O ogro azul dos fãs de anime e mangá…

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Kenji Mizoguchi, A Ilíada, literatura brasileira.

Otaku velha-guarda

Literatura, explicações e a Ilíada:

Desculpem-me pelo título um pouco inusitado, mas como eu prometi para mim que iria fazer um novo blog vou tentar esse novo modelo de numeração de vários assuntos, mas o post aqui apresentado irá listar uma série de leituras, filmes e algumas considerações sobre informações que fui acumulando esse semana. Ou seja, nada de diário pessoal, mas de leitura. Talvez, assim meu blog fique mais sóbrio e mais maduro como muitas coisas devem ser, embora, escrever com exageros, figuras linguagem super elaboradas e malabarismos literários seja muito interessante ao desenvolver um estilo próprio.

Nos últimos meses eu tenho lido um volume de clássicos muito grande e, muitas vezes, sim, eu me sinto enfastiado. São livros extremamente belos, mas eles são muitas vezes, sim, um tanto maçantes dependendo da recorrência e da temática. felizmente, em literatura Japonesa eu nunca sofri disso, mas mesmo a literatura Grega com…

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Falando de Japão, digressões e mais um pouco de Japão.

Otaku velha-guarda

É fato que a minha geração teve um contato mais fortuito com a terra do sol nascente graças à mundialização da animação japonesa que se deu na década de noventa e o acesso mais amplo às animações japonesas no fim dos anos 80. Sou de 1987 e peguei a saudosa Rede Manchete. Da qual não tive tantas saudades por ter conseguido acompanhar vários outros canais de televisão (na verdade em especial um que começou a ser exibido no começo dos naos 2000) que era chamado Locomotion. um canal que poucas pessoas tiveram acesso e que se extinguiu para se tornar uma das coisas mais atrozes do mundo. O canal teve o seu auge como canal destinado à animação Japonesa na América Latina e em Portugal, mas teve um sucesso muito pequeno. Foi o primeiro canal a passar animações japonesas de fato com legendas e prezar a animação como coisa séria. o canal…

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Japão versus Ocidente, mangá vs HQ, anime versus desenho: a mania da supervalorização cultural e o contra-argumento estúpido das páginas de “humor otaku”

Otaku velha-guarda

Não estou com muito tempo para escrever textos hoje, mas ao mesmo tempo não há porque não escrevê-lo, portanto, vou tentar dividir tal assunto em partes considerando o quanto ele é delicado. Para falar a verdade o assunto nem seria polêmico, mas o ser humano cria artifícios para tornar isso polêmico. A polêmica reside na estupidez das partes, eu diria, mas nenhuma página de animê, mangá ou humor para “fãs” que se preze me daria ouvidos. Parece que a adolescência de tais fãs é tão longa quanto os dos hikkikomoris. Isso vale tanto para os filhos da página Akuma Animês quanto para a página Kawaii é meu ovo. Ambas as páginas são opostos antitéticos (não sabe vai procurar no dicionário, colega. Animê não ensina linguagem teórica. Tanto mais só internet).

Para falar a verdade todo fã que se torna muito velho começa a implicar com aquilo que consome, mas, também, ao mesmo…

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Singrando novos mares (Texto aproveitado da página Japanholic Hyperdimension), algumas considerações sobre animes e leituras.

Otaku velha-guarda

(Esperem por uma boa imagem para o post, mais tarde eu edito)

 

Tal texto que abaixo cito foi colocado há um dia atrás sobre a minha saída da equipe da página da Japanholic Hyperdimension, fiz parte da equipe inicial deste projeto que visa uma diferenciação das outras páginas de anime, e, como sinto que a página acabou perdendo bastante do fôlego dela e eu gostaria de iniciar outros projetos acabei saindo da equipe por não mais enxergar sentido na página. Somado à isto a saída de um grande amigo (Toshio). Para a leitura integral deste primeiro texto cito este link que deve ser acessado aos que ainda não leram ou, simplesmente, acessem a caixa de Spoiler logo abaixo: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=538363872887816&set=a.409774239080114.93964.409764955747709&type=1&theater

Ragna, the Bloodedge / Amidamaru~

Bye bye miss american pie! / Farewell!

Acho que é claro para todos que desde que a página foi criada eu passei por um período…

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O Dia E. O dia em que meus jogos de Gears of War viraram mangá Yaoi.

Otaku velha-guarda

Olá pessoas que estão lendo meu post por meio de links e avisos desse aguardado (ou não) post dentro do meu, relativamente, desconhecido blog.  A origem do post que se segue é referente a algumas questões que tem me infligido certo desconforto mediante o meio otaku, mais especificamente, o que se chamam de Fujoshis.

Pelo que sei Fujoshis tem dois significados amplos, mas, o que será usado nessa postagem, são mulheres fãs do gênero Yaoi. Não irei me deter nos pormenores da constituição e nem da arte Yaoi pelo fato de eu mesmo conhecer muito pouco sobre essa arte “milenar e secreta” como muitas vezes ela parece ao fã de animações Japonesas. Vulgarmente, chamado no BR de otaku. Polêmicas com esse nome tão pouco serão debatidas.

