O ogro azul dos fãs de anime e mangá…


Olá caros leitores!  Estou aqui para  mais uma semana de questionamentos e divagações sobre animes, mangás, o mundo e tudo mais. Hoje falarei sobre um assunto que nem é tão polêmico, aliás creio que muitos dos leitores dessa coluna nem tenham tanto problema assim na hora de escolher uma boa série, nem que o façam pela sua imagem de divulgação, coisa que já fiz em um passado não muito passado. A coluna de hoje trata sobre julgar um livro pela capa, um mangá pelo desenho do protagonista, um anime pela sinopse, em resumo, em se presumir algo sobre uma obra que ainda não conhece.

"Uma obra de Mecha com design da CLAMP, deve ser tipo Rayearth né?"

“Uma obra de Mecha com design da CLAMP, deve ser tipo Rayearth né?”

Quem nunca viu aquela imagem de apresentação de um anime e não pensou: “Ah! Esse aqui não me parece bom, então vou deixar pra lá”? Eu sou uma das pessoas que tendo a dedicar bastante tempo aos meus hobbys e ainda escrevo sobre os mesmos para tentar ajudar os demais a conhecer mais sobre aquilo de que tanto gosto, por isso vejo muito mais coisa do que é necessário, apenas para poder mostrar um julgamento que acho adequado, mas em geral as pessoas, incluindo muitos dos leitores deste blog, não podem, nem querem perder tempo acompanhando materiais que a princípio parecem desinteressantes só para formar um julgamento mais correto.

É Mahou Shoujo, mas não é como todo a maioria dos Mahou Shoujos.

É Mahou Shoujo, mas não é como a maioria dos Mahou Shoujos.

Um dos maiores problemas ao se escolher uma nova obra é a falta de conhecimento da mídia como um todo, ou seja, ao ter um conhecimento muito específico, como o caso de alguém que só ver animes de batalha, dificilmente essa pessoa começará a ver, sem recomendação, uma série de ficção científica, ou um romance, porque ela não é capaz de julgar positivamente um universo que não conhece. É a velha questão de quem tem uma melhor capacidade de reconhecer coisas boas, aquele que viu muitas coisas famosas, ou aquele que viu poucas coisas, mas que muitas delas são menos conhecidas, embora tenham boas críticas.

Por outro lado também há um problema relacionado as pessoas que conhecem muitas obras de estilos diferentes, porque elas tendem a julgar com maior frequência uma obra pela sua premissa ou apresentação, assim tendem a arriscar menos em certas séries, logo podem perder a chance de conhecer uma obra que na verdade é totalmente inovadora para aquele estilo que a pessoa não se julga fã. Comigo aconteceu com séries de mecha, que durante muito tempo menosprezei por conhecer um histórico de mechas com a velha ideia do herói escolhido magicamente. Só ao ver obras como alguns Gundans, Code Geass e Macross que entram muito mais na questão de guerra e política foi que vi que havia um futuro para mim junto a esse tipo de série e quando vi Gurren Lagann, passei até mesmo a ver aquelas séries de mechas com heróis escolhidos magicamente com outros olhos.

Eu nunca imaginei que 4 tatames podia gerar um cenário tão bacana.

Eu nunca imaginei que 4 tatames podiam gerar um cenário tão bacana.

Nesse ponto já deve está claro que somente o character design e a premissa pode enganar, mas muitos ainda não sabem então como fazer esse pré julgamento. Uma questão interessante a se levantar, é que com o passar dos anos nós tendemos a ter cada vez menos tempo disponível antes de estabelecer um período padrão que dispomos para conhecer novas obras, logo existe muita coisa a conhecer, mas pouco tempo e por isso nosso julgamento deve ser o mais rápido possível, no entanto, às vezes isso o faz ser inadequado e acabamos perdendo tempo com algo que percebemos depois que não é tão bom e deixamos de ver outra coisa que após uma simples pesquisa descobrimos que era o que queríamos.

