O ogro azul dos fãs de anime e mangá…


Olá intrépido leitor! Está na hora de mais uma edição da coluna A resposta é 42, sua dose semanal de questionamentos envolvendo o mundo dos animes, mangás e afins. Essa semana mudarei um pouco o caminho que segui nas últimas edições e em vez de falar sobre assuntos que podem ser facilmente estendidos a qualquer mídia, falarei sobre algo próprio dos quadrinhos, novels e animações japonesas. Hoje a grande questão é, devo ver primeiro o anime ou o mangá? e não interpretem como algo do tipo Anime ou Mangá, qual o melhor? (Mesmo que as imagens mostrem minha opinião sobre isso). Então chega de introdução e vamos as perguntas, ou melhor, ao texto da semana.

É até piada comparar o ótimo anime ao fraco mangá, mas será que vale a pena ler os dois?

É até piada comparar o ótimo anime ao fraco mangá, mas será que vale a pena ver os dois?

Antes de mais nada é preciso esclarecer que nem sempre vale a pena ver as duas versões da obra, em muitos caso a discrepância da adaptação é tão grande que realmente podemos dizer que são obras completamente diferentes e em muitos desses casos fica claro demais a discrepância de qualidade ao ponto de uma das mídias poder denegrir a imagem da outra. Dois casos que presenciei foram Code Geass e X. No primeiro caso a adaptação para mangá da série de tv, além de retirar uma parte relativamente muito importante do original com a exclusão dos mechas, tem uma qualidade em vários aspectos bastante inferior a obra original, ao menos para mim fica claro que não vale a pena ler o mangá que adapta a história do anime (embora eu tenha lido para saber disso T.T). No segundo caso fui um pouco mais infeliz, pois meu primeiro e único contato com X foi o filme X 1999, que até hoje considero um dos piores filmes de animação que vi.  Mesmo crendo em todos os que me dizem que a série de TV e o mangá são bem  melhores, não consigo acompanhar os demais materiais da franquia por simplesmente não tirar a imagem daquele péssimo filme de minhas lembranças.

Dar pra ver o anime de Dance the Vampire Bund, mas se puder ler o mangá passe longe da animação!

Dar pra ver o anime de Dance in the Vampire Bund, mas se puder ler o mangá passe longe da animação!

Nesse momento chego ao ponto que é o maior determinante da questão, será que a primeira impressão é a que fica sempre? Sendo bem sincero, com o passar dos anos comecei a me especializar um tanto nessas diferenciações e hoje em dia eu sempre me dou ao trabalho de ver as adaptações em termos de potencial da obra quando não conheço a mesma em sua mídia de origem, pois geralmente as adaptações são inferiores a obra original.  Caso já tenha visto a versão original, passo a ver a adaptação, exatamente como uma adaptação propriamente dita, mas antes de entrar a fundo na discussão relacionado a acompanhar as diversas mídias em que uma obra reside, ainda há mais uma questão relacionada a quando acho que devemos ver apenas uma mídia.

Dois ótimos mangás que conheci devido a seus animes e que hoje em dia recomendo que não vejam o anime, mas que acompanhem o mangá são Dance in the Vampire Bund e Pandora Hearts. Ambas são ótimas obras, que até apresentam pontos positivos na sua versão animada, mas que por uma questão de erros claros dos estúdios que os adaptaram se tornaram séries de anime quase tão criticadas que a adaptação acabou sendo prejudicial. Usando apenas o caso de Dance in the Vampire Bund como exemplo, o mangá foi  adaptado para anime pelo estúdio Shaft, um estúdio de renome com ótimas obras, porém um estúdio com certos vícios que nem sempre se adaptam bem a todas essas obras, como a utilização de muitos efeitos visuais e a estilização de cenários. Apesar da arte dos personagens do mangá ter uma certa estilização diferente de muitos outros, a meu ver não é uma obra para se usar artifícios visuais exagerados, afim de dar profundidade a mesma, na verdade o visual do mangá mostra um contraste interessante entre a violência exacerbada e o ecchi em detrimento a história cheia de diálogos longos e um tanto complexos. Como então ver um anime ruim e esperá um mangá bom e vice versa? Bem não existe fórmula para esse caso, você terá que apostar no fim das contas, foi o que fiz com Pandora Hearts e Dance in the Vampire Bund e o que não consigo fazer com X.

