O ogro azul dos fãs de anime e mangá…


Olá a todos! Tudo bem? Hoje estou aqui para falar de um assunto relacionado a mangás, mas não sobre os mangás e sim sobre o mercado nacional, mais especificamente sobre o panorama de novos lançamentos nesse primeiro semestre do ano. Vim falar sobre o que saiu, sobre o que está para sair e discutir se estamos indo no melhor caminho ou não. Espero que possam aproveitar mais essa postagem e vamos ao que interessa.

O que já chegou e o que vem por aí!

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A editora mais nova de voltar ao mercado de mangás começou a lançar seus títulos no fim do ano passado com o fraquíssimo Yakuza Girl e o ótimo Kyou Kara Hitman, ambos destinados a um público adulto e esse ano a editora cumpriu sua lista de anúncios iniciais e já lançou as primeiras edições de Ikkitousen e Old Boy, mais dois títulos destinado ao público adulto. Embora não tenhamos posse dos resultados das vendas tudo indica que a editora vem conseguindo êxito em sua nova empreitada e assim sendo, o editor Marcelo Del Greco já deu dicas de que supostamente deve ser lançar em seguida a adaptação para mangá de Tegen Toppa Gurren Lagann. A lista de títulos pode não impressionar, mas não podemos dizer que não há certa qualidade em ao menos parte do material, principalmente se pensarmos no público alvo de cada obra, mas infelizmente a editora enfrenta críticas quanto a quase todos os quesitos relacionados a publicação, desde o design de algumas capas até a qualidade de tradução e impressão.

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Após um sumiço repentino nos anos anteriores a editora voltou a publicar seus mangás com mais frequência no fim do ano passado e cumprindo a dita parceria feita pela mesma com o Grupo Clamp, torna a publicar uma obra das famosas mangakas, mais um título de volume único, Shunkaden, a nova lenda de Chun Hyang, mas nada de Gate 7 dar as caras por aqui. A NewPOP continua com um material com ótima qualidade física e de impressão e até erros cometidos em obras antigas, parecem terem sido corrigidos, mas a editora segue sendo a com menos credibilidade no quesito periodicidade e não está totalmente livre de desconfianças quanto a seus anúncios.

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A editora que mais apresentou mudanças satisfatória nos últimos tempos com a exceção do preço de seus títulos que cresceu e é o que mais varia de título para título. A JBC já começou o ano com uma nova moral conseguida na fase pós Cassius Medauar assumir o cargo de editor chefe, vale ressaltar que o mesmo sempre declara que as mudanças da editora não são devido a sua chegada, mas que esse processo já estava em andamento e que toda a equipe da editora merece os créditos. Esse ano já saíram três novos títulos da JBC, o Diário do Futuro (Mirai Nikki), Another e o mangá dedicado ao público adulto Burn-up: Excess & W. Além disso, foi anunciado que o  título Level E de Yoshihiro Togashi (autor de Hunter x Hunter e Yuyu Hakusho), também sairá por aqui. A qualidade do papel, da impressão, e alguns dizem que até a da tradução, melhorou e como viés já esperado teve um aumento no preço, mesmo assim a editora continua quase que só elogios nos últimos tempos, e diga-se se passagem, a maioria deles merecidos.

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A maior editora de mangás do brasil continua com o maior cheklist do ano, porém até agora somente um novo título da editora chegou as lojas, trata-se do recentemente lançado Tutor Hitman Reborn!, mais um título advindo da Shounen Jump. Se por um lado a lista de lançamentos ainda está pequena, há pelos menos 3 títulos na lista de mangás anunciados para este ano, sendo eles Toriko, também publicado na Jump, Triage X, do mesmo autor de High School of the Dead e Shinrei Tantei Yakumo. Até o momento a editora não apresentou nenhuma grande mudança no seu material, mas também segue com uma boa imagem pela densa quantidade de títulos famosos nos seus checklists. A maior crítica que costumo ouvir da editora é com relação a sua distribuição setorizada que tende a atrasar títulos mais que o previsto, um grande incômodo para os que moram fora do eixo Rio- São Paulo (Incluindo este que vos escreve).

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Surpreendendo a muitos a Abril decidiu voltar a publicar mangás no ano passado com uma antologia pouco conhecida e menos ainda apreciada pelo público, a antologia Gen, mesmo assim para surpresa de muitos a editora disse está feliz com o resultado de sua empreitada e prometeu investir mais em mangá no ano de 2013. E as surpresas não terminam por aí, pois a editora anunciou que lançará finalmente Kingdom Hearts, um título que já vem sendo sondado por ela desde 2008. Ainda não foi falado nada sobre a data oficial, capa ou preço, mas foi afirmado que o lançamento se dará ainda no primeiro semestre deste ano. Não há muitos parâmetros para se julgar os mangás da editora que vinha a mais de uma década fora desse mercado.

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Não tenho muito o que dizer sobre a Conrad, pois não há nenhum anúncio de um novo material da editora para o mercado de mangás, mas como a mesma continua a publicar Cavaleiros dos Zodíaco: Episódio G e Gen, Pés descalços, ao menos devo deixar claro que ela ainda está ligado a este mercado.

O que esperar do futuro? E o que está faltando?

Hoje em dia não tem como dizer que o mercado nacional de mangás não possue muitos títulos, número este que vai continuar aumentando. Também temos que dar o braço a torcer, que em troca de um preço um pouco salgado, temos sim materiais de qualidade e quase que para todos os públicos. É fato que o público jovem continua sendo o foco principal, mas ao menos há títulos para o público mais maduros e títulos bons, não somente séries com uma tensão sexual que a torne para maiores de idade. Ainda temos poucos títulos para o público feminino, principalmente o público feminino mais maduro, mas ao menos alguns títulos para este nicho existe.

Então ainda podemos reclamar do mercado? O mercado melhorou, há mais editoras, há mais títulos e alguns com boa, até ótima, qualidade, mas ainda há muitos títulos aquém do que devíamos esperar pelo preço que pagamos. Outro problema grande é a máxima de que “qualquer título japonês vende” que parece ainda ser levada a sério, por que tem muito material vindo sem o que parece ser um estudo prévio do mercado, mas até nesse quesito muita coisa melhorou. Ainda faltam melhores canais de comunicação de algumas editoras com seu público, a bem da verdade, somente vejo a editora JBC ter investido de forma aceitável nisto. A questão dos conhecimento sobre vendagem nem é tão alarmante, pois ainda temos como passar por cima disso, embora também fosse algo bom se tivéssemos acesso a tais dados.

Ainda há muito o que melhorá, mas pelo menos temos que admitir que muito já foi feito. Agora o que podemos fazer é continuar criticando positiva ou negativamente o que vemos e acompanhar o que nos espera nesse ano. Por fim gostaria de saber de você, caro leitor, o que acha que está faltando para o mercado nacional de mangás? E não deixem de preencher a enquete ao lado sobre os maiores problemas que enfrentamos atualmente. Até mais!

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Comentários em: "Novas apostas das editoras de mangá brasileiras, será que este é o caminho certo?" (2)

  1. Acho que esse, talvez, seja o melhor ano pras editoras, JBC deu um novo ponta pé inicial e bem promissor, dessas editoras, foi a que teve mais ousadia e apostou melhor, quanto a Panini, parece que parou no tempo, apesar dos shounens clássicos lançados pela mesma, ainda precisa de certa renovação, quanto as outras menores, estão arriscando de maneira arriscada, pode dar certo, ou não, já a Abril com KH já ganhou meu respeito.

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