O ogro azul dos fãs de anime e mangá…

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Chihiro in Wonderland

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Para você, amante das animações japonesas (se você não for, o quê você está fazendo aqui?), e que sonha em viver pelo menos 2 horas no universo de Chihiro, vale a pena comprar também um bilhete para o País das Maravilhas.

Chihiro (inicialmente) é uma garota mimada e medrosa, que viaja com seus pais para uma casa nova. A família acaba pegando o caminho errado e vai parar na entrada de um túnel misterioso. Eles optam por ver o que há no final da passagem e encontram… Enfim, não irei estragar as surpresas e reviravoltas (que são muitas), mas Chihiro precisa salvar seus pais e aprender a superar seus medos e limitações em uma história que pode (muito bem) ser entendida como um conto de fadas contemporâneo.
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Alice é uma garota curiosa e cansada da monotonia de sua vida. Um dia, ao seguir o apressado Coelho Branco, entra no País das Maravilhas. Em suas aventuras nessa nova terra, Alice conhece diversos seres incríveis, como o Chapeleiro Louco, o Mestre Gato, a Largata e a Rainha de Copas.

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Ambos os filmes são jornadas de descobrimento e crescimento que se iniciam no fim da infância e no começo da adolescência. Mas o que os diferencia da maioria dos outros filmes sobre a mesma temática é que tanto Alice, quanto Chihiro vivem aventuras peculiares e particulares, imersas na caldeira cultural tradicional de seus próprios países (Inglaterra e Japão respectivamente).

Até mais, e obrigado pelos peixes!

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Bang!

Então… meio que já tinha dado pistas nos últimos posts, mas agora estou oficializando uma decisão que já foi tomada há algum tempo. Resumindo, esse é o último post do Anime Porftolio (mas seja legal e leia o post até o fim!). 

Os motivos para parar de postar no blog são pessoais e, embora não seja nada mirabolante ou que esteja afetando minha vida pessoal grandemente, eu vou me reservar o direito de omiti-los. Em vez de explicar os motivos para o fim, prefiro explicar o que vem adiante, mas não antes de já agradecer profundamente a todos os leitores do blog nesses quase 7 anos de existência.

Muito obrigado pelo apoio de todos nesse período! Tenho certeza que nem sempre o blog agradou a todos, mas certamente vale muito a pena guardar os bons momentos, as boas informações, as boas indicações e talvez o bom conhecimento que eu e todos os autores do blog tentamos passar nesse tempo em que esta página esteve em atividade. Um agradecimento especial aos parceiros do blog que nos apoiaram nessa empreitada, e mais especialmente aos blogs Animecote e Netoin, que sempre me apoiaram e que continuam me apoiando nos projetos malucos que bolei.

E agora o que acontece?

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Esse post marca o fim das postagens no Anime Portfolio, mas o blog não chega ao fim hoje, na verdade tem tanto conteúdo que a nós (a equipe) orgulha, que não poderíamos simplesmente deixar tudo para lá. Além disso, o fim das postagens no Anime Portfolio não marca o fim das atividades de todos os autores do blog. Eu, o velho e maluco administrador desse blog ainda continuarei a blogar, mas em outros locais. Então isso é o que posso falar sobre o futuro do conteúdo do blog e sobre alguns autores:

  • O Kyon continuará sofrendo com o tratamento da Haruhi, mas nada sabemos se ele voltará um dia a escrever seus sarcásticos comentários sobre anime.
  • O Aiscrim (André) irá continuar escrevendo sobre videogame no Intersect News, continuará seus contos no Aisvêrse e continuará participando, sempre que possível, do Kyoudai Podcast.
  • Eu (o Administrador do blog) me manterei postando podcasts e contos no Yopinando, e além de participar dos podcasts, eu me tornei redator do Animecote.
  • Ainda sobre minha participação no Animecote, parte dos textos que publicarei lá de agora em diante serão continuações de certas colunas que postava aqui, dentre as quais o Pensador Otaku e A resposta é 42 são duas que manterei. Ainda não sei ao certo se manterei alguma outra. Além disso, certas matérias especiais e textos egressos dessas colunas que fazem parte do Anime Portfolio serão revisados, atualizados e repostados no Animecote. Ainda não está definido que textos serão relançados, mas a frequência de relançamentos não deve ser maior que 2 textos por mês.
  • As resenhas, e outros textos opinativos e expositivos, que consideramos atemporais e que não gostaríamos que fossem completamente esquecidos no limbo do passado da internet, serão revisados e atualizados por mim e pelo Aiscrim (por enquanto apenas por nós dois), para futuramente (provavelmente no primeiro semestre de 2016) serem compilados e relançados como uma publicação digital similar a uma revista.
  • Apenas após o lançamento da compilação citada acima,  o blog será fechado, até lá será possível acessá-lo e ver todo o conteúdo publicado no blog, inclusive os extremamente datados.
  • Nada posso dizer sobre os demais autores do blog, apenas posso afirmar que sempre contarão com meu apoio em qualquer projeto que venham a me apresentar.
  • O Projeto Conhecendo o Mercado Naccional de Mangás continuará sendo publicado nos blogs participantes do mesmo, com exceção do Anime Portfolio. E aquele imenso texto que preparo todo mês sobre o formulário mensal do projeto passará a ser publicado no Animecote.
  • Como já mencionado anteriormente, o Kyoudai Podcast continuará sendo gravado ao vivo e publicado no youtube, no Animecote e no Netoina cada duas semanas.
  • O podcast Sobre Músicas e Animes continuará sendo publicado no Yopinando, mas também será publicado no Animecote.
  • Os demais podcasts (Yopinando Shinbun, Yohohoho, SensouCast e Animecotecast) que eram publicados (também) aqui continuarão sendo publicados nos seus blogs de origem, o Yopinando e o Animecote.
  • Por último, a página do facebook e os twitters do blog serão desativados dia 25/09/2015.

o último Adeus Até mais

Dito isso (ou escrito isso), gostaria de agradecer pela última vez a todos os leitores, autores, comentaristas e parceiros do Anime Portfolio. Foram quase 7 anos de uma história memorável, que espero que tenha influenciado positivamente a cada um de vocês, ao menos a minha vida foi muito positivamente influenciada. Espero revê-los no Yopinando, no Animecote e em qualquer outro local da internet pelo qual passar (ou ao vivo quem sabe?). Como nunca se sabe o que acontecerá no futuro, em vez de um adeus, prefiro terminar esse texto como um bom golfinho faria (mesmo eu não sendo um golfinho, ou será que sou…), dizendo Até mais!  

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Eu li – Franken Fran volumes 1 a 3

Esse texto serve como uma primeira impressão de Franken Fran e como uma prestação de contas em relação a edição 7 da coluna Hora de Aventura.

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E eu pensava que Dr. Stein de Soul Eater era maluco…

Franken Fran é um mangá shonen de comédia, horror e ficção científica, escrito e desenhado por Katsuhisa Kigitsu. O mangá foi publicado entre setembro de 2006 e fevereiro de 2012 na revista mensal Champion Red, da editora Akita Shoten, e conta com 8 volumes ao todo.

O mangá é protagonizado por Fran Madaraki, uma jovem médica e cientista que foi criada pelo Dr. Naomitsu Madaraki, um dos médicos e bio-cientistas mais famosos do mundo. Sempre acompanhado de seu companheiro Okita, vemos Fran fazendo as cirurgias mais controversas e bizarras que se pode imaginar para “ajudar” seu pacientes, ou os pacientes do Dr. Madaraki, quando o mesmo não está presente. E algumas vezes ela recebe dinheiro para isso.

Mais uma operação bem sucedida!

Mais uma operação bem sucedida!

A arte do mangá é realmente um dos pontos altos da série. O design de cenários não chega a impressionar, mas o design de personagens é realmente muito bom, principalmente quando se trata de mostrar as cirurgias e o resultado das mesmas. É muito interessante como autor consegue chocar o espectador pelo body horror de sua obra ao mesmo tempo que apresenta um traço muito polido e leve, que torna tudo bonito de uma maneira meio bizarra.

Os personagens principais, principalmente a Fran, são bastante carismáticos e é interessante acompanhá-los. O que mais chama atenção no roteiro da série é como essa te surpreende a cada novo mini arco, no entanto o exagero desses mini-arcos também são um problema.  É perceptível o tom bem humorado da trama que facilmente se torna humor negro ao fim de todos os arcos, sendo que esses terminam quase sempre com a velha máxima “Cuidado com o que você deseja”. Porém, esse “humor” não chega a divertir muito e se torna cansativo. Tão cansativo como o tom procedural da história.

A trama até ganha um tom mais interessante com o surgimento de novos personagens recorrentes e com um desenvolvimento (muito lento) da história da Fran e do Dr. Madaraki, mas uma vez que você se acostuma com body horror da série, a leitura vai ficando cada vez menos instigante. Isso não significa que o mangá se torna ruim, apenas não vale a pena lê-lo todo de uma vez.

É interessante também ressaltar que o mangá referencia vários filmes e a literatura de ficção científica e horror, começando pela óbvia referencia a Frankenstein e passando por história sobre circo dos horrores e outros body horrors mais conhecidos dos fã do gênero (eu não sou um). Também é muito legal a forma como a ciência é aplicada ao longo da história. Um exemplo é o arco da imagem acima, provavelmente  uma das imagens mais famosas do mangá (e provavelmente uma das mais leves), que tem uma explicação muito interessante para a cirurgia que gerou a mocinha lagarta e que também é bem simples ao ponto de qualquer um com um pouco de conhecimento de biologia animal entender os conceitos por traz.

Cuidado com o que deseja.

Cuidado com o que desejas.