Fazer um pré julgamento é algo necessário, pois não dispomos de tempo livre para acompanhar um pouco de tudo antes de julgarmos a qualidade de cada obra, por isso é interessante pensar ao menos um pouco no que é necessário para me interessar por um certo material. Será que o visual importa tanto assim? A premissa é o que mais interessa? Ou será que a temática?

Levante a mão quem imagina que este seja um anime de fantasia medieval cheio de batalhas

Levante a mão quem imagina que este seja um anime de fantasia medieval cheio de batalhas

Não é fácil estabelecer ao certo o que mais importa na hora de escolher qual novo anime ver, pois cada detalhe pode ser relevante em sua proporção, além disso, não tem como saber ao certo que caminho a história deve seguir sem acompanhá-lo. Aí voltamos a questão de só termos muitas vezes conhecimento sobre a premissa, a temática e o character design.

Uma das dicas mais interessantes que posso lhes oferecer hoje em dia, é tentar saber um pouco mais sobre a obra através de sites e blogs que falaram um pouco sobre essa, para isso é necessário não começar a obra por impulso é claro, além de que nem todo site apresenta dados que você vá achar importante. Eu por exemplo não gosto de Hokuto no Ken, mas tanto para muitos de meus amigos, quanto em textos de muitos sites que conheço essa obra é tida como muito boa.

Não há uma fórmula que possa transcrever com 100% de certeza que uma obra vai lhe agradar e muitas vezes ir muito afundo na pesquisa sobre um certo anime, quadrinho, filme ou livro pode lhe tirar a surpresa e o prazer de descobrir por si mesmo grandes momentos e belas obras.

Quem não arriscou se divertir com esse anime, não sabe o que perdeu

Quem não arriscou se divertir com esse anime, não sabe o que perdeu

No fim das contas, não se pode julgar um anime pelo visual, premissa, ou temática, mas também não se deve buscar tanta informação para garantir que um anime é bom antes de vê-lo ao ponto de perder a chance de se surpreender com o mesmo. É preciso arriscar, mas   conhecer um pouco mais sobre aquilo que lhe interessa não causa mal a ninguém, logo eu acredito que não seja certo se julgar um livro pela capa, ao menos se deve tentar buscar algumas poucas informações para refletir sobre sua escolha, perder alguns minutos vale a pena, em vez de se arrepender por muito tempo.

Mais um texto confuso, eu sei, mas tradição é tradição, por isso espero que tenham gostado de mais essa reflexão sobre a vida o universo e tudo mais e que me respondam: Como vocês escolhem um novo anime, mangá, livro ou filme? Essa semana fico por aqui e semana que vem continuamos nossa busca pela pergunta fundamental.

Comentários em: "A resposta é 42: Um Anime não se julga pelo Character Design?" (8)

  1. Caramaba concordei totalmente contigo! Na parte do Maoyuu eu confesso que tive exatamente o mesmo julgamento! E Kotoura-san ,por exemplo, que eu só fui descobrir no primeiro episódio o quanto era bom? kkkkk ainda bem que estou assistindo eles kkkkk

  2. Tanto mangás como animes, julgar pelo character design é hatismo demais, uma desculpa qualquer pra criticar e tentar parecer intelectual, quando na verdade, quem leva muito em conta esse fator, não consegue ver o verdadeiro contexto ou trama envolvida. Veja Higurashi por exemplo, por mais que o character design soe um tanto forçado e até estranho, se encaixou perfeitamente com o estilo do anime, fora isso, alguns animes que não tem um bom character design mas conseguem dar a volta por cima com um enredo fantástico (mesmo que isso não aconteça com a grande maioria),

  3. Não são os melhores exemplos, mas são para mim os mais recentes:
    Code:Breaker – ao ver aquela Opening incrível, com imagens lindas e bem produzidas imaginei que não teria erro! Seria uma experiência fascinante! Entretanto, o anime se mostrou mediano… e olha lá…
    Magi – com Magi foi o contrário: ao ver o design dos personagens e sua abertura, quis passar longe, até ver bons comentários sobre o mesmo e dar-lhe uma chance que, até o momento, não me fez arrepender.

