    E alguns degraus abaixo desses o Ano Hana.

    Foi um bom ano, comparado com os últimos. Mas confesso que ainda sinto falta de um ano espetacular como foi o de 2007 pra mim, onde eu poderia citar umas 15 séries que me marcaram muito, ou no mínimo tiveram muita relevância mundo afora.

    • Respeito muito sua reunião, meu caro amigo Makoto, mas discordo dela, apesar de a série que citaste serem muito boas, meu top do ano é diferente.

      Sobre Mawaru Penguim Drum, acho que foi um pouco duro, respeito sua opinião, mas achei sim Mawaru uma série muito boa e acho que todo o reboliço gerado na internet ao redor desta série é sim justificado, há quem diga que é a melhor série do ano, mas eu particularmente acho ela muito boa, mas longe de ser a melhor.

      Agora sobre Usagi Drop, eu não entendi exatamente o que queria, mas de todas as séries que vi no ano, acho que a única que toparia acompanhar pro resto da minha vida se fosse possível, seria esta série. Sim ela é um slice of life, mas é exatamente isso o maior charme dela, pois ela consegue lhe prender, mesmo sem precisar lhe dar um objetivo final, mas pelo simples prazer de acompanhar as dificuldades enfrentadas por um adulto solteiro que resolve adotar uma garotinha e mais, é a garotinha mas “fofa” (por mais gay que esse termo possa parecer, não há outro melhor) que já passou por uma anime.

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