O ogro azul dos fãs de anime e mangá…

Arquivo para a categoria ‘Anime’

Até mais, e obrigado pelos peixes!

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Bang!

Então… meio que já tinha dado pistas nos últimos posts, mas agora estou oficializando uma decisão que já foi tomada há algum tempo. Resumindo, esse é o último post do Anime Porftolio (mas seja legal e leia o post até o fim!). 

Os motivos para parar de postar no blog são pessoais e, embora não seja nada mirabolante ou que esteja afetando minha vida pessoal grandemente, eu vou me reservar o direito de omiti-los. Em vez de explicar os motivos para o fim, prefiro explicar o que vem adiante, mas não antes de já agradecer profundamente a todos os leitores do blog nesses quase 7 anos de existência.

Muito obrigado pelo apoio de todos nesse período! Tenho certeza que nem sempre o blog agradou a todos, mas certamente vale muito a pena guardar os bons momentos, as boas informações, as boas indicações e talvez o bom conhecimento que eu e todos os autores do blog tentamos passar nesse tempo em que esta página esteve em atividade. Um agradecimento especial aos parceiros do blog que nos apoiaram nessa empreitada, e mais especialmente aos blogs Animecote e Netoin, que sempre me apoiaram e que continuam me apoiando nos projetos malucos que bolei.

E agora o que acontece?

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Esse post marca o fim das postagens no Anime Portfolio, mas o blog não chega ao fim hoje, na verdade tem tanto conteúdo que a nós (a equipe) orgulha, que não poderíamos simplesmente deixar tudo para lá. Além disso, o fim das postagens no Anime Portfolio não marca o fim das atividades de todos os autores do blog. Eu, o velho e maluco administrador desse blog ainda continuarei a blogar, mas em outros locais. Então isso é o que posso falar sobre o futuro do conteúdo do blog e sobre alguns autores:

  • O Kyon continuará sofrendo com o tratamento da Haruhi, mas nada sabemos se ele voltará um dia a escrever seus sarcásticos comentários sobre anime.
  • O Aiscrim (André) irá continuar escrevendo sobre videogame no Intersect News, continuará seus contos no Aisvêrse e continuará participando, sempre que possível, do Kyoudai Podcast.
  • Eu (o Administrador do blog) me manterei postando podcasts e contos no Yopinando, e além de participar dos podcasts, eu me tornei redator do Animecote.
  • Ainda sobre minha participação no Animecote, parte dos textos que publicarei lá de agora em diante serão continuações de certas colunas que postava aqui, dentre as quais o Pensador Otaku e A resposta é 42 são duas que manterei. Ainda não sei ao certo se manterei alguma outra. Além disso, certas matérias especiais e textos egressos dessas colunas que fazem parte do Anime Portfolio serão revisados, atualizados e repostados no Animecote. Ainda não está definido que textos serão relançados, mas a frequência de relançamentos não deve ser maior que 2 textos por mês.
  • As resenhas, e outros textos opinativos e expositivos, que consideramos atemporais e que não gostaríamos que fossem completamente esquecidos no limbo do passado da internet, serão revisados e atualizados por mim e pelo Aiscrim (por enquanto apenas por nós dois), para futuramente (provavelmente no primeiro semestre de 2016) serem compilados e relançados como uma publicação digital similar a uma revista.
  • Apenas após o lançamento da compilação citada acima,  o blog será fechado, até lá será possível acessá-lo e ver todo o conteúdo publicado no blog, inclusive os extremamente datados.
  • Nada posso dizer sobre os demais autores do blog, apenas posso afirmar que sempre contarão com meu apoio em qualquer projeto que venham a me apresentar.
  • O Projeto Conhecendo o Mercado Naccional de Mangás continuará sendo publicado nos blogs participantes do mesmo, com exceção do Anime Portfolio. E aquele imenso texto que preparo todo mês sobre o formulário mensal do projeto passará a ser publicado no Animecote.
  • Como já mencionado anteriormente, o Kyoudai Podcast continuará sendo gravado ao vivo e publicado no youtube, no Animecote e no Netoina cada duas semanas.
  • O podcast Sobre Músicas e Animes continuará sendo publicado no Yopinando, mas também será publicado no Animecote.
  • Os demais podcasts (Yopinando Shinbun, Yohohoho, SensouCast e Animecotecast) que eram publicados (também) aqui continuarão sendo publicados nos seus blogs de origem, o Yopinando e o Animecote.
  • Por último, a página do facebook e os twitters do blog serão desativados dia 25/09/2015.

o último Adeus Até mais

Dito isso (ou escrito isso), gostaria de agradecer pela última vez a todos os leitores, autores, comentaristas e parceiros do Anime Portfolio. Foram quase 7 anos de uma história memorável, que espero que tenha influenciado positivamente a cada um de vocês, ao menos a minha vida foi muito positivamente influenciada. Espero revê-los no Yopinando, no Animecote e em qualquer outro local da internet pelo qual passar (ou ao vivo quem sabe?). Como nunca se sabe o que acontecerá no futuro, em vez de um adeus, prefiro terminar esse texto como um bom golfinho faria (mesmo eu não sendo um golfinho, ou será que sou…), dizendo Até mais!  

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Kyoudai Podcast #15: MMORPG e os Animes

Podcast em parceria entre o Anime Portfolio, Netoin e Animecote com a participação de Evilasio Junior (@JuniorKyon), Carlírio Neto (@cnetoin) e André (@animecote). Nessa edição falamos sobre animes que são inspirados em MMORPG.

Blocos:
00:00:00 – Introdução e comentários da última edição
00:20:37 – MMORPG e animes
01:15:59 – Considerações Finais

Extras:
Aisvêrse – https://aiscrim.wordpress.com/

Para baixar o áudio e escutar depois recomendo usar este site:http://www.youtube-mp3.org/

A humanidade em Kiseijuu: Sei no Kakuritsu

Kiseijuu-Parasyte

Apenas corpos esculturais

Kiseijuu: Sei no Kakuritsu, ou Parasyte para quem prefere inglês, é um mangá de 1988 que, em 2015, foi adaptado para um anime de 24 episódios. A obra conta a história de Shinichi Izumi, um jovem que acorda de noite tendo o corpo invadido por um parasita desconhecido. O parasita tomaria seu cérebro, mas por sorte se aloja em seu braço direito. A partir de então, Izumi é obrigado a lidar com a existência dos parasitas, com a ameaça que eles são para as pessoas ao redor dele e com o que Migi, seu próprio parasita, representa para ele.

Migi é predominantemente retratado como uma criatura de personalidade fria que só se importa com a própria sobrevivência. Ele justifica proteger Izumi com a argumento de que a morte do rapaz significaria seu próprio fim. Enquanto isso, Izumi é inicialmente mostrado como alguém medroso, frágil e emocional. Fica estabelecida assim uma distinção entre humanos e parasitas, caracterizando os últimos como predadores impiedosos. No entanto, no decorrer da história, há uma aproximação entre as duas condições, inclusive dentro do protagonista. Ele ganha características de parasita e Migi vai sutilmente se tornando mais humano.

(mais…)

E a temporada de primavera de 2015 hein?

Olá a todos! A quanto tempo né? Faz tempo que não faço um texto sobre temporada de animes aqui e eu sempre pensei como fazer um texto de fim de temporada legal e sem (muitos) spoilers de forma interessante e instigante para que os leitores possam também pensar sobre como foi cada temporada de anime para eles. O que eu não percebi antes, é que eu já tinha postado a reposta no blog, mas como em um post de primeiras impressões. Então a despeito do texto que fiz para temporada de outono do 2013, hoje vim falar um pouco (bem pouco) sobre o fim da temporada de primavera de 2015. Não falarei sobre cada anime, a minha dica para quem não se importar com spoilers e quer ver o que as pessoas (inclusive, às vezes, eu) da internet estão achando de cada temporada é acessar o fórum MinnaSuki e conferir a seção sobre animes dele.  Enfim, hora te tecer alguns comentários sobre a temporada de primavera de 2015 e conferir alguns tops legais.

O que valeu e o que não valeu da temporada de primavera na minha cronologia pessoal?

Obrigado Netflix!

Obrigado Netflix!

Acho importante começar falando que, dos 29 animes que iniciei, apenas terminei de ver 7, porém existem mais 3 que não chegaram ao fim ainda e que estou acompanhando. Dos 19 restantes, 11 animes eu dropei, ou seja, não pretendo vê-los mais, e 8 animes eu deixei em espera, para ver sei lá quando. Vale destacar também que duas das 7 séries que terminei, as minhas duas preferidas, eram continuações. E duas das 3 séries que não terminaram e que eu continuo acompanhando também são continuações.

Num âmbito geral, achei a grande maioria das séries que não dropei medianas e poucas conseguiram apresentar finais interessantes e infelizmente a maioria das séries que terminei tiveram problema com ritmo ou tiveram um bom início, mas foi decaindo com o tempo. Para exemplificar o que quero dizer, vou destacar três séries: Dungeon ni Deai wo Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka, Yamada-kun to 7-nin no Majo e Plastic Memories.

Tendo tido um dos melhores começos da temporada, Dungeon ni Deai wo Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka parecia ter um potencial incrível e realmente tinha, aliás o trabalho do estúdios J.C.Staff e Genco, que encabeçaram o projeto, nos quesitos visuais e demais quesitos técnicos, foi excelente! No início o roteiro da série teve uma grande crescente, mas vez por outra, clichês de narrativas de anime, mangá e novels apareciam para dar uma derrubada no anime. Até certo ponto isso era tolerável, mas do meio para o fim a série literalmente se perdeu por uma série de motivos, mais especialmente devido ao aumento de uso de clichês e de deus ex-machina, o que fez a série terminar mediana e muito aquém do esperado.

Quanto a Yamada-kun to 7-nin no Majo, outra série que teve um ótimo começo, o problema maior foi o ritmo. A série é baseada num mangá homônimo que possui um ritmo bem cadenciado, no entanto o anime quis contar muito mais história do que cabia nos seus 12 episódios, logo é fácil imaginar o que isto causou. Ainda assim a série tem seus méritos, mas também não chega a ser muito mais que mediana.

Para quem acompanhou os comentários sobre cada episódio desse anime lá no Kyoudai Podcast já sabe, mas vale lembrar que eu só me interessei por Plastic Memories devido a ficção científica que a rodeia e acredito que muitos tenham feito o mesmo. Uma vez que a série sempre se propôs a apresentar um romance junto aos elementos de ficção científica, não houve nada durante a obra que possa ter causado espanto, mas praticamente as questões de pseudo ciência só são relevantes até pouco depois do meio do anime, daí em diante o ponto principal da série é apenas o romance e por isso o ritmo acaba mudando um pouco no final da série, o que não me espantou, apenas não me empolgou. E apesar de eu achar o final do anime muito honesto, acredito que não apenas para mim, como um todo a série também não foi muito mais que mediana.

Um verdadeiro herói!

Um verdadeiro herói!