Enfim, Franken Fran é um bom mangá para quem quer começar a se aprofundar em mangás de horror com um visual mais bizarro. Os personagens recorrentes são bem carismáticos e apesar do estranhamento inicial, com o tempo você vai se acostumando com body horror da série e é bem instigante ver o final de cada mini arco, pois geralmente terminam de uma maneira inesperada e pouquíssimas vezes todos os envolvidos terminam bem. Finalmente, Franken Fan é um bom mangá para se acompanhar aos poucos, então vale a pena segurar a ansiedade inicial por ver logo o que vem em seguida na trama.

E a temporada de primavera de 2015 hein?

Olá a todos! A quanto tempo né? Faz tempo que não faço um texto sobre temporada de animes aqui e eu sempre pensei como fazer um texto de fim de temporada legal e sem (muitos) spoilers de forma interessante e instigante para que os leitores possam também pensar sobre como foi cada temporada de anime para eles. O que eu não percebi antes, é que eu já tinha postado a reposta no blog, mas como em um post de primeiras impressões. Então a despeito do texto que fiz para temporada de outono do 2013, hoje vim falar um pouco (bem pouco) sobre o fim da temporada de primavera de 2015. Não falarei sobre cada anime, a minha dica para quem não se importar com spoilers e quer ver o que as pessoas (inclusive, às vezes, eu) da internet estão achando de cada temporada é acessar o fórum MinnaSuki e conferir a seção sobre animes dele.  Enfim, hora te tecer alguns comentários sobre a temporada de primavera de 2015 e conferir alguns tops legais.

O que valeu e o que não valeu da temporada de primavera na minha cronologia pessoal?

Obrigado Netflix!

Obrigado Netflix!

Acho importante começar falando que, dos 29 animes que iniciei, apenas terminei de ver 7, porém existem mais 3 que não chegaram ao fim ainda e que estou acompanhando. Dos 19 restantes, 11 animes eu dropei, ou seja, não pretendo vê-los mais, e 8 animes eu deixei em espera, para ver sei lá quando. Vale destacar também que duas das 7 séries que terminei, as minhas duas preferidas, eram continuações. E duas das 3 séries que não terminaram e que eu continuo acompanhando também são continuações.

Num âmbito geral, achei a grande maioria das séries que não dropei medianas e poucas conseguiram apresentar finais interessantes e infelizmente a maioria das séries que terminei tiveram problema com ritmo ou tiveram um bom início, mas foi decaindo com o tempo. Para exemplificar o que quero dizer, vou destacar três séries: Dungeon ni Deai wo Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka, Yamada-kun to 7-nin no Majo e Plastic Memories.

Tendo tido um dos melhores começos da temporada, Dungeon ni Deai wo Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka parecia ter um potencial incrível e realmente tinha, aliás o trabalho do estúdios J.C.Staff e Genco, que encabeçaram o projeto, nos quesitos visuais e demais quesitos técnicos, foi excelente! No início o roteiro da série teve uma grande crescente, mas vez por outra, clichês de narrativas de anime, mangá e novels apareciam para dar uma derrubada no anime. Até certo ponto isso era tolerável, mas do meio para o fim a série literalmente se perdeu por uma série de motivos, mais especialmente devido ao aumento de uso de clichês e de deus ex-machina, o que fez a série terminar mediana e muito aquém do esperado.

Quanto a Yamada-kun to 7-nin no Majo, outra série que teve um ótimo começo, o problema maior foi o ritmo. A série é baseada num mangá homônimo que possui um ritmo bem cadenciado, no entanto o anime quis contar muito mais história do que cabia nos seus 12 episódios, logo é fácil imaginar o que isto causou. Ainda assim a série tem seus méritos, mas também não chega a ser muito mais que mediana.

Para quem acompanhou os comentários sobre cada episódio desse anime lá no Kyoudai Podcast já sabe, mas vale lembrar que eu só me interessei por Plastic Memories devido a ficção científica que a rodeia e acredito que muitos tenham feito o mesmo. Uma vez que a série sempre se propôs a apresentar um romance junto aos elementos de ficção científica, não houve nada durante a obra que possa ter causado espanto, mas praticamente as questões de pseudo ciência só são relevantes até pouco depois do meio do anime, daí em diante o ponto principal da série é apenas o romance e por isso o ritmo acaba mudando um pouco no final da série, o que não me espantou, apenas não me empolgou. E apesar de eu achar o final do anime muito honesto, acredito que não apenas para mim, como um todo a série também não foi muito mais que mediana.

Um verdadeiro herói!

Um verdadeiro herói!

O que isso tudo significa? E afinal, a temporada foi boa ou ruim? Dizer que a temporada foi boa seria um exagero, além de que, está longe de ser uma temporada memorável, mesmo com algumas boas séries. Agora dizer que ela foi ruim não vai ser completamente justo, pois um exercício que faça há algum tempo, é minimizar ao máximo as possibilidades de ver séries que eu não gostei nenhum pouco no início, por isso tantas série dropadas. Além disso, ao longo do tempo eu vou colocando muitas séries em espera, pois é normal que por vários motivos pessoais eu não esteja gostando de uma série. Por exemplo, eu estou numa fase em que pouquíssimas séries colegiais e moe’s me interessam, então é comum que eu coloque em espera séries desses tipos, mesmo que eu não desgoste completamente delas.

Dito isso, seria errado eu dizer que a temporada foi completamente ruim para mim, porque na prático eu não perdi muito tempo com praticamente nenhum anime que eu realmente achasse ruim ou muito monótono. Infelizmente nem todas as séries que continuei vendo me agradaram até o fim. Porém, eu acredito que a temporada tenha sido fraca, já que geralmente eu acompanho mais do que 10 animes por temporada e mesmo entre esses 10 que acompanhei, só metade me agradou muito. Ainda assim, eu senti que tive boas surpresas com duas séries (Hibike! Euphonium e Punchline) que eu não esperava muito. Tirando então as três séries medianas  que mencionei anteriormente e essa duas que gostei, mas não foram memoráveis, as outras cinco séries que vi ou que estou vendo ainda, são as que realmente me agradaram, sendo elas: Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei SenekiYahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru. Zoku, Baby Steps 2, Daiya no Ace 2 e Ore Monogatari!.

Eu vejo esse anime e eu só penso como dávamos importância demais para coisas tão pequenas na nossa adolescência.

Como dávamos importância para coisas tão pequenas na nossa adolescência…

Concluindo, não vale a pena eu falar aqui das séries que dropei, pois a maioria dessas não vi mais que 2 episódios, o que denota meu desinteresse por elementos intrínsecos dessas séries, que podem se tornar menos relevantes ao longo do anime, de modo que, por falta de tempo e interesse em esperar por uma virada nessas série, eu preferi não vê-las mais e certamente não tornarei à vê-las no futuro. Também não acho que vale a pena eu falar das séries que deixei em espera.

O que vale a pena é falar de certos pontos que se destacam na temporada como um todo. Um desses pontos é a falta de variedade, pois havia muitas séries semelhantes, tanto em roteiro, quanto visualmente. Também acredito que quase nenhum anime soube utilizar bem clichês. Dentre as séries que gostei mesmo, somente Ore Monogatari! parece que soube usar os clichês do seus gêneros e nem é minha série preferida da temporada. Também acredito que faltou séries que soubessem balancear questões mais maduras, apenas Plastic Memories em menor escala, e Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru. Zoku, mais profundamente, souberam ter uma linguagem verossímil para tratar de questões inerentes a personalidade humana que esperamos que cada personagem transpareça. Por fim, vale destacar que essa foi mais uma temporada sem obras realmente grandiosas. Claro que certas obras vão conversar muito melhor com algumas pessoas que podem ou não ser marcadas por elas, mas não teve nenhum anime que você diga: “Esse anime é uma obra prima” ou “Esse anime é essencial para a geração atual de animes” ou “Esse anime quebrou paradigmas” ou ainda “Esse anime é um marco”. A temporada teve bons animes, mas acho difícil no futuro alguém lembrar dela como uma grande temporada, talvez no futuro nem lembremos dela.

TOPS LEGAIS DESSE Fim DE TEMPORADA E ALGUNS COMENTÁRIOS

Antes de começar a apresentar os tops, vale lembrar que esta é minha opinião e com certeza diverge da opinião de muitos, se quiserem apresentar seus tops e seus argumentos nos comentários ficarei muito contente, caso não tenham visto os animes informados, acho que deveriam dar uma olhada, mas verifiquem antes o gênero para não se deparar com algo que não te interessa, pois, por exemplo, eu gosto muito de séries espaciais, mas tem pessoas que não se interessam por animes deste tipo.

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Só não foi melhor, porque o estúdio está atrapalhando.

Melhores animes

Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki

Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru. Zoku

3º Baby Steps 2

4º Daiya no Ace 2

Ore Monogatari!

Não fosse por certos episódios de romance bastante clichê, essa segunda temporada de Sidonia no Kishi seria ainda melhor que a primeira, que já foi muito boa. Um execelente anime espacial, e que eu vi todo dublado em português. Obrigado Netflix, Polygon Pictures e Tsutomu Nihei! Já Yahari só não foi melhor, porque acabou deixando coisas demais em aberto, que espero que sejam resolvidas numa terceira temporada, fora isso, que anime bom… Baby Steps 2 é um anime de esportes tão bom que mesmo eu achando tênis chato pra caralho que supera supera as limitações técnicas do estúdio e o ritmo lento do mangá, empolgando cada vez mais quem assiste esse anime. Daiya no Ace 2 é um ótimo anime de beisebol e particularmente eu gosto muito de animes de beisebol. E o que dizer desse romance shoujo que eu considero pacas? Obrigado Ore Monogatari! por me apresentar o casal mais maneiro dos animes de romance em anos e de quebra apresentar uma excelente subtrama de amizade.

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Eu quero ser amigo do Tanikaze!

