O ogro azul dos fãs de anime e mangá…


Yo! Dessa vez trago-lhes um top que de certa forma agrega ao top de animes que mereciam continuação, que postei semana passada. Hoje falarei de  cinco animes, que a meu ver, mereciam um remake. Em geral remakes não são exatamente bem aceitos, ao menos não pelos fãs das obras originais, porque uma vez que uma obra narrativa é considerada boa, não parece haver necessidade de recontá-la, vemos isso muito como uma forma da indústria tentar conseguir mais dinheiro com uma antiga franquia e de o fato é, porém existem obras que por algum motivo não foram apresentadas da maneira que merecia. Ainda assim, pode-se dizer que é raro um remake ser realmente tão bom ou melhor que o original, ou ainda diferente a um ponto que conseguimos aceitá-lo por completo, mas existem casos de sucesso que comprovam que um remake pode ser sim muito bom. Entre os animes, o exemplo mais claro dos últimos anos é Full Metal Alchemist Brotherhood, que para muitos conseguiu não apenas sintetizar de forma precisa tudo que tem no mangá, mas conseguiu superar o anime anterior, Full Metal Alchemist, que é considerado muito bom, mesmo com metade dele destoando da história do mangá que o deu origem.  Antes de mais nada, vale também deixar claro, que remakes só valem a pena se a obra é boa, pois recontar uma obra ruim não vale a pena por melhor que seja a nova forma de contá-la. Sem mais delongas vamos ao meu top 5.

5º Lugar – Soul Eater

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Exibição original: De 7 de abril de 2008 a 30 de março de 2009
Estúdio: Bones
Diretor:
Igarashi Takuya
Mídia Original:
Mangá
Autor da obra Original: Okubo Atsushi

Antes de mais nada, a série de tv de Soul Eater é boa, na verdade acima da média. Tecnicamente é um dos melhores trabalhos do estúdio Bones, porém como muitos animes baseados em mangá, em um certo momento a série de tv alcançou sua mídia original (vale ressaltar que o mangá só teve fim em agosto de 2013), desta forma o estúdio tinha apenas duas opções: parar o anime, para talvez retornar com uma segunda temporada no futuro, ou criar um final para o anime que ia destoar do mangá. Tal como em Full Metal Alchemist, o Bones decidiu escolher a segunda opção, no entanto, nem o menos fã da obra poderia dizer que a conclusão agradou. Digamos que o Bones usou e abusou do recurso do Deus Ex Machina para construir um final claramente apressado.  Vendo desse modo, tal como Full Metal Alchemist, Soul Eater merecia sim uma nova série, até porque a obra não chega a passar sequer da metade do mangá, mesmo com seus 51 episódios, outra coisa em comum com Full Metal Alchemist. Vale ressaltar, que apesar do fim do mangá ser recente, são poucas as esperanças de um novo animes de Soul Eater, ou pelo menos um anime baseado na obra original, pois já foi confirmado um anime do spin off Soul Eater Not, o que é estranho dado o fato que esse mangá só tem 3 volumes completos até o momento, será que a Bones vai fazer o número 2 de novo…

4º Lugar – Gantz

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Exibição original: De 13 de abril de 2004 a 18 de novembro de 2004
Estúdio: Gonzo
Diretor:
Itano Ichirou
Mídia Original:
Mangá
Autor da obra Original: Oku Hiroya

O que dizer de Gantz? Tecnicamente o anime começou aceitável, mas a medida que a história ia se seguindo e que mais era exigido da animação e da arte, o anime foi se mostrando um trabalho bem meia boca da Gonzo, mas o pior de fato é a história, afinal até hoje não ficou muito claro o porque de a Gonzo modificar tanto a obra a seu gosto, ainda que o anime tenha chegado próximo ao mangá,  as mudanças que ocorrem do episódio 12 a 26 do anime são de chorar de agonia. Vale ressaltar que uma das principais reclamações que os fãs tem contra o estúdio Gonzo é o fato de ele costumeiramente mexer na história da obra, mesmo quando há sim uma referência completa a ser seguida, como por exemplo um livro ou um mangá quase no fim. Bem, Gantz é um dos mais conceituados,  ou pelo menos, um dos mais famosos, seinens desse século, sem dúvida ele merecia um remake digno, nem que fosse apenas para recontar de forma decente o primeiro arco da obra.