O que isso tudo significa? E afinal, a temporada foi boa ou ruim? Dizer que a temporada foi boa seria um exagero, além de que, está longe de ser uma temporada memorável, mesmo com algumas boas séries. Agora dizer que ela foi ruim não vai ser completamente justo, pois um exercício que faça há algum tempo, é minimizar ao máximo as possibilidades de ver séries que eu não gostei nenhum pouco no início, por isso tantas série dropadas. Além disso, ao longo do tempo eu vou colocando muitas séries em espera, pois é normal que por vários motivos pessoais eu não esteja gostando de uma série. Por exemplo, eu estou numa fase em que pouquíssimas séries colegiais e moe’s me interessam, então é comum que eu coloque em espera séries desses tipos, mesmo que eu não desgoste completamente delas.

Dito isso, seria errado eu dizer que a temporada foi completamente ruim para mim, porque na prático eu não perdi muito tempo com praticamente nenhum anime que eu realmente achasse ruim ou muito monótono. Infelizmente nem todas as séries que continuei vendo me agradaram até o fim. Porém, eu acredito que a temporada tenha sido fraca, já que geralmente eu acompanho mais do que 10 animes por temporada e mesmo entre esses 10 que acompanhei, só metade me agradou muito. Ainda assim, eu senti que tive boas surpresas com duas séries (Hibike! Euphonium e Punchline) que eu não esperava muito. Tirando então as três séries medianas  que mencionei anteriormente e essa duas que gostei, mas não foram memoráveis, as outras cinco séries que vi ou que estou vendo ainda, são as que realmente me agradaram, sendo elas: Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei SenekiYahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru. Zoku, Baby Steps 2, Daiya no Ace 2 e Ore Monogatari!.

Eu vejo esse anime e eu só penso como dávamos importância demais para coisas tão pequenas na nossa adolescência.

Como dávamos importância para coisas tão pequenas na nossa adolescência…

Concluindo, não vale a pena eu falar aqui das séries que dropei, pois a maioria dessas não vi mais que 2 episódios, o que denota meu desinteresse por elementos intrínsecos dessas séries, que podem se tornar menos relevantes ao longo do anime, de modo que, por falta de tempo e interesse em esperar por uma virada nessas série, eu preferi não vê-las mais e certamente não tornarei à vê-las no futuro. Também não acho que vale a pena eu falar das séries que deixei em espera.

O que vale a pena é falar de certos pontos que se destacam na temporada como um todo. Um desses pontos é a falta de variedade, pois havia muitas séries semelhantes, tanto em roteiro, quanto visualmente. Também acredito que quase nenhum anime soube utilizar bem clichês. Dentre as séries que gostei mesmo, somente Ore Monogatari! parece que soube usar os clichês do seus gêneros e nem é minha série preferida da temporada. Também acredito que faltou séries que soubessem balancear questões mais maduras, apenas Plastic Memories em menor escala, e Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru. Zoku, mais profundamente, souberam ter uma linguagem verossímil para tratar de questões inerentes a personalidade humana que esperamos que cada personagem transpareça. Por fim, vale destacar que essa foi mais uma temporada sem obras realmente grandiosas. Claro que certas obras vão conversar muito melhor com algumas pessoas que podem ou não ser marcadas por elas, mas não teve nenhum anime que você diga: “Esse anime é uma obra prima” ou “Esse anime é essencial para a geração atual de animes” ou “Esse anime quebrou paradigmas” ou ainda “Esse anime é um marco”. A temporada teve bons animes, mas acho difícil no futuro alguém lembrar dela como uma grande temporada, talvez no futuro nem lembremos dela.

TOPS LEGAIS DESSE Fim DE TEMPORADA E ALGUNS COMENTÁRIOS

Antes de começar a apresentar os tops, vale lembrar que esta é minha opinião e com certeza diverge da opinião de muitos, se quiserem apresentar seus tops e seus argumentos nos comentários ficarei muito contente, caso não tenham visto os animes informados, acho que deveriam dar uma olhada, mas verifiquem antes o gênero para não se deparar com algo que não te interessa, pois, por exemplo, eu gosto muito de séries espaciais, mas tem pessoas que não se interessam por animes deste tipo.

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Só não foi melhor, porque o estúdio está atrapalhando.

Melhores animes

Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki

Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru. Zoku

3º Baby Steps 2

4º Daiya no Ace 2

Ore Monogatari!

Não fosse por certos episódios de romance bastante clichê, essa segunda temporada de Sidonia no Kishi seria ainda melhor que a primeira, que já foi muito boa. Um execelente anime espacial, e que eu vi todo dublado em português. Obrigado Netflix, Polygon Pictures e Tsutomu Nihei! Já Yahari só não foi melhor, porque acabou deixando coisas demais em aberto, que espero que sejam resolvidas numa terceira temporada, fora isso, que anime bom… Baby Steps 2 é um anime de esportes tão bom que mesmo eu achando tênis chato pra caralho que supera supera as limitações técnicas do estúdio e o ritmo lento do mangá, empolgando cada vez mais quem assiste esse anime. Daiya no Ace 2 é um ótimo anime de beisebol e particularmente eu gosto muito de animes de beisebol. E o que dizer desse romance shoujo que eu considero pacas? Obrigado Ore Monogatari! por me apresentar o casal mais maneiro dos animes de romance em anos e de quebra apresentar uma excelente subtrama de amizade.

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Eu quero ser amigo do Tanikaze!

Melhores continuações

Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki

Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru. Zoku

3º Baby Steps 2

Não acho que Sidonia no Kishi e Yahari conseguiram superar suas primeiras temporadas, mas não foram muito inferiores não. Na verdade, tecnicamente as duas evoluíram bastante mesmo, apenas acho que o roteiro das primeiras temporadas dessas séries foram um pouco melhores. E que finais incríveis as duas séries tiveram, apesar de que tudo ficou extremamente em aberto. Já Baby Steps 2 está  me saindo superior a primeira temporada, porém já era de se esperar, já que é um anime de esporte.

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Eu tenho que voltar a ver esse anime!

Animes mais bonitos

1º Kekkai Sensen

2º Dungeon ni Deai wo Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka

Hello! Kiniro Mosaic

Menção Honrosa: Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki

Eu não sei porque realmente eu parei Kekkai Sensen, mas certamente ele merece o título de série mais bonita da temporada. Ele consegue fazer um misto urbano e sobrenatural que pouquíssimas obras conseguem, fora a forma excelente que utiliza efeitos de luz. Danmachi tem um design de personagens muito bonito e tem belos cenários. Hello! Kiniro Mosaic pode está longe de ser um anime muito popular, mas é um moe muito bonito! O que Sidonia não tem de bonito nos designs de personagens e na animação ele compensa no design de mechas e nos cenários. Pode ser perigoso morar em Sidonia, mas que é um lugar maneiro, isso é.

Mais feio

Uuuuyaaaahhhhhh!

Uuuuyaaaahhhhhh!

Ninja Slayer The Animation

Eu acho que não preciso explicar esse, basta ver o gif acima!

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Malditos primeiros episódios de anime

Maiores Decepções

1º Owari no Seraph

2º Vampire Holmes

3º Nagato Yuki-chan no Shoushitsu

Menção Honrosa: Final de Dungeon ni Deai wo Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka

Owari no Seraph tem o melhor primeiro episódio nada haver com o resto do anime desde Tower of Druaga, mas a diferença é que Druaga ainda é interessante a partir do episódio 2 e Owari no Seraph… (T.T me devolvam queles meus 25 minutos de vida!)… Esse eu faço questão de dar spoiler, não há vampiros em Vampire Holmes. Eu sei que Nagato Yuki-chan no Shoushitsu nunca se propôs a ser mais que um slice of life, mas vindo de Suzumiya, sempre esperamos algo a mais… Que final esse de Danmachi, que final?!

Ele não é o herói que queremos, mas é o herói que precisamos.

Ele não é o herói que queremos, mas é o herói que precisamos.

Melhores Surpresas

Punchline

Hibike! Euphonium

Ore Monogatari!

Nem eu, nem ninguém que desgosta de animes ecchis esperava nada de Punchline, diante de uma sinopse tão estúpido como a de “um espírito de um garoto que não pode ver calcinhas senão o mundo é destruído”, mas o anime não só surpreende por ter uma história de heróis e ficção científica, mas por realmente utilizar o ecchi de forma estúpida como um elemento importante da história e ainda assim conseguir ter uma sequência narrativa muito bem bolada, com diálogos muito maneiros e viradas realmente inesperadas. Hibike! Euphonium se destaca por ter tudo para ser apenas mais um slice of life colegial que usa música como pano de fundo, mas acaba por ser um animes sobre um clube de música que de fundo tem algum slice of life colegial. E eu não diria que Ore Monogatari! foi uma surpresa para mim, mas tem elementos dentro desse anime que realmente surpreendem, tal como, o quão maneiro é o amigo do protagonista e o quão loucas são as situações em que o protagonista se mete.

Melhores personagens masculinos

Takeooooo!

Takeooooo!

1º Takeo Gouda (Ore Monogtari!)

2º Hikigaya Hachiman (Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru. Zoku)

3º Nagate Tanikaze (Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki)

O Takeo é o herói, é o amigo, é o cara que todo homem queria ser… (ou não). Pessoalmente eu acho Hikigaya Hachiman o personagem mais sensato da história dos animes. E como não gostar de um herói como o Tanikaze?

Melhores personagens femininas

Provavelmente a melhor elfa assassina das mídias visuais

Provavelmente a melhor elfa assassina das mídias visuais

1ª Ryu Lion (Dungeon ni Deai wo Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka)

2ª Asuka Tanaka (Hibike! Euphonium)

3ª Rinko Yamato (Ore Monogatari!)

Difícil explicar as escolhas dessa categoria, pois particularmente não teve nehuma protagonista feminina que se destacou muito, só a Yamato talvez. Eu gostei muito da personagem Ryu de Danmachi, porque…. ela foda! Eu gosto muito da personalidade da Asuka (não tanto quanto eu gosto da personagem de Evangelion, é claro) de Hibike! Euphonium. E a Yamato de Ore Monogatari! é a namorada que todo mundo queria ter no colegial (principalmente os gordinhos).

Melhores aberturas

1º Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki

Ore Monogatari!

Kekkai Sensen

Que abertura incrível essa de Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki. É praticamente um hino homenageando os Cavaleiros de Sidonia. A abertura de Ore Monogatari! combina muito bem o clima romântico do anime, com a comédia e com a música. Eu vi muito pouco de Kekkai Sensen, mas que trilha e que uso de músicas…

Melhores Encerramentos

Kekkai Sensen

Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki

Daiya no Ace 2

Não tem como não gostar desse encerramento de Kekkai Sensen, em u ótima música e tem uma dancinha muito maneira. O encerramento de Sidonia no Kishi É simples e bonito, além de ser um orgasmo visual para fãs de mecha. Por fim, esse é apenas mais um ótimo encerramento Daiya no Ace, com sempre é simples e tem uma música muito maneira.

Animes que gostaria de ver uma continuação

Que final?!

Que final?!

Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki

2º Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru. Zoku

Não preciso falar muito, até porque não quero passar spoilers, mas essas séries merecem muito uma terceira temporada.

Enfim é isto! Espero que tenham curtido, fiquem atentos ao twiter @AnimePortfolio para comentários da temporada atual. Até mais!

Considerações Finais Sobre Astarotte no Omocha!