Melhores continuações

Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki

Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru. Zoku

3º Baby Steps 2

Não acho que Sidonia no Kishi e Yahari conseguiram superar suas primeiras temporadas, mas não foram muito inferiores não. Na verdade, tecnicamente as duas evoluíram bastante mesmo, apenas acho que o roteiro das primeiras temporadas dessas séries foram um pouco melhores. E que finais incríveis as duas séries tiveram, apesar de que tudo ficou extremamente em aberto. Já Baby Steps 2 está  me saindo superior a primeira temporada, porém já era de se esperar, já que é um anime de esporte.

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Eu tenho que voltar a ver esse anime!

Animes mais bonitos

1º Kekkai Sensen

2º Dungeon ni Deai wo Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka

Hello! Kiniro Mosaic

Menção Honrosa: Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki

Eu não sei porque realmente eu parei Kekkai Sensen, mas certamente ele merece o título de série mais bonita da temporada. Ele consegue fazer um misto urbano e sobrenatural que pouquíssimas obras conseguem, fora a forma excelente que utiliza efeitos de luz. Danmachi tem um design de personagens muito bonito e tem belos cenários. Hello! Kiniro Mosaic pode está longe de ser um anime muito popular, mas é um moe muito bonito! O que Sidonia não tem de bonito nos designs de personagens e na animação ele compensa no design de mechas e nos cenários. Pode ser perigoso morar em Sidonia, mas que é um lugar maneiro, isso é.

Mais feio

Uuuuyaaaahhhhhh!

Uuuuyaaaahhhhhh!

Ninja Slayer The Animation

Eu acho que não preciso explicar esse, basta ver o gif acima!

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Malditos primeiros episódios de anime

Maiores Decepções

1º Owari no Seraph

2º Vampire Holmes

3º Nagato Yuki-chan no Shoushitsu

Menção Honrosa: Final de Dungeon ni Deai wo Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka

Owari no Seraph tem o melhor primeiro episódio nada haver com o resto do anime desde Tower of Druaga, mas a diferença é que Druaga ainda é interessante a partir do episódio 2 e Owari no Seraph… (T.T me devolvam queles meus 25 minutos de vida!)… Esse eu faço questão de dar spoiler, não há vampiros em Vampire Holmes. Eu sei que Nagato Yuki-chan no Shoushitsu nunca se propôs a ser mais que um slice of life, mas vindo de Suzumiya, sempre esperamos algo a mais… Que final esse de Danmachi, que final?!

Ele não é o herói que queremos, mas é o herói que precisamos.

Ele não é o herói que queremos, mas é o herói que precisamos.

Melhores Surpresas

Punchline

Hibike! Euphonium

Ore Monogatari!

Nem eu, nem ninguém que desgosta de animes ecchis esperava nada de Punchline, diante de uma sinopse tão estúpido como a de “um espírito de um garoto que não pode ver calcinhas senão o mundo é destruído”, mas o anime não só surpreende por ter uma história de heróis e ficção científica, mas por realmente utilizar o ecchi de forma estúpida como um elemento importante da história e ainda assim conseguir ter uma sequência narrativa muito bem bolada, com diálogos muito maneiros e viradas realmente inesperadas. Hibike! Euphonium se destaca por ter tudo para ser apenas mais um slice of life colegial que usa música como pano de fundo, mas acaba por ser um animes sobre um clube de música que de fundo tem algum slice of life colegial. E eu não diria que Ore Monogatari! foi uma surpresa para mim, mas tem elementos dentro desse anime que realmente surpreendem, tal como, o quão maneiro é o amigo do protagonista e o quão loucas são as situações em que o protagonista se mete.

Melhores personagens masculinos

Takeooooo!

Takeooooo!

1º Takeo Gouda (Ore Monogtari!)

2º Hikigaya Hachiman (Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru. Zoku)

3º Nagate Tanikaze (Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki)

O Takeo é o herói, é o amigo, é o cara que todo homem queria ser… (ou não). Pessoalmente eu acho Hikigaya Hachiman o personagem mais sensato da história dos animes. E como não gostar de um herói como o Tanikaze?

Melhores personagens femininas

Provavelmente a melhor elfa assassina das mídias visuais

Provavelmente a melhor elfa assassina das mídias visuais

1ª Ryu Lion (Dungeon ni Deai wo Motomeru no wa Machigatteiru Darou ka)

2ª Asuka Tanaka (Hibike! Euphonium)

3ª Rinko Yamato (Ore Monogatari!)

Difícil explicar as escolhas dessa categoria, pois particularmente não teve nehuma protagonista feminina que se destacou muito, só a Yamato talvez. Eu gostei muito da personagem Ryu de Danmachi, porque…. ela foda! Eu gosto muito da personalidade da Asuka (não tanto quanto eu gosto da personagem de Evangelion, é claro) de Hibike! Euphonium. E a Yamato de Ore Monogatari! é a namorada que todo mundo queria ter no colegial (principalmente os gordinhos).

Melhores aberturas

1º Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki

Ore Monogatari!

Kekkai Sensen

Que abertura incrível essa de Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki. É praticamente um hino homenageando os Cavaleiros de Sidonia. A abertura de Ore Monogatari! combina muito bem o clima romântico do anime, com a comédia e com a música. Eu vi muito pouco de Kekkai Sensen, mas que trilha e que uso de músicas…

Melhores Encerramentos

Kekkai Sensen

Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki

Daiya no Ace 2

Não tem como não gostar desse encerramento de Kekkai Sensen, em u ótima música e tem uma dancinha muito maneira. O encerramento de Sidonia no Kishi É simples e bonito, além de ser um orgasmo visual para fãs de mecha. Por fim, esse é apenas mais um ótimo encerramento Daiya no Ace, com sempre é simples e tem uma música muito maneira.

Animes que gostaria de ver uma continuação

Que final?!

Que final?!

Sidonia no Kishi: Daikyuu Wakusei Seneki

2º Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru. Zoku

Não preciso falar muito, até porque não quero passar spoilers, mas essas séries merecem muito uma terceira temporada.

Enfim é isto! Espero que tenham curtido, fiquem atentos ao twiter @AnimePortfolio para comentários da temporada atual. Até mais!

Considerações Finais Sobre Astarotte no Omocha!

Continuando a lista de animes que eu prometi comentar após ter visto devido a extinta coluna Hora de Aventura, mas especificamente devido a punição referente ao não ter completado a meta da edição 5 da coluna (essa punição foi apresentada na edição 6 dessa coluna), hoje irei falar quais são as minhas considerações finais sobre a série lolicon Astarotte no Omocha!

Um Lolicon que tenta não apelar demais, mas...

Um Lolicon que tenta não apelar demais, mas…

Antes de qualquer coisa, esse texto não é uma resenha de Astarotte no Omocha! e pode apresentar alguns spoilers leves, então se você não conhece este anime, recomendo ler a resenha do Yoi Yume que pode ser lida clicando aqui.

Ficha Técnica
Título:
Astarotte no Omocha
Sinônimos: Lotte no Omocha!
Obra Original: Mangá
Autora da Obra Original: Haga Yui
Gêneros: Comédia, Ecchi, Lolicon, Romance
Demografia da revista em que é publicado o mangá: Seinen
Número de episódios: 12
Ano de Lançamento: 2011
Produtora: Diomedea
Diretor: Oizaki Fumitoshi

Astarotte no Omocha conta a história de uma succubus da realeza de um mundo fantástico que tem apenas 10 anos e que por não gostar de homens, na verdade por ter medo de se relacionar com eles, decidiu que seu harém seria formado apenas por humanos, pois estes seres a muito não aparecem no mundo fantástico em que  esta princesa succubus vive. Porém, um jovem adulto humano acaba sendo transportado para esse mundo junto à sua filha de também 10 anos e passa a ser o único membro do harém da protagonista. Ao longo do anime a relação entre a protagonista e o jovem vai se  tornando mais intensa até se tornar um romance e de fato culminar em uma aceitação completa da mesma em tê-lo em seu harém. Vale ressaltar que a filha desse humano, por um acaso do destino, é irmã da protagonista, já que a mãe da protagonista em uma pequena fuga ao mundo humano anos antes teve uma relação sexual com este. Então ela engravidou e logo que a criança nasceu, a mãe de nossa protagonista deixou a criança com o jovem humano supracitado.

O roteiro da série é bem simples e gira em torno da descoberta dos sentimentos que a protagonista feminina vai tendo pelo protagonista masculino. Infelizmente não parece haver personagens originais, ao menos é muito fácil perceber vários outros personagens que se assemelham a quaisquer um dos personagens desse anime, talvez por isso é difícil se apegar a eles e provavelmente ao longo da série você no máximo se importará com a protagonista feminina. Por isso mesmo eu fiz questão de não apresentar o nome dos personagens, pois não estivesse no título do anime, nem mesmo o nome da protagonista você iria lembrar 30 minutos depois de ver qualquer um dos episódio (talvez eu esteja exagerando, mas que são personagens esquecíveis facilmente, isso são).

O desenrolar da história é bem maçante e o abuso de clichês como episódios da praia e cenas de fanservice com falas de duplo sentido, mesmo quando apenas há personagens crianças, é bem irritante. Vale ressaltar que essas cenas de clichê ecchi, mesmo geralmente sendo leve, praticamente ditam o tom da série. Claro que também há cenas de drama bem trabalhadas, mas o abuso de clichês de personalidade, principalmente do lado tsundere da protagonista e do lado jovem adulto despreocupado do protagonista masculino, quebram o clima da maioria dessas cenas.

