O ogro azul dos fãs de anime e mangá…


Olá caros visitantes, a coluna mais questionadora da blogosfera está de volta após um longo hiato que provavelmente deixou algumas pessoas um pouco mais tristes. Para retornar com bom humor, hoje trouxe um tema muito peculiar que envolve diversas mídias e que possui uma conotação muito especial nos animes e mangás. É dia de se questionar um pouco sobre aqueles aparatos cuja necessidade de existência é um tanto duvidosa.  Em muitos casos eles surgem como elementos cômicos, mas será que não existe nada por traz desta comicidade? Será que esses itens são tão dispensáveis assim? Sem mais delongas vamos as perguntas (Eu já estava com saudades desta frase)!

Toalha -  Todo mochileiro das galáxias precisa da sua e se tiver uma estampa legal é melhor ainda.

Todo mochileiro das galáxias precisa de uma toalha e se tiver uma estampa legal é melhor ainda.

Toda boa história acaba dando importância a certos itens que nos marcam e que são necessários para que os protagonistas sigam a diante, por exemplo, a espada matadora de dragões e a armadura amaldiçoada em Berserk, a bicicleta em Honey & Clover, a bandana em Naruto,  as armaduras em Cavaleiros dos Zodíaco, os tênis gigantescos da Nike em Basquash e etc, no entanto existem certos itens utilizados em histórias, que podem ser usados como alívio cômico, mas que acabam ficando marcados na memória dos fãs daquele anime e mangá. Surge a questão, será que realmente fazia sentido aquele item existir?

Hoje questionaremos outros sentidos para esses itens, ou seja, a representação que eles trazem consigo, algo que muitos não costumam pensar, mas que nos levam a seguinte questão: será que este item significa algo mais profundo, ou ele realmente pode ser visto apenas como um elemento cômico?

Um item indispensável para trein.. pesq... jogado... Para que serve mesmo esse negócio?

Um item indispensável para trein.. pesq… jogad… Para que serve mesmo esse negócio?

Antes que venham me apedrejar, eu sei que a Pokedex tem várias funcionalidades importantes, como relógio e calculadora. Usando esse exemplo, não é incomum, em certas obras, haver aparatos que tem como funcionalidade principal fornecer algum tipo de informação sobre o mundo ou sobre um grupo de seres (o glorioso guia do mochileiro das galáxias não me deixa mentir), mas em animações, principalmente séries para crianças e adolescentes, estes itens passam uma impressão de inutilidade dado o fato de que no final, muitas das informações fornecidas não são respeitadas pelos personagens e as vezes nem mesmo pelo roteiro da obra, apesar disso não dar para ignorar a utilidade que artefatos como esse poderiam transmitir na mão de pessoas que os utilizassem melhor, além do que são excelentes para ajudar na criação de um “universo expandido” da obra. No caso de Pokemon, muitos dos jogadores adoram utilizar as informações contidas na Pokedex, mesmo assim, em geral, a existência dessa não é realmente necessária nem para compreensão da obra e nem para o desenrolar da mesma, tanto que são poucos os personagens que ostentam tal equipamento.

Tecnologia de ponta, própria para ser explodida.

Tecnologia de ponta, própria para ser explodida.

Ainda em território perigoso, temos as sensacionais cápsulas hoi-poi de Dragon Ball e qualquer máquina comum a sociedade que há em obras shonens de batalha. Diferente dos demais itens que menciono neste texto, esses tendem a começar bastante úteis nessas séries, mas a medida que o nível de poder dos personagens aumenta, a maioria desses itens (fora naves espaciais, por que elas são muito cool) vai se tornando inútil ou talvez úteis apenas para demonstrar como os personagens estão fortes, já que agora essas máquinas podem ser destruídas com um simples espirro, um estalar de dedos, ou uma piscadela. Por outro lado esses itens que vão sendo quase que esquecidos (que nem as Dragon Balls) demonstram um contraste muito interessante, comum a obras de batalha, o fato de que jamais uma tecnologia, por mais avançada que seja, irá sobrepujar as capacidades físicas dos heróis dessas histórias, o que no fim das contas as tornam simples utensílios necessários aqueles que não tem outra opção a não ser serem protegidos pelos heróis, ou dizimados pelos vilões. Vocês já  tinham pensado como seria uma incrível obra de ficção científica, a história da criação das cápsulas hoi-poi? Eu também não!

Nada supera o poder do Afro

Nada supera o poder do Afro!

