O ogro azul dos fãs de anime e mangá…


Três dos melhores personagens que já conheci

“GUU! koiseyo shounen shoujo tachi kirari hitomi ni hoshi irete umareta manma no JYOONETSU ga hibana chirasu JYANGURU HARE nochi GUU! Comédia em ritmo de lambada e sem sentido algum… Jungle wa Itsumo Hare Nochi Guu é uma das melhores comédias da história…

Relatando…

Hare é um jovem garoto que vive com sua mãe Weda em um vilarejo localizado em meio a uma floresta cujos animais mais comuns são os Pokutes (esses bichos estranhos com orelhas e caras com feições humanas, mas sem braços que aparecem na imagem ao lado). Em mais um dia ensolarado Hare está jogando um jogo de video-game (por curiosidade é um j-rpg clássico) quando é surpreendido por sua mãe o solicitando que vá pegar algumas bananas, mas este decide não fazer o que sua mãe está pedindo, até ela desligar o video-game da tomada (como todo jogador amador, ele tinha esquecido de salvar o jogo, mas isto não é relevante) e pedir com um pouco mais de ênfase, assim sendo o jovem decide se aventurar pela floresta para cumprir o trabalho a ele solicitado. Ao voltar para casa percebe está sendo perseguido por uma sombra negra aterradora, e tal como qualquer pessoa sã faria, corre em direção a sua casa, como se estivesse se esforçando ao máximo para salvar sua vida, e eis que ao chegar em casa sua mãe o apresenta uma jovem e bela garota chamada Guu, que daí então irá morar com eles.

Tão bela és a garota, com seu olhar angelical, que logo o pequeno Hare se senti atraído e tenta ser amigo desta pequena donzela, mas ao se vê sozinho com ela percebe que o olhar desta mudou e com ele todo aquele ar angelical foi embora e deu lugar a uma feição extremamente sarcástica, por vezes até assustadora, mas nada disso é impressionante perto do que estaria para acontecer pouco tempo depois… em um momento relapso em que Hare está de costas para Guu é novamente visado por uma gigantesca sombra e antes que perceba está em um local totalmente diferente de tudo que conhecera. É uma gigantesca planície, com arco-íris e animais desformes, dentre os quais um gato infinitamente extenso com uma quantidade infinitamente grande de pernas, mas logo é chamado por duas pessoas e se sente um pouco mais aliviado por não está sozinho naquele mundo estranho, porém ao conversar um pouco com estas pessoas, percebe que há algo muito mais hediondo por trás de tudo isto, na verdade ele se encontra dentro do corpo de sua nova companheira de lar, a jovem (ou seja lá o que for?) Guu. Algum tempo depois o jovem é vomitado pela Guu (a partir deste momento apenas tratá-la por Guu é mais correta que garantir que ela seja realmente humana) . Eis que começa a história do jovem Hare que apenas queria ser um garoto normal com problemas normais, mas que terá que ser muito mais, ele terá que ser o cuidador, amigo, capacho, saco de pancadas e tudo mais que imaginar da entidade em forma de ser humano chamada Guu.

Sei que a premissa é absurda, mas absurdo é pouco para definir essa série de comédia lançada no início do século 20 que redefine todo o conceito do que podemos chamar de nonsense… Dentre todos os seres bizarros e engraçados que já tive conhecimento sem dúvida a Guu é a mais interessante e medonha deles e se você acha que engolir qualquer tipo de coisa e ter um mundo todo dentro de si é estranho, isso não é nem a ponta do iceberg. Por um lado sinto pena do Hare, mas é muito mais divertido um mundo com a Guu do que sem ela. Todos vocês devem conhecer este anime e gargalhar o quanto puderem, pois obras como essa só surgem uma vez na história.

Sobre a Obra

Facetas da Guu catalogadas até então

Jungle wa itsumo Hare nochi Guu é um anime de abril de 2001 baseada no mangá homônimo de Renjuru Kindachi, que possui 10 volumes e que foi publicado entre março de 1997 até dezembro de 2002. O anime foi produzido pelo estúdio Shin-Ei Animation (Crayon Shin Chan) e dirigido por Mizushima Tsutomu (Kunjibiki Unbalance, Bokusatsu Tenshi Dokuro-chan, xxxHolic e Blood C). A série de tv tem ao todo 26 episódios, além disso, conta com duas sequencias em OVA, Jungle wa Itsumo Hare nochi Guu Deluxe de agosto de 2002 e Jungle wa itsumo Hare nochi Guu Final de janeiro de 2003.