Apesar das personalidades de cada personagem serem bem genéricas, o conjunto dos mesmos funciona bem. É interessante notar que quando qualquer um dos protagonistas não está contracenando com o outro protagonista, ou com qualquer membro de seu circulo familiar, suas ações são bem mais interessantes e até mais plausíveis. Não que o relacionamento dos protagonistas seja de todo ruim, mas é impressionante como o exagero dos clichês de personalidades são acionados no máximo nesses momentos tornando grande parte dessas cenas irritante, pelo menos durante os primeiros dois terços do anime. Por sinal, o anime melhora bastante nos últimos episódios, nada que o torne lá uma grande série de romance, mas há piores. Com relação ao roteiro, o último ponto que gostaria de destacar está relacionado a comédia do anime que simplesmente poderia ser jogada fora, porque é difícil rir de alguma cena nesta série, até porque todas as piadas parecem retiradas de outros animes. Talvez se você nunca viu um anime ecchi/lolicon/romance, você consiga esboçar um sorrisinho de canto da boca com alguma cena de mal entendido.

Basicamente minha reação por ter de terminar esse anime.

Basicamente minha reação ao ver a maioria dos episódios desse anime.

O design de personagens e a animação do Diomedea são bem interessantes, apesar de o design de cenários não impressionar em momento algum. Os efeitos visuais também não desagradam. No geral a identidade visual do anime cumpre seu papel, o que não significa que ela vá agradar muita gente. A trilha sonora também não vai  impressionar, mas não chega a ser ruim. Por fim, não tem como culpar qualquer que seja o dublador de não se esforçar, pois o trabalho da equipe de dublagem certamente é a melhor parte do anime e não chega a ser memorável devido aos péssimos diálogos. É muito difícil encontrar um diálogo interessante que seja.

Enfim, Astarotte no Omocha está longe ser um bom anime, mas há séries bem piores e sinceramente ele entrega o que promete, nada mais e nada menos. Se você gosta de séries de fantasia com monstros mitológicos antropomorfizados em mulheres bonitinhas e de um romance lolicon que não seja tão pesado, pode ser que o anime até o agrade. Caso contrário, passe longe dessa série.

Considerações Finais Sobre Saint☆Onii-san OVA

Um texto de considerações finais não aparece por aqui a um bom tempo, mas ainda tem muito anime que ainda estou devendo comentários e sempre haverá enquanto eu puder ver anime. Enfim, hoje é dia de comentar um dos animes que vi graças a extinta coluna Hora de Aventura, mas especificamente devido a edição número 9 dessa coluna. Hoje irei falar quais são as minhas considerações finais sobre os dois OVA’s que adaptam parte do mangá Saint☆Onii-san.

Uma prova de que não é preciso questionar, enfatizar e nem desrespeitar a religião de alguém para se contar uma boa história sobre os personagens mais importantes de religiões distintas.

Essa obra prova que não é preciso questionar, enfatizar e nem desrespeitar a religião de alguém para se contar uma boa história sobre os personagens mais importantes destas religiões.

Antes de qualquer coisa, esse texto não é uma resenha de Saint☆Onii-san e pode apresentar alguns spoilers leves, então se você não conhece este anime, recomendo ler a resenha do Elfen Lied Brasil que apresenta uma opinião parecida como a minha e a análise é pouco mais voltada para a história, mas também faz leves comparações com outro mangá de comédia (muito bom) da mesma autora desta obra. Para ver o texto do Elfen Lied Brasil basta clicar aqui.

Ficha Técnica
Título:
Saint☆Onii-san
Sinônimos: Saint Young Men
Obra Original: Mangá
Autora da Obra Original: Hikaru Nakamura
Gêneros: Comédia, Slice of Life
Demografia da revista em que é publicado o mangá: Seinen
Número de episódios: 2
Ano de Lançamento: 2012 (OVA 1) e 2013 (OVA 2)
Produtora: A-1 Pictures
Diretor: Noriko Takao

Inspirado em um gag mangá de Hikaru Nakamura, a mesma autora de Urakawa Under The Bridge, Saint☆Onii-san apresenta uma trama protagonizada por Jesus Cristo e Siddhartha Gautama (Buda), que decidem tirar merecidas férias. Devido a dificuldade de lhe dar com  seus seguidores ao redor do mundo, que iriam provavelmente, mesmo com boas intenções, os deixar ainda mais cansados, eles decidem passar suas férias no Japão, um país um pouco menos fervoroso em relação a religião e onde poderiam esconder suas identidades, afinal imagina se descobrem que Jesus e Buda estão tirando férias na terra? Ao longo do anime acompanhamos o dia a dia de dois seres celestiais tentando viver como humanos e aproveitando os pequenos prazeres da vida, como ler um mangá, manter um blog, sair para passear numa rua comercial e etc. Vale ressaltar que durante a estadia dessas duas figuras celestiais na terra, estas acabam dividindo um pequeno apartamento em uma pensão cuja a “síndica” é uma senhorinha de idade bem desconfiada.

Falar de figuras religiosas é sempre complicado e principalmente em se tratando de uma obra de comédia, mas a autora conseguiu balizar muito bem o humor com as características mais famosas destes personagens e em nenhum momento apela para um humor negro e nem para situações desrespeitosas ainda que os personagens passem por situações difíceis  em que a filosofia deles é posta a prova e em todos os casos a solução é muito inteligente e ao meu ver nunca é polêmica.

Claro que certas atitudes dos personagens podem ser questionadas, mas muitas das escolhas são profundamente relacionas a história e as características conhecidas tanto de Buda quanto de Jesus, por exemplo o fato de Buda parecer o mais racional, enquanto que Jesus é um pouco mais liberal, de modo que isso representa o racionalismo pregado no Budismo e a comunhão e aceitação das diferenças pregados por Jesus, que segundo a Bíblia, não veio terra com intuito de salvar apenas os israelitas,  mas com o intuito de salvar todos no mundo.

Uma cena muito bacana é quando Jesus cita que uma de suas estratégias para manter a boa audiência de seu blog é sempre responder a todos os comentários, o que é uma clara analogia aos pedidos por graças tão comuns entre os cristãos. Outra questão interessante é o fato dos dois morarem em um pequeno apartamento que remete ao fato de ambos serem figuras ligadas a humildade, enquanto que Jesus sempre viveu entre os pobres e nunca aceitou regalias, Buda era um príncipe que deixou de lado sua realeza e riqueza para buscar a iluminação.

O que vocês fariam se encontrassem Buda e Jesus durante um passeio por sua cidade?

O que vocês fariam se encontrassem Buda e Jesus durante um passeio por sua cidade?

O trabalho do A-1 Pictures é muito bom, não chega a ser um dos melhores do estúdio, mas certamente serve a seu propósito. A animação é simples, porém fluida, o que é facilitado pelo design de personagens que é simples porém muito bem feito, particularmente gosto muito dos pequenos detalhes em cada personagem que se destacam dependendo da situação, por exemplo o sorriso meio encabulado de Jesus ou o olhar de Buda que quase sempre transmite um ar de sabedoria. Os cenários também são muito bem feitos e bem utilizados. E vale destacar que todos os elementos são melhorados na adaptação para filme que também é da mesma equipe.

Para finalizar, Saint☆Onii-san é uma obra descontraída que a meu ver passa uma ideia simples de que você não precisa ser tão rígido com relação a ideologias sejam elas religiosas, políticas, morais ou o que for. Saint☆Onii-san não é apenas uma história muito divertida, mas que pode lhe apresentar um novo jeito de ver o mundo ao mostrar que até mesmo duas figuras celestiais com ideologias (levemente) diferentes buscam a comunhão, a convivência e a amizade entre si. Os grandes sábios e as pessoas iluminadas sempre buscaram a paz, o amor e o respeito das diferenças entre todos os seres humanos.  Enfim, Saint☆Onii-san é um ótimo anime.

À la recherche du futur perdu – Segundas Impressões

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 Olá a todos. Venho aqui continuar o post sobre Ushiwareta Mirai wo Motomete , o que faz disso um ”segundas impressões” no caso. No post anterior eu comentei o primeiro episódio, e meio que emendando o segundo. Nesse aqui ficará compreendido os episódios 3 e 4.

O episódio continua do lance do fantasma e dos tremores  que ocorreram no segundo episódio, com a turma toda tentando achar respostas para esse fenômeno.  Corta pra Airi, que pensando na novata misteriosa de longos cabelos brancos, reflete sobre sua vida até aqui. Ela diz que sempre foi a aluna perfeita, sempre tirou notas boas, se sobressaia nos esportes, e quando entrou nesse colégio decidiu ”meter a mão no freio”, e ser mais normal, o que resultou no encontro com a Kaori, que no caso era o oposto dela.

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 Retornando ao clube, a turma recebe um chamado para apartar outra briga entre os clubes de judô e karate, briga essa que aconteceu no episódio 1 antes do acidente com Kaori, enquanto a Yui tem uns devaneios e se lembra de algo, como uma lesão no tornozelo de alguém. Vale lembrar que ela chegou nua pelada sem memórias e aos poucos está recuperando sua memória, e que entre uma memória recuperada e outra ela se vê dentro de tubos, como numa experiência. Algo relacionado a clonagem, talvez? Yui como que se além do tornozelo soubesse que algo a mais fosse acontecer, arrasta Kaori do local da briga entre clube, salvando-a e evitando seu terrível destino de torcer o tornozelo.

Apoś isso, eles retornam para a busca pelo tal fantasma, se dividindo e duplas e procurando pelo colégio. A dupla de Kaori e Yui tiram a sorte grande , e o avistam numa janela do prédio anexo. Todos se assustam, tremem, MAS, ao perceberem que estavam sendo filmados, descobrem que era tudo pegadinha do malandro, era tudo parte de um projeto do clube de cinema, um filme de terror. Terminamos o episódio assim, sem grandes revelações interessantes.

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 Pesando todo o episódio, nada que influencie a trama profundamente aconteceu, fez nada mais que chover no molhado, alguns backgrounds de personagens mostrados ali, a continuação dos tremores também teve pouca participação nesse episódio.  E é isso. Esse post deveria englobar o episódio 4, além de sair na semana seguinte ao primeiras impressões, MÃS, não aconteceu. Relaxe, quem quer que esteja lendo isto, ainda farei outros ”impressões” dos próximos episódios, mesmo atrasando alguns dias.

