O ogro azul dos fãs de anime e mangá…

Cinderella Boy


Agência de detetives R&R a seu dispor.


“Um anime policial como a muito não se via… Do mesmo criador de Lupin III e com personagens quase tão marcantes quanto o famoso ladrão. Cinderella Boy é um belo resgate de séries dos anos 80 em um mundo futurista e com uma pitada de século 21.”

Relatando

Rella e Ranma mantém um agência de detetives de nome R&R (Ranma &  Rella) e por isto vivem se metendo nos mais diversos casos em meio a cidade de Kyeling, que é considerada uma das cidades com mais crimes no mundo. Rella (Rella Cindy Shirayuki) é uma bela mulher, vinda de uma família rica, mestra no “Jogo da Bebida” (ganha quem aguentar beber mais antes de desistir ou desmaiar), ela adora ação e por isso resolveu entrar no ramo de detetive particular, apenas aceitando casos que envolvem perigo e normalmente risco de vida, mesmo tendo dinheiro para viver confortavelmente sem trabalhar. Ela fugiu do Japão, onde mora seu pai e vive em  Kyeling em uma mansão junto a sua empregada Dorothy, que também é uma grande engenheira que vive criando dispositivos para ajudar Rella no trabalho e que também vive tramando com o pai de Rella uma forma de fazer esta aceitar se casar. Já Ranma (Ranma Hinamatsuri) é um homem que viveu sua vida quase toda em Kyeling, possui uma grande paixão por miniaturas de carros antigos e por carros que parecem taxis amarelos de modelos antigos. Diferente de Rella aceita qualquer caso e tem preferência por casos que não envolvam risco de vida, mas sempre acaba se enfiando em confusões, além disso, tem muito medo de altura. Rella é uma Hacker espetacular, enquanto Ranma mal sabe mexer em um computador, porém Ranma viveu toda sua vida se envolvendo em situações perigosas, por isso  consegue reagir bem melhor a estas situações, apesar de não gostar delas.

Agora o que faz destes dois detetives tão especiais? Além de suas personalidades peculiares, após Ranma e Rella se envolverem em um caso envolvendo o líder da máfia em Kyeling, acabam sofrendo um grande acidente, mas são salvos graças ao Dr. Grimm, porém Grimm não apenas os salvou, mas fez algo a mais com eles, ele fundiu seus corpos e por isso a cada 24h Ranma se transforma em Rella e vice e versa. Essa situação acaba causando muito problema para os dois e se separados eles já se envolviam nas situações mais inusitadas, juntos, em um mesmo corpo, eles terão de sobreviver as mais incríveis situações enquanto resolvem os casos da agência, arranjam comida, fogem de casamentos, se livram da máfia, escapam de organizações secretas e redecoram o escritório.

Uma série policial, com cenas cômicas, personagens extremamente carismáticos, muito sensualismo, envolvendo o submundo da máfia, ficção científica e organizações secretas. Tudo isso em uma série de extrema qualidade e baseado na obra em mangá do criador de Lupin III. Fora tudo isso, a série pode ser encontrada em vários idiomas dublados inclusive o português brasileiro. Não deixem de conferir esta magnífica animação…

Sobre a Obra

Cinderella Boy de Monkey Punch

Baseado na obra original de Monkey Punch (Kazuhiko Katou), criador de Lupin III,  o anime foi desenvolvido pelo estúdio Magic Bus (Burn Up! Excess, Lovely Complex) com a direção de Tsuneo Tominaga (Initial D 4th Stage e Souten Kouro). Foi lançado em junho 2003 e  conta com o total de 13 episódios.

A série apresenta logo ao início uma premissa diferente, onde duas pessoas de sexo e personalidades completamente diferentes passam a dividir um único corpo, unido a isso o ambiente em que os personagens são inseridos prover diversas dificuldades a mais, devidos  a condição dos protagonistas, e a isso adiciona-se os elementos sensualismo e trama policial, mas nada daria certo se a história não fosse desenvolvida por um grande autor e por isso que na mão de um autor com grande experiência nesse tipo de trama, como é o Mokey Punch, a história seguiu um rumo muito interessante. A adaptação do roteiro do mangá para a animação ficou a cargo de Michiro Tsuchiya (Cross Game e Major) que o fez de forma brilhante sem tirar o clima oitentista e futurista da obra original ao mesmo tempo fazendo da trama algo interessante para o público do século 21. Adaptar uma obra de 1980 em 2003 sem perder o clima original e ainda deixando interessante para a nova geração é um trabalho a ser parabenizado.

Se por um lado o roteiro é bem adaptado, a arte não fica atrás, não apenas os cenários, que realmente lembram um clima de cidade mafiosa dos anos 80 com clima futurista, mas também pelo belo caracter design criado por Toshimitsu Kobayashi (El Hazard e Spice and Wolf) que lembra a série que fez Monkey Punch se tornar um grande nome dos mangás e que abriu espaço para muitas animações do gênero policial/detetive. E a trilha sonora é brilhantemente utilizada e só tem a adicionar a animação. Um destaque especial para a abertura, Cinderella Boy da banda Domino88 e outro para o encerramento, Out of Eden de Takako.

Existe sim defeitos na obra, por exemplo, a animação não é equilibrada o tempo todo e peca em alguns aspectos, não de forma a atrapalhar o resultado final, mas com alguns problemas visíveis. Além disso, a obra acaba sendo para um nicho muito específico, um público não tão grande, até mesmo porque sua ambientação é bastante madura e o próprio uso de sexualização das personagens femininas e da ambientação em meio a um mundo quase que comandado pelo crime organizado, o torna impróprio para o público jovem e infantil, mesmo assim estes elementos acabam por atrair mais o público adulto e com um equilíbrio adequado e sem abusos a série consegue os utilizar a seu favor.

Opinando

Por tudo que foi falado e ainda mais, não tem como eu não gostar dessa obra. Sou um fã de séries de detetive com esse clima de personagem em apuros e também um grande fã de ficção científica e da obra mais importante de Monkey Punch. A ambientação é o que mais me encanta na obra, sem esquecer que os protagonistas são personagens memoráveis, além de alguns coadjuvantes, como o Alanis, que vive correndo atrás da Rella e a Wendy, que é ao mesmo tempo uma espécie de afilhada do  líder da máfia e ainda por cima é apaixonada pelo Ranma que é um dos maiores inimigos desta mesma máfia, aliás,  que líder da máfia caricaturado é esse Song Taijin em? Vi a série dublada em português, sendo ela a versão que foi exibida pelo Cartoon Network e que está disponível via Netflix, ou seja, com alguns cortes e isso não diminuiu em nada meu gosto pela obra. Vale muito a pena esse anime, então fica a indicação para os fãs de séries policiais com uma pegada mais adulta e para todos os demais que adorem todo tipo de animação.

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Comentários em: "Cinderella Boy" (3)

  1. […] Anime Portfolio: Cinderella Boy […]

  2. Alair disse:

    O anime é realmente muito bom, com tiradas que lembram inclusive Wicked City. Uma pena que termina sem terminar (?), deixando um gosto de quero mais episódios e um final definitivo para a série. Alguém sabe como termina no mangá ?

    • Não cheguei a ler o mangá, mas ele é menor do que isso…tem apenas 1 volume. A série foi feita anos depois com o supervisão do autor. Existe um outro mangá Cinderella Boy que é mais longo, mas é um shoujo totalmente diferente pelo que pesquisei.

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