O ogro azul dos fãs de anime e mangá…


Olá! Vocês estavam com saudades dessa coluna? Hoje vou devagar sobre algumas das perguntas mais intrigantes do universo, mas que ainda não são a pergunta correta. O que é nostalgia? E porque sentimos nostalgia? Afinal, nostalgia é bom ou não? Vamos então em busca de possíveis repostas para essas perguntas, enquanto tentamos chegar mais próximos de descobrir a pergunta correta para a resposta fundamental.

Antes de mais nada, o post de hoje vai se basear no texto “Algumas teorias de porque sentimos nostalgia”  do site Negócio Digital e no vídeo “Why Do We Feel Nostalgia?” do canal VSauce. O texto simplifica o vídeo para língua portuguesa inserindo algumas informações. Vale a pena visitar também o site e o canal do youtube supracitados, pois ambos possuem outros conteúdos excelentes. Fica nosso agradecimento especial para o Michael Stevens, criador e apresentador do VSauce.

Nostalgia, nostalgia, porque nos persegue?

Nostalgia, nostalgia, porque nos persegue?

Antes de começar a falar das possíveis explicações sobre “nostalgia” e associar animes a mesma, vale convidar cada um dos leitores a tentar formular uma resposta para a questão: O que você pensa quando escuta ou ler o termo “nostalgia”? No meu caso, devido a boa parte dos acontecimentos mais importantes da minha vida estarem associados a mídias áudio-visuais (algumas vezes de maneiras indescritíveis) eu geralmente lembro de algum filme, música, jogo, livro, desenho animado e etc. Vale ressaltar que geralmente a nostalgia é um sentimento confuso e como explicarei mais a frente isso faz todo sentido, afinal ela é um misto de alegria e tristeza. Trazendo essa questão mais para o mundo dos animes, é fácil eu lembrar de animes como Dragon Ball e Pokémon, enquanto que eu preciso me esforçar muito mais para lembrar de obras como Doraemon e Samurai Warriors que são inclusive animes que vi antes. Isso não ocorre porque eu simplesmente não gosto dessas obras (Doraemon é bacana), ou porque eu era muito novo quando as vi,  mas porque logo que penso em Dragon Ball e Pokémon é comum eu sentir nostalgia. Mas afinal o que é nostalgia?

Às vezes eu quase quero um remake

Às vezes eu quase quero um remake

A nostalgia é um fenômeno difícil de explicar, mas que todos sentimos ao longo de nossas vidas. Poderia ser definida como uma maneira de recordar o passado afetivamente, com um pouco de dor. Aliás o termo “nostalgia” foi acunhado por Johannes Hofer em 1688 que uniu duas palavras gregas: “regresso a casa” (nóstos) e “dor” (álgos). Naquela época a nostalgia era considerada como um sintoma grave.

Retirado do texto Algumas teorias de porque sentimos nostalgia do site Negócio Digital

Ver a nostalgia como algo negativo, de certo modo, é até bem normal com relação à mídias áudio-visuais, pois quase sempre que falamos que sentimos nostalgia de algo, vem junto algo como “que pena que hoje em dia não há mais isso” ou “como era bom aquela época” ou ainda “gostaria que certa coisa (produto de mídia visual) voltasse a passar (ser divulgado, re-exibido)”.

Boas lembranças...

Boas lembranças…

Como a nostalgia e o sentimento de saudade são muito próximos, não é surpresa que haja tantos investimentos de indústrias de mídia visual tais como a de cinema e a de anime em apresentar remakes, reboots, ou continuações, quando não simplesmente reexibir o produto num formato mais atualizado (por exemplo Dragon Ball Kai, Jurassic Park 3D). Afinal é um retorno quase certo.

Particularmente é um pouco confuso relembrar de animes como Yu Yu Hakusho, Dragon Ball e até Full Metal Alchemist, pois são animes que eu adorei e que ainda adoro e por isso mesmo é um tanto doloroso pensar que nunca mais terei algo de novo relacionado diretamente a essas obras, principalmente com relação a Yu Yu Hakusho e Full Metal por serem histórias que poderiam facilmente ser continuadas (mesmo eu acreditando que ambas terminaram na hora certa). O caso de Dragon ball é um pouco diferente, porque houve a continuação com Dragon Ball Z e agora todo esse mundo fantástico está de volta com o Dragon Ball Super (e não me importo de ser um verme, pois eu realmente me sinto bem ao ver esse anime).