Continuando a lista de animes que eu prometi comentar após ter visto devido a extinta coluna Hora de Aventura, mas especificamente devido a punição referente ao não ter completado a meta da edição 5 da coluna (essa punição foi apresentada na edição 6 dessa coluna), hoje irei falar quais são as minhas considerações finais sobre a série lolicon Astarotte no Omocha!

Um Lolicon que tenta não apelar demais, mas...

Um Lolicon que tenta não apelar demais, mas…

Antes de qualquer coisa, esse texto não é uma resenha de Astarotte no Omocha! e pode apresentar alguns spoilers leves, então se você não conhece este anime, recomendo ler a resenha do Yoi Yume que pode ser lida clicando aqui.

Ficha Técnica
Título:
Astarotte no Omocha
Sinônimos: Lotte no Omocha!
Obra Original: Mangá
Autora da Obra Original: Haga Yui
Gêneros: Comédia, Ecchi, Lolicon, Romance
Demografia da revista em que é publicado o mangá: Seinen
Número de episódios: 12
Ano de Lançamento: 2011
Produtora: Diomedea
Diretor: Oizaki Fumitoshi

Astarotte no Omocha conta a história de uma succubus da realeza de um mundo fantástico que tem apenas 10 anos e que por não gostar de homens, na verdade por ter medo de se relacionar com eles, decidiu que seu harém seria formado apenas por humanos, pois estes seres a muito não aparecem no mundo fantástico em que  esta princesa succubus vive. Porém, um jovem adulto humano acaba sendo transportado para esse mundo junto à sua filha de também 10 anos e passa a ser o único membro do harém da protagonista. Ao longo do anime a relação entre a protagonista e o jovem vai se  tornando mais intensa até se tornar um romance e de fato culminar em uma aceitação completa da mesma em tê-lo em seu harém. Vale ressaltar que a filha desse humano, por um acaso do destino, é irmã da protagonista, já que a mãe da protagonista em uma pequena fuga ao mundo humano anos antes teve uma relação sexual com este. Então ela engravidou e logo que a criança nasceu, a mãe de nossa protagonista deixou a criança com o jovem humano supracitado.

O roteiro da série é bem simples e gira em torno da descoberta dos sentimentos que a protagonista feminina vai tendo pelo protagonista masculino. Infelizmente não parece haver personagens originais, ao menos é muito fácil perceber vários outros personagens que se assemelham a quaisquer um dos personagens desse anime, talvez por isso é difícil se apegar a eles e provavelmente ao longo da série você no máximo se importará com a protagonista feminina. Por isso mesmo eu fiz questão de não apresentar o nome dos personagens, pois não estivesse no título do anime, nem mesmo o nome da protagonista você iria lembrar 30 minutos depois de ver qualquer um dos episódio (talvez eu esteja exagerando, mas que são personagens esquecíveis facilmente, isso são).

O desenrolar da história é bem maçante e o abuso de clichês como episódios da praia e cenas de fanservice com falas de duplo sentido, mesmo quando apenas há personagens crianças, é bem irritante. Vale ressaltar que essas cenas de clichê ecchi, mesmo geralmente sendo leve, praticamente ditam o tom da série. Claro que também há cenas de drama bem trabalhadas, mas o abuso de clichês de personalidade, principalmente do lado tsundere da protagonista e do lado jovem adulto despreocupado do protagonista masculino, quebram o clima da maioria dessas cenas.

Apesar das personalidades de cada personagem serem bem genéricas, o conjunto dos mesmos funciona bem. É interessante notar que quando qualquer um dos protagonistas não está contracenando com o outro protagonista, ou com qualquer membro de seu circulo familiar, suas ações são bem mais interessantes e até mais plausíveis. Não que o relacionamento dos protagonistas seja de todo ruim, mas é impressionante como o exagero dos clichês de personalidades são acionados no máximo nesses momentos tornando grande parte dessas cenas irritante, pelo menos durante os primeiros dois terços do anime. Por sinal, o anime melhora bastante nos últimos episódios, nada que o torne lá uma grande série de romance, mas há piores. Com relação ao roteiro, o último ponto que gostaria de destacar está relacionado a comédia do anime que simplesmente poderia ser jogada fora, porque é difícil rir de alguma cena nesta série, até porque todas as piadas parecem retiradas de outros animes. Talvez se você nunca viu um anime ecchi/lolicon/romance, você consiga esboçar um sorrisinho de canto da boca com alguma cena de mal entendido.

Basicamente minha reação por ter de terminar esse anime.

Basicamente minha reação ao ver a maioria dos episódios desse anime.

O design de personagens e a animação do Diomedea são bem interessantes, apesar de o design de cenários não impressionar em momento algum. Os efeitos visuais também não desagradam. No geral a identidade visual do anime cumpre seu papel, o que não significa que ela vá agradar muita gente. A trilha sonora também não vai  impressionar, mas não chega a ser ruim. Por fim, não tem como culpar qualquer que seja o dublador de não se esforçar, pois o trabalho da equipe de dublagem certamente é a melhor parte do anime e não chega a ser memorável devido aos péssimos diálogos. É muito difícil encontrar um diálogo interessante que seja.

Enfim, Astarotte no Omocha está longe ser um bom anime, mas há séries bem piores e sinceramente ele entrega o que promete, nada mais e nada menos. Se você gosta de séries de fantasia com monstros mitológicos antropomorfizados em mulheres bonitinhas e de um romance lolicon que não seja tão pesado, pode ser que o anime até o agrade. Caso contrário, passe longe dessa série.

7.5 Memoráveis Nerds dos Animes

Se você é nerd já deve saber que hoje, 25 de maio, é o Dia da Toalha, uma homenagem muito merecida a Douglas Adams, um dos maiores escritores nerds do século 20, que criou a divertidíssima saga do Mochileiro das Galáxias. Além disso, esse dia também é conhecido como dia do orgulho nerd (particularmente eu prefiro só dia da toalha).

O termo “Nerd” surgiu como uma forma de identificar pessoas que possuíam um interesse acima do normal pelas diversas ciências, mas com um foco também voltado para os elementos e produtos culturais que essas pessoas consumiam e produziam.  Com o passar do tempo esse termo passou a identificar o grupo formado por pessoas que gostam de um ou mais elementos da cultura pop, ou da cultura visual contemporânea (alguns usarão o termo cultura visual “moderna”) acima do normal, dedicando uma boa parte do seu tempo ao estudo, ao aprimoramento e a divulgação deste ou destes elementos da cultura pop, que cada uma dessas pessoas gosta.

Assim sendo, em parte a grande maioria dos otakus são nerds, em especial aqueles que tentam agir como divulgadores e aprimoradores dos elementos da cultura otaku. Porém, a lista abaixo não leva em consideração apenas se o personagem é otaku, mas personagens que consomem elementos diversos da cultura visual e das diversas ciências e que os divulgam ou que os implementam no seu dia a dia, além de ser categoricamente bem visível seu apelo nerd.

Enfim, vamos a lista…

1 – Makoto Kousaka

MakotoQuem conhece o mangá e o anime Genshiken sabe que muitos dos personagens desse anime poderiam está nessa lista, mas escolhi o Kousaka por uma questão especial: Ele é a prova animada de que as aparências enganam. Quando se pensa na figura de um nerd, geralmente ninguém pensa em um bishounen, mas Kousaka é exatamente isso e ele preenche todos os requisitos indispensáveis para ser considerado nerd, até mais que muitos dos seus amigos otakus de seu clube universitário.

Kousaka é extremamente inteligente, um otaku completo, um gamer imbatível, conhece elementos de cultura visual como quase ninguém e após se formar passou a trabalhar em uma empresa desenvolvedora de jogos, de modo que passou efetivamente a contribuir no desenvolvimento de mais produtos nerds e otakus. Um nerd de carteirinha que muitas garotas adorariam ter como namorado (até saber o quão nerd ele é), mas que possui uma namorada bem difícil.

2 – Edward Wong Hau Pepelu Tivrusky IV

Françoise, ou Edward9_EdFlyBebop2 Wong Hau Pepelu Tivrusky IV (como ela se auto-nomeou), ou simplesmente Ed, é uma das personagens mais queridas dos fãs de Cowboy Bebop e não apenas por seu carisma, mas também por sua inteligência e suas habilidades de hacker que a tornam uma Geek de primeira.

Ed certamente é uma pessoa que vive em ritmo completamente diferente dos resto das outras pessoas, mas que sabe ser amável com todos de quem ela gosta, além de ter coragem de enganar um planeta inteiro só para mostrar suas habilidades e conseguir o que quer. Essa lista sem dúvida não estaria completa sem sua presença.

3 – Shiroe

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Shiroe, o estrategista, ou o vilão de óculos, são apenas algumas das alcunhas que esse personagem possui. Um jovem adulto que se ver preso dentro de um mundo de fantasia similar a um MMORPG que ele jogava. E agora ele tem de usar o seu conhecimento e sua inteligência para ajudar seus amigos e toda uma população de outras pessoas que também estão presas nesse mundo.

Apesar de não ser claramente visível seu lado nerd, tirando o fato de ser um jogador de MMORPG, boa parte de suas estratégias e de seu conhecimento empregado ao longo da história da novel e anime Log Horizon tornam claro que Shiroe também merece sem dúvida está nessa lista.

4 – Sanzenin Nagi

Vocês p1403444odem perguntar o que uma jovenzinha rica estaria fazendo nessa lista? E a resposta é simples, Sanzenin Nagi de Hayate no Gotoku! é um dos personagens mais nerds (infelizmente também é uma neet hikkikomori) dos animes e mangás. Qual nerd não adoraria morar numa mansão cheia de quartas e ter por exemplo, um quarto diferente para cada um dos seus consoles? Além disso, é impressionante seu apelo por manter coleções de seus jogos, filmes, bonecos e animações preferidas. Nagi ainda tem muito a aprender para um dia ser um membro contribuinte da cultura nerd, mas sem dúvida com a ajuda de seu mordomo de combate, e talvez de seu tigre falante, ela irá se tornar uma grande mulher.

5 – Sommelier

261185É fácil explicar porque esse personagem de Denki-gai no Honya-san está na lista, afinal ele não é conhecido como um sommelier por qualquer motivo. Um experiente trabalhador de uma livraria especializada em produtos otakus, e um grande conhecedor de novels e mangás.

Uma vez por semana utiliza seus amplos conhecimentos para ajudar jovens e adultos a descobrirem produtos que certamente os farão felizes. Talvez alguns achem estranho sua pequena quedinha por garotas pequenas, mas em nada isso diminui o grande homem e nerd que esse personagem é.

É sempre difícil descobrir novos produtos de cultura que nos agradem e por isso pessoas como o Sommelier são tão importantes para o mundo nerd. Mesmo que ele seja o homem de poucas palavras, o que o impede de participar de um podcast, ele contribui efetivamente para a divulgação da cultura otaku e nerd.

6 – Izumi Konata

Lucky_Star___Konata_Izumi_2_by_EmadGfxPara muitos Izumi Konata de Lucky Star é o símbolo atual da cultura otaku e claramente podemos chamá-la de nerd não apenas pelo seu empenho em se mostrar otaku, mas também pelo sua maneira de se comunicar, sempre usando as mais diversas referências para fazer um paralelo com situações e pessoas com as quais ela convive.