Eu prefiro o anime, mas todos deveriam ler as novels.

Eu prefiro o anime, mas todos deveriam ler as novels.

E então devo ver primeiro o anime ou mangá? A novel ou o anime? O jogo ou a novel? O anime ou o jogo? Para ser sincero eu acredito que exista uma resposta bem simples, mas que não funciona. A resposta é: Veja primeiro o melhor. Porque ver primeiro o melhor? Se você começa pelo melhor vendo ou não a outra versão não fará diferença para você, é mais fácil de abstrair e notar erros, pode-se escolher parar a vontade sem ter uma grande perda de conteúdo dentre outras vantagens. O problema é que a priore não há como saber qual é o melhor sem experimentar ambas as versões, por isso que a pergunta é tão interessante ao ponto de ser tema de um texto dessa coluna.

Então vejamos, o melhor na maioria das vezes é a obra original certo? Em geral sim, mas e quando você tem a tendência em gostar mais de uma mídia é um pouco mais complicado. Eu por exemplo gosto mais  de anime do que de mangá pelo fato de o anime me dar uma experiência muito maior no sentido de eu não só ter a imagem e a história, mas também por ter a música a animação, a dublagem os efeitos e por aí vai, porém eu mesmo admito que é difícil a adaptação animada apresentar a história de uma forma tão boa quanto o mangá, novel ou jogo em que foi inspirada ou baseada, pois afinal o roteiro na maioria das vezes não é do mesmo autor e porque há diversas limitações na mídia que acabam exigindo corte ou alteração de cenas em relação a versão original.

Adoro as animações de Genshiken, mas mesmo tendo conhecido depois, prefiro o mangá.

Adoro as animações de Genshiken, mas  prefiro o mangá.

Talvez sendo um tanto preconceituoso, quando a animação é a versão original, pode começar por ela, pois as chances da adaptação ser melhor são mínimas, mesmo nos melhores casos que acompanhei, o mangá só conseguiu se igualar em qualidade ou superar o anime no quesito character design (o caso de Hoshi no Koe). O contrário como já disse é que é mais complicado, então tentemos utilizar uma outra linha de raciocínio. Que tal sempre começar pelo anime e tentar medir a obra através de potencial, como eu citei que faço? Afinal na maioria dos casos o anime serve apenas como uma forma de chamar a atenção das pessoas pra outra mídia e nos casos em que são originais já disse que é melhor mesmo começar pelo anime. O problema então é saber avaliar o potencial, pois isso é algo que no fundo não passa de uma suposição e essa avaliação precisa ser exercitada para gerar uma maior precisão.

Já que em todo os casos há problemas, porque eu não vejo sempre todas as mídias possíveis e avalio a qualidade sempre? Esse caso é inviável, por falta de tempo e de recursos financeiros (ao menos se quiser ver pelo menos parte do material por meios legais). Um outro motivo que omiti para sempre se buscar começar pela melhor versão da obra é que em geral vocês só tem vontade de ver as demais mídias se acabar gostando da obra. Foi o meu caso com Code Geass, pois só colecionei um mangá, que achei ruim, por querer ter aquela versão dessa obra que gostei tanto. Também foi meu caso com X, que por eu achar o filme tão ruim, nunca tive interesse por ver a história em alguma das demais versões.

Mangá excelente, mas eu me emociono mais com o anime, afinal é minha série de animação preferida.

Mangá excelente, mas eu me emociono mais com o anime, afinal é minha série de animação preferida.

O que faço então? Bem… pela paixão que tenho por animação, normalmente eu vejo o anime primeiro e raramente arrisco ler um mangá antes, mas quando acontece é quase sempre aquele que não tem adaptação animada e é curto ou de autores que gosto. Felizmente hoje em dia casos como o de X não mais acontecem comigo, não que eu tenha descoberto, talvez por ter melhorado minha forma de perceber o potencial da obra, pra ser sincero dificilmente arrisco um mangá de um anime que acho ruim, mas também eu sempre tento achar a animação boa, mesmo sabendo de suas falhas.

Usando esse raciocínio eu acredito que a melhor coisa é escolher a mídia que você mais goste e apostar sempre nela, mesmo que erre. Eu já errei muitas vezes e outras tantas nem sei se errei,  mas pelo menos fico mais feliz em ver um bom anime do que em ler um mangá ou uma novel interessante. Mesmo escolhendo sua mídia preferida, não deixem de arriscar de vez em quando uma mídia diferente e para minimizar o erro, pode tentar seguir as dicas dos sites e blogs que gosta.