Minha vida não seria mesma sem esse anime

Minha vida não seria mesma sem Evangelion

Psicologicamente acredita-se que recordar tem muitas vantagens. Permite conectar todos os eventos (o que fazia, o que era, seus amigos, seu trabalho, sua música…) e tornar as transições de sua vida menos dolorosas.

Retirado do texto Algumas teorias de porque sentimos nostalgia do site Negócio Digital

Nesse ponto, basicamente a nostalgia é importante para formar seu caráter e seu senso crítico, além de facilitar a compreensão de que certas experiências passadas podem ser revividas e com isso é possível aceitar melhor novas experiências.

Certamente eu não seria o fã de anime que sou hoje se não fosse DNA² também.

Certamente eu não seria o fã de anime que sou hoje se não fosse DNA² também.

Partindo dessa ideia e trazendo novamente para o lado do fã de anime, é claro que certas obras são nostálgicas por terem proporcionado experiências únicas que abriram nossos olhos para compreender melhor o universo da animação japonesa e também foram marcantes para determinar se gostamos ou não disso. Por isso mesmo pessoas que não tem nostalgia relacionadas a animes que viram após à infância e possivelmente fora da tv, seja por vhs, dvd, internet e etc, não se tornaram e provavelmente terão dificuldade de se tornar fãs de anime com o passar dos anos.

Também vale destacar que a nostalgia nem sempre é ligada a uma obra em si, mas ao momento, por exemplo, todos que conhecem meu lado otaku ao menos um pouco sabem que eu não gosto do anime Avenger, mas por eu tê-lo visto em uma época em que eu estava realmente devorando todo tipo de anime e por ele ter sido um dos primeiros, senão o primeiro, que nem com o maior senso de descrença possível eu consegui gostar, certamente eu sinto nostalgia ao lembrar dele, afinal o momento fã de animes é uma lembrança boa, mesmo que o anime em si não fosse. Outros animes importantes que me  provocam muita notalgia ao recordar e que me ajudaram a formar meu caráter como fã de anime, e até como pessoa em alguns casos, foram Buck, Dna², Samurai X, Evangelion, Green Green, Azumanga Daioh, Chobits, GTO e Hotaru no Haka.

Esse anime tem um dos heróis que mais gosto.

Esse anime tem um dos heróis que mais gosto.

Mas, por que não sentimos nostalgia por todo nosso passado? Por que escolhemos alguns momentos e não outros?

Uma maneira de explicar é mediante a curva de recuperação de memória. Segundo estes estudos, o período em que mais codificamos memórias se situa entre os 15 e 30 anos. Podemos notar, que estas são as épocas que, normalmente, geram mais nostalgia: além de que na juventude nosso corpo e mente estão mais frescos, é o momento em que vamos formando nossa identidade como pessoas autônomas e quando acontecem toda sorte de acontecimentos. Ainda cabe mencionar que a nostalgia pode também ser uma forma de idealizar o passado. Às vezes acontece de desfrutarmos mais de uma lembrança, do que da própria vivência.

Retirado do texto Algumas teorias de porque sentimos nostalgia do site Negócio Digital (Vale a pena ver com  atenção essa parte do vídeo Why Do We Feel Nostalgia?)

Por isso é muito comum que fãs de filmes, anime, comics, mangás, livros, bandas de música, sintam muito mais nostalgia e vivenciem mais situações “nostálgicas” nesse período. Por ser uma época de muito aprendizado também é comum idealizarmos muito mais certas obras a primeira vez que a vemos. Apesar de não sentir nostalgia, ou não mais sentir, recentemente ao rever o filme de animação Bungaku Shoujo percebi que idealizei o mesmo como algo muito mais interessantes e até mesmo divertido do que realmente é, pelo menos em minha opinião.

Pokémon-1

Tínhamos mesmo que pegar?

