O ogro azul dos fãs de anime e mangá…


Ansioso pelas temporadas que virão!

Ansioso pelas temporadas que virão!

Tal como Kotoura-san, não encontrei nenhuma resenha que considero interessante sobre o anime, mas indico, para quem não sabe nada sobre Magi, que leia esse texto do Mangatologia, onde é apresentado um pequena resenha sem spoilers do mangá e que serve como introdução para o anime, aliás este é o objetivo do texto. Por fim, vale ressaltar mais uma vez que esta coluna não contém spoilers (daquele tipo que estraga a história).

Título: Magi: The Labyrinth of Magic
Autor(a) do mangá: Ootaka Shinobu
Gêneros: Ação, Fantasia, Mitologia, Magia
Número de episódios: 25
Ano de Lançamento: 2012
Produtora: A-1 Pictures
Diretor: Masunari Kouji

A série se passa em um mundo de fantasia inspirado nos famosos contos das Mil e uma noites, mas com diversas diferenças, começando pela magia que cerca o mundo e pelas “Dungeons”, misteriosas construções que concentram desafios mortais, porém uma vez completa, aquele que a desbravou termina por obter riqueza e poder, ou pelo menos é isso que a maioria das pessoas desse mundo acredita. O protagonista da trama é o jovem Aladdin, um garoto de não mais que 10 anos, bastante inocente e detentor de um poder incalculável que nem ele mesmo compreende, fora isso, Aladdin, devido a uma flata mágica, é capaz de invocar quando quiser o gênio (Djin) Ugo. Além de Alladdin, temos como co-protagonistas, os personagens Alibaba, um comerciante que esconde um grande segredo em seu passado, e Morgiana, uma jovem escrava descendente de uma tribo com capacidade físicas espetaculares. O trio se conhece logo no início da trama e desbravam, não exatamente juntos, um Dungeon que termina tornando Alibaba o mais novo desbravador de Dungeons conhecido. O que o futuro reserva aos três? O que siginifica o termo Magi? Quem são e o que são os gênios? O que Alibaba esconde em seus passado? E quais os demais segredos que envolvem este mundo? Para descobrir isso e muito mais, assistam Magi: The Labyrinth of Magic.

Para quem já teve contato com o anime Sumomomo Momomo, inspirado em um mangá da mesma autora de Magi, não estranhará nem um pouco o visual dos personagens, mas para os demais acredito que leve um tempo pequeno para se acostumar com o visual um tanto diferente dos shonens de batalhas mais conhecidos, o que não desmerece em nada o Character Design do anime, pois o mesmo é muito bom. Em relação aos cenários, o animes conseguiu apresentar muito bem o mundo fantástico onde a série se passa e deixar um clima similar a outras séries que aparesentam uma Arábia fantasiosa e medieval. Vale ressaltar que há uma preocupação da obra em destacar, tanto no roteiro como visualmente, que o mundo, por mais colorido e bonito que seja, está passando por um período um tanto sombrio.

A animação da obra é acima da média para shonens de batalha, mas segue um padrão comum a outras obras deste estilo produzidas pelo A-1 pictures, como Ao no Exorcist, Sword Art Online e Fairy Tail. A trilha sonora é muito boa, o que também já esperado deste tipo de série quando produzida pela A-1, no entanto todas as aberturas e encerramentos são melhores de que várias das outras obras da mesma produtora, o que é muito positivo. A dublagem também é boa, mas não dar pra dizer que impressiona.

Por se tratar de uma trama que não segue o “padrão Jump” (Afinal o mangá é da Shounen Sunday), há uma originalidade bem perceptível se comparada a outras tramas do mesmo estilo, por outro lado há uma característica típica de obras da Shounen Sunday, que é sempre terminar uma capítulo, ou no caso um episódio, com algum tipo de revelação, ou com uma cena impactante, a ser pegue como base para o episódio seguinte, o que passa uma impressão de que a série segue um ritmo mais frenético do que realmente é apresentado. Não sei quanto ao mangá, mas felizmente a animação consegue apresentar uma evolução bem natural dos personagens, embora o Alibaba sofra uma mudança brusca ao início da primeira grande saga, no entanto ao decorrer da série a evolução desse personagem também é melhor trabalhada, vale ressaltar que o anime durante uma parte considerável, trata esse personagem como o principal.

Se tivermos de comparar o roteiro da série a de outros shonens de batalha, ele é acima da média, mas não chega a encantar tanto quanto outras obras mais famosas, por outro lado há uma pincelada mais madura que o usual para este tipo de série, como por exemplo, tratar das questões da escravidão, da traição entre amigos, de regimes políticos e até do confronto de interesse entre nações, o que não diminui a importância das batalhas na série, mas apresenta um cotéudo interessante para pessoas mais maduras, sem deixar de lado o público juvenil.

O anime apresenta certos problemas de narrativa decorrentes desta tentativa de introduzir alguns elementos mais maduros, pois muita coisa é tratada de forma superficial, além disso, a carga dramática de alguns personagens na primeira grande saga, principalmente do Alibaba, parece um tanto forçada demais, e fica dificíl  ter uma empatia maior por estes, mesmo porque tudo se passa ainda muito no início da série, logo não se tem tempo suficiente para se importar o tanto necessário com os personagens quando isso ocorre.

Mesmo com alguns erros, Magi é um shonen de batalha acima da média e que pode agradar um público muito mais variado que outras obras mais famosas deste estilo, porém não chega a ser uma série revolucionária, nem por isso deve ser descartada, afinal é uma aventura muito divertida de se acompanhar. Claro que 25 episódios é pouco para tratar toda  a trama do mangá, no entanto já há uma continuação programada para o outono de 2013 e se querem saber, estou ansiosíssimo por ver esta segunda temporada.

Por fim, se você curtiu o anime, mas não tem a mesma paciência que eu para esperar a próxima temporada, ou se é do tipo que prefere se aventurar com o mangá, você pode conferir parte deste já traduzido para português no nosso parceiro Manga Host, basta clicar aqui. Vale ressaltar que há uma chance considerável dessa obra ser publicada no Brasil, então o Anime Portfolio recomenda, que caso o mangá seja publicado no país, optem sempre pela versão oficial.

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