Ushinawarete Mirai wo Motomete – Primeiras Impressões

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Olá a todos! Iniciando aqui minha sequência de postagens sobre primeiras impressões, começo aqui com Ushinawareta Mirai wo Motomete(Na procura do futuro perdido, segundo meu nihongo de pastelaria)

Comentando…


Bem, Ushinawareta Mirai wo Motomete, ou Waremete (para os mais próximos), é uma visual novel, lançada em 2010 , que tem duas adaptações em mangá, e que agora ganhou uma animação, estreando nesta atual temporada.

Frenchbiatch

Olha que chique, mona mour parle ne me quitte pass…

O episódio começa com uma pinta de Steins;Gate, com dois cientistas fazendo experiências em algo, que se revela sendo uma garota. Depois desse suspense todo, nos é mostrado o ambiente no qual a série provavelmente irá se passar integralmente, a escola. Somos então apresentados aos personagens principais da trama, com Sou Akiyama, nosso main character, Kaori, amiga de infância de Sou, Kenny, um americano e com Nagisa e Airi fechando o grupo.

A série tem aquele clima slice of slife, mostrando a rotina dos 5 amigos no clube de astronomia, sendo basicamente o primeiro episódio todo assim. Sempre é mostrado a passagem de tempo, no caso de dias, que se dá no episódio, indicando a sequência de eventos. Porém, como o nome do anime sugere, algo tem que acontecer. Sempre tem.

Após Kaori se declarar seu amor a Sou na sala de astronomia, ela sofre um acidente no caminho de casa, vítima de um ônibus descontrolado sem freio. É mostrado na sequência uma cena com o grupo no hospital, num climão a lá Kokoro Conect, não se sabendo o estado da garota…

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…MAS, como num passe de mágica, tudo volta ao começo, retornando o tempo até o dia 1, onde Kaori estava com o Sou e os outros na sala do clube. Algo acima da sala do clube desaba, e Sou vai até lá, encontrando uma garota misteriosa, desacordada e nua, que não lembra de nada, apenas do nome Sou. Parece interessante? Sim, mas o clima da série não é nada empolgante, coisa que afasta muita gente.

No pesar dos pesares, esse início calmo e devagar me faz lembrar de School Days, onde tudo é um mar de rosas até  quando tudo fica louco no episódio 3. Essa semelhança é a única coisa que me faz continuar a assistir. Lembrando que não li sinopse de nada, peguei pra ver no sorteio mesmo. Sinceramente, não irei criticar a obra em si, por que é baseada num Eroge, ou seja, quase sempre adaptar isso dá merda. Nada como um anime padrão no meio de tantos outros na temporada.

Mesmo assim, não irei droppar esta série. Algo ainda me diz que vale a pena chegar até o (episódio 5) final.

Ficha Técnica
Título:
Ushinawarete Mirai wo Motomete
Obra Original: Visual Novel
Gêneros: Ficção Científica, Colegial, Slice of Life, Mistério
Número de episódios: 12
Produtora: Feel
Diretor: Naoto Hosoda

Edit: Acabei de ler uns spoilers, e realmente teremos viagens no tempo, loops, cubo mágico e crazy sex. Rapaz. Refazendo o post em 3,2,1…

Esse é meu top 5 de… Encerramentos da temporada de Verão 2014

Um verão de boas surpresas

Um verão de boas surpresas

Sei que tem muita gente que pula tanto a abertura quanto o encerramento dos animes que ver, mas para mim as aberturas e encerramentos são uns dos diferenciais das animações japonesas em relação as animações do resto do mundo e é um diferencial bem positivo a meu ver. Antes de começar, vale deixar claro que  só considerei para este top encerramentos que começaram a ser exibidos na temporada em questão. Enfim, vamos ao top de hoje.

5ºLugar – 1º Encerramento de Magimoji Rurumo

Nome da Música: Futari no Chrono Stasis
Nome da Banda/Cantor(a): Yurika Endo

A música é bem divertida e combina com o vídeo que é o elemento mais legal desse encerramento, porque conta um pequena história que combina muito como anime, onde a bruxinha Rurumo tenta aprender a andar de bicicleta. Não chega ser um encerramento incrível, mas é bem agradável de acompanhar.

4ºLugar – 2º Encerramento de Captain Earth

Nome da Música: The Glory Days
Nome da Banda/Cantor(a): Tia

Um encerramento também mais agradável do que incrível. Ele mostra bem o entrosamento dos protagonistas e conta com uma ótima música. Interessante que o começo mostra batalha com o mecha principal e depois fica sendo apresentado uma ida do grupo principal a praia e pra quem viu ou ver essa obra, tal como eu, há de concordar que isso é praticamente o resumo do que temos durante quase todo o anime.

3ºLugar – 1º Encerramento de Ao Haru Ride

Nome da Música: Burū
Nome da Banda/Cantor(a): Fujifabric

Um encerramento bem simples, mas que resume o clima do anime e é acompanhado por uma música excelente.

2º Lugar – 1º Encerramento de Nobunaga Concerto

Nome da Música: Fukyagaku Replace
Nome da Banda/Cantor(a): MY FIRST STORY

Esse anime pode ser criticado por sua arte e pela sua animação, mas tanto seu roteiro como o seu encerramento são um dos mais interessantes da temporada.  Tanto a música quanto o que o vídeo quer passar são muito bons e eles se encaixam muito bem, embora tudo seria melhor se a arte do anime ajudasse mais.

1º Lugar – 1º Encerramento Barakamon

Nome da Música: Innocence
Nome da Banda/Cantor(a): NoisyCell

Os tons pastéis empregados nesse vídeo passam uma ideia de um grande esboço em movimento e trazem tranquilidade ao espectador, além de combinar perfeitamente com a obra que também é minha preferida da temporada. A música também se encaixa perfeitamente com o vídeo formando um conjunto muito agradável de se acompanhar. Sem dúvida esse deve ser o melhor encerramento da temporada para muita gente.

Acho que essa não é ma temporada de grandes encerramentos, embora tenha bons animes e aberturas bem interessantes. Por hora fico por aqui! Até mais!

Eu li – Ansatsu Kyoushitsu (Assassination Classroom) volumes 1 a 4

Esse texto serve tanto como uma primeira impressão de Ansatsu Kyoushitsu, aproveitando que o mangá foi lançado recentemente no Brasil, quanto como uma prestação de contas em relação a edição 10 da coluna Hora de Aventura que foi encerrada, os motivos para isso eu conto no final deste post.

"Eu prefiro Duro de Matar!"

“Eu prefiro Duro de Matar!”

Ansatsu Kyoushitsu, ou Assassination Classroom, é um mangá de Yuusei Matsui, publicado na revista Weekly Shounen Jump desde 2 de julho de 2012 e que conta atualmente com pouco menos de 100 capítulos e 10 volumes compilados publicados no Japão. O mangá começou a ser publicado no Brasil recentemente pela editora Panini.

Vou fazer um pouco diferente do que estou acostumado e começar a falar da arte do mangá que não chega a surpreender, mas funciona muito bem com a história, tanto nas cenas sérias quanto nas cenas mais dramáticas ou com mais tensão. Ao longo dos volumes é fácil perceber que arte do autor melhora, porém não chega a haver uma grande mudança do volume 4 em relação ao volume 1. Particularmente gosto mais do design dos personagens do que dos cenários, mas o cenário não é ruim e muito menos inexistente como em muitas páginas de Bleach, apenas parece que o autor se preocupa mais em transmitir as sensações e emoções dos personagem, do que em desenhar um cenário incrivelmente detalhista.

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A história é o ponto auto da obra de fato.  Ela gira em torno de um grupo de estudantes de uma escola de elite tidos como derrotados e que são usados como exemplo para fazer com que os demais estudantes da escola se empenhem, pois em outro caso eles podem ter que ir para a sala deste grupo de derrotados. Embora a história gire em torno principalmente destes estudantes, há um outro personagem essencial para a obra, que é o protagonista do conflito principal, trata-se do professor deste estudantes que é um monstros similar a um polvo gigante e marelo que consegue se mover a velocidade mach 20 (algo em torno de 6800 m/s  ou 24480 km/h), que destruiu a maior parte da lua e que pretende destruir a terra, mas antes disso ele vai dar uma chande de ser detido. Durante um ano os estudantes dessa classe deverão tentar assassiná-lo e  em troca ele não pode atacá-los, mas será seu professor. Importante destacar que a regra de não agressão dele vale apenas em relação aos estudantes, podendo ele, se quiser, matar qualquer outra pessoa, incluindo os familiares destes estudantes o que os põe em uma situação de serem obrigados a aceitar o desafio.

O plot parece absurdo, mas ao longo do mangá percebe-se que muito mais do que um mangá sobre adolescentes tentando matar seu professor (e eles realmente tentam bastante) é um mangá sobre a natureza humana e sobre como pessoas que parecem derrotadas aos olhos de muitos podem ser muito mais do imaginam com o incentivo certo, de modo que em muitos momento o professor chega a lembrar  os protagonistas de clássicos mangás de professor como Gokusen e GTO. Ao longo da obra é possível perceber que existem vilões muito piores do que o professor e a maioria deles não tem intenção de matar ninguém.