    Vendo seu comentário acima, lembrei-me na hora de Initial D e Kaiji. À primeira vista são de assustar qualquer um.

    • Tem também o próprio The Tatami Galaxy que tem uma imagem na postagem, Hajime no Ippo e porque não One Piece. Por mais fã que eu seja, principalmente no começo, o design do Oda tá longe de ser um Oh! Great.

  4. Escritora disse:

    Como escolho um anime, série, filme, livro ou game?

    Informação ou ver uma opinião que não desvalorize a obra em si é um bom começo.

    Normalmente, tento evitar de acompanhar séries recentes, porque tenho a impressão de que não haverá algo que me deixe curiosa pra conhecer ou assistir com afinco; prefiro séries já encerradas ou aquelas que algum fansub pegou e a possibilidade de legendas em português seja mínima ou nenhuma. Claro que tenho uma noção das séries que o pessoal mais acompanha e vendo a sinopse ou uma resenha, analiso se dá ou não pra assistir.
    Um fato que já percebi é que não pode se criar uma grande expectativa para ver, jogar ou ler algo, pois o resultado pode ser uma completa decepção: é algo que muitos tem ao ver uma temporada de séries novas e dizer que apenas algumas podem te chamar mais a atenção e quando pega, acha que é bom e você vê que não nada disso que imaginou que fosse. Por isso, o melhor é conhecer antes a sinopse ou uma opinião básica e arriscar: se gostou, ótimo, senão, passa pra próxima. É muito relevante, porque cada pessoa tem seus gostos ou opções favoritas, pois não é todo mundo que vai curtir o que você gosta.

    Outra coisa que tem atrapalhado acompanhar um anime são as primeiras impressões: por mais que a intenção seja mostrar o espectador o que a série tem a oferecer, muitas das vezes acaba dando uma impressão falsa a respeito da série a ser apresentada. Muitas delas podem impressionar no primeiro episódio,mas, outras só mostram seu potencial depois do primeiro episódio. Já me ocorreu de gostar de uma série depois de continuar assistindo ou de ver se é o que dizem mesmo ser tudo aquilo.

    Vou dar dois exemplos de animes que acompanho: um mais conhecido e outro desconhecido.
    O primeiro caso é “Bakuman”: muitos conhecem por ser mais uma obra da mesma dupla que fez “Death Note” e muitos esperavam que fosse tão surpreendente quanto a obra anterior. Foi o contrário: eles fizeram uma história mais juvenil, sonhadora e comum que não te impressiona de primeira,mas, conseguiram o feito de trazerem o mundo dos mangás para o público, que não teve a oportunidade de saber como aquele mangá que tantos gostam de acompanhar é feito. E por isso, se tornou uma série conhecida para muitos e vai ser uma pena que esteja acabando, porque foi a primeira série recente que acompanhei semana após semana. Não porque foi feito pelos mangakás – claro que é a primeira coisa que entra na mente de quem pegou a série – e sim, por mostrar que não precisa ser uma série de batalhas pra chamar a atenção do público em si.

    O segundo caso é “Detective Conan”: a série é muito conhecida no Japão,mas, fora dela é completamente desconhecida do público. Uma razão é o traço e a outra é o fator de não se encaixar no que estamos acostumados a assistir, o que é uma pena. Conheci a série por revistas,mas, foi só quando vi que tinha a série legendada em português que pude saber o motivo de se manter em tanto tempo em publicação e em exibição: a temática e a maneira que desenvolvem a história são impressionantes. E também pra quem curte séries policiais ou já leu “Sherlock Holmes” – no meu caso, conheci o maior detetive da literatura lendo suas histórias – é um prato cheio e quem conhece, acaba tendo vontade de ver outras séries de temática policial ou de investigação. Ou algo que lembre a série e espero que o pessoal possa conhece este anime, não importando se vai acompanhar ou dropar no meio do caminho.

    Bem, é um comentário longo… acho que faz um tempo que não escrevo tanto assim, só que, é muito legal dar sua opinião e ver outros pontos de vista.
    Até mais e continue com “A resposta é 42…”

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