Konata pode não ser uma contribuinte exímia do mundo nerd e ainda que muitos possam criticar dizendo que ela é apenas uma otaku, por toda a simbologia que por si só ela representa é impossível fazer uma lista como essa e não adicioná-la

7 – Usui Kazuhoshi

Para finalizar essa lista não poderia faltar um dos maiores ne948613_1328877319510_fullrds dos shounens de comédia. Usui Kazuhoshi, ou Switch, de Sket Dance não é apenas um estranho que usa uma voz criada em um software de computador que ele mesmo desenvolveu para se comunicar, mas é também um completo nerd.

Ele não tem nenhum problema em mostrar para todos o seu conhecimento e seu gosto pela cultura nerd. E facilmente podemos dizer que Switch é um dos principais representantes dos nerds nos animes e mangás, por isso ele está nessa lista.

7.5 Sakata Gintoki

155537O protagonista de Gintama, Sakata Gintoki, talvez não haja como nerd e está longe de ser um contribuinte e grande divulgador dessa cultura, mais é um consumidor voraz de mídias ditas otakus. Além de fazer referências aos mais diversos personagens da cultura visual,  ele ainda é um fanático pela revista Shounen Jump como mutos otakus. Não sei ao certo se posso chamá-lo de nerd, mas ele tem vários gostos e costumes que muitos dos nerds de hoje possuem.

 

Enfim, espero que curtam a lista acima e coloquem nos comentários que outro personagem nerd de anime você acha que merecia ser mencionado.

Considerações Finais Sobre Saint☆Onii-san OVA

Um texto de considerações finais não aparece por aqui a um bom tempo, mas ainda tem muito anime que ainda estou devendo comentários e sempre haverá enquanto eu puder ver anime. Enfim, hoje é dia de comentar um dos animes que vi graças a extinta coluna Hora de Aventura, mas especificamente devido a edição número 9 dessa coluna. Hoje irei falar quais são as minhas considerações finais sobre os dois OVA’s que adaptam parte do mangá Saint☆Onii-san.

Uma prova de que não é preciso questionar, enfatizar e nem desrespeitar a religião de alguém para se contar uma boa história sobre os personagens mais importantes de religiões distintas.

Essa obra prova que não é preciso questionar, enfatizar e nem desrespeitar a religião de alguém para se contar uma boa história sobre os personagens mais importantes destas religiões.

Antes de qualquer coisa, esse texto não é uma resenha de Saint☆Onii-san e pode apresentar alguns spoilers leves, então se você não conhece este anime, recomendo ler a resenha do Elfen Lied Brasil que apresenta uma opinião parecida como a minha e a análise é pouco mais voltada para a história, mas também faz leves comparações com outro mangá de comédia (muito bom) da mesma autora desta obra. Para ver o texto do Elfen Lied Brasil basta clicar aqui.

Ficha Técnica
Título:
Saint☆Onii-san
Sinônimos: Saint Young Men
Obra Original: Mangá
Autora da Obra Original: Hikaru Nakamura
Gêneros: Comédia, Slice of Life
Demografia da revista em que é publicado o mangá: Seinen
Número de episódios: 2
Ano de Lançamento: 2012 (OVA 1) e 2013 (OVA 2)
Produtora: A-1 Pictures
Diretor: Noriko Takao

Inspirado em um gag mangá de Hikaru Nakamura, a mesma autora de Urakawa Under The Bridge, Saint☆Onii-san apresenta uma trama protagonizada por Jesus Cristo e Siddhartha Gautama (Buda), que decidem tirar merecidas férias. Devido a dificuldade de lhe dar com  seus seguidores ao redor do mundo, que iriam provavelmente, mesmo com boas intenções, os deixar ainda mais cansados, eles decidem passar suas férias no Japão, um país um pouco menos fervoroso em relação a religião e onde poderiam esconder suas identidades, afinal imagina se descobrem que Jesus e Buda estão tirando férias na terra? Ao longo do anime acompanhamos o dia a dia de dois seres celestiais tentando viver como humanos e aproveitando os pequenos prazeres da vida, como ler um mangá, manter um blog, sair para passear numa rua comercial e etc. Vale ressaltar que durante a estadia dessas duas figuras celestiais na terra, estas acabam dividindo um pequeno apartamento em uma pensão cuja a “síndica” é uma senhorinha de idade bem desconfiada.

Falar de figuras religiosas é sempre complicado e principalmente em se tratando de uma obra de comédia, mas a autora conseguiu balizar muito bem o humor com as características mais famosas destes personagens e em nenhum momento apela para um humor negro e nem para situações desrespeitosas ainda que os personagens passem por situações difíceis  em que a filosofia deles é posta a prova e em todos os casos a solução é muito inteligente e ao meu ver nunca é polêmica.

Claro que certas atitudes dos personagens podem ser questionadas, mas muitas das escolhas são profundamente relacionas a história e as características conhecidas tanto de Buda quanto de Jesus, por exemplo o fato de Buda parecer o mais racional, enquanto que Jesus é um pouco mais liberal, de modo que isso representa o racionalismo pregado no Budismo e a comunhão e aceitação das diferenças pregados por Jesus, que segundo a Bíblia, não veio terra com intuito de salvar apenas os israelitas,  mas com o intuito de salvar todos no mundo.

Uma cena muito bacana é quando Jesus cita que uma de suas estratégias para manter a boa audiência de seu blog é sempre responder a todos os comentários, o que é uma clara analogia aos pedidos por graças tão comuns entre os cristãos. Outra questão interessante é o fato dos dois morarem em um pequeno apartamento que remete ao fato de ambos serem figuras ligadas a humildade, enquanto que Jesus sempre viveu entre os pobres e nunca aceitou regalias, Buda era um príncipe que deixou de lado sua realeza e riqueza para buscar a iluminação.

O que vocês fariam se encontrassem Buda e Jesus durante um passeio por sua cidade?

O que vocês fariam se encontrassem Buda e Jesus durante um passeio por sua cidade?

O trabalho do A-1 Pictures é muito bom, não chega a ser um dos melhores do estúdio, mas certamente serve a seu propósito. A animação é simples, porém fluida, o que é facilitado pelo design de personagens que é simples porém muito bem feito, particularmente gosto muito dos pequenos detalhes em cada personagem que se destacam dependendo da situação, por exemplo o sorriso meio encabulado de Jesus ou o olhar de Buda que quase sempre transmite um ar de sabedoria. Os cenários também são muito bem feitos e bem utilizados. E vale destacar que todos os elementos são melhorados na adaptação para filme que também é da mesma equipe.

Para finalizar, Saint☆Onii-san é uma obra descontraída que a meu ver passa uma ideia simples de que você não precisa ser tão rígido com relação a ideologias sejam elas religiosas, políticas, morais ou o que for. Saint☆Onii-san não é apenas uma história muito divertida, mas que pode lhe apresentar um novo jeito de ver o mundo ao mostrar que até mesmo duas figuras celestiais com ideologias (levemente) diferentes buscam a comunhão, a convivência e a amizade entre si. Os grandes sábios e as pessoas iluminadas sempre buscaram a paz, o amor e o respeito das diferenças entre todos os seres humanos.  Enfim, Saint☆Onii-san é um ótimo anime.

Kyoudai Podcast [Piloto – Nome Provisório] (AO VIVO) – Ao Haru Ride Mangá e Temporada de Inverno

Podcast em parceria entre o Anime Portfolio, Netoin e Animecote com a participação de Evilasio Junior (@JuniorKyon), Carlírio Neto (@cnetoin) e Bebop (@animecote). Nessa edição falamos sobre a importância ou não de Ao Haru Ride para a melhora da imagem dos shoujos no mercado nacional de mangás e também comentamos alguns dos animes da temporada de Inverno de animes que já saíram.

 

A divindade em Mirai Nikki

Uma história de amor muito saudável

Uma história de amor muito saudável

Mirai Nikki é uma obra originalmente publicada como mangá entre 2006 e 2010 na revista Shounen Ace e adaptada para anime em 2011. O universo apresentado brinca desde o primeiro momento com o conceito de divindade, a colocando como prêmio de uma competição de sobrevivência. Uma característica que deuses assumem em Mirai Nikki é a mortalidade. Deus Ex Machina, o deus supremo do tempo e do espaço, que Yuki considera um amigo imaginário inicialmente, está no fim de seu mandato e logo irá morrer. Os escolhidos como candidatos ao cargo são aqueles possuidores de um legítimo diário do futuro, que corresponde aos próprios registros que o usuário faria normalmente, mas deslocados no tempo. As informações contidas nos diários não são um futuro imutável, mas algo que os candidatos, cada um conhecido por um número, podem usar em sua missão de matar os restantes. Ter essa missão não significa que os participantes são assassinos de sangue frio, mas eles são de fato corrompidos pelo processo e por outras circunstâncias.

(mais…)

Obrigado pelos 6 anos de Anime Portfolio!

Obrigado!

Obrigado!

A 6 anos, no dia 21 de dezembro de 2008 às 2:39 da manhã, foi publicado o primeiro post do Anime Portfolio! Ao longo desses 6 anos muita coisa mudou no blog e na minha vida, muitos autores vieram e se foram, muitos amigos surgiram, muitas parcerias nasceram e muitos textos, aúdios e até alguns vídeos foram colocados no ar! Foram 6 muito divertidos, houveram dias complicados, alguns bem difíceis e por várias vezes o blog quase não chega até aqui, mas chegamos!

Hoje é um daqueles dias complicados, devido a falta de tempo que tenho, mas eu não poderia deixar passar essa data sem nada de especial. Vocês já devem ter visto o post especial do RAIODESOLALM, o mais novo autor do blog, que vem fazendo um excelente trabalho na divulgação de mangás, já tivemos também o Kyon News do Kyon (sobre as notícias de ontem =D), sempre tentando nos deixar informados (e me deixar um tanto quanto irritado) diariamente e agora a pouco publiquei a edição de natal do podcast Sobre Músicas e Animes, que também é a última do ano.

Como tive pouquíssimo tempo desde o fim da gravação do Sobre Músicas e Animes 40 até hoje, perdi muito tempo na edição deste podcast, por isso há posts pensados em comemoração ao aniversário que só serão publicados nessa segunda-feira (22 de dezembro).

Por último, queria apenas terminar esse fim de noite do dia do Aniversário do Anime Portfolio com um Muito Obrigado! a todos que nos acompanharam nesses 6 anos, garanto que continuaremos tentando divulgar e aumentar o número de fãs das animações e dos quadrinhos japoneses por mais um tempo, talvez mais alguns anos quem sabe?

Enfim, Feliz Aniversário…

Obrigado por Tudo! 

… e obrigado por tudo!

 

À la recherche du futur perdu – Segundas Impressões

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 Olá a todos. Venho aqui continuar o post sobre Ushiwareta Mirai wo Motomete , o que faz disso um ”segundas impressões” no caso. No post anterior eu comentei o primeiro episódio, e meio que emendando o segundo. Nesse aqui ficará compreendido os episódios 3 e 4.

O episódio continua do lance do fantasma e dos tremores  que ocorreram no segundo episódio, com a turma toda tentando achar respostas para esse fenômeno.  Corta pra Airi, que pensando na novata misteriosa de longos cabelos brancos, reflete sobre sua vida até aqui. Ela diz que sempre foi a aluna perfeita, sempre tirou notas boas, se sobressaia nos esportes, e quando entrou nesse colégio decidiu ”meter a mão no freio”, e ser mais normal, o que resultou no encontro com a Kaori, que no caso era o oposto dela.

