O ogro azul dos fãs de anime e mangá…


Olá pessoal, como estão? Bem vindos a mais uma resenha, desta vez do mangá Dororo, do Deus do Mangá, Osamu Tezuka.

(Obs: Essa resenha refere-se aos volumes 1 e 2)

História

No Japão Feudal, havia um vassalo de um general samurai, chamado Daigo Kasemitsu. Em busca de poder sobre o Japão ele oferece a 48 demônios, 48 partes de seu filho que está para nascer. O pacto é feito, e devido a isso o bebê nasce sem partes importantes de seu corpo (Braços, pernas, olhos…) e é descartado num rio, de onde um médico o encontra, e comovido pela situação da pobre criança, constrói as partes que faltam do corpo do menino, fazendo ele aparentar uma pessoa normal.

Com o passar do tempo, a criança (Agora chamada de Hyakkimaru) passa a utilizar bem suas próteses, se tornado um espadachim habilidoso. Mas ele descobre que para recuperar sua humanidade e as partes de seu corpo perdidas e se livrar de uma maldição, ele precisa matar esses 48 demônios. Então, ele parte em uma jornada em busca deles. No meio da jornada, ele encontra Dororo, um ladrão (Seu nome significa Pequeno Ladrão Andarilho) que passa a acompanha-lo com o objetivo de roubar sua espada, mas sem querer, eles formam um forte laço de amizade.

Análise

Tezuka com essa obra consegue mostrar bem aos leitores como é uma guerra, e pode-se dizer que esse é o objetivo principal do mangá. No decorrer da história as desgraças causadas por ela são mostradas, como crianças que perderam os pais, cenários destruídos, pessoas sendo mortas praticamente sem motivo… Apesar disso, a história é focada principalmente na aventura e em belas lutas de espadas, com alguns momentos de terror, um terror fraco, que no máximo causa um sustinho aqui e ali e deixa um clima de tensão na história.

Pode-se dizer que o pouco suspense que há, fica por conta de algumas histórias curtas que acontecem de vez em quando, uma que gostei bastante é a da vila em que quem vê um certo yokai (Um tipo de demônio) é preso, e depois morto. Nesse mangá é possível perceber características de shonens que são usadas até hoje, como a amizade, coragem e tudo mais.

A arte de Tezuka melhorou consideravelmente comparado a uma outra obra que li dele, Crime e Castigo (Da qual você pode conferir a resenha aqui), essa que foi publicada 15 anos antes. O destaque fica para os cenários e os demônios que Hyakkimaru e Dororo enfrentam. Uma coisa estranha da arte é que o sangue são tipo umas bolotas, e não sangue mesmo.

O material físico da NewPop está belíssimo como sempre, capa cartonada, papel Off-set, orelhas, e tudo mais. Realmente faz valer os 24,90 gastos. Mais um comentário, essas capas do Tezuka da Newpop são demais, vocês não acham? O design, as cores… São muito lindas. Também há um filme do mangá, se você assistiu, comente aí sua opinião.

Dororo conta com uma história bem desenvolvida, e uma boa arte, infelizmente falha em despertar curiosidade do leitor no que acontecerá a seguir. E o terror e suspense que diz-se ter, é fraco, e o mangá acaba se tornando uma história de aventura (Não que isso seja um ponto negativo, mas se você buscar uma história de terror ou adulta, pode esquecer).

Se você comprar Dororo, ficará satisfeito com a leitura, mas se deixar de comprar, não fará falta.

Dororo – Nota: 8.0

Então é isso, até depois pessoal!

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