Vocês preferem começar pela mídia escrita, desenhada ou animada? Que erros já cometeu por apostar em uma adaptação? Que acertos teve por arriscar uma outra versão de uma obra, mesmo que a primeira que viu tenha achado ruim, do mesmo modo que meu caso com Dance in The Vampire Bund? E afinal vocês preferem anime, assim como eu, ou mangá, como meus amigos do Mangá²?

Por hoje é só, ainda não achei a resposta para a questão fundamental, mas continuarei procurando, afinal não tenho tempo nem recursos pra montar um computar capaz de me informar esta. Enfim, não deixem de comentar, mandem dicas para temas futuros e até mais!

Comentários em: "A resposta é 42: Ver o anime depois do mangá ou ver o mangá depois do anime?" (9)

  1. carlos disse:

    No meu caso eu leio varios mangas, varios mesmo, chega a temporada que todos os animes eu ja acompanho o manga.
    Uma coisa posso dizer, quando vc ja leu o oroginal o anime perde 50% da graça.

    Você ja conhece tudo oque vai acontecer no anime isso faz com que vc não tenha a mesma vontare de ver o proximo episodio do que um anime que vc não conhece.

    Se possivel, nos casos onde tem algum anime que não li o manga, eu vejo esse at eo final pra so depois procurar o original.

    • Legal ver uma pessoa com a mídia preferida oposta a minha, mas admito que não sofro desse problema de perder graça no anime, pois tem outras coisas que acho que compensam além da história. Um exemplo que eu tenho é Bakuman, que comecei pelo mangá, quando ainda nem tinham anunciado que ia ter anime, depois de ver a primeira temporada completa do anime e sabendo que haveria mais que cobririam o resto da história eu simplesmente desisti do mangá, mesmo porque não é uma obra lá tão grandiosa em minha opinião.

      Do mesmo modo que você eu pense que vendo um anime antes e depois indo pro mangá, o mangá perde esses 50% da graça até eu chegar onde o anime terminou, nos casos de animes que não cobrem a obra toda.

      Obrigado pelo comentário! Foi bom ver alguém que pensa um tanto diferente de mim.

      • carlos disse:

        AI que ta uma diferença , bakuman eu não consegueria ler o manga.. muito parado.. ja o anime eu vejo de boa.

        Sobre oque vc falou de perder a graça depois de ver o anime, eu ja discordo pois na maioria dos animes, pra não dizer todos, são mal adaptados e varais veses com cortes de partes do manga, amenizadas as partes cenas essas coisas.
        então quando eu leio um manga que ja tem 1 anime acabo apenas vendo + detalhes da obra.
        Se no anime eu tive uma experiência boa, muito boa (80%) quando no no manga acabo axando a obra menhor ainda !

        pois é la que ta 100% do que o autor quis passar.

  2. No meu caso, eu pego mais animes que mangás pra ver.
    Então eu começo pelo anime, e se ele não cobrir toda a história ou ter um final filler pego o mangá pra saber como termina.
    Mas eu me sinto meio enganada quando o anime para em uma parte muito boa, ou no meio da história… É como se falassem “quer saber o resto?! Vá para o mangá =p ” Tá certo que o anime muitas vezes é uma maneira de promover a obra original e tals…

    • Eu até citei no post, mas como vc lembrou, o anime normalmente serve com promoção para a obra original, quando ele não é a obra original, mas admito que mesmo assim eu meio que prefiro as animações por tudo que já citei no post.

      Obrigado pelo comentário!

  3. Texto interessante. É um bom tema, vamos ver se consigo discorrer sobre.

    No meu caso gosto mais de manga, mas a quantidade de obras que vi nas mídias animada e escrita (ou desenhada) está bem equilibrada. Quanto ao que ver primeiro, ou mesmo sobre o que ver, acho que é uma questão de “feeling”. Com o tempo você vai pegando as manhas de só com uma olhada superficial já saber do que vai gostar ou não, é claro que sempre vão ter surpresas, boas e ruins.