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 Retornando ao clube, a turma recebe um chamado para apartar outra briga entre os clubes de judô e karate, briga essa que aconteceu no episódio 1 antes do acidente com Kaori, enquanto a Yui tem uns devaneios e se lembra de algo, como uma lesão no tornozelo de alguém. Vale lembrar que ela chegou nua pelada sem memórias e aos poucos está recuperando sua memória, e que entre uma memória recuperada e outra ela se vê dentro de tubos, como numa experiência. Algo relacionado a clonagem, talvez? Yui como que se além do tornozelo soubesse que algo a mais fosse acontecer, arrasta Kaori do local da briga entre clube, salvando-a e evitando seu terrível destino de torcer o tornozelo.

Apoś isso, eles retornam para a busca pelo tal fantasma, se dividindo e duplas e procurando pelo colégio. A dupla de Kaori e Yui tiram a sorte grande , e o avistam numa janela do prédio anexo. Todos se assustam, tremem, MAS, ao perceberem que estavam sendo filmados, descobrem que era tudo pegadinha do malandro, era tudo parte de um projeto do clube de cinema, um filme de terror. Terminamos o episódio assim, sem grandes revelações interessantes.

[AnimEncode] Ushinawareta Mirai wo Motomete Episode 3 Subtitle Indonesia  50MB MP4

 Pesando todo o episódio, nada que influencie a trama profundamente aconteceu, fez nada mais que chover no molhado, alguns backgrounds de personagens mostrados ali, a continuação dos tremores também teve pouca participação nesse episódio.  E é isso. Esse post deveria englobar o episódio 4, além de sair na semana seguinte ao primeiras impressões, MÃS, não aconteceu. Relaxe, quem quer que esteja lendo isto, ainda farei outros ”impressões” dos próximos episódios, mesmo atrasando alguns dias.

Ushinawarete Mirai wo Motomete – Primeiras Impressões

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Olá a todos! Iniciando aqui minha sequência de postagens sobre primeiras impressões, começo aqui com Ushinawareta Mirai wo Motomete(Na procura do futuro perdido, segundo meu nihongo de pastelaria)

Comentando…


Bem, Ushinawareta Mirai wo Motomete, ou Waremete (para os mais próximos), é uma visual novel, lançada em 2010 , que tem duas adaptações em mangá, e que agora ganhou uma animação, estreando nesta atual temporada.

Frenchbiatch

Olha que chique, mona mour parle ne me quitte pass…

O episódio começa com uma pinta de Steins;Gate, com dois cientistas fazendo experiências em algo, que se revela sendo uma garota. Depois desse suspense todo, nos é mostrado o ambiente no qual a série provavelmente irá se passar integralmente, a escola. Somos então apresentados aos personagens principais da trama, com Sou Akiyama, nosso main character, Kaori, amiga de infância de Sou, Kenny, um americano e com Nagisa e Airi fechando o grupo.

A série tem aquele clima slice of slife, mostrando a rotina dos 5 amigos no clube de astronomia, sendo basicamente o primeiro episódio todo assim. Sempre é mostrado a passagem de tempo, no caso de dias, que se dá no episódio, indicando a sequência de eventos. Porém, como o nome do anime sugere, algo tem que acontecer. Sempre tem.

Após Kaori se declarar seu amor a Sou na sala de astronomia, ela sofre um acidente no caminho de casa, vítima de um ônibus descontrolado sem freio. É mostrado na sequência uma cena com o grupo no hospital, num climão a lá Kokoro Conect, não se sabendo o estado da garota…

12

…MAS, como num passe de mágica, tudo volta ao começo, retornando o tempo até o dia 1, onde Kaori estava com o Sou e os outros na sala do clube. Algo acima da sala do clube desaba, e Sou vai até lá, encontrando uma garota misteriosa, desacordada e nua, que não lembra de nada, apenas do nome Sou. Parece interessante? Sim, mas o clima da série não é nada empolgante, coisa que afasta muita gente.

No pesar dos pesares, esse início calmo e devagar me faz lembrar de School Days, onde tudo é um mar de rosas até  quando tudo fica louco no episódio 3. Essa semelhança é a única coisa que me faz continuar a assistir. Lembrando que não li sinopse de nada, peguei pra ver no sorteio mesmo. Sinceramente, não irei criticar a obra em si, por que é baseada num Eroge, ou seja, quase sempre adaptar isso dá merda. Nada como um anime padrão no meio de tantos outros na temporada.

Mesmo assim, não irei droppar esta série. Algo ainda me diz que vale a pena chegar até o (episódio 5) final.

Ficha Técnica
Título:
Ushinawarete Mirai wo Motomete
Obra Original: Visual Novel
Gêneros: Ficção Científica, Colegial, Slice of Life, Mistério
Número de episódios: 12
Produtora: Feel
Diretor: Naoto Hosoda

Edit: Acabei de ler uns spoilers, e realmente teremos viagens no tempo, loops, cubo mágico e crazy sex. Rapaz. Refazendo o post em 3,2,1…

Considerações Finais Sobre Tari Tari

A quanto tempo eu não faço um texto de considerações e de resenha aqui para o blog e pensar que no início eu só publicava resenhas, mas deixando esses detalhes de lado, hoje é dia de comentar um dos animes que vi graças a extinta coluna Hora de Aventura, mas especificamente devido a edição número 8 dessa coluna. Hoje irei falar quais são as minhas considerações finais sobre o anime Tari Tari.

Um belo anime sobre música e amizade.

Um belo anime sobre música e amizade!

Antes de mais nada, vamos ao aviso de sempre: Esse texto não é uma resenha de Tari Tari e pode apresentar alguns spoilers leves, então se você não conhece este anime, recomendo ler antes uma resenha, como não encontrei nenhuma em blogs brasileiros que me parecesse interessante (apenas encontrei posts de primeira impressão), recomendo a resenha em inglês do Star Crossed Anime Blog que apresenta uma opinião um pouco parecida como a minha sobre esse anime e com uma análise um pouco mais técnica sobre vários detalhes da série, para ver esse texto basta clicar aqui.

Ficha Técnica
Título:
Tari Tari
Obra Original: Mangá
Autores da Obra Original: Evergreen (História e arte) e Tohru Naomura (Arte)
Gêneros: Comédia, Colegial, Slice of Life
Número de episódios: 13
Ano de Lançamento: 2012
Produtora: P.A. Works
Diretor: Masakazu Hashimoto

A história apresenta um grupo de colegiais que vão se unir para criar um segundo coral em sua escola. Esse coral foi idealizado e é presidido pela jovem Konatsu Miyamoto que devido a desentendimentos com a professora que coordena o coral oficial da escola saiu deste último e decidiu criar seu próprio coral. Além dela, o grupo principal do coral ainda tem sua amiga Sawa Okita, uma jovem que quer ser uma cavaleira e participar de corridas de cavalos, mas sua família não ver isso com bons olhos, Taichi Tanaka que é o único membro do clube de badminton e que leva muito a série o esporte tendo ele a intenção de tornar-se profissional, ele entra no coral devido a insistência de Konatsu, mas depois de se acostumar com o grupo ele acaba desenvolvendo uma paixão por Sawa, Atsuhiro “Wien” (Viena) Maeda, que é um jovem japonês que viveu doze anos na Áustria e por isso tem certa dificuldade com a língua e a cultura japonesa ao retornar ao país e Wakana Sakai, uma jovem que já foi uma cantora promissora como sua mãe, mas que decidiu parar de cantar depois da morte desta, ela apenas entrou no coral para ajudar Konatsu tocando piano e porque Konatsu insistiu muito.

O roteiro do anime é interessante, mas não empolga e os melhores momentos são as partes dramáticas envolvendo as personagens Sawa e Sakai, muito embora há bons momentos de humor e uma subtrama final bem interessante que vai unir de vez o grupo em prol de um objetivo em comum. Além disso, os momentos em que os personagens se apresentam como coral são bem interessantes. Fora isso o ritmo da série não incomoda, mas em nenhum momento há um real sentimento de urgência, a não ser no último episódio. No geral a trama é boa de se acompanhar, mas não chega a empolgar o espectador, porém também não chega a cansar, ao menos eu pude tranquilamente fazer uma maratona dos seis últimos episódios sem me sentir incomodado em nenhum momento.

As personagens femininas da trama, inclusive a professora com quem Konatsu briga o tempo quase todo, são interessantes, mas os personagens masculinos e os demais coadjuvantes nem tanto, embora haja alguns bons momentos do personagem Taichi, principalmente quando ele se mostra sério em relação a sua paixão por badminton. Minha personagem proferida é a Konatsu, pois gosto de seu jeito geralmente positivo de encarar as situações o que acaba unindo o grupo e levando os demais personagens a se sobressair, mesmo assim as personagens Sawa e Sakai tem realmente um sub plot mais interessante, um envolvendo um sonho e outro envolvendo um trauma.

Esses são os heróis da vizinhança e dos preços baixos...

Esses são os heróis da vizinhança e dos preços baixos…

Nos quesitos técnicos o anime é quase impecável, tendo um ótimo design de personagens, uma animação fluida e cenários deslumbrantes o que é uma marca registrada do estúdio P.A.Works. Vale a pena darem uma passado no post do blog Mithril para conferir os locais reais das províncias de Fujisawa e Enoshima que serviram como base para os cenários do anime, acesse esse post clicando aqui. Com relação a trilha sonora, os temas de abertura e encerramento, além das músicas cantadas pelos personagens, são muito bons, mas as demais trilhas não chegam a empolgar, mas não são ruins, em geral é uma trilha bem agradável de se ouvir.

Enfim, Tari Tari está longe de ser uma anime memorável ou obrigatório, mas é uma série bem agradável de  se acompanhar, muito embora não seja indicada para pessoas que não gostem de slice of life, pois a trama não tem nenhum momento que fuja muito da rotina dos personagens e mesmo as subtramas dramáticas são resolvidas rapidamente e sem grandes consequências. Como gosto muito do visual dessa obra, que realmente é deslumbrante, achei a série bem acima da média merecendo um nota oito, mas se retirarmos esse detalhe eu diria que é uma obra que merece um sete ou sete e meio, ou seja, vale a pena e acredito que vá agradar a muitos, mas não há um necessidade de priorizar este anime.

Esse é meu top 5 de… Encerramentos da temporada de Verão 2014

Um verão de boas surpresas

Um verão de boas surpresas

Sei que tem muita gente que pula tanto a abertura quanto o encerramento dos animes que ver, mas para mim as aberturas e encerramentos são uns dos diferenciais das animações japonesas em relação as animações do resto do mundo e é um diferencial bem positivo a meu ver. Antes de começar, vale deixar claro que  só considerei para este top encerramentos que começaram a ser exibidos na temporada em questão. Enfim, vamos ao top de hoje.

5ºLugar – 1º Encerramento de Magimoji Rurumo

Nome da Música: Futari no Chrono Stasis
Nome da Banda/Cantor(a): Yurika Endo

A música é bem divertida e combina com o vídeo que é o elemento mais legal desse encerramento, porque conta um pequena história que combina muito como anime, onde a bruxinha Rurumo tenta aprender a andar de bicicleta. Não chega ser um encerramento incrível, mas é bem agradável de acompanhar.