3º Lugar – Pandora Hearts

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Exibição original: De 3 de abril de 2009 a 25 de setembro de 2009
Estúdio: Xebec
Diretor:
Kato Takao
Mídia Original:
Mangá
Autor da obra Original: Mochizuki Jun

Dessa vez não tivemos grandes mudanças na obra nem nada que afetasse a história, que termina em aberto em um ponto até bom, porém o Xebec parece ter selecionado alguns dos seus funcionários mais inexperientes para cuidar da arte, da animação e até dos efeitos sonoros desse anime. A produção é tão estranha que o anime nem parece ter sido feito nesse século, pois a qualidade de animação rivaliza com obras fracas dos anos 80, além disso, a arte é confusa  e nem a dublagem, que é boa, chega a ser capaz de ofuscar esses problemas. Aliás a dublagem, parte da trilha sonora e a história salvam o anime de Pandora Hearts de ser de fato uma porcaria. Por falar nisso, taí um mangá mais voltado para o público feminino que ia ser legal ver por aqui.

2º lugar – Claymore

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Exibição original: De 4 de abril de 2007 a 26 de setembro de 2007
Estúdio: Madhouse
Diretor:
Tanaka Hiroyuki
Mídia Original:
Mangá
Autor da obra Original: Yagi Noriho

Claymore é a prova de que às vezes um final faz toda a diferença e nesse caso a diferença em questão é pra ficar em posição fetal se perguntando o porquê? Desde o começo estava claro que o anime ia parar em um ponto em aberto da história do mangá, também desde o começo da segunda metade da obra, mudanças sutis em relação a história do mangá foram sendo feitas, mas quando você cria um arco final sem pé nem cabeça em que a qualidade técnica decai,  em que a história em relação ao mangá é covardemente alterada e que ainda deixa tudo em aberto, aí parece que de fato todos aqueles bons, ou melhor, excelentes episódios anteriores, são esquecíveis. É  uma vergonha o que a Madhouse fez com o fim de Claymore, apenas esse não é meu primeiro lugar desse top, pois ele ainda está no grupo de obras relativamente boas cujo final foi o grande problema.

1º Lugar – Dance In The Vampire Bund

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Exibição original: De 7 de janeiro de 2010 a 1 de abril de 2010
Estúdio: Shaft
Diretor:
Sonoda Masahiro, Shinbou Akiyuki
Mídia Original:
Mangá
Autor da obra Original: Nozomu Tamaki

O primeiro episódio de Dance In The Vampire Bund já mostra que tecnicamente ele não seria um grande anime, muito provavelmente devido ao visual escolhido pela Shaft, mas é um dos inícios mais brilhantes que o estúdio já produziu, porém tudo que vem depois, com exceção da história, pode ser jogado na lixeira. A animação é fraca, mas nada que não se esperasse da Shaft, porém a forma como eles tentam contornar esse problema, usando seus clássicos efeitos visuais exagerados que fazem seus animes parecerem obras de arte surrealistas, são minimamente medíocres. A dublagem é fraca, com exceção da protagonista Mina Tepes, além disso, a trilha sonora não ajuda e a arte é… Em minha opinião essa obra é uma das poucas obras japonesas que usa os vampiros clássicos (com algumas modificações é claro) de forma decente, ou melhor, de forma realmente boa.  O anime acabou com toda a densidade da obra e a tornou um grande fanservice meio dark.  É um anime totalmente esquecível e na prática, Dance In the Vampire Bund não me parece uma obra que faz lá muito sentido na mídia animada, até porque  não tem apelo nenhum ao público casual, não pode ser apresentada para crianças e cujo fanservice da “primeira parte”  (que existe  no mangá) não é nada de mais (o da segunda parte já é outra história), mas o anime original foi tão mal feito que devia haver um remake bom para servir como um pedido de desculpas pela porcaria que foi exibida antes.

Enfim, como gosto varia de pessoa para pessoa é claro que mais uma vez a lista acima vai destoar em relação a lista de muitos de meu caros leitores, alguns irão preferir remakes de obras que acho ruim e alguns também acharão ruim alguma(s) das obras citadas e por isso não concordariam com esse(s) remake(s), por esses outros motivos, sempre repito que Esse é  apenas meu top 5… Qual é o seu?

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