O ogro azul dos fãs de anime e mangá…


De volta… Finalmente está no ar a edição 3 dessa coluna genial e nada modesta sobre mangá. Começo esse texto com um questionamento que não tenho como responder ao certo, mas é sobre ele que vamos divagar um pouco. A algum tempo ouvi que certas pessoas de algumas editoras nacionais disseram que Shoujo mangá e principalmente Jousei não são produtos muito comerciais no Brasil, ou seja, eles não fazem sucesso por aqui, mas será que é isso mesmo? No final da coluna temos mais um top totalmente (não) original dos melhores mangás (ou os que sinto mais falta) que foram cancelados em terras tupiniquins e claro que uma editora reina absoluta nesse Top.

Você compraria Nodame Cantabile?

Você compraria Nodame Cantabile?

Acho difícil algum leitor desse blog ainda não saber a que me refiro quando falo shoujo mangá e josei, mas em resumo, shoujo são obras destinadas ao público feminino na puberdade e adolescência, por volta de 10 a 17 anos de idade, enquanto que as obras josei são destinadas as mulheres com mais de 18 anos, conhecidas como jovens adultas. A diferença entre essas obras para os “shoujos convencionais” é principalmente a linguagem que é usada, isso é importante, pois a faixa etária a qual cada obra é destinada pode variar dependendo do país, por isso a priore essas demografias são definidas no Japão com base nas revistas em que cada obra é publicada, ou seja, uma série é shoujo se é publicada em um revista shoujo e analogamente com o jousei e com as demais demografias em que são separados os mangás.

O jousei costuma apresentar temas mais adultos que afligem as mulheres, embora haja obras, que embora foquem mais no público feminino, tem um conteúdo que chama atenção de leitores de ambos os sexos. No Brasil o jousei já foi um gênero em que as editoras apostaram um pouco mais, hoje em dia é raro ver obras desse estilo no mercado e ao que tudo indica as editoras não apostam nessas obras por não terem tido experiências boas no passado ou por acharem que não são adequados ao mercado. Por outro lado existem diversos animes baseados em mangá jousei que fizeram um sucesso considerável entre os fãs brasileiros, mas não há hoje como mensurar qual o tamanho deste público que consome materiais desse tipo e nem se há potencial de lucrar com a venda de mangás destinados a esse público, principalmente pelo fato de que hoje em dia pode-se dizer que o consumidor nacional de mangá não tem um perfil muito definido, se consome de tudo independente do sexo e faixa etária, até mesmo porque há uma diferença muito grande no número de títulos destinados ao público masculino em relação ao material destinado ao público feminino, fora o material destinado a adultos de ambos os sexo.

É  fácil perceber que o público brasileiro não pode ser categorizado do mesmo modo que o Japonês e embora garotas costumem investir mais em obras shoujo que homens, elas também investem em obras destinadas a priori ao sexo masculino e vice versa. Se  fôssemos julgar ao certo o que cada sexo e faixa etária brasileira prefere dificilmente chegaríamos a algo como, público X prefere romance colegial e o Y prefere obras de batalha com bastante violência, é mais provável que chegássemos em algo como, o público X consome mais romance colegial, mas não dispensa algumas obras mais violentas, enquanto que o Y consome batalhas de vários tipos e já consumiu algumas obras de romance colegial também. O que quero dizer é que o público nacional parece consumir as histórias por outros motivos que não o gênero, alguns desses motivos são fáceis de citar como por exemplo obras baseadas em animes de sucesso, clássicos que passaram na tv brasileira e obras de autores famosos no país. Em outras palavras o conteúdo é importante, mas não costuma chegar ao leitor se ele não tiver tido algum contato com aquele tipo de material antes.

Hoje em dia editoras que estão investindo mais no marketing dos seus títulos e focando em obras com as características supracitadas vem conseguindo um sucesso visível. Com isso acho que a conclusão que me parece mais correta não é que jousei não vende no Brasil, mas que para se vender qualquer obra é preciso se focar no marketing da mesma e também  trazer obras com um conteúdo agradável, principalmente apostando em histórias diferentes, não adianta trazer vários mangás similares a materiais que no passado não venderam é preciso arriscar mais e agir de forma que esse material interesse ao público com um marketing adequado. Antes de terminar, vale notar que alguns títulos muito interessantes como Spicy Pink chegaram ao mercado quase que sem aviso, não se deve jogar uma obra no mercado sem que as pessoas saibam do que se trata só porque é boa, é como lançar um ótimo livro em livrarias com milhares de outros livros bons sem dizer porque aquele livro também deve ser comprado. Talvez tudo que eu falei seja besteira e jousei não funcione mesmo no mercado nacional, mas é certo que não dar pra crer que isso é verdade só pelo pouco que foi feito. Estamos perdendo a chance de entrar em contato com obras excelentes, por uma constatação de certas editoras, que ao menos para mim, parece bastante equivocada.

Top 3 nacional – Mangás (infelizmente) cancelados

Depois de um texto que mais pareceu pertencente a coluna “A resposta é 42“, vamos a mais um Top 3 nacional, dessa vez com meu top pessoal de obras canceladas. Vale ressaltar que a editora Conrad conseguiu a façanha de ser a única com obras citadas dessa vez, o que não é nada positivo, o mais chato é pensar que eu poderia fazer um top 10 só com materiais da Conrad. Espero mesmo que alguma editora pense em um dia relançar essas obras nem que seja só de onde a Conrad parou.

3º lugar

250px-Dr._Slump

Dr. SLUMP

2ºlugar

Sanctuary

Sanctuary

1º Lugar

Nausicäa

Nausicaä

Por hoje é só, a qualquer dia, em qualquer hora no futuro (espero eu) estarei de volta com mais um Extras de Mangá. Até mais!

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