4ºLugar – 2º Encerramento de Captain Earth

Nome da Música: The Glory Days
Nome da Banda/Cantor(a): Tia

Um encerramento também mais agradável do que incrível. Ele mostra bem o entrosamento dos protagonistas e conta com uma ótima música. Interessante que o começo mostra batalha com o mecha principal e depois fica sendo apresentado uma ida do grupo principal a praia e pra quem viu ou ver essa obra, tal como eu, há de concordar que isso é praticamente o resumo do que temos durante quase todo o anime.

3ºLugar – 1º Encerramento de Ao Haru Ride

Nome da Música: Burū
Nome da Banda/Cantor(a): Fujifabric

Um encerramento bem simples, mas que resume o clima do anime e é acompanhado por uma música excelente.

2º Lugar – 1º Encerramento de Nobunaga Concerto

Nome da Música: Fukyagaku Replace
Nome da Banda/Cantor(a): MY FIRST STORY

Esse anime pode ser criticado por sua arte e pela sua animação, mas tanto seu roteiro como o seu encerramento são um dos mais interessantes da temporada.  Tanto a música quanto o que o vídeo quer passar são muito bons e eles se encaixam muito bem, embora tudo seria melhor se a arte do anime ajudasse mais.

1º Lugar – 1º Encerramento Barakamon

Nome da Música: Innocence
Nome da Banda/Cantor(a): NoisyCell

Os tons pastéis empregados nesse vídeo passam uma ideia de um grande esboço em movimento e trazem tranquilidade ao espectador, além de combinar perfeitamente com a obra que também é minha preferida da temporada. A música também se encaixa perfeitamente com o vídeo formando um conjunto muito agradável de se acompanhar. Sem dúvida esse deve ser o melhor encerramento da temporada para muita gente.

Acho que essa não é ma temporada de grandes encerramentos, embora tenha bons animes e aberturas bem interessantes. Por hora fico por aqui! Até mais!

Esse é meu top 5 de… Clichês dispensáveis de anime

Serei breve, até porque todo mundo que ler o blog já deve está cansado de saber como funciona esta coluna e vem aqui só para conferir o top e contribuir com o que concordo, com o que não concorda e com o que está faltando. Quem não ler o blog deve entender rápido como tudo funciona. Dito isso, vamos ao meu top 5 de hoje…

5º lugar – Peitos com vida própria

Boing Boing Boing Boing Boing...

Boing Boing Boing Boing Boing…

Sei que esse não é lá um clichê que desmereça tanto a obra, mas tem algumas coisas pequenas que me irritam bem mais hoje, depois de tanto tempo vendo anime. Será que é tão problemático assim ter como base mulheres de verdade e movimentos reais… afinal peitos de verdade balançam também, mas não possuem vida própria e nem parecem balões de borracha.

4º lugar – Fanservice com lolis

Entendedores entenderão...

Entendedores entenderão… Ps.: Não é Hentai!

Lolis são um sucesso indiscutível, elas tem seu espaço nas animações, por vezes bem explorado, por vezes não. O problema é que há uma exagero de fanservice com lolis hoje em dia. Garotinhas que sequer menstruaram alguma vez, dão em cima de personagens mais velhos e mostram a calcinha sempre que possível, fora quando algo mais agressivo não acontece (embora nesse caso saia do lugar comum). Há quem defenda esse tipo de coisa e eu não tenho problema com lolis em animes, mas fanservice com lolis atualmente é um dos principais motivos para eu deixar animes em espera para talvez tornar a ver no futuro, quando não dropo o anime. Claro que há exceções, mas no geral eu preferia que respeitassem um pouquinho mais a “inocência” destas jovens.

3º Lugar – Adultos que parecem crianças do jardim de infância

Não é uma criança fumando e bebendo, pelo contrário, ela tem quase 30.

Não é uma criança fumando e bebendo, pelo contrário, ela tem quase 30.

Ainda no tema lolis, ou melhor, fake lolis, aqui o problema é o porquê? Uma personagem adulta com uma aparência mais jovem é interessante de vez em quando, mas há um limite. Tem certas personagens que devem ter alguma doença, pois não é possível essa pessoa ser uma adulta. Conheço muitos homens baixos e mulheres baixas, mas nem por isso parecem ainda usar fraldas. Eu imagino como os defensores do projeto de lei que proíbe a vinculação de propagandas para o público infantil reagiriam a imagem acima, mesmo sabendo que a personagem é uma mulher adulta de quase 30 anos de idade e olha que nessa imagem nem dar pra perceber tanto assim o nível de loli da personagem, na verdade, nem as lolis de fato desse anime são tão lolis.

2º lugar – A solução mais deus ex-machina possível

Só lembrar dessa cena me sinto com vontade de chorar sangue e olha que tem coisa pior nesse anime.

Só de lembrar dessa cena me sinto com vontade de chorar sangue e olha que tem coisa pior nesse anime.

Antes de mais nada é bom deixar claro que há animes com plots que exploram o absurdo como um ponto importante para o roteiro, geralmente tornando o anime galhofão, e nesses casos o quão mais absurda a solução for, melhor será para proposta do anime. Por exemplo Kill la Kill,  Jojo’s Bizarre Adventure e Tengen Toppa Gurren Lagann.

O problema é que certos animes definem algumas regras para seu universo próprio, o que nos faz perceber mais ou menos quais os limites que a obra admite, porém o roteiro de algumas destas obras, em determinado ponto, ignoram completamente tais limites e surgem soluções deus ex-machina (ou deus ex-ultra-fuck-giant-machina) do nada. A impressão é de que o roteirista simplesmente esgotou todas as suas ideias e decidiu fazer qualquer coisa que choque o expectador. E não é qualquer choque, mas um choque daqueles que dar vontade de tentar conseguir uma passagem para o Japão, afim de sequestrar toda a equipe de produção do anime e obrigá-los a refazer tudo aquilo. Quem viu Samurai Flamenco, ou o final de Samurai Deeper Kyo, ou ainda o final do anime de Soul Eater deve entender um pouco essa minha birra com este tipo de clichê.

1º Lugar – “Onii-chan daisuki!”

...

Existiu um tempo que esse clichê mal me incomodava, que sequer ele estaria nesta lista,  mas hoje em dia há situações que a simples menção ao termo “Onii-chan” é o bastante para me fazer parar de ver o anime. Nem sempre eu paro, mas é praticamente impossível relevar isso, de modo que na maioria dos casos, isso me irrita. E olha que não é uma aversão a incesto (que também é um tipo de relacionamento que irrita por ser muito mal explorado na maioria das obras que o tem), mas uma aversão há o abuso de uma relação entre uma  jovem garota e seu “Onii-chan”, que muitas vezes nem tem correlação sanguínea com a personagem feminina em questão (pode interprete isso quase sempre como um deus ex-machina). E quando surge um “Onii-chan daisuki!” é… Pode até parecer birra minha, mas conheço algumas pessoas que pensam ainda pior sobre tal clichê. E o chato é saber que esse tipo de coisa faz um sucesso absurdo entre os otakus japoneses e que, tal como os animes de colegiais, continuará a ser usada ao infinito e um pouco mais…

Enfim, após descarregar toda minha revolta contra tais clichês, chegou a hora de dizer tchau, mas vale lembrar que esse é apenas o meu top 5, por isso fica a pergunta: qual é o seu?

 

Projeto de Hangout do Anime Portfolio (Ainda sem nome)

Era pra ser dez minutos, mas acabou sendo uma hora… De qualquer jeito está o ar o episódio piloto da nova série de Hangouts do Anime Portfolio inaugurando seu canal oficial do Youtube. Nessa série vamos falar sobre temas relacionados a animes e mangás em geral. As gravações devem ocorrer sempre a cada duas semanas nas terças às 21:00.

Nesta primeira falamos sobre nossos animes preferidos no momento, ou quase isso…

Enfim, ainda não temos um nome para o projeto então deixem nos comentários suas sugestões de nomes e temas e se quiserem participar com algum tema específico, nos envie um e-mail (bloganimeportfolio@gmail.com) e veremos  a disponibilidade e um terça para gravarmos.

Considerações Finais sobre Spice and Wolf

Yo! Hoje é dia de apresentar minhas considerações finais de um anime que comecei a ver lá em 2008, mas que só terminei ano passado devido a edição 3 da coluna Hora de Aventura,  trata-se de Spice and Wolf. Sem muitas delongas, vamos as considerações finais.

O melhor mentiroso é aquele que sabe reconhecer quando alguém está mentido

“O melhor mentiroso é aquele que sabe reconhecer quando alguém está mentido!” by Holo

Esse texto não é uma resenha de Spice and Wolf e pode apresentar alguns spoilers leves, então se você não conhece este anime recomendo ler antes a resenha do mesmo que fiz para o projeto Um Anime Por Dia acessando esse link.

Título: Spice and Wolf
Obra Original: Light Novel
Autor da Obra Original: Hasekura Isuna
Gêneros:Comércio, Medieval, Fantasia
Número de episódios: 12
Ano de Lançamento: 2008
Produtora: Imagin
Diretor: Takahashi Takeo

A trama se passa em um mundo que lembra o fim da idade média quando estava acontecendo a ascensão da burguesia, porém quando ainda era forte a influência da igreja. Essa história gira em torno de dois personagens, um mercador (ou caixeiro viajante, ou mascate) e uma deusa loba.  Holo é uma loba gigante vinda do norte que diziam trazer fartura a colheita de um certo vilarejo e durante muitos anos ela teve contato com os humanos desse lugar, mas com o passar do tempo a crença na deusa Holo se tornou cada vez mais fraca e o festival que havia em sua homenagem, já não passava de um festival qualquer em homenagem a colheita farta, além do que a igreja, agora influente no vilarejo, proibia estritamente que deuses “pagãos” fossem vangloriados. Seiscentos anos se passaram desde a chegada de Holo aquela região e durante um festival da colheita ela se encontra com o mercador Lawrence e pede que ele a ajude na volta dela para sua terra natal no norte, em troca ela o ajudaria com seu trabalho. Então começa a jornada do mercador, Lawrence, e da Deusa loba em forma humana, Holo.

O roteiro do anime é muito bem escrito e me agrada bastante, porém o ritmo da história atrapalha um pouco, já que a série mesmo nos momentos de maior tensão parece sempre meio lenta, com exceção dos dois episódios finais dessa primeira temporada. Algo que me agrada bastante no roteiro é essa forma incomum de se tratar de comércio, não como se isso fosse apenas um pano de fundo, na verdade as estratégias de comércio são uma importante da história o que também torna alguns diálogos mais complexos  do que o que aqueles  com os quais nos acostumamos em animes. Além do lado do comércio, ainda temos uma pseudo inquisição, com caça a Holo por ela ser uma espécie de Deusa pagã e a forma como isso é tratado é muito legal, pois muitos dos personagens se veem na situação de ter de escolher fazer o que é certo e não julgar ela (e até outros personagens) pelo que representa, mas pelo que é, ou seguir o que a igreja prega.

