O ogro azul dos fãs de anime e mangá…


Olá a todos! Hoje estreia uma nova coluna feita para resolver o problema de como utilizar melhor os resultados das enquetes aqui do blog, a coluna Análise da Enquete, que obviamente é um título muito simples e literal, mas é o que temos no momento. Enfim, a ideia dessa coluna se resume em uma análise que farei sobre os resultados das enquetes que posto no blog que deve (quase) sempre ser postada em algum dia da segunda semana de cada mês (ou do calendário que fiz para o blog).

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Colecionar ou não colecionar, eis a questão?

“Ah Evilásio, a enquete atual não corresponde a do título desse post, você Errou…”. Nesse primeiro mês irei fazer dois textos, esse, que é correspondente a enquete que ficou no ar por quase todo o primeiro semestre do ano passado e o outro, postado na quarta semana do mês, que corresponde a última enquete que saiu do ar, referente a serviços legais (no sentido de respeitar a lei) de streaming. No fim deste post apresento a nova enquete postada  hoje e que ficará online até o dia 12 de setembro. Sem mais delongas, vamos a análise, que não será tão longa (espero eu), por ser mais informal e ter o intuito apenas de reforçar a discussão.

Qual o maior problema de mangás lançados no Brasil?

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Primeiramente queria apresentar trechos de um comentário deixado por uma pessoa que respondeu a enquete que corrobora com a opinião de muitas pessoas que criticam os mangás lançados no Brasil. antes vale mencionar que esse comentário surgiu de uma resposta a uma pessoa que questionou o fato de muitas outras selecionarem a opção “qualidade do papel” que acabou ficando em segundo lugar como problema mais votado (admito que também me impressionei com o resultado). Enfim o comentarista disse:

“A qualidade do papel é horrível e isso deteriora a qualidade da imagem, além das páginas ficarem amareladas rapidamente. A edição pior ainda, pois não se tem o minimo cuidado, eles simplesmente selecionam uma área e deletam, parece que foi editado no paint, quem comprou Inuyasha sabe do que estou falando. A tradução ainda da pra relevar, o preço porém é ridiculamente alto…  pelo preço que as editoras pedem é melhor importar os mangás de editoras americanas que saem com uma qualidade muito maior por um preço muito semelhante, além de oferecerem uma variedade de títulos maior.”

De fato é comum se olhar para fora e comparar os mercados e ainda que muitas das coisas que falam por aí sejam falácias é inquestionável que a variedade de mangás lançados em inglês (e acho que também em espanhol, mas não necessariamente na Espanha) é bem maior do que em português. Já com relação a qualidade, depende muito das editoras que lançaram a obra, pois tem muito material lançado lá fora que é uma bela porcaria, mas também tem muito material de qualidade louvável.Com relação ao preço, convertendo os valores médios de mangás nos Estados Unidos para reais, fica bem parecido com o preço dos mangás lançados aqui, tal como o comentarista citou. E quanto a tradução, isso é um problema que ocorre tanto aqui quanto nos Estados Unidos, quanto na Espanha, quanto na França e etc.

Enfim, queria apenas começar por essa questão para deixar claro que a comparação não é totalmente inválida, mas tem muitos fatores que devem ser levados em consideração que fogem da proposta da enquete. Para terminar essa questão da comparação, gostaria de citar que vez por outra escuto essa mesma questão ser discutida em um podcast espanhol (feito por espanhóis) sobre anime e mangá que eu escuto (às vezes), o que prova que ela não é uma exclusividade do Brasil, ou seja, não é só aqui que se fala que a qualidade e o preço dos mangás em outro país viabilizaria mais a importação da obra do que a compra da mesma no país natal da pessoa que está falando. Por sinal, mangá na Espanha parece ser caro mesmo e olha que a variedade lá não é tão grande assim não.

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Agora deixando de lado os argumentos do nosso querido comentarista (até porque eu não coleciono Inuyasha, pois não gosto) vou me focar nos resultados da enquete.

Com relação a Baixa qualidade de impressão acho que talvez a maioria das pessoas não veja esta questão como um problema tão frequente, porque achei estranho tão poucos votos, incluindo o meu, pois nada me irrita mais que pegar um mangá com balão cortado, com uma imagem difícil de entender ou com páginas invertidas (sim, isso acontece). Atualmente não lembro de erros como esse nos últimos 3 anos (só meu primeiro Dragon ball edição definitiva que tem a contra capa de cabeça para baixo, acredito que por isso ele era prêmio do anime quiz que ganhei, ou será coincidência?). Enfim, acho que esse problema foi quase que resolvido nos últimos tempos.

Com relação a Tradução, que para mim é segundo maior problema, pois erros são mais comuns do que deveriam, deve-se também levar em consideração que muitas pessoas criticam a  adaptação de certos termos e isso não é o problema em si. Pelo menos isso se trata de uma escolha da editora que  normalmente é estranhada no começo, mas ao longo do tempo é comum os leitores passarem a aceitar e às vezes até acharem muito boas essas adaptações. Por exemplo, a princípio, eu tive uma certa birra com o fato de a JBC ter utilizado “Dr. Morte” em vez de “Shinigami-sama” no mangá Soul Eater, mas hoje eu acho bem maneiro essa “versão nacional”, aliás ainda bem que não apenas traduziram, pois ficaria algo como “Senhor Ceifador”, ou “Senhor Deus da Morte”, ou apenas “Deus da Morte”, enfim não ia ficar legal nem ia caracterizar bem o personagem.  A tradução e adaptação se torna um problema quando ela descaracteriza e/ou muda o sentido de certas frases do mangá e quem costuma ler mangás em outras línguas saca logo erros como esse, mas a grande maioria dos leitores passa despercebido e acredito que por isso também não tenha sido uma opção muito votada.

