O ogro azul dos fãs de anime e mangá…


Olá leitores! Aqui é o ALM, como vocês estão? Hoje farei duas resenhas em um post só.

Como lançou esse mês o mangá All You Need Is Kill (Ainda farei a resenha deste, só estou esperando chegar pelo correio.), desenhado por Takeshi Obata, aproveitarei para fazer um especial de dois ótimos mangás também de Obata, mas em parceria com o roteirista Tsugumi Ohba: Death Note e Bakuman! Considerem esse post em homenagem aos 6 anos do Anime Portfólio, parabéns ao blog! E leia também esse post para conhecer mais sobre a carreira de Obata.

Death Note – História

Light Yagami (Ou Raito Yagami, tanto faz) é um dos melhores estudantes do Japão, mas ele se sente entediado com a vida, e decepcionado pela forma que o mundo está: podre. Então, em um dia qualquer, ele encontra um caderno que diz que todo humano cujo o nome for escrito nele morrerá. Mesmo duvidando disso, Light testa o caderno e descobre que ele é real, a partir disso ele resolve livrar o mundo da podridão, punindo os maldosos, e se tornando o Deus do novo mundo.

Depois de alguns dias com criminosos sendo mortos pelo Death Note, todos de ataque cardíaco, a polícia começa a suspeitar, e o maior detetive do mundo, “L”, é escalado para investigar o caso, e então, começa uma briga de gato e rato, um caçando o outro, cada um com sua justiça.

Análise

É difícil fazer uma resenha de Death Note, sendo ele um dos meus mangás/animes preferidos, mas aqui estou eu. Death Note apesar de sua sinopse simples, até meio sem graça, chama atenção pela inteligencia do roteiro no decorrer da série, reviravoltas acontecem toda hora, e o mangá te dá, digamos, liberdade para escolher de que lado você está.

Como Death Note se baseia em pontos de vistas morais diferentes (Light acreditando que a verdadeira justiça é a dele, que diz que matando criminosos ele vai criar um mundo melhor, e L acreditando que independente de serem criminosos ou não, matar é errado), a partir disso o leitor pode escolher quem ele acha que está certo ou errado. Particularmente, eu sempre torci para o L, sendo ele um ótimo personagem, carismático, inteligente e tudo mais, e por o Light ser um desgraçado.

Apesar de Light ser o personagem principal, ele é o vilão. É interessante ver o desenvolvimento do personagem, que no começo queria realmente fazer justiça, mas no decorrer da série ele se torna um assassino frio, incapaz de ter sentimentos por qualquer pessoa (Até pela própria família), e passa a se importar apenas consigo e com seu objetivo de se tornar um Deus. Falando em personagens, temos diversos outros, alguns bem bosta, tipo a Misa (Cara, como aquela mina é burra, chega a dar dó), e o Matsuda (Poxa, eu até gosto do Matsuda, ele é engraçado, mas ele não faz nada na série inteira.), e vários bons, como Aizawa, Near, Mello, Ryuk e Naomi Misora.

A partir do sensacional roteiro, o mangá tinha que ter uma arte a altura, e realmente tem, a arte de Takeshi Obata é uma das melhores que já vi em mangás, não vou comentar mais, vou apenas deixar algumas imagens para vocês verem do que eu estou falando (Ignorem a má qualidade das imagens): Aqui e aqui.

E ano passado foi lançado o Death Note – Black Edition no Brasil, pela JBC, que é uma edição que custa 40 dilmas. “QUE? QUE DROGA DE PREÇO É ESSE?” Calma, calma, essa edição vem com 400 páginas, capa com laminação fosca e detalhes em verniz, e papel especial, que valoriza bastante a arte, e 7 páginas coloridas. Acho que vale muito a pena comprar a Black Edition, inclusive só faltam o V e o VI para completar minha coleção dessa maravilhosa série.

Recomendo Death Note a todo mundo, tem uma história sensacional, com reviravoltas a todo momento, e com um roteiro de extrema inteligência, ótimos personagens (Alguns né…) e uma arte de ficar algum tempo em cada página só admirando. E a qualidade da Black Edition está ótima, você acha facilmente as edições em livrarias.

Death Note – Nota: 9,5

Bakuman – História

Bakuman conta a história de Mashiro, um talentoso desenhista, desmotivado com o futuro, por não saber o que fazer, e provavelmente ter que viver uma vida normal e chata. Um colega de classe, Takagi, vê um desenho que Mashiro fez de sua amada, Azuki, e descobre seu talento, e o convida para fazer mangás junto a ele, um desenhando e o outro fazendo os roteiros.

Mesmo relutante, Mashiro aceita, e mais tarde Takagi o convence a ir à casa de Azuki, para contarem seus sonhos de se tornarem mangakás. Azuki diz que também tem um sonho de se tornar dubladora, e sem pensar, Mashiro diz para eles se casarem quando Mashiro criar um mangá que se torne anime, sendo que Azuki irá dublar a heroína desse anime. E até que isso aconteça eles não devem se falar. Azuki aceita, e a partir daí, Mashiro (Já motivado a se tornar mangaká) e Takagi partem em busca de criar um título de sucesso na Shonen Jump.

Análise

Bakuman é um mangá diferente. Ele, assim como Death Note, tem muitos diálogos, diferente da maioria dos títulos de sucesso que vemos por aí, ou seja, Bakuman não vai agradar a todos.

