O ogro azul dos fãs de anime e mangá…


Aventura medieval e bom humor

Jogar um bom jogo de videogame é uma experiência única, mas ler um bom mangá que se encaixa com aquele game que você tanto gosta, muda essa essa experiência e a melhora consideravelmente.

Relatando…

O Reino de Bern decidiu se rebelar contra os demais reinos do continente de Elibe e tomá-lo todo para si. Apesar de diminuto seu poderosos exército está vencendo a guerra graças a ajuda de seres lendários, que a muito não eram vistos, os Dragões.

A lenda conta que na antiga guerra entre humanos e dragões, um herói, empunhando uma espada mágica, derrotou os dragões e criou o Fire Emblem, um artefato que representava o poder e o mundo. Um dia quando fosse necessário um escolhido receberia este poder para libertar novamente o mundo das garras dessas cruéis criaturas. A hora da nova batalha entre humanos o dragões está próxima, mas o paradeiro do Fire Emblem é desconhecido.

Para salvar o continente do reinado de Bern, uma aliança entre diversos reinos fora criada, a Aliança de Lycia, comandada por Roy. A aliança que começara com poucos membros, ganhou força graças as diversas vitórias que conseguiu em cima de alguns exércitos de Bern e chegou inclusive a ganhar apoio dos grupos rebeldes que vivem no continente.

Em meio a tudo isso, um garoto chamado Al, filho de um dos lendários guerreiros que lutaram e venceram a guerra contra os dragões, decidi sair em sua própria aventura e com ele leva uma espada, que foi presente de seu pai, capaz de decepar até mesmo os temidos Dragões. Em sua primeira empreitada Al se envolve com um pequeno reino regido pela princesa Tiena que foi presa por Berna. Gant, seu principal general precisa se submeter aos comandos de Bern para que Tiena não seja executada e em meio a uma confusão Al é preso por Gant, porém Al percebe que Gant não é uma má pessoa e ao fugir de sua cela, derrota seu primeiro dragão e se une a Gant para resgatar Tiena.

Fire Emblem: Hasha no Tsurugi segue uma história paralela a de Fire Emblem: Fuuin no Tsurugi, o primeiro jogo da franquia Fire Emblem lançado para Game Boy Advance, o mangá é um perfeito complemento para o jogo e por vezes as histórias se ligam. Acima de tudo Firem Emblem: Hasha no Tsurugi é um prato cheio para fãs não apenas da franquia Fire Emblem, mas para todos que gostam de uma boa história de fantasia medieval.

Sobre a Obra

A que classe pertence o Al?

Fire Emblem: Hasha no Tsurugi é uma obra lançado na revista Monthly Shounen Jump em abril de 2002 e encerrado em outubro de 2005, tendo ao todo 11 volumes.  O roteiro é de Hiroshi Izawa (Etoile – Sanjuushi Seira) e a arte de Koutarou Yamada (Etoile – Sanjuushi Seira e Seiken no Blacksmith).

A obra contém um roteiro que se passa no mesmo mundo e ao mesmo tempo que o jogo Fire Emblem: Fuuin no Tsurugi, lançado em março de 2002 para Game Boy Advance. Ao longo da história seguimos Al, Gant e Tiena na busca pelo Fire Emblem, em meio a isso vários personagens clássicos do jogo são apresentados e participam de algumas aventuras junto a Al e seu grupo, antes de se unirem em definitivo ao Exército principal do jogo. Inclusive, Roy o protagonista do jogo, aparece algumas vezes ao longo da obra, ou melhor, os personagens principais do manga acabam por se unir a jornada dos heróis do jogo a medida que o mangá segue. Um ponto importante a se destacar, é que ao mesmo tempo que o roteiro respeita a história original do jogo, ele adiciona elementos e informações que tornam a história ainda mais completa. Além de tudo isso, os diálogos são muito bem elaborados e divertem na medida certa.

Se por um lado o roteiro segue muito bem seu papel, por outro a arte também se enquadra perfeitamente na estética clássica dos jogos de Fire Emblem. Não apenas os personagens do jogo são desenhados tais quais se apresentam em sua mídia original, como os criados para o mangá poderiam facilmente se passar por personagens jogáveis (Aqui cabe uma pesar pelo fato de Al não está no jogo). Outro destaque importante da arte corresponde aos cenários. O mangá torna o ambiente em que se passa o jogo muito mais amplo e nesse ponto Koutarou Yamada e seus assistentes conseguiram com maestria criar um cenário que não perde em nada para os melhores filmes, animações e até mesmo livros de fantasia medieval. O único porém é que pelo fato de o mangá tentar se ambientar o mais próximo possível do que é o jogo, perde-se a oportunidade de apresentar uma arte mais elaborada, mesmo porque o jogo tem uma arte razoavelmente simplória, por se tratar de um game lançado para Game Boy Advance.

Opinando

Fire Emblem: Fuuin no Tsurugi é um dos meus jogos preferidos, não apenas da franquia Fire Emblem, mas dentre todos e por este motivo estava um pouco apreensivo ao começar a ler este mangá, no entanto depois de poucas páginas, aquela apreensão, deu lugar a diversão e nostalgia. O ambiente, os personagens, até mesmo os extras, tudo me remetia as horas e mais horas de diversão que passei jogando aquele jogo. Acredito que a experiência tanto do mangá, quanto do jogo, não estariam completas se eu não tivesse conhecido ambas as histórias, mesmo assim, não acho que este mangá apenas é interessante para aqueles que jogaram o jogo, muito pelo contrário, o mangá talvez deva ser conhecido antes do jogo. Por fim indico bastante esta obra em mangá e o jogo, tenho certeza que vocês irão adorar, ao menos o mangá, já o jogo, devido a sua jogabilidade, não abrange um público tão grande como eu acredito que deveria.

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