    Acredito que ver sempre o original primeiro seja a melhor escolha, qualquer que seja sua mídia vai acabar sendo mais completo do que a adaptação, assim de certa forma você pode cortar caminho por que a adaptação acaba sendo meio desnecessária. Mas isso também acaba sendo tão relativo… que não parece mesmo ser um bom critério.

    Como o autor do texto disse, saber a sua mídia preferida e se guiar por ela pode ser um bom começo, mas não é uma boa ideia ficar apegado muito a isso, e de vez em quando, pelo menos, se deixar arriscar e explorar além da sua zona de conforto. Até pra poder aguçar mais os seus sentido, afim de melhorar a experiencia naquilo que você já gosta.

    Mas não se pode esquecer que as adaptações quase sempre vão estar aquém do original, e sempre levar isso em consideração quando estiver vendo uma. De forma que se você viu uma adaptação e gostou do começo, mas não do final, pode ser uma boa ideia tentar ver a obra onde se baseou. Por outro lado, se não gostou de nada do que viu, então não vale a pena tentar ver mais nada a respeito.

    No geral, os mangas acabam sempre se beneficiando mais de adaptações do que os animes. As chances de um manga adaptado de um anime original serem boas, são pequenas. E animes adaptados são feitos pra despertar a curiosidade do espectador, o final acaba sendo muitas vezes inconclusivo, e mesmo as partes já vistas no anime acabam sendo mais desenvolvidas no manga.

    Sei lá, eu pelo menos nunca tive surpresas muito desagradáveis, na maioria das vezes percebo logo de cara quando não vou gostar de alguma coisa. No entanto, costumo me surpreender bastante com obras que a principio não parecem tão boas, mas que se mostram incríveis. Talvez por isso que goste de arriscar.

    Na pior das hipóteses sempre da pra usar as decepções como parâmetros pra aquilo que é bom.

    • Excelente comentário… Fico feliz por ter gostado do post e sua opinião parece ser bem parecida com a de muitos leitores, por isso obrigado por essa complementação por um ponto de vista um pouco diferente do meu.
      Apareça mais vezes!

  4. Escritora disse:

    Há quanto tempo…
    Ultimamente estou sem net e o computador deu tilt, então, só deu pra escrever agora.

    Vamos ao tema: é melhor ler o mangá e ver o anime ou vive-versa?
    No meu caso depende: costumo ler o mangá se assisti ao anime ou se descubro que tem o mangá, leio e se gostar, vejo a adaptação. Claro que a maioria vai dizer que é melhor ler o mangá e depois ver o anime,mas, muitas vezes, o resultado da adaptação é uma completa decepção.

    O que quero dizer é que acabamos criando uma grande expectativa de uma adaptação e queremos que seja tão bom ou superior ao original, e muitas vezes, achamos que a adaptação fica abiaxo da média. Este é um pensamento que deve ser mudado, porque senão, não dá pra achar aquilo que a gente gosta.

    Vou usar dois exemplos: um que assisti ao anime e depois li o mangá e vice-versa.

    No primeiro caso, um dos primeiros animes que gravei por completo foi “Chrno Crusade”, na época que assistir RMBV era a melhor opção, só não esperava que anos depois que havia assistido a animação, a Panini lançasse o mangá – em 8 volumes – e fiquei feliz e aí colecionei todinho. No caso, o anime seguiu o roteiro original até o volume 5 e depois as duas versões se diferem, tanto que o final do anime é muito superior ao do mangá. Claro que as duas versões são muito boas e recomendo muito pra quem curte uma série curta e com um elenco incrível de personagens.

    O segundo caso foi com “Mirai Nikki”: li o mangá por recomendação dos sites que diziam que era muito bom e entrei na onda, lendo o mangá e as duas spin-offs. Os li antes da exibição do anime, então, sabia bem o que ia aguardar na adaptação. Só não esperava que no anime usasse uma das spin-offs: se prestar bastante atenção, usaram cenas do “Mirai Nikki: Mosaic”, o que é raro. Normalmente, as adaptações usam apenas o mangá propriamente dito, sem outros complementos.

    Estes são os casos que mais me marcaram. Bem, é isso aí a até um próximo “A resposta é 42…” e…

    Que bom que gostou da resenha do “Detective Conan” que fiz. Já tenho mais duas resenhas no site: “Seto no Hanayome” e “Kareshi Kanojo no Jijou” – “Karekano”, como é mais conhecido – e aguarde: tenho uns trunfos na manga por aí…

    Até mais!!!

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