E também, Bakuman tem pouca ação, segue um ritmo bem tranquilo o tempo todo, com alguns momentos de mais “movimento”, e felizmente Bakuman não se prende a essa sinopse RIDÍCULA, se você achou Bakuman uma bela bosta por essa sinopse, leia pelo menos uns dois volumes que você verá que Bakuman não é uma história de amor, e sim uma história de dois jovens buscando se tornarem mangakás de sucesso.

Isso sim que é legal de se ver, conhecer como funciona o mundo dos mangakás, o processo de criação, a Shonen Jump (Com cancelamentos, novas séries, o trabalho dos editores), mas, claro que o que é mostrado no mangá pode não ser a realidade, afinal, ele foi publicado na Shonen Jump, e a revista deve ter pedido para os autores deixar mais atrativa para quem tem o sonho de se tornar mangaká. A história nos primeiros volumes é bem fraca, e vai melhorando com o tempo, a melhor parte é o arco do Nananime, na minha opinião.

Outra coisa interessante, é que como o mangá fala sobre mangás, existem muitas referencias a diversos mangás, como Ashita no Joe, Dragon Ball, Death Note, One Piece…

E o ponto forte do mangá sem dúvida são os personagens, um mais carismático que o outro, e a maneira que os personagens se relacionam, e mesmo com a competitividade pela popularidade continuam com uma forte amizade, é bem interessante, e o desenvolvimento dos personagens também, o Nakai é o que mais surpreende no decorrer da série.

O final do mangá é bem preguiçoso. Eles só terminaram de verdade a parte do Hiramaru com a Aoki (Terminou muito bem aliás, uma das partes mais engraçadas do mangá), e o resto cade? O que acontece com os outros personagens? Eles continuam fazendo mangá e competindo até morrer, é isso? O que fiquei com mais raiva foi que nem disseram por que o tio do Mashiro morreu, que é um mistério desde o começo do mangá. Pelo menos, a história principal (Mashiro, Takagi, Azuki) “termina” bem.

A arte é a mesma de sempre, mas em Death Note está um pouco melhor, não sei o porquê.

Diferente de Death Note, não recomendo Bakuman a qualquer um, se você gosta de mangás, e não se importa em ler vários diálogos, Bakuman é mais que recomendado. Já se você só gosta de mangás de ação e luta, passe longe.

Bakuman – Nota: 9,0

Bom pessoal, foi isso, espero que tenham gostado, tiveram algumas coisas que gostaria de comentar, mas aí o post ficaria muito grande vocês iriam dormir na leitura, hehe. Também gostaria de fazer um post só para falar do final desses dois mangás, mas só se vocês quiserem, comentem aí o que vocês acham. Até a próxima, e feliz aniversário ao Anime Portfólio!

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Comentários em: "Especial Ohba e Obata – Resenhas: Death Note e Bakuman" (2)

  1. Gosto das duas obras. Principalmente Bakuman.

    Bakuman foi um dos primeiros mangás que eu realmente adorei colecionar.

    Já Death Note… Preciso nem falar. É um daqueles animes/mangás que você pode bater papo sobre ele com praticamente qualquer um!

  2. Eu gosto bastante de Death Note, não cheguei a ver muito do anime, mas li todo o mangá e já tive diversas discussões sobre os assuntos nele tratado, até uma das palestras do extinto Clube do Anime foi sobre ele e olha que foi uma das palestras mais lotadas. Enfim, é uma obra bem legal por todo o background e as discussões apresentadas. Eu até gosto um pouco da Misa Misa, mas entendo quem não curte. Já o N e o M eu descarto (principalmente o N), na verdade o mangá perde bastante em qualidade nesse último arco, uma pena porque depois de ver e rever essa obra, percebo que esse arco tem uma discussão bem legal e diferente do primeiro, mas fazer o quê. Enfim, eu daria um 9 para o mangá e recomendaria também a quem não curte só obras shounen de ação.

    Já Bakuman, eu comecei pelo mangá e depois passei para o anime, até que lá pelo volume 5 eu desisti do mangá, primeiro porque a adaptação para anime da J.C. Staff é bem legal e depois porque a obra pra mim foi só caindo, tendo uns arcos bons e outros bem ruins. Eu acho os protagonistas péssimos e não acho que eles evoluem nada, embora a pior personagem sem duvida é a (robô donzelinha) Azuki, aliás ela é a pior personagem feminina do Ohba dentre todas as péssimas personagens femininas que ele construiu, aliás se tem algo que o Ohba não sabe criar são personagens femininas, até as “boas” personagens dependem muito do ambiente para serem “boas”, como é o caso da Aoki. Também gosto da Miyoshi, mas eu não consigo acreditar em metade das coisas que ela faz pelo Takagi. Acho que a melhor coisa da obra são os coadjuvantes masculinos, o Eiji e o Hiramaru são sem dúvida os personagens mais divertidos. A ambientação, embora destoe da realidade, é bem legal e é bem embasada, simplificando (bastante) o processo de criação e publicação de mangás, mais especificamente na editora Shueisha. Enfim, é uma obra que, em minha opinião, com o tempo vai perdendo sua graça, eu realmente recomendo mais que vejam o anime do que leiam o mangá (eu também li o final no mangá, para não dizerem que o mangá é diferente do anime e a história nele é melhor contada, pois é a mesma coisa na verdade), de qualquer jeito, é uma obra interessante. Eu daria um 7,5.

    Ótimo post Alm!

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