Minha experiência com esse grupo tem sido ruim e até mesmo tensa. Sendo que constitui um ódio pouco comum dentro desse nicho do nicho que é como se…

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O grito mudo de Sayaka (SPOILERS AHEAD!)

Olá leitores, leitoras, colunistas e Kyon. Saudo-vos depois de muito tempo ausente. Infelizmente preciso pedir desculpas pela minha ausência no blog, mas como disse eventualmente voltarei a postar por aqui. Pouco a pouco, mas com fôlego revigorado.

Espero que curtam o meu texto. Ele está disponível também em meu blog pessoal: http://www.otakuvelhaguarda.wordpress.com

Passem lá e comentem os outros textos, por favor. Se quiserem comentar algo extra lá sobre esse mesmo texto fico igualmente agradecido. Lembrem-se é o comentário de vocês que faz com que eu saiba que existem leitores par os meus textos.

Eis o texto em si:

Estava para escrever esse texto faz tempo. Na verdade essa era a minha idéia desde o começo do semestre, mas não consegui arranjar tempo nem espaço para isso. Tanto espaço pessoal  o que se tornou um problema pra mim nesses últimos meses como um espaço motivacional.

Ironicamente as circunstâncias que me levaram a escrever tal texto não são das mais nobres. Talvez, até infantis por não conseguir aceitar como o mundo gira em torno de você e como as coisas mudam. Tal estado de idealidade que é proveniente, dizem alguns de um estado infantil de ego.  Tenho certeza que muitos de vocês devem estar tentando adivinhar sobre o que vou falar. Certamente não é sobre Sakura Card Captors e como o mundo é rosa.

O assunto que vou desenvolver ficou na geladeira tempo demais esperando uma boa oportunidade para sair. Tem haver com Mahou Shoujo. Para quem não sabe Mahou Shoujo é um gênero pelo qual desenhos japoneses (animês, duh) são classificados por se referirem à temática de um grupo de meninas jovens ou jovens adultas, como nas séries mais antigas, que combatiam monstros e forças sobrenaturais malignas. Um modelo clássico tirado de séries Japonesas Live-Action. Essas séries tiveram sua origem devido ao sucesso da série a feiticeira.

Certo, mas o que isso tudo tem haver com as ocorrências do seu dia-a-dia e com o fato de você ter se decepcionado com algo que você presenciou? Não muito em termos diretos e pensando logicamente e com um raciocínio perfeito. Até porque é apenas um delírio meu. Na verdade o que quero dizer é: Madoka é um animê, do meu ponto de vista, pelo menos, que fala sobre as implicações de um contrato. Ele fala sobre sacrífico, mas esse sacrífico nunca é mostrado de forma positiva. Para falar a verdade, a única personagem que tentou fazer seu próprio caminho: Sayaka; acabou morrendo pela própria ilusão de que ela poderia tornar um ideal em algo que pudesse ser levado ao máximo.

O problema é: em Madoka cada esforço lidera as personagens diretamente para uma conclusão ruim em direção ao seu fim. Kyubei explicita isso muito bem em seu discurso quando diz que à partir do momento que você estabelece o seu desejo você sela seu destino. Algo que se refere certamente a fausto e o tema de vender sua alma por um desejo.  O grande problema é que esse desejo, como esperado, trará eventualmente o seu fim. O sacrífico em Madoka,  ouso dizer, é vão assim como qualquer esforço.  Qualquer ação tomada de maneira impetuosa acabará em tragédia, mas mais que isso qualquer atitude tomada com um objetivo nobre acaba em frustração e eventualmente em tragédia.

Alguns exemplos seriam suficientes para isso. Selecionarei dois exemplos que chamam a atenção pela sua força dramática: o caso da personagem Sayaka mencionado acima que deseja algo em prol de outro ser humano e sua sede por justiça. Ilusões que acabam a levando para a sua destruição. A sensação de desespero e impotência diante das possibilidades de ação é algo a se notar. Porque existe um modo como agir para caçar as bruxas, mas esse método não permite salvar vidas, apenas esperar para que a bruxa cresça pela engorda de suas vítimas enquanto ela vai crescendo até despertar totalmente. Obviamente, há algo errado em um método desses considerando que supostamente você protegeria pessoas. O problema é, os objetivos do contratante são díspares do que é proposto inicialmente, mas ao mesmo tempo nenhuma mentira foi contada: luta-se pelo seu próprio desejo e você há de morrer com esse desejo, afinal você pagou por ele com sua vida.

Não aceitando isso Sayaka acredita que poderia lutar por justiça. Sem talento, sem poder e muito impetuosa acaba cavando sua própria cova no processo. Fazendo movimentos imprudentes e tomando decisões ruins que a levam a coletar pouca energia limando as possibilidades de limpar sua Soul Gem. Afinal, Sayaka lutava contra familiares e estes não dão o item o qual as Mahou Shoujo mais precisam para manter as suas Soul Gems limpas: as Grief Seeds.

