O ogro azul dos fãs de anime e mangá…


A quanto tempo eu não faço um texto de considerações e de resenha aqui para o blog e pensar que no início eu só publicava resenhas, mas deixando esses detalhes de lado, hoje é dia de comentar um dos animes que vi graças a extinta coluna Hora de Aventura, mas especificamente devido a edição número 8 dessa coluna. Hoje irei falar quais são as minhas considerações finais sobre o anime Tari Tari.

Um belo anime sobre música e amizade.

Um belo anime sobre música e amizade!

Antes de mais nada, vamos ao aviso de sempre: Esse texto não é uma resenha de Tari Tari e pode apresentar alguns spoilers leves, então se você não conhece este anime, recomendo ler antes uma resenha, como não encontrei nenhuma em blogs brasileiros que me parecesse interessante (apenas encontrei posts de primeira impressão), recomendo a resenha em inglês do Star Crossed Anime Blog que apresenta uma opinião um pouco parecida como a minha sobre esse anime e com uma análise um pouco mais técnica sobre vários detalhes da série, para ver esse texto basta clicar aqui.

Ficha Técnica
Título:
Tari Tari
Obra Original: Mangá
Autores da Obra Original: Evergreen (História e arte) e Tohru Naomura (Arte)
Gêneros: Comédia, Colegial, Slice of Life
Número de episódios: 13
Ano de Lançamento: 2012
Produtora: P.A. Works
Diretor: Masakazu Hashimoto

A história apresenta um grupo de colegiais que vão se unir para criar um segundo coral em sua escola. Esse coral foi idealizado e é presidido pela jovem Konatsu Miyamoto que devido a desentendimentos com a professora que coordena o coral oficial da escola saiu deste último e decidiu criar seu próprio coral. Além dela, o grupo principal do coral ainda tem sua amiga Sawa Okita, uma jovem que quer ser uma cavaleira e participar de corridas de cavalos, mas sua família não ver isso com bons olhos, Taichi Tanaka que é o único membro do clube de badminton e que leva muito a série o esporte tendo ele a intenção de tornar-se profissional, ele entra no coral devido a insistência de Konatsu, mas depois de se acostumar com o grupo ele acaba desenvolvendo uma paixão por Sawa, Atsuhiro “Wien” (Viena) Maeda, que é um jovem japonês que viveu doze anos na Áustria e por isso tem certa dificuldade com a língua e a cultura japonesa ao retornar ao país e Wakana Sakai, uma jovem que já foi uma cantora promissora como sua mãe, mas que decidiu parar de cantar depois da morte desta, ela apenas entrou no coral para ajudar Konatsu tocando piano e porque Konatsu insistiu muito.

O roteiro do anime é interessante, mas não empolga e os melhores momentos são as partes dramáticas envolvendo as personagens Sawa e Sakai, muito embora há bons momentos de humor e uma subtrama final bem interessante que vai unir de vez o grupo em prol de um objetivo em comum. Além disso, os momentos em que os personagens se apresentam como coral são bem interessantes. Fora isso o ritmo da série não incomoda, mas em nenhum momento há um real sentimento de urgência, a não ser no último episódio. No geral a trama é boa de se acompanhar, mas não chega a empolgar o espectador, porém também não chega a cansar, ao menos eu pude tranquilamente fazer uma maratona dos seis últimos episódios sem me sentir incomodado em nenhum momento.

As personagens femininas da trama, inclusive a professora com quem Konatsu briga o tempo quase todo, são interessantes, mas os personagens masculinos e os demais coadjuvantes nem tanto, embora haja alguns bons momentos do personagem Taichi, principalmente quando ele se mostra sério em relação a sua paixão por badminton. Minha personagem proferida é a Konatsu, pois gosto de seu jeito geralmente positivo de encarar as situações o que acaba unindo o grupo e levando os demais personagens a se sobressair, mesmo assim as personagens Sawa e Sakai tem realmente um sub plot mais interessante, um envolvendo um sonho e outro envolvendo um trauma.

Esses são os heróis da vizinhança e dos preços baixos...

Esses são os heróis da vizinhança e dos preços baixos…

Nos quesitos técnicos o anime é quase impecável, tendo um ótimo design de personagens, uma animação fluida e cenários deslumbrantes o que é uma marca registrada do estúdio P.A.Works. Vale a pena darem uma passado no post do blog Mithril para conferir os locais reais das províncias de Fujisawa e Enoshima que serviram como base para os cenários do anime, acesse esse post clicando aqui. Com relação a trilha sonora, os temas de abertura e encerramento, além das músicas cantadas pelos personagens, são muito bons, mas as demais trilhas não chegam a empolgar, mas não são ruins, em geral é uma trilha bem agradável de se ouvir.

Enfim, Tari Tari está longe de ser uma anime memorável ou obrigatório, mas é uma série bem agradável de  se acompanhar, muito embora não seja indicada para pessoas que não gostem de slice of life, pois a trama não tem nenhum momento que fuja muito da rotina dos personagens e mesmo as subtramas dramáticas são resolvidas rapidamente e sem grandes consequências. Como gosto muito do visual dessa obra, que realmente é deslumbrante, achei a série bem acima da média merecendo um nota oito, mas se retirarmos esse detalhe eu diria que é uma obra que merece um sete ou sete e meio, ou seja, vale a pena e acredito que vá agradar a muitos, mas não há um necessidade de priorizar este anime.

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Comentários em: "Considerações Finais Sobre Tari Tari" (1)

  1. Assisti o anime e gostei muito. O final, para mim, foi um tanto triste, mas assim é a vida real.

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