Talvez por esse motivo muitas vezes sentimos certa apreensão em rever algo, ainda mais quando outras pessoas próximas não gostaram tanto daquela obra como você e apresentam bons argumentos para isso. Eu tenho uma grande nostalgia ao relembrar do anime Romeo x Juliet por diversos motivos e realmente gostei do mesmo quando o vi, mas não tenho certeza se gostaria tanto assim caso o revisse. Pokémon é outro anime do qual gostava muito e que me causa até hoje muita nostalgia. Ainda gosto de Pokémon, mas certamente tenho muito mais maturidade para compreender a falta de profundidade e a simplicidade exacerbada dos roteiros que já não me agradam tanto. Certamente minhas lembranças são muito mais interessantes com relação a Romeo x Juliet e Pokémon do que realmente eles o são.

No céu uma constelação...

No céu uma constelação…

Outra maneira de explicar nossa seleção de lembranças é que elas estão completamente influenciadas por nossas emoções e desejos. Somos essencialmente narradores de uma história que contamos para nós mesmos todos os dias… e assim vamos tecendo nossa identidade. Algo como: conte-me suas lembranças nostálgicas e te direi, não quem és, mas talvez quem desejas ser.

Retirado do texto Algumas teorias de porque sentimos nostalgia do site Negócio Digital

Nesse ponto, o vídeo Why Do We Feel Nostalgia? é um pouco mais explicativo ao citar também as falsas memórias, que simplificadamente  são memórias de momentos que nunca vivemos que são construídas pelo cérebro para justificar ou tornar mais compreensível a nós mesmos certas recordações falsas que aceitamos como verdadeiras. Um experimento muito utilizado para auxiliar na comprovação da existência dessas memórias consiste em mostrar várias fotos da infância de uma pessoa para essa e perguntar o que ela estava fazendo quando tirou aquelas foto. Porém uma das fotos é uma montagem. Em praticamente 100% dos casos a pessoa conta suas lembranças sobre essa foto. isso não significa que a pessoa está mentindo, mas que o cérebro dela construiu uma memória de um momento que ela nunca viveu com base em informações que ele possui sobre como a pessoa é e como era no suposto momento em que o acontecimento falso deveria ter ocorrido.

Tudo isso foi importante ser dito para podermos citar que muitas vezes nós não apenas temos lembranças melhores que a experiência vivenciada, mas muitas vezes nós construímos certas memórias de momentos que não ocorreram para engrandecer a lembrança de certa obra nostálgica. Já vivenciei situações dessas com obras como Cavaleiros do Zodíaco e Beck por exemplo. Com Cavaleiros do Zodíaco isso ocorreu como uma forma inconsciente de explicar o porque eu gostava tanto desse anime e não gosto mais. Hoje em dia apenas sinto nostalgia ao lembrar de Cavaleiros do Zodíaco, afinal vi essa série no momento de descoberta das animações japonesas (ainda que meu primeiro anime seja Doraemon). Fora que realmente há momentos icônicos nesse anime. Já quanto a Beck, não fosse eu tê-lo re-assistido tantas vezes eu quase não notaria a simplicidade de boa parte da animação. Nas primeiras vezes que vi o anime eu realmente construi memórias de que o anime era tão bom que era muito bem animado e quem viu o anime sabe que não é bem verdade. Eu ainda adoro Beck, apenas não confundo mais tanto a alta qualidade do roteiro, da parte sonora e dos diálogos com a qualidade de animação.

Eu me emociono toda vez que relembro dessa cena.

Eu me emociono toda vez que relembro dessa cena.

Bom, a nostalgia e as emoções que ela provoca e a música e a dança e ter canções gravadas na cabeça, tudo gira ao redor de um tema em comum: Sua identidade. Porque em termos físicos, quem é você? Todo dia você perde átomos e adquiri outros novos… Demora por volta de cinco anos para substituir todos os átomos do seu corpo, o que significa que a matéria que chamamos “Você” hoje não era parte de você a cinco anos… Você e, na verdade todas as pessoas, são apenas um grupo temporário de átomos e moléculas que conservam o mesmo nome o tempo todo… Então, o que é constante? O que é você?

A nostalgia, recordar o passado com carinho, responde essas perguntas, ou ao menos, aplaca a ansiedade que elas provocam. Em uma escala macroscópica você está sempre mudando. Tem amigos diferentes, comportamentos diferentes, estados de humor diferentes, diferentes gostos o tempo todo… a nostalgia lhe permite ligar esses eventos…

Retirado do vídeo  Why Do We Feel Nostalgia? do canal do youtube VSauce.