Apesar de tudo que se foi dito do roteiro até agora, o ponto alto do anime são de fato os personagens, como eles são nos apresentados e a forma como agem, o que justifica muito bem cada uma das decisões que são tomadas, para bem e para mal, fora que a forma de dialogar de cada um é muito bem retratada. Aliás, a série abusa dos diálogos, muitos deles muito complexos e é comum você se pegar admirando uma ou outra solução apresentada nesses diálogos.  Vale ressaltar que a série vai na contramão da maioria das histórias, e não há muitos segredos sobre os planos bolados pelos personagens, enquanto que  na maioria das séries  as ações são apresentadas e apenas depois é revelado que aquilo foi um plano elaborado pelos personagens, aqui, além da execução, nós acompanhamos a elaboração dos planos e isso inclusive faz com que as situações não previstas ganhem uma importância ainda maior, porém repito que o ritmo quase sempre lento da obra, atrapalha a sensação de urgência de certas situações.

Quanto a aspectos mais técnicos, o anime tem uma animação razoável, não chega a ser excelente, mas está longe de ser ruim. A arte me agrada bastante e a dublagem é muito boa, com destaque para a Holo, que é dublada pela Koshimizu Ami, que também dublou a Tsukamoto Tenma de School Rumble,  a Maou de Maoyuu Maou Yuusha  e a Matoi Ryuuko de Kill la Kill, que são outras personagens de que gosto muito, aliás a genial voz com sotaque carregado que ela criou para a Holo, me lembra muito o trabalho dela com a Maou e é muito diferente nas outras duas personagens citadas. Por fim, a trilha sonora particularmente não me encantou muito e apesar de adorar os temas de abertura e encerramento e algumas músicas internas, no geral acho a trilha meio fraca.

Enfim, Spice and Wolf  não é um anime excelente, mas tem muitos pontos positivos e deve divertir bastante o público que gosta de obras de fantasia medieval tratadas de uma maneira mais séria e menos usual, sem tanto a questão de batalhas de cavaleiros, magos e criaturas fantásticas, tratando mais de questões complicadas como religião, comércio,  costumes locais, briga por poder, dentre outras questões. Não é um anime para todos, mas é sim um bom anime e apesar de não ter lido as novels, os que às leram, acham a versão original ainda melhor, inclusive pessoas que conheço pessoalmente e que possuem a novel já me afirmaram isso, o que não diminui o anime, apenas mostra que a novel é  uma aquisição recomendada, pois a história de Spice and Wolf é realmente muito boa e merece ser apreciada.

Este é meu TOP 5 de… Animes que mereciam remake

Yo! Dessa vez trago-lhes um top que de certa forma agrega ao top de animes que mereciam continuação, que postei semana passada. Hoje falarei de  cinco animes, que a meu ver, mereciam um remake. Em geral remakes não são exatamente bem aceitos, ao menos não pelos fãs das obras originais, porque uma vez que uma obra narrativa é considerada boa, não parece haver necessidade de recontá-la, vemos isso muito como uma forma da indústria tentar conseguir mais dinheiro com uma antiga franquia e de o fato é, porém existem obras que por algum motivo não foram apresentadas da maneira que merecia. Ainda assim, pode-se dizer que é raro um remake ser realmente tão bom ou melhor que o original, ou ainda diferente a um ponto que conseguimos aceitá-lo por completo, mas existem casos de sucesso que comprovam que um remake pode ser sim muito bom. Entre os animes, o exemplo mais claro dos últimos anos é Full Metal Alchemist Brotherhood, que para muitos conseguiu não apenas sintetizar de forma precisa tudo que tem no mangá, mas conseguiu superar o anime anterior, Full Metal Alchemist, que é considerado muito bom, mesmo com metade dele destoando da história do mangá que o deu origem.  Antes de mais nada, vale também deixar claro, que remakes só valem a pena se a obra é boa, pois recontar uma obra ruim não vale a pena por melhor que seja a nova forma de contá-la. Sem mais delongas vamos ao meu top 5.

5º Lugar – Soul Eater

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Exibição original: De 7 de abril de 2008 a 30 de março de 2009
Estúdio: Bones
Diretor:
Igarashi Takuya
Mídia Original:
Mangá
Autor da obra Original: Okubo Atsushi

Antes de mais nada, a série de tv de Soul Eater é boa, na verdade acima da média. Tecnicamente é um dos melhores trabalhos do estúdio Bones, porém como muitos animes baseados em mangá, em um certo momento a série de tv alcançou sua mídia original (vale ressaltar que o mangá só teve fim em agosto de 2013), desta forma o estúdio tinha apenas duas opções: parar o anime, para talvez retornar com uma segunda temporada no futuro, ou criar um final para o anime que ia destoar do mangá. Tal como em Full Metal Alchemist, o Bones decidiu escolher a segunda opção, no entanto, nem o menos fã da obra poderia dizer que a conclusão agradou. Digamos que o Bones usou e abusou do recurso do Deus Ex Machina para construir um final claramente apressado.  Vendo desse modo, tal como Full Metal Alchemist, Soul Eater merecia sim uma nova série, até porque a obra não chega a passar sequer da metade do mangá, mesmo com seus 51 episódios, outra coisa em comum com Full Metal Alchemist. Vale ressaltar, que apesar do fim do mangá ser recente, são poucas as esperanças de um novo animes de Soul Eater, ou pelo menos um anime baseado na obra original, pois já foi confirmado um anime do spin off Soul Eater Not, o que é estranho dado o fato que esse mangá só tem 3 volumes completos até o momento, será que a Bones vai fazer o número 2 de novo…

4º Lugar – Gantz

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Exibição original: De 13 de abril de 2004 a 18 de novembro de 2004
Estúdio: Gonzo
Diretor:
Itano Ichirou
Mídia Original:
Mangá
Autor da obra Original: Oku Hiroya

O que dizer de Gantz? Tecnicamente o anime começou aceitável, mas a medida que a história ia se seguindo e que mais era exigido da animação e da arte, o anime foi se mostrando um trabalho bem meia boca da Gonzo, mas o pior de fato é a história, afinal até hoje não ficou muito claro o porque de a Gonzo modificar tanto a obra a seu gosto, ainda que o anime tenha chegado próximo ao mangá,  as mudanças que ocorrem do episódio 12 a 26 do anime são de chorar de agonia. Vale ressaltar que uma das principais reclamações que os fãs tem contra o estúdio Gonzo é o fato de ele costumeiramente mexer na história da obra, mesmo quando há sim uma referência completa a ser seguida, como por exemplo um livro ou um mangá quase no fim. Bem, Gantz é um dos mais conceituados,  ou pelo menos, um dos mais famosos, seinens desse século, sem dúvida ele merecia um remake digno, nem que fosse apenas para recontar de forma decente o primeiro arco da obra.

3º Lugar – Pandora Hearts

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Exibição original: De 3 de abril de 2009 a 25 de setembro de 2009
Estúdio: Xebec
Diretor:
Kato Takao
Mídia Original:
Mangá
Autor da obra Original: Mochizuki Jun

Dessa vez não tivemos grandes mudanças na obra nem nada que afetasse a história, que termina em aberto em um ponto até bom, porém o Xebec parece ter selecionado alguns dos seus funcionários mais inexperientes para cuidar da arte, da animação e até dos efeitos sonoros desse anime. A produção é tão estranha que o anime nem parece ter sido feito nesse século, pois a qualidade de animação rivaliza com obras fracas dos anos 80, além disso, a arte é confusa  e nem a dublagem, que é boa, chega a ser capaz de ofuscar esses problemas. Aliás a dublagem, parte da trilha sonora e a história salvam o anime de Pandora Hearts de ser de fato uma porcaria. Por falar nisso, taí um mangá mais voltado para o público feminino que ia ser legal ver por aqui.

2º lugar – Claymore

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Exibição original: De 4 de abril de 2007 a 26 de setembro de 2007
Estúdio: Madhouse
Diretor:
Tanaka Hiroyuki
Mídia Original:
Mangá
Autor da obra Original: Yagi Noriho

Claymore é a prova de que às vezes um final faz toda a diferença e nesse caso a diferença em questão é pra ficar em posição fetal se perguntando o porquê? Desde o começo estava claro que o anime ia parar em um ponto em aberto da história do mangá, também desde o começo da segunda metade da obra, mudanças sutis em relação a história do mangá foram sendo feitas, mas quando você cria um arco final sem pé nem cabeça em que a qualidade técnica decai,  em que a história em relação ao mangá é covardemente alterada e que ainda deixa tudo em aberto, aí parece que de fato todos aqueles bons, ou melhor, excelentes episódios anteriores, são esquecíveis. É  uma vergonha o que a Madhouse fez com o fim de Claymore, apenas esse não é meu primeiro lugar desse top, pois ele ainda está no grupo de obras relativamente boas cujo final foi o grande problema.

1º Lugar – Dance In The Vampire Bund

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Exibição original: De 7 de janeiro de 2010 a 1 de abril de 2010
Estúdio: Shaft
Diretor:
Sonoda Masahiro, Shinbou Akiyuki
Mídia Original:
Mangá
Autor da obra Original: Nozomu Tamaki

O primeiro episódio de Dance In The Vampire Bund já mostra que tecnicamente ele não seria um grande anime, muito provavelmente devido ao visual escolhido pela Shaft, mas é um dos inícios mais brilhantes que o estúdio já produziu, porém tudo que vem depois, com exceção da história, pode ser jogado na lixeira. A animação é fraca, mas nada que não se esperasse da Shaft, porém a forma como eles tentam contornar esse problema, usando seus clássicos efeitos visuais exagerados que fazem seus animes parecerem obras de arte surrealistas, são minimamente medíocres. A dublagem é fraca, com exceção da protagonista Mina Tepes, além disso, a trilha sonora não ajuda e a arte é… Em minha opinião essa obra é uma das poucas obras japonesas que usa os vampiros clássicos (com algumas modificações é claro) de forma decente, ou melhor, de forma realmente boa.  O anime acabou com toda a densidade da obra e a tornou um grande fanservice meio dark.  É um anime totalmente esquecível e na prática, Dance In the Vampire Bund não me parece uma obra que faz lá muito sentido na mídia animada, até porque  não tem apelo nenhum ao público casual, não pode ser apresentada para crianças e cujo fanservice da “primeira parte”  (que existe  no mangá) não é nada de mais (o da segunda parte já é outra história), mas o anime original foi tão mal feito que devia haver um remake bom para servir como um pedido de desculpas pela porcaria que foi exibida antes.

Enfim, como gosto varia de pessoa para pessoa é claro que mais uma vez a lista acima vai destoar em relação a lista de muitos de meu caros leitores, alguns irão preferir remakes de obras que acho ruim e alguns também acharão ruim alguma(s) das obras citadas e por isso não concordariam com esse(s) remake(s), por esses outros motivos, sempre repito que Esse é  apenas meu top 5… Qual é o seu?

Este é meu TOP 5 de… Continuações que espero até hoje

Yo! Fazia um tempo que aqui só tínhamos post de podcasts, mas todo mundo precisa de um tempo para si não é verdade? A  partir de hoje estou de volta as postagens escritas e volto com uma coluna que muita gente andou curtindo no fim do ano passado o Meu TOP 5. O Top de hoje, como todos os outros, seria diferente para qualquer outra pessoa que o fizesse, mas os animes que citarei aqui hoje com certeza deixaram não apenas a mim, mas a muitos, com o gostinho de quero mais e de preciso de mais! Hoje vamos falar daqueles anime que mereciam uma continuação, até porque a maioria deles são derivados de outras mídias, como mangá, onde continuaram por algum tempo ou onde continuam até hoje. Sem muitas delongas fiquem com mais esse top.