Além da questão de ser um mangá de superação junto com comédia, o que já faz dele uma obra interessante, é muito legal ver as diversas estratégias que os alunos e o governo empregam para tentar matar o Koro-sensei (de Korosanai, “não pode ser morto”), de modo que a obra sempre traz algo novo e imprevisível para chamar a atenção do leitor a cada saga. Gostei da versão da Panini e vou continuar colecionando, o que vai me fazer demorar um pouco a ultrapassar a parte que já tinha previamente lido, já que o mangá será bimestral. A única ressalva, meio besta, que faço é que eu adorava o fato de o scanlator de onde eu li estes volumes iniciais terem adaptado o nome do professor para “Duro de Matar”, ficava muito maneiro as frases com ele sendo chamado assim. Enfim, é uma obra que recomendo bastante para quem curte plots meio estranhos e mangás de professores como GTO, Gouksen e Dragon Zakura.

Sobre a  coluna  Hora de Aventura
(O texto abaixo é mais para leitores padrões do blog, se você não o é, pode dar o post como encerrado. Obrigado pela compreensão!)

Como havia falado no início do post, gostaria de aproveitar o espaço para explicar o porque parei com a coluna Hora de Aventura. Na prática estava cada vez mais difícil completar os desafios devido a meu tempo livre (ou falta dele) e muitas vezes eu tinha de maratonar o anime ou mangá para poder terminar a tempo, mesmo assim, devido as “punições”, acabei vendo mais coisas que não queria do que eu esperava e como eu pretendo escrever sobre todas as obras que vi, fica muito chato eu ter de escrever sobre obras que não gosto, não só por mim, como pelos leitores também, lembrando que eu praticamente parei de fazer resenhas de obras que não curto desde Avenger, que foi um dos primeiros animes que comentei no blog. Então para evitar textos provavelmente não tão legais em demasia no blog, decidi parar a coluna Hora de Aventura.

Considerações Finais sobre Spice and Wolf

Yo! Hoje é dia de apresentar minhas considerações finais de um anime que comecei a ver lá em 2008, mas que só terminei ano passado devido a edição 3 da coluna Hora de Aventura,  trata-se de Spice and Wolf. Sem muitas delongas, vamos as considerações finais.

O melhor mentiroso é aquele que sabe reconhecer quando alguém está mentido

“O melhor mentiroso é aquele que sabe reconhecer quando alguém está mentido!” by Holo

Esse texto não é uma resenha de Spice and Wolf e pode apresentar alguns spoilers leves, então se você não conhece este anime recomendo ler antes a resenha do mesmo que fiz para o projeto Um Anime Por Dia acessando esse link.

Título: Spice and Wolf
Obra Original: Light Novel
Autor da Obra Original: Hasekura Isuna
Gêneros:Comércio, Medieval, Fantasia
Número de episódios: 12
Ano de Lançamento: 2008
Produtora: Imagin
Diretor: Takahashi Takeo

A trama se passa em um mundo que lembra o fim da idade média quando estava acontecendo a ascensão da burguesia, porém quando ainda era forte a influência da igreja. Essa história gira em torno de dois personagens, um mercador (ou caixeiro viajante, ou mascate) e uma deusa loba.  Holo é uma loba gigante vinda do norte que diziam trazer fartura a colheita de um certo vilarejo e durante muitos anos ela teve contato com os humanos desse lugar, mas com o passar do tempo a crença na deusa Holo se tornou cada vez mais fraca e o festival que havia em sua homenagem, já não passava de um festival qualquer em homenagem a colheita farta, além do que a igreja, agora influente no vilarejo, proibia estritamente que deuses “pagãos” fossem vangloriados. Seiscentos anos se passaram desde a chegada de Holo aquela região e durante um festival da colheita ela se encontra com o mercador Lawrence e pede que ele a ajude na volta dela para sua terra natal no norte, em troca ela o ajudaria com seu trabalho. Então começa a jornada do mercador, Lawrence, e da Deusa loba em forma humana, Holo.

O roteiro do anime é muito bem escrito e me agrada bastante, porém o ritmo da história atrapalha um pouco, já que a série mesmo nos momentos de maior tensão parece sempre meio lenta, com exceção dos dois episódios finais dessa primeira temporada. Algo que me agrada bastante no roteiro é essa forma incomum de se tratar de comércio, não como se isso fosse apenas um pano de fundo, na verdade as estratégias de comércio são uma importante da história o que também torna alguns diálogos mais complexos  do que o que aqueles  com os quais nos acostumamos em animes. Além do lado do comércio, ainda temos uma pseudo inquisição, com caça a Holo por ela ser uma espécie de Deusa pagã e a forma como isso é tratado é muito legal, pois muitos dos personagens se veem na situação de ter de escolher fazer o que é certo e não julgar ela (e até outros personagens) pelo que representa, mas pelo que é, ou seguir o que a igreja prega.

Apesar de tudo que se foi dito do roteiro até agora, o ponto alto do anime são de fato os personagens, como eles são nos apresentados e a forma como agem, o que justifica muito bem cada uma das decisões que são tomadas, para bem e para mal, fora que a forma de dialogar de cada um é muito bem retratada. Aliás, a série abusa dos diálogos, muitos deles muito complexos e é comum você se pegar admirando uma ou outra solução apresentada nesses diálogos.  Vale ressaltar que a série vai na contramão da maioria das histórias, e não há muitos segredos sobre os planos bolados pelos personagens, enquanto que  na maioria das séries  as ações são apresentadas e apenas depois é revelado que aquilo foi um plano elaborado pelos personagens, aqui, além da execução, nós acompanhamos a elaboração dos planos e isso inclusive faz com que as situações não previstas ganhem uma importância ainda maior, porém repito que o ritmo quase sempre lento da obra, atrapalha a sensação de urgência de certas situações.

Quanto a aspectos mais técnicos, o anime tem uma animação razoável, não chega a ser excelente, mas está longe de ser ruim. A arte me agrada bastante e a dublagem é muito boa, com destaque para a Holo, que é dublada pela Koshimizu Ami, que também dublou a Tsukamoto Tenma de School Rumble,  a Maou de Maoyuu Maou Yuusha  e a Matoi Ryuuko de Kill la Kill, que são outras personagens de que gosto muito, aliás a genial voz com sotaque carregado que ela criou para a Holo, me lembra muito o trabalho dela com a Maou e é muito diferente nas outras duas personagens citadas. Por fim, a trilha sonora particularmente não me encantou muito e apesar de adorar os temas de abertura e encerramento e algumas músicas internas, no geral acho a trilha meio fraca.

Enfim, Spice and Wolf  não é um anime excelente, mas tem muitos pontos positivos e deve divertir bastante o público que gosta de obras de fantasia medieval tratadas de uma maneira mais séria e menos usual, sem tanto a questão de batalhas de cavaleiros, magos e criaturas fantásticas, tratando mais de questões complicadas como religião, comércio,  costumes locais, briga por poder, dentre outras questões. Não é um anime para todos, mas é sim um bom anime e apesar de não ter lido as novels, os que às leram, acham a versão original ainda melhor, inclusive pessoas que conheço pessoalmente e que possuem a novel já me afirmaram isso, o que não diminui o anime, apenas mostra que a novel é  uma aquisição recomendada, pois a história de Spice and Wolf é realmente muito boa e merece ser apreciada.

Considerações Finais sobre Kobato

Yo! Hoje é dia de apresentar minhas considerações finais do último anime baseado em uma obra do estúdio CLAMP que vi (ao menos até então). Trata-se de Kobato, um anime que comecei a ver em 2009, mas acabei parando na metade e só retornei em 2013 depois de tê-lo como meta da segunda edição da coluna Hora de Aventura. Agora é hora de tecer considerações finais sobre essa bela obra.

Kobato ganbarimasu!

Kobato ganbarimasu!

Esse texto não é uma resenha de Kobato e pode apresentar alguns spoilers leves, então se você não conhece este anime recomendo ler antes a resenha do mesmo que fiz para o projeto Um Anime Por Dia acessando esse link.

Título:Kobato
Obra Original: Mangá
Autor da Obra Original: CLAMP
Gêneros:Fantasia, Comédia, Romance, Drama
Número de episódios: 24
Ano de Lançamento: 2009
Produtora:Madhouse
Diretor: Masuhara Mitsuyuki

Kobato Dobato é uma jovem especial que vive entre o céu e a terra e que recebeu a missão de curar e reunir corações partidos para que seu maior desejo seja realizado. Junto dela está sempre seu supervisor, Ioryogi, que tem a aparência de um cachorrinho de pelúcia, porém quando está irritado não é nada meigo e é capaz inclusive de soltar labaredas pela boca. Kobato é muito inocente e fará de tudo para ajudar as pessoas, mesmo as que não estão com coração partido, porém sua inocência pode e irá afetar em sua tarefa, além disso, há um grande mistério por trás do desejo de Kobato e de quem ela realmente é.

“Uma história de fantasia, drama e romance com uma pitada de comédia” é uma boa definição para este anime, porém meio superficial. O ponto mais forte da obra não está em seu roteiro nem nos elementos que o definem, mas nos personagens que são bem construídos e desenvolvidos. O mais fascinante da Kobato é a forma como a jovem se relaciona com os demais personagens tornando cada um deles importantes para a história e a medida que eles vão crescendo a própria protagonista vai se desenvolvendo, além disso, os mistérios que envolvem sua origem ganham uma importância crucial no final da trama, e a revelação ocorre em um momento muito bem escolhido.

Outro ponto interessante de Kobato, como em todas as obras da CLAMP,  é sua ligação com CLAMPverso (Universo das obras do grupo CLAMP). Dentro do anime há uma ligação direta com a obra Wish, inclusive os protagonistas dessa obra fazem parte do núcleo de personagens de Kobato. Outro grupo que aparece diretamente na história é o grupo de Tsubasa Reservoir Chronicle. Além deles, personagens semelhantes aos presentes em Chobits também fazem parte da obra, fora outras referências menores a outros títulos do grupo.