Sentir nostalgia é mais importante do que se imagina e isso me faz pensar que não é tão ruim assim senti-la e às vezes vale a pena um relançamento de um bom anime. Como de praxe, termino o texto com alguns questionamentos (nenhum deles é a pergunta fundamental, infelizmente). Quais animes te provocam nostalgia? Enfim, você acredita que sentir notalgia é algo bom ou ruim? E você também ficou com vontade rever alguns animes que gosta muito após ler esse texto?

Enfim, está na hora de me despedir. Continuarei em busca da pergunta fundamental, afinal a resposta todos nós já sabemos.  Até mais!

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Comentários em: "A reposta é 42: Porque sentimos nostalgia?" (6)

  1. Um texto deveras interessante Sr. Verme, me recorda do vídeo sobre memória do Nerdologia.

    O que me faz sentir nostálgico nos dias de hoje com vários Remakes e reexibições seria só Tenchi Muyo.

    Segue link do vídeo mencionado.

  2. Escritora disse:

    Oh que bom: minha coluna favorita saiu da zona de marasmo e voltou ao ar. Estou realmente muito feliz, pois é algo que vou lembrar e é bem nostálgico em sua forma de contar. Impressão minha ou as últimas foram do mesmo estilo, de recordar dos velhos tempos? Lembrar faz parte do ser humano, sem isto, não dá pra dizer que somos o que as pessoas nos veem por aí.

    Falando de nostalgia, acho que todos tem estes momentos, de quando o que acompanhamos nos faz ser o que nos tornamos mais para a frente. Aliás, que postagem… faz a gente pensar sobre o que nos faz ter tal sensação.

    Passando para nostalgia e animes, tenho minhas memórias de muitos tipos de animes, uns que conheci por revistas; outras por recomendações de conhecidos e pelas postagens online, seja em forma de resenhas, seja em suas sinopses e por aí vai. Como tenho uma lista bem extensa, vou focar mais nos animes favoritos que guardo com o maior carinho, portanto, “senta que lá vem história”…

    “FMA”, “Detective Conan” e “Chrno Crusade” os conheci por revistas: o primeiro passei a conhecer mais durante sua exibição na RedeTV! e quando colecionava o mangá, dentre tantos, foi o que mais queria vê-lo dublado por completo e foi uma dificuldade pra achar uma versão destas; o segundo foi em meados de 2010, quando procurava algum site que tivesse o Bakuman e topei sem querer com este, aí, estou nele até hoje; o último foi um dos primeiros animes que gravei, em 2006 ao lado de DNAngel e Matantei Loki Ragnarok (este prefiro a versão brasileira, soou mais bacana de acompanhar) e fiquei feliz quando soube que o mangá veria e colecionei todos os volumes.
    Já “KareKano” foi pela net e simplesmente, me apaixonei pelo romance mais natural que topei em animes; já “Bakuman” foi passado por um amigo que me passou os primeiros episódios e me apaixonei, estou lendo o mangá que este tem – já que não pude colecionar na época – e por fim, “FMA: Brotherhood, que este mesmo amigo me passou e tenho o mesmo carinho que tenho com a versão 2003, aliás, gosto das duas versões, cada uma com seu jeito de contar a epopeia dos Irmãos Elric.

    Tenho muitos outros,mas, dá pra ter noção de como foi a experiência ao escrever as resenhas no Animecote: um dos motivos além da divulgação é dar um pouquinho de como foi acompanhar tais séries, sejam as mais recentes, sejam as mais antigas. Aliás, tem uma série que acompanhou que tem resenha lá: já vi a segunda temporada e devo ver a terceira e quarta temporadas. Falo de CardFight! Vanguard, se quiser, dá uma olhadinha…

    Pra encerrar, valeu por terem lido o meu comentário lá no Kyoudai Podcast: fiquei muito feliz e nos vemos na próxima “A resposta é 42…”

    • Sem muitos spoilers, você mencionou um anime que tem tudo haver com um especial que vou lançar esse mês. Obrigado pelo comentário! Sempre é muito bom ler o que escreve e certamente irei sua resenha de Vanguard,