5º Lugar – Kekkaishi

Kekkaishi - Dublado - Legendado - Episodio - Anime - Manga - Assistir Online
Exibição original:
De 16 de outubro de 2006 a 12 de fevereiro de 2008
Estúdio: Sunrise
Diretor:
Kodama Kenji
Mídia Original:
Mangá
Autor da obra Original: Yellow Tanabe

Enquanto o mangá de Yellow Tanabe está quase sendo cancelado aqui no Brasil com 19 volumes apenas, no Japão o mesmo perdurou até sua edição de número 35 e teve uma adaptação animada que passou despercebida por muitos no ocidente, mas que tornou outros grandes fãs da série. O anime contou com 50 episódios, o bastante apenas para apresentar os acontecimentos que ocorrem do 1º ao 13º volume do mangá. Desde então a obra foi crescendo em fama, mas nunca mais voltou as telinhas e com o fim do mangá em 2011, as esperanças de uma segunda temporada da série foram praticamente dizimadas, uma pena para os fãs da obra original e do anime da Sunrise, como este que vos escreve.

4º lugar – Berserk

Berserk
Exibição original:
De 8 de outubro de 1997 a 01 de abril de 1998 (Série de TV)|fevereiro de 2012 a fevereiro de 2013 (Filmes)
Estúdios: OLM e Studio 4ºC
Diretor:
Takahashi Naohito
Mídia Original:
Mangá
Autor da obra Original: Kentaro Miura

A obra prima inacabada de Kentaro Miura já recebeu duas animações, uma série de tv com 25 episódios e três longa metragens que são mais recentes. Ambas as obras se focam na saga da Era de Ouro que segue até por volta de um quarto do mangá. A saga anterior a Era de Ouro apenas é apresentada rapidamente na animação para tv. Por anos, os fãs da obra de Miura sonharam com uma continuação da obra e quando foi anunciado o remake da Era de Ouro em três longas, muitos especularam que após esses longas, sairia algum outro contando uma das sagas posteriores, mas até hoje não há se quer notícias de uma continuação. O resultado não tão positivo dos longas como um todo, esfriaram ainda mais os ânimos dos fãs, porém como o mangá segue inacabado, mesmo com mais de 20 anos de publicação, ainda há esperanças, ou ao menos eu e muitos fãs da obra queremos crer nisso. Será que um dia o Guts usará a armadura de Berserk nas telinhas ou nas telonas?

3º Lugar – Kuragehime

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Exibição original: De 15 de outubro de 2010  a 31 de dezembro de 2010
Estúdio: Brain’s Base
Diretor:
Oomori Takahiro
Mídia Original:
Mangá
Autor da obra Original: Akiko Higashimura

Provavelmente esta é a obra mais desconhecido dessa lista, mas esse anime para mim é um dos melhores de 2010 e um das minhas obras preferidas dentre as exibidas no famoso bloco noitaminA da Fuji TV. O anime possui apenas 11 episódios e cobre pouco menos de um terço do mangá que até o momento conta com 13 volumes e segue sendo publicado. A obra mistura comédia, com drama e um perspectiva sobre otakus bem diferente da convencional, fora outros assuntos que ela arranha um pouco, como cross-dress e política. O anime ainda conta com um das aberturas mais criativas de toda a história das animações. Na época que o anime terminou o mangá possuía poucos volumes lançados, então esperava-se que após o lançamento de um número maior  de volumes, uma continuação animada fosse produzida, porém isto não ocorreu e não há nenhum indicativo que vá ocorrer. E pensar que o noitaminA só tinha anime bom até 2011, mas nos últimos dois anos… bem ainda tem algumas boas obras que se salvam, mas há outras que deviam muito bem dar lugar a uma continuação de Kuragehime.

2º lugar – Suzumiya Haruhi no Yuutsu

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Exibição original: De 3 de abril de 2006 a 3 de julho de 2006 (Série de TV)|De 3 de abril de 2009 a 9 de outubro de 2009 (Continuação da série de TV)| 6 de fevereiro de 2010 (Filme)
Estúdio: Kyoto Animation
Diretor:
Ishihara Tatsuya
Mídia Original:
Light Novel
Autores da obra Original: Nagaru Tanigawa e Noizi Ito

Essa obra é um dos maiores fenômenos desse século, a série de animação de 2006 impressionou toda a indústria  e fez Suzumiya Haruhi e os demais membros do SOS DAN se tornarem celebridades entre o público otaku. O primeiro anime de 14 episódios impressionou não apenas pela história maluca que mistura comédia, mistério e ficção científica em um ambiente escolar, mas  também pela exibição desordenada dos episódios que dividiu opiniões. Três anos depois do primeiro anime, uma sequencia com o dobro de episódios da série original surgiu, dessa vez trazendo os episódios dp primeiro anime em ordem cronológica e mais 14 episódios novos contando acontecimentos que ocorrem entre algumas partes da história apresentada no primeiro anime, além disso, mais uma polêmica surgiu. Dessa vez por conta da famosa endless eight, uma parte da obra em que os personagens entram em loop temporal, revivendo vários vezes os acontecimentos de parte do mês de agosto. A polêmica se deu pela escolha do estúdio de usar 8 episódios quase que idênticos para contar a trama deste evento, dando a  impressão de que isso se seguiria até o fim do anime. Muitos fãs se irritaram com esta escolha do estúdio, chegando inclusive a dizer que o estúdio estava fazendo aquilo para poupar trabalho e economizar dinheiro, mas no fim o anime ainda se manteve em alta e a fama da obra seguia grandiosa. No ano seguinte o filme Suzumiya Haruhi no Shoushitsu foi um fenômeno e desbancou a bilheteria de outras famosas que saíram obras no ano de seu lançamento, se tornando tanto um sucesso de crítica quanto de público. Além das séries de tv e do filme, duas séries spin-offs de comédia foram lançadas na internet, Suzumiya Haruhi-chan no Yuutsu e Nyoron Churuya-san, ambas também fizeram bastante sucesso. O estranho é que depois do filme, nada mais foi falado com relação a uma continuação animada, nem para tv, nem para internet, nem para o cinema. A novel conta atualmente com 11 volumes e continua em publicação. Os dois últimos volumes da novel foram publicados em 2011 no Japão, depois de um hiato de 4 anos. São cerca de 7 novels ainda não exploradas pelas animações, mesmo assim quem sabe se um novo anime de Suzumiya vai sair? Eu e muitos (mas muitos mesmo) esperamos que saia.

1º lugar – Seto no Hanayome

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Exibição original:
De 2 de abril de 2007 a 1 de outubro  de 2007 (Série de TV)| 3 de abril 2008 e 5 de janeiro de 2009 (OVA)
Estúdio: Gonzo e AIC
Diretor:
Kishi Seiji
Mídia Original:
Mangá
Autor da obra Original: Kimura Tahiko

Seto no Hanayome é uma anime de comédia baseada na obra homônima de Kimura Tahiko, e quando eu falo comédia, eu me refiro a uma daquelas que você chora de tanto rir. A obra não recebeu o melhor dos tratamentos, mas ainda assim é louvável o esforço feito pelos estúdios Gonzo e AIC ue no fim das contas criaram um bom anime. O mangá foi encerrado em dezembro de 2010 com  ao todo 16 volumes e tal como Kekkaishi, com o fim do mangá, muitas das esperanças de um anime que apresentasse a continuação da obra se foram, mesmo assim, por mais que hajam outros animes que adoraria ver a continuação, hoje em dia Seto é o anime que mais me agradaria ver a continuação, afinal os dois episódios do OVA não foram o bastante para matar as saudades e já faz quase 7 anos que espero ver um final animado para a história de Nagasumi, Sun, Lunar e cia. Sem dúvida uma das melhores obras de comédia da minha vida.

Antes de terminar esse texto, vale pelo menos fazer uma menção honrosa  a mais duas outras obras que queria muito ver a continuação, o anime de ciclismo Over Drive e o anime de comédia Danshi Koukousei no Nichijou

Bem, é isso! Esse é meu top 5 de continuações que espero até hoje, qual é seu?

Hora de Aventura #11: Cross Game

Yo! Demorou um pouco, no entanto está na hora da primeira aventura do ano de 2014, mas primeiro vale a pena destacar que a última meta foi cumprida com bastante empolgação. Primeiramente a maratona de Moyashimon, que me fez gerar o último texto do projeto Um Anime Por Dia, foi uma das melhores de 2013. Já quanto ao mangá Ansatsu Kyoshitsu, acho que a história demora um pouco pra engrenar, mas no final do segundo volume já estava empolgado e ao fim do terceiro eu não conseguia mais parar de ler e assim foi até o fim do volume 4 que é o último que tinha, mas pretendo continuar essa obra, o estranho é que as referências dela me lembram um pouco o humor de Gintama mais leve, mas o enredo me lembra demais GTO em certos pontos. É uma ótima história, fora que a arte me agradou bastante também. Enfim, hora de partir para a próxima aventura, mas antes vamos relembrar do que se trata exatamente esta coluna e que aventura é esta de que tanto falo.

(Parêntesis)

Você não sabe do que se trata esta coluna, bem, não se sinta deslocado, muitos dos outros leitores também não devem saber, por isso lhe explicarei de forma “sucinta”.  A cada edição da coluna Hora de Aventura eu me proponho a ver uma ou mais séries de anime ou os primeiros volumes de um mangá e caso eu não cumpra a tarefa dentro do período especificado, terei de ver um anime da minha lista de séries dropadas, ou seja um anime que não gostei (pois é bem difícil eu dropar algo, normalmente eu deixo na fila de espera pra um futuro incerto). E o que os leitores ganham com isso? Além da satisfação de me ver louco pensando como arranjar um tempinho para ver os animes e possivelmente acompanhar minhas reações (via twitter e facebook) por está vendo um anime ruim a contra gosto, para cada novo anime que vejo eu teço minhas considerações finais e possíveis resenhas. Para escolher os animes que irei ver em seguida eu aceito sugestões, mas como dificilmente há sugestões de leitores eu escolho aquele que já queria ver a um tempo, porém sempre ia adiando. Por fim, para conferir minha lista de animes basta acessar http://myanimelist.net/animelist/JuniorKyon

(Fim do parêntesis)

Cross Game

Cross Game

Dessa vez o desafio é um pouco maior que o normal, pois farei o possível para ver todos os 50 episódios da adaptação animada do mangá do mestre Mitsuru Adachi, Cross Game, que é uma das obras de baseball mais interessantes que já comecei a ver, mas que infelizmente não terminei. O prazo final é dia 8 de fevereiro, será que eu consigo? Afinal tem a nova temporada aí, há animes das temporadas antigas que ainda acompanho e ainda há um anime que tenho que ver para um podcast ainda esse mês. Vai ser realmente uma aventura, que tenho quase certeza que será tão agradável quanto difícil.

Então é isso! Até mais e me desejem sorte!