A animação da série é boa e a arte é muito bonita, em minha opinião, é a melhor arte de todos os animes baseados em obras da CLAMP, além disso, a dublagem e a trilha sonora também são excelentes, mas nem tudo são flores, considero que o anime tem um grande problema com o ritmo que é muito lento durante quase toda a obra, acelerando bastante apenas nos episódios finais, isso infelizmente pode e vai desagradar algumas pessoas, principalmente quem tiver interesse em fazer uma maratona, no entanto um pouco de esforço ou ver o anime de forma pausada é o bastante para que se chegue até o final, que por sinal é bem consistente e particularmente achei muito bom e muito bonito.

Enfim, Kobato é uma obra da CLAMP, onde as autoras imprimem bem sua assinatura, sem partir para ação ou para grandes melodramas, mantendo quase sempre o clima de tranquilidade e diversão. A sensação que Kobato passa é de que é uma obra feita para te por para cima e mostra que com um pouco de esforço é possível curar qualquer ferida do coração. Talvez não seja um animes para todos, mas acredito que quem gosta de uma boa obra de romance, drama e comédia, vai se divertir bastante com a história da inocente e atrapalhada Kobato Dobato.

Considerações Finais sobre Maoyuu Maou Yuusha

Yo! Hoje tecerei minhas considerações finais sobre um dos poucos animes de janeiro de 2013 que gostei bastante, Maoyuu Maou Yuusha. Dessa vez não é uma série que vi devido a coluna Hora de Aventura, mas uma obra que acompanhei semanalmente a medida que ia sendo lançada no Japão e cheguei a fazer dois posts comentando episódios deste anime para Anime Portfolio (Estes post podem ser conferidos clicando aqui).

Maoyuu Maou Yuusha

Construindo um mundo sem guerras...

Construindo um mundo sem guerras…

Como sempre, deixo claro que este texto não é uma resenha e pode conter spoilers leves, então antes de lê-lo recomendo dar uma olhada na resenha de Maoyuu que fiz para o Um Anime  Por Dia clicando aqui.

Título: Maoyuu Maou Yuusha
Obra Original: Light Novel
Autor da Obra Original: Touno Mamare
Gêneros: Fantasia Medieval, Político, Distopia, Demônios
Número de episódios: 12
Ano de Lançamento: 2013
Produtora:Arms
Diretor: Takahashi Takeo

Maoyuu Maou Yuusha se passa em  um mundo de fantasia medieval, onde os humanos e os demônios estão em guerra e graças ao surgimento de herói (Yuusha), os humanos conseguiram se mostrar mais vitoriosos nos últimos tempos e este herói decidiu dar um fim para esta guerra indo enfrentar sozinho o reio demônio (Maou), mas lá chegando ele se surpreende ao ver que o atual rei demônio é uma bela mulher e que ela estava o esperando, pois queria propor um acordo para este. A Maou gostaria que o Yuusha se unisse a ela em seu plano de levar a paz a todo aquele mundo, tanto aos demônios, quanto aos humanos, e mesmo se recusando a princípio, ele acaba compreendendo que a verdadeira intenção dela é boa e eles fecham um contrato onde cada um passa a está ligado ao outro para sempre durante essa difícil jornada…

Quem ver esse prólogo deve pensar que este é uma anime cheio de grandes batalhas, mas na verdade há batalhas, porém poucas (porém todas são muito boas), pois o anime é muito mais focado no jogo político e econômico do que em batalhas, pois toda a guerra tem seus motivos para ocorrer e há três motivos comuns a maioria das guerras, a diferença de crenças, aqui representado pela questão religiosa, a vantagem econômica de certas nações, aqui muito mais voltada a principal nação humana, porém envolve toda a economia do mundo, e a questão política, que envolve tanto humanos quanto demônios, embora o jogo de poder entre cada raça ocorra de forma diferente. Assim sendo, a ideia da Maou está relacionada a atacar nessas três frentes e vale a pena destacar a questão econômica, pois ela também se liga a duas coisas muito importantes, a desigualdade social, que  aqui também está ligada a miséria e a escravidão,  e ao avanço científico, melhor representado pelo desenvolvimento de alguns novos instrumentos e técnicas avançadas de colheita.

Um dos pontos que mais me chamou a atenção na obra também foi o fato de nenhum personagem ter um nome, eles sempre se referem uns aos outros por um título, como Herói, Rei Demônio, Governanta, Empregada, Cavaleira, Rei da nação do sul, Rei da nação do norte, Comerciante e etc. Isso só ressalta a ideia de que essa não é uma simples fantasia, mas uma história completamente diferente, inspirada em conflitos reais, mas com diferenças óbvias, mesmo assim me empolga muito ter uma história medieval desta forma em mídias como light novel e anime, pois é algo que foge completamente do lugar comum.

A série tem uma animação razoável, e uma arte que me agradou bastante, além de uma trilha sonora muito boa e uma ótima dublagem. Dentre os episódios deste anime, um que nunca esquecerei é o episódio 9, em que a empregada está travestida de Maou, que por sua vez é conhecida pelo a maior parte do povo humano como Mestre Carmesin,  quando a  Mestra Carmesin foi tachada de pagã pela igreja, por certos motivos que nada tem haver com práticas pagãs. Durante o julgamento desta a empregada faz um discurso de arrepiar todos os pelos do corpo.

Enfim, Maoyuu foi um dos animes mais interessantes de 2013 e embora não tenha obtido todo sucesso que acho que merecia é uma obra  de que sempre lembrarei e que recomendo profundamente a todos os fãs de uma boa fantasia medieval que gostariam de acompanhar muito mais do que uma simples história de heroísmo e lutas.

Como você acaba lendo errado e a forma de não entender as coisas.

De acordo com este link, “67% dos brasileiros não entendem o que leem

Eu participo de um grupo no Facebook, e lá fiz um enquete com mais ou menos a seguinte pergunta:

“Você já criticou alguma coisa que todo mundo gosta por não entender?”

A maioria dos votos foram sim, e como já era de se esperar vi diversos comentários sobre as respectivas obras e o por que de não gostar, e por que de não entender.

Não é segredo para ninguém que muitas das pessoas não entendem o que estão lendo, e isso reflete na sua capacidade de entender e absorver o que a obra quer te passar.

Um exemplo, foi em 2011 após o lançamento de Madoka, quando o anime começou a ganhar certa notoriedade, muitas pessoas que puella_magi_madoka_magica-08-incubator-kyubey-red_eyesnunca assistiram um Shojo ou até mesmo um Mahou Shojo, não entenderam a razão para tanto barulho em cima de uma série que não oferecia muito, ou mais do mesmo.
Claro, é sempre que vemos sangue voando em mangas Shojos né? Ou até mesmo aquilo que temos noção de fofinho, é o pior vilão da história?

O problema era na série ou em quem estava no sofá assistindo?
O que isso tem haver com o fato de não entender o que estou lendo?

Da mesma forma que é necessário uma certa base para entender o que as obras querem te passar, na hora da leitura não seria diferente. Não tem como você ler um mangá mais psicológico ou com uma certa carga de reflexão da mesma forma que você costuma ler Naruto toda semana.
Não entender o que tem de tão espetacular em Solanin ou Music of Marie não é no mangá o problema é em você.

Na hora em que você tem seu primeiro contato com uma obra, aquela acaba se tornando sua base para opinar em cima de outras coisas que possam vir posteriormente, mas quando você não conhece  como quer entender?
Claro que existem exceções.

Estamos acostumados com aquelas obras da  Jump, em que temos um ‘molde’ ou ‘padrão’ para se desenhar/escrever uma história e toda vez que  lemos algo que saia do que temos como ‘molde’, aquilo acaba afetando na hora de entender a história, e é preciso de uma certa dose de reflexão para absorver o conteúdo e isso acaba refletindo na forma me que você lê e como absorve a obra.

Holograph_261Costumo ter uma certa divisão na hora de ler, ou opinar em cima do que uma obra oferece. Não tem como dizer que Dragon Ball não tem nada de mais, se ele não te ofereçe nada de mais, ou que Nijigahara Holograph é ‘uma bosta’ ou ‘ruim’ se você não consegue absorver toda a carga de conteúdo que o mangá está oferecendo.

Concluindo, o problema das pessoas quando leem alguma coisa e não entendem é pelo simples fato de não ter uma base sobre aquilo para entender. Quando tentar ou for ler algo que todos estão dizendo ser ‘fodão’ ou ‘espetacular’, pense, Por quê?

Espero que tenham entendido e gostado! É Claro!

Obs: E eu achando que entendo!

Considerações Finais sobre Natsuiro Kiseki

Olá a todos! Hoje é dia de considerações finais e o anime de hoje foi a outra série, junto a Seitokai no Ichizon, do desafio do Hora de Aventura 4 e trata-se do slice of life Natsuiro Kiseki, uma obra pequena porém bem interessante. Sem muitas delongas, vamos as considerações.

Natsuiro Kiseki

Milagres acontecem!

Milagres acontecem!

Não encontrei nenhuma resenha interessante em português deste anime, então deixo o registro desta obra no My Anime List caso queiram mais informações.

Título: Natsuiro Kiseki
Obra Original: Mangá
Autores da Obra Original: Sunrise (Roteiro) e Tatsuhiko (Arte)
Gêneros: Slice of Life, Drama, Sobrenatural
Número de episódios: 12
Ano de Lançamento: 2012
Produtora: Sunrise
Diretor: Seiji Mizushima

Natsuiro Kiseki apresenta quatro jovens amigas que descobriram uma rocha sagrada que concede desejos e pode operar milagres, mas apenas se todas as quatro desejarem a mesma coisa. A trama se desenrola com as jovens já adolescentes e no meio de uma crise, pois duas delas estão brigadas (Natsumi e Saki), porque uma dessas (Saki) teria de se mudar e não contou nada disso para as demais. Tais divergências serão resolvidas com a ajuda da pedra sagrada supracitada e cabe a elas então aproveitar ao máximo suas últimas férias de verão juntas.