Alguns dos itens mais utilizados em obras de comédia, são aqueles elementos bizarros de vestimenta, como o cabelo afro, capas suntuosas, cartolas, monóculos e etc.  Por um lado itens como esses, quando utilizados, são extremamente engraçados, por outro demonstram estereótipos estranhos que para pessoas com menos senso de humor podem ser ofensivos. Por outra perspectiva, alguns desses itens servem como símbolos em homenagem a certas pessoas famosas, por exemplo a auto homenagem que o diretor Watanabe Shinichi faz a si  mesmo e a seu cabelo afro, ao utilizar um personagem idêntico ao Lupin III, porém com um afro, ou o fato de muitos personagens que desenham mangás em suas obras terem um boina, o que remete a Osamu Tezuka. Nenhum desses itens são necessários, mas transmitem uma identidade visual que pode ter ao fundo uma mensagem boa ou ruim dependendo do ponto de vista de quem está lendo o mangá ou vendo o anime, além de funcionar como “easter eggs”.

Eu também queria ter um nome criado por um Kappa!

Eu também queria ter um nome criado por um Kappa!

Esse último exemplo talvez não possa ser tratado como um mero item, mas na falta de uma categorização melhor, podemos dizer que nomes funcionam da mesma maneira que os itens já comentados. Apesar de parecer loucura, tratar o nome de um personagem como um um mero elemento descartável é uma das simbologias feitas por certas obras que melhor são utilizadas para demonstrar uma crítica a importância que as pessoas dão a certas coisas. O nome é algo criado para simplesmente facilitar a comunicação, porém é comum se ver por aí, ele ser usado para ostentar uma característica. Obras como The Tatami Galaxy, Arakawa Under The Bridge e Jinrui Wa Suitai Shimashita, estão aí para mostrar que nomes não são vitais para se contar uma história, nas três obras citadas, essa mesma característica é utilizada de forma diferente e sem se importar com nomes e sobrenomes importantes, pois no fim das contas, não é o nome dos personagens que importa, não é isso que faz deles queridos ou odiados, nem é isso que causa a empatia que temos por eles. Nem eu e nem essas obras estão querendo dizer que os nomes diferentes devem ser abolidos, mas elas nos mostram que eles não são como itens necessários para existência ou desenrolar de uma obra.

Repensando tudo o que foi comentado nesse texto é fácil tecer certos questionamentos sobre itens existentes em animes e mangás que não são tão importantes assim. Dentre os vários questionamentos que poderiam ser formulados, deixo três para meus leitores: O que torna um item aparentemente dispensável em algo indispensável para um obra? Que outros itens indispensáveis, presentes em algum anime ou mangá, são lembrados por vocês? E porque disso?

Por hoje é só pessoal! Espero que tenham gostado e garanto-lhes que a coluna estará de volta antes mesmo que vocês consigam se deparar com outro cara vestido de Kappa, porque mesmo sabendo a resposta para o sentido da vida, do universo e de tudo mais, ainda há muitas perguntas a serem descobertas antes da verdadeira questão fundamental. Até mais!

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Comentários em: "A resposta é 42: Itens (in)dispensáveis" (3)

  1. Poxa, eu gostava das capsulas Hoi-Poi e quando o Goku era menos overpower, as histórias tinham menos gritaria e porrada e mais inteligência (não que porrada e gritaria seja ruim, mas eu prefiro a fase Goku pequeno)

  2. Escritora disse:

    Qual item gostaria de ter? A PokéAgenda é claro: se pudesse me aventurar no mundo de “Pokémon”, teria uma delas, de preferência rosa com tons que lembrem os remakes dos games mais antigos. Aí, me mandem pra Kanto e escolho o Bulbasaur pra começar a jornada.

    Mudando de assunto, estes itens são parte de uma série, sejam armas, apetrechos tecnológicos ou até mesmo algo comum que se torna incomum. Tipo as cápsulas de “Dragon Ball”: basta apertar e ver o objeto dar as caras, bem inteligente da parte do Toriyama.
    Lembrando, até que é curioso os apetrechos que o Conan de “Detective Conan” usa na série: gravata pra imitar qualquer voz, tênis que aumenta o poder do chute dele – e olha que neste caso, dá pra ser pego de surpresa quando ele usa – o skate – principalmente no primeiro especial com o “Lupin III”, a cena é de deixar de queixo caindo, tem de assistir pra entender – e por aí vai.

    Bem, é isso aí e até mais!!!

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