Com relação a “polêmica” Baixa qualidade do papel, hoje em dia eu nunca mais percebi nada do tipo, apenas quando compro mangás mais antigos. Acho que as editoras perceberam que fica feio para elas e que o público aceita gastar uns 50 centavos ou até 1 real a mais por um papel um pouco mais descente. Agora, que isso já foi um problemão, isso foi, aliás quem coleciona mangás de 4 anos para trás, sofre bastante para conservá-lo. Apenas para não dizer que não existem exemplos ainda hoje desse problema, a versão meio-tanko de Evangelion tem uma qualidade de papel muito boa, mas a versão tankobon (a mais nova) tem um qualidade  de papel consideravelmente questionável, vejamos se isso continuará quando sair o último volume.

Por último, porém mais relevante dado a quantidade de pessoas que elegeram esse como o maior problema do mercado nacional, falemos do famigerado Preço. Enfim, os mangás nacionais valem o preço que custam? Será que são caros de mais? Inquestionavelmente o Novo Vagabond é muito mais caro do que vale? (Essa última questão, eu Acho que sim). O Preço de um mangá é uma coleção de “pequenos” preços de outras coisas, incluindo o valor do licenciamento, do papel, da impressão, do custeio do trabalho da editora (tradução, adaptação, edição, revisão e etc), das ações de marketing, da distribuição, do quanto o dono da banca terá de lucro e do quanto a editora terá de lucro real. Aliás é importante destacar que o Brasil, pelo seu tamanho e pelo fato de que quase todo transporte é rodoviário, tem um custo de distribuição elevadíssimo. Enfim, não é barato vender qualquer que seja o material impresso no Brasil, masque o valor dos mangás em si é elevado não há o que questionar, acredito que a o principal questionamento é se a qualidade da obra vale o preço que pagamos, pois pagamos praticamente o mesmo, talvez um pouco mais, ou um pouco menos, que a média dos valores dos mangás na América do Norte e na maior parte da Europa. Hoje em dia eu acredito que o preço médio ideal para os mangás publicados no Brasil, com exceção das edições mais luxuosas, seria entre 8 e 13 reais, mas essa é uma especulação baseada no material daqui e no material que conheço publicado em outros países.

Enfim, quem quiser, continue a discussão nos comentários, afinal são as críticas que movem a internet, não é mesmo?

A NOVA ENQUETE

A nova esquete que publiquei hoje corresponde a velha questão do que vem primeiro na vida de um otaku: O Mangá ou o Anime? Não deixem de votar e o façam o quanto antes, pois lembro que a enquete só deve ficar no ar até o dia 12 de setembro.

Comentários em: "Análise da enquete: Qual o maior problema de mangás lançados no Brasil?" (12)

  1. Eu particularmente comecei minha vida no mundo das obras orientais por meio dos animes, na época sem nem ao menos saber que era anime, e depois mais velho voltei a conhece os animes mais profundamente então acabei deixado por muito tempo os mangas em segundo plano. Mas hoje vejo mesmo que não possua um grande costume de ler mangas que possuem boas adaptações em animações o melhor é buscar sempre a mídia que a história se originou.

    • Obrigado pelo comentário! Embora meio adiantado meu caro, já que a análise dessa nova enquete deve ocorrer só mês que vem!

    • Ragna disse:

      É um pouco complicado assistir anime porque em alguns casos a continuação é no mangá.

  2. Da minha parte, o anime me chama mais atenção. Ai parto para o mangá/novel, dou um exemplo Kingdom foi o anime que me levou a se interessar pelo mangá e depois em certa parte odiar o anime kkkk ( muito por causa da censura no anime) ~~

  3. davimp disse:

    Olá, Júnior! Ótima enquete. Além dos problemas mencionados, um “problema” do mercado nacional de mangás, do meu ponto de vista, diz respeito a escolha dos títulos. Esse é um problema complexo porque, além das editoras, envolve, também, os consumidores.

  4. Ragna disse:

    Muito boa a enquete. Comecei pelos mangás há 10 anos mas de uns 3 anos pra cá, comecei a acompanhar animes também. Compro muitos mangás aqui mesmo. Só fico chateado pelos cancelamentos. E não noto muito defeitos de tradução como muitos falam. Mas que dá saudade do preço de R$ 2,90 com certeza dá. É que é mais fácil também porque trabalho.

  5. Gostei do post, e acho que alem dos problemas citados por ti, há tambem a questão que falaram ae em cima do gosto dos brasileiros, que na minha opinião faz com que mangás muito bons as vezes não venham para o Brasil e outros ruins venham. Outro ponto é o fato das editoras nunca fazerem reimpressões, somente em raras vezes e mais hoje em dia, eu acho que isso cria uma especulação muito grande em alguns mangas que acabam com o preço la em cima, alem de desistimular muitos possíveis compradores. E por ultimo, a tão cruel destribuição setorizada que muitas vezes não funciona direito e prejudica e desestimula os colecionadores das regiões não principais como São Paulo e Rio.

  6. […] das enquetes referentes a compra dos mangas nacionais. O texto foi escrito pelo Evilasio Junior do Anime Portfólio. Junto com sua análise dos resultados tem um texto meu refletindo os preços abusivos e o custo […]

  7. […] Dae pessoal, aqui é o Estupratom divulgando um texto que comenta a enquete que ficou no ar por mais de um ano no nosso parceiro Anime Portfólio. O texto foi escrito pelo Evilasio Junior do Anime Portfólio. […]

  8. […] mais de um mês no nosso parceiro Anime Portfólio. O texto foi escrito pelo Evilasio Junior do Anime Portfólio. E vale ressaltar que esse texto já é meio antigo, e nós que atrasamos para postá-lo […]

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