O roteiro da série não segue uma história linear, ao redor da história acompanhamos  o dia a dia do protagonista Hare e como é sua convivência com os outros a medida que tenta manter todos salvos da Guu, ou ao menos sem saber o quão estranha ela é. Boa parte da série se passa em dois ambientes, a escola de Hare que também se torna escola da Guu e a casa de Hare, Guu e Weda, a mãe alcoólatra degenerada e cabeça de vento do Hare.

O ponto forte do roteiro são os diálogos, principalmente aqueles entre o Hare e a Guu. A cada cena algo novo é apresentado, uma nova façanha da Guu é descoberta, ou alguma outra coisa ocorre para fazer o Hare se desesperar.  Outro ponto forte da série são os personagens muito bem construídos, não apenas o Hare, a Guu e a Weda se destacam, mas todos os personagens são memoráveis, como por exemplo o líder do vilarejo que é um velho senhor com corpo de um pequeno fisiculturista e que tem uma cabeleira no peito que faria inveja até o Tony Ramos, ou o professor que dorme metade do tempo e que na outra metade está pensando em dormir, ou até mesmo o médico da escola que é um grande pervertido e que será revelado ao redor da história que este tem uma relação com o passado de Weda.

Outro ponto a se destacar é a arte tanto dos personagens, quanto dos cenários que é extremamente colorida e bem delineada, contrastando com o absurdo teor nonsense que a obra tem. Sem dúvida Kugimiya Hiroshi, o responsável pelo Character Design, está de parabéns por este que foi seu primeiro trabalho em animações, junto com toda a equipe de arte da série que fez um trabalho impecável. A animação também é muito boa e casa muito bem com o ambiente que nos é apresentado. A música é outro destaque a parte, cheia de temas alegres e agitadas e com temas de abertura e encerramento que vão desde uma lambada frenética a uma divertida balada, com destaque para a música de abertura Love Tropicada de Sister Mayo.

Com relação a dublagem, outro trabalho genial é nos apresentado e aparentemente difícil para alguns, pois cada personagem tem um jeito muito peculiar de falar, por exemplo o Hare às vezes fala tão rápido que me lembra a Excel de Excel Saga ou Puni Puni Poemi do anime homônimo. Destaco aqui então os dubladores de Hare, Guu e Weda, respectivamente Aikawa Rikako (Narração de Nichijou, Matsushima-san em Ginga e Kick off!! e diversos Pokemons), Watanabe Naoko (Miho em Saint Seiya, Pual em Dragon Ball, Chichi em Dragon Ball Z) e Morota Kaoru (Asano Mizuho em Bleach e Inagawa Yuu em Comic Party).

Opinando

A primeira vez que vi este animes, foi em um evento em 2004, a tradução dos 4 primeiros episódios que vi no evento tinha sido feita pelo próprio dono do evento, daí então demorei mais de 6 anos para poder rever a série e finalmente terminá-la, entre esse período até vi outros episódios em inglês já que a série só chegou a ser realmente lançada por um fansub em português no ano de 2011. Sem dúvida é uma daquelas séries de comédia que você ri só de lembrar de uma cena, de uma expressão, de um diálogo, ou de uma música. Divertido é pouco pra definir essa série, Hilária e reconfortante chega mais perto do correto, porém a sensação real vai variar para cada um que assisti-la, o que não varia é o fato de que todos irão gargalhar. Fora todo o contexto e os personagens super engraçados que o anime tem, a obra ainda é recheada de referências a cultura pop. Um anime dentre aqueles poucos que não são muito conhecidos, mas que ficaram marcados na história para todos que o conhecem, é uma comédia dentre as comédias, não apenas dentre as animações, mas dentre todas as comédias de todas mídias e por isso caro leito eu peço que, se ainda não conhece este anime, trate de ver esta animação, não apenas a série de tv, mas também as séries em OVA’s subsequentes e se ao final ficar com um vazio de saudade, sinta-se um pouco feliz, porque após o final do anime foi lançada uma continuação em mangá que perdura até hoje.

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