      • @Escritora, o meu sentimento para com ambos os FMA não é igual ao seu, mas é parecido de certa forma. “gosto das duas versões, cada uma com seu jeito de contar a epopeia dos Irmãos Elric.”. Analisando tecnicamente, ambos empatam como 2 dos 3 melhores animes que já vi, mas acabei gostando um pouco mais de FMA BH. No caso, meu gôsto pessoal maior pela 2ª epopeia dos irmão Elric na TV deve se dar talvez pela maior quantidade de ótimos e carismáticos personagens. Impossível para mim não se apaixonar pela Mei e/ou não gostar de nenhum personagem do trio de Xing. Ou não se emocionar com a coragem de Lan Fan. Ou mesmo que somente pela força, não gostar da “loira general do Norte”…

        Agora, falando de CardFigh!t, para mim inicialmente, é um genérico de Yu-Gi-Oh! que eu dispenso. Mas gostar de um anime como este, e o juntando às outras animações citadas no seu comentário, me fez notar o tamanho do seu ecletismo, mesmo que as citações não tenham chegado a 10 animes… Muito interessante, notei grande semelhança entre nossos gôstos ecléticos. =)
        Talvez dê uma chance às suas resenhas de CardFight! no futuro, e quem sabe até aos animes da franquia…

  3. Agora sim a minha resposta em relação ao post em si…=)

    “O que você pensa quando escuta ou lê o termo “nostalgia”?” -> lembro da infância como um todo, não apenas de uma coisa específica. Em se tratando de animes e/ou coisas da cultura japa, com certeza lembro primeiro dos Tokusatsu’s e dos animes da Manchete.

    “Vale ressaltar que geralmente a nostalgia é um sentimento confuso e como explicarei mais a frente isso faz todo sentido, afinal ela é um misto de alegria e tristeza.”; “Ver a nostalgia como algo negativo, de certo modo, é até bem normal com relação à mídias áudio-visuais (…)” -> Discordo da sua opinião. Apenas concordo que com a nostalgia vem às vezes à cabeça a frase “como era bom naquela época”, mas para mim isto não vem como um sentimento de pesar, dor ou tristeza, e sim como uma boa lembrança, uma lembrança feliz de uma certa época da minha vida.

    Eu vi Pokémon completo (o 1º anime ainda) apenas no ano passado e não tive o menor problema com ele, muito pelo contrário, eu me diverti bastante. É um anime que, por adultos, deve ser visto de uma forma completamente diferente da maioria dos outros animes que assistimos em geral. Primeiro, é um anime infantil. Segundo, realmente é um anime raso, apesar de ter alguma profundidade. Terceiro, é um anime simplório de fato, e por isto mesmo não se pode exigir muito dele. Se você levar estas 3 coisas em consideração e simplesmente pensar em relaxar, você com certeza assiste o anime todinho sem nem perceber muito, apesar de ser um anime gigante de 276 episódios.
    Se gostar da dublagem pt-br então, a coisa fica melhor ainda. Porque você não precisará focar tanto na legenda. São 20 minutos para cada episódio. E uma dica: se puder/quiser assisti-lo enquanto faz suas refeições e a digestão, você ganhará muito tempo para ver outros animes onde sua atenção à tela precisa ser maior.

    “Quais animes te provocam nostalgia?” -> R: Se nostalgia é algo como uma boa lembrança sobre algo que já passou, um certo período da vida, ou certas pessoas que passaram por ela, para mim provocam nostalgia:
    CDZ, o primeiro anime; Shurato; Samurai Warriors; e Captain Tsubasa J. E acho que só.

    “Você acredita que sentir notalgia é algo bom ou ruim?” -> R: Como já respondi através deste comentário, acredito que seja algo bom.

    “Você também ficou com vontade de rever alguns animes que gosta muito após ler esse texto?” -> R: Não, nenhuma…
    Minha vontade de rever animes já existe dentro de mim naturalmente, e a falta de tempo muitas vezes corrobora com isto e faz com que as condições estejam mais fáceis para eu rever algum anime do que para ver algo que não vi ainda. Não é à toa que dos 85 animes que vi até este exato momento, já reprisei vários deles somando 17 vezes no total, alguns deles mais de uma vez (como YuYu Haksuho e Detroit Metal City). E eu tendo a ter esta vontade ao ouvir uma música, uma OST ou ao ouvir uma conversa/podcast sobre o anime… mas isto também não é uma regra.

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