Essa luta em vão contra todos os fatores, que chega a contradizer o bom senso e beira a imprudência, poderia ser visto como heróica pelo próprio discurso da personagem Sayaka que acredita em seus ideais e mesmo desejando algo para outra pessoa. Ela pretende sacrificar a si mesma em última instância, mas não consegue lidar com o fato de que seu martírio, sua luta fracassada e sem frutos possa ser menosprezada.

O mundo ainda gira de modo independente das vontades e ilusões, ideias e promessas. Todo tipo de fantasia é limado quando no episódio 8 da série após ver seu desejo pelo bem estar de um garoto ter sido em vão: afinal sua amiga que não sacrificou nada para chegar até ele consegue facilmente persuadi-lo a começar algo entre eles. Enquanto isso, Sayaka cujo sacrifício e o desejo revolviam sobre o garoto que teve um acidente que imobilizou suas mãos foi desperdiçado. O garoto abandonou o hospital logo após a recuperação, a tratou mal e nem ao menos disse um obrigado pelos dias que passou com ela e pelo carinho e preocupação. Nenhuma palavra foi emitida.  Eu, particularmente, acredito que todos nós lutamos por algo que é certo, porém,  o desespero e a insistência de Sayaka em um ideal e um padrão de um comportamento idealizado de defensora das pessoas comuns e dos fracos se originou por parte do próprio desespero da mesma.

Eu explico com detalhes isso, embora eu ache que esteja evidente que ela tenha perdido sua razão de existir e para suprimir isso tentou com todas as forças caçar algo pelo qual pudesse se apoiar, mas não conseguindo tentou se sustentar nas histórias de garotas mágicas que havia ouvido falar, dos contos de fada e das histórias de heróis. Infelizmente, por mais que a magia exista em Mahou Shoujo Madoka Mágica, como mesmo disse Sakura Kyoko, a magia é algo para uso pessoal. Ela serve para alcançar aquilo que uma pessoa deseja e não para ajudar os outros. Esse foi o grande erro de Sayaka. Tomar o milagre da magia como algo que pudesse ser transferido para outra pessoa, fazendo o seu desejo que seria a sua única razão para lutar, afinal, ela trocou sua própria alma em prol disso.

Esse arco apresenta um teor dramático bem desenvolvido fazendo com que o desespero seja exposto de maneira a deixar evidente que ela está cega pela sua própria necessidade de enxergar algo no qual ela possa se apoiar. Quando ela descobre que sua luta é algo que jamais será relevante à um nível consciente sua mente fica desconcertada. A última barreira de defesa entre sua sanidade e sua insanidade se dá quando ela escuta a conversa de um homem sobre sua mulher.

Ela que sacrificou tudo por ele, que o ama acha que está fazendo a coisa certa. Ele em contrapartida zomba disso. Algo similar com o próprio caso de Sayaka?! Eu arriscaria um sim nesse caso por ser bem próximo do que ela possa estar sentindo e de sua própria história. Pelo menos em parte. Indignada ela sucumbe e revela-se na série de forma bombástica que as Mahou Shoujo são, infelizmente, bruxas e vice-versa. São apenas estados diferentes de uma mesma natureza e um tipo de energia. Um fim, particularmente, triste, para uma personagem que tentou lutar contra a maré na esperança de se manter sã e sucumbiu á própria imprudência.

Mais irônico é que com isso sua morte, assim como a de Mami é anônima. Luta-se por si mesma e morre-se por si mesma sem mais ninguém que a apoie ou possa entender o porquê ;uma razão para lutar possa ser importante. Essa razão deveria ser o seu desejo, mas como ela abdicou de seu desejo por outra pessoa ela nunca ganhou algo em troca. Sendo assim seu destino foi sucumbir ao desespero. Perdendo sua razão de viver, embora ela não se arrependa de seu próprio desejo: e isso está dito na série eu revogo essa visão parcialmente por saber que nada de frutífero veio de tal desejo e ele foi o estopim para seu fim trágico.

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Espero que tenham gostado e mais uma vez peço encarecidamente que comentem esse post e lembrem-se que tenho meu blog pessoal com Fics e matérias exclusivas. Muito obrigado e até mais.

Hobbies. Você tem um?! Qual o seu?

Torre de Tóquio. Hobbies.

(Download acima no link)


Baixe e confira o mas novo podcast do Anime Portfolio! Nesse primeiro episódio do TORRE DE TÓQUIO Amidamarureborn, Allan, o gordo – , também conhecido como Robô Gigante e Kuro-Kel dedicam um pouco do seu tempo a discutir o que é um hobby, as séries de animês mais marcantes e desenterrar seu passado para tentar lembrar como começou sua história com a cultura visual Japonesa. Baixe já.

Avisos:

O podcast contêm palavrões (muitos)

Conversas inusitadas

Conteúdo NERD

Muita besteira e diversão

Estejam avisados e avaliem a qualidade do podcast. Aconselho a aumentar o volume no máximo, pois em certas partes o aúdio está baixo. Aviso que esse podcast contêm só a conversa e a discussão sem muitos efeitos.

Nota: Música de abertura Geek and Gamer Girls

Para quem não quer esperar muito tempo ouvindo 2 minutos de música pode pular o player por mais ou menos esse tempo do ínicio para ouvir o podcast de vez.