A arte da série é muito boa, tanto com relação ao design dos personagens, quanto em relação aos cenários, além disso, a forma como a equipe de produção escolheu usar os efeitos visuais me agradou bastante. A animação não é surpreendente, mas ainda consegue ser acima da média, principalmente para obras slice of life. A trilha sonora também não impressiona, mas é agradável, embora facilmente esquecível. Já a dublagem é o quesito técnico que mais me agradou, o quarteto principal, formado pelas dubladoras das personagens Aizawa Natsumi, Hanaki Yuka, Mizukoshi Saki e Tamaki Rinko, respectivamente dubladas por Kotobuki Minako, Tomatsu Haruka, Takagaki Ayahi e Toyosaki Aki, fez um trabalho excelente, além disso, os demais personagens também são muito bem dublados.

Por ser um slice of life a obra não conta com um roteiro muito profundo e cada episódio apresenta uma mini trama e nem todas elas me interessaram muito, porém a maioria foi agradável de acompanhar, principalmente as tramas dos episódios em que o desejo feito à pedra sagrada gerava situações muito surreais, como por exemplo, permiti-las viajar no tempo. As personagens também são muito bem trabalhadas e suas ações bem embasadas, fora que o ritmo, as vezes lento e as vezes rápido, combina bastante com o anime.

O grande porém, não é necessariamente um problema da obra, mas o fato de que muitas das tramas eram bastante femininas, afinal são aventuras, nem sempre engraçadas, vividas por um grupo de meninas, então me sentia meio deslocado vendo esses episódios, até achando alguns deles sem graça. No geral, o anime consegue ser bem divertido e dar pra ser acompanhado em mini maratonas de 3 ou 4 episódios tranquilamente, inclusive os episódios finais são até mais interessantes de ser vistos em maratona, pois é bem curioso ver o desenrolar final da trama com o fim das férias e a “despedida” da Saki. Em sumo, Natsuiro Kiseki não é nenhuma obra deslumbrante e que vá maravilhar o espectador, mas esse anime consegue divertir e até meio que acalmar os menos exigentes, principalmente os acostumados a slice of life com garotinhas, aliás quem não gosta de slice of life com garotinhas não deve gostar muito deste anime.

Considerações Finais sobre La Storia della Arcana Famiglia

Dando continuidade aos textos de considerações finais, hoje é dia de falar de um anime que não tive lá muito prazer em vê, mas como não havia cumprido a meta da coluna Hora de Aventura 3, tive de vê-lo. Então vamos as considerações de…

La Storia della Arcana Famiglia

Enrolando até o fim...

Enrolando até o fim…

Para quem nunca assistiu La Storia della Arcana Famiglia, indico que leiam a resenha do Erick Dias para o Animecote.

Título:La Storia della Arcana Famiglia
Obra Original: Otome Game para PSP
Gêneros: Drama, Romance, Comédia, Máfia, Poderes Sobrenaturais
Número de episódios: 12
Ano de Lançamento: 2012
Produtora: J.C. STAFF
Diretor: Kon Chiaki

A história se passa em uma pequena ilha do Mediterrâneo que é protegida por uma família de mafiosos, chamada Família Arcana. Alguns membros desse grupo possuem habilidades especiais ligadas a cartas misteriosas, chamadas cartas Arcana. Em meio a esses mafiosos se destacam como protagonistas três jovens: Felicita, a filha do líder da Família Arcana e que possui a carta do coração (e outra que é descoberta depois), Nova, o primo de Felicita e líder do grupo de seguranças da ilha, que  tem  um design meio oriental e possui a carta da morte, e por fim, Liberta, um órfão que foi resgatado por um dos membros da família Arcana após libertar (por mais que pareça, eu não estou querendo fazer um trocadilho infame) seu poder Arcana e queimar o local onde morava, ele possui a carta do Pierrot. Além destes, há outros personagens de destaque e alguns deles são citados ao longo deste texto. A trama em si começa quando o líder da família Arcana, o pai de Felicita, decide promover um torneio, chamado Arcana Duelo, que irá definir quem será o próximo líder da família e  o vencedor ainda ganhará a  mão de Felicita em casamento (a não ser que ela própria ganhe) e terá um de seus desejos realizados, sendo que todos os membros que possuem algum poder associado a uma carta Arcana podem participar. Ao longo do anime vamos conhecendo o dia a dia e o passado dos personagens importantes para a trama e o tal do Arcana Duelo ocorre apenas durante parte do penúltimo episódio.

Com relação a arte dos personagens, de fato é bem agradável, mas por ser uma obra baseada em um Otome Game, me incomoda um pouco a escassez de membros do núcleo feminino. Os cenários não impressionam, mas são muito bem construídos e aproveitados. Se por um lado a arte é boa, por outro a animação tem médios e baixos momentos, muitas das poucas cenas de ação são fracamente animadas, embora haja alguns momentos de luta que a animação até se sobressai, porém, no geral, a animação não incomoda tanto, mas não ajuda muito. A dublagem da grande maioria dos personagens me agrada, apenas me incomoda um pouco a voz do personagem Jolly, que tenta passar um ar misterioso e o personagem até age de maneira meio misteriosa, mas não acho que a voz encaixa tão bem com o character design deste personagem. Por fim, mal lembro da trilha sonora, não que seja tão ruim assim, apenas não se destaca em momento algum e nem mesmo a abertura ou encerramento chegam a empolgar, por sinal, o vídeo de encerramento é tão genérico que eu simplesmente o pulava ou ignorava.

O anime tem todo um clima de Otome Game e vemos a trama principalmente pela visão de Felicita, mas a obra não chega a forçar a barra nos romances, o grande problema porém é que o anime cria uma expectativa ao início de que será uma trama com cenas de ação, que o torneio supracitado será super importante, que o lado obscuro dos tais poderes Arcana seriam bem explorados e dariam o grande ar de mistério a uma parte da trama, mas no final, boa parte do anime não passa de um slice of life, perdendo-se muito tempo com a explicação do passado de quase todos os personagens, isso quando não há alguma tarefa pequena a ser feita por um ou outro membro da família Arcana que de um modo ou de outro vai ter ajuda de Felicita, Liberta e/ou Nova. O mistério ao redor das cartas arcanas apenas é mais explorado no final da série quando se fala da história do líder da família e do passado de Felicita, mesmo que em quase todo episódio um ou outro personagem use sua habilidade para resolver algum problema menor. As poucas lutas são sempre rapidamente resolvidas ou deixadas de lado e quase sempre são sem graça. Por fim, embora não seja foco do anime, o lado de romance não chega a ser totalmente ruim, no entanto não leva a nada, ou melhor, o tempo todo, tudo se encaminha para um gigantesca Friend Zone.

O anime deixa a impressão de que tudo aquilo que foi feito pelos personagens antes ou que será feito no futuro, após essa trama, é mais empolgante, sendo contada uma das partes menos interessante da vida destes, o que não faz lá muito sentido. Para não dizer que o anime é totalmente desagradável, pois de fato não é, a trama envolvendo Felicita e seu pai que ocorre quase no fim da série até que é interessante. No mais, fora a própria Felicita, não senti empatia por nenhuma outro personagem, achei boa parte dos diálogos chatos e o lado de comédia não me agradou em nada. Falando em personagens e em cenas forçadas, achei o trio formado por Luca, o capacho da Felicita, Pace, o bobão glutão super forte, e Debito, o pseudo bad boy garanhão, irritante quase toda vez que apareciam na tela depois da meade do anime, pois a aparição deles juntos, quase sempre termina em uma situação que tenta ser cômica, mas que não tem graça alguma. Enfim, está claro que o anime não me agradou, há obras bem piores e outras muito melhores e em geral eu não consigo pensar à quem indicaria a série, mas se você gosta de obras baseadas em Otome Games, talvez possa lhe agradar um pouco, embora acho que o anime não é competente nem como uma adaptação animada de um jogo de relacionamento para garotas. E se mesmo assim, você ainda quiser ver o anime, pelo menos não faça maratona,  pois posso garantir que isso é uma experiência extremamente maçante.

Considerações Finais sobre Seitokai no Ichizon

Antes de irmos ao texto principal vale a pena atualizá-los dos textos que devem ainda fazer parte da coluna de considerações finais e quais dos que inicialmente teriam textos de considerações finais, mas não o terão e o porquê disso.

Falando primeiro sobre as obras que não farão parte desta coluna, Shingeki no Kyojin já recebeu um texto e Cowboy Bebop tem um Animecotecast todinho só sobre ele. Os mangás Franken Fran e One Punch Man vão ganhar posteriormente um texto falando sobre seus primeiros volumes na coluna Eu li. Já Shin Sekai Yori deve receber um texto do Aiscrim. Por fim, Magi, Fairy Tail, Slayers , Bakuman e toda franquia Monogatari Series receberão textos especiais, apenas não é certo se ainda sairão esse ano.

Quanto aos textos que receberão edições dessa coluna, fora o texto de hoje de Seitokai no Ichizon, ainda haverão textos de La Storia della Arcana Famiglia, Natsuiro Kiseki, Maoyuu Maou Yuusha, Kobato, Boku wa Tomodachi ga Sukunai Next!, Astarotte no Omocha, Tamako Market, Mondaiji-tachi ga Isekai kara Kuru Sou Desu yo, Medaka Box, Rosario to Vampire e Tari Tari. Além, é claro, das próximas obras das edições da Hora de Aventura.

Sem mais delongas, vamos as considerações desse anime que prometi terminar de ver na edição 4  da Hora de Aventura.

Seitokai no Ichizon

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Um conselho estudantil ou o final harém de uma visual novel?

Para quem nunca assistiu Seitokai no Ichizon, indico que leiam a resenha do Leandro Nisishima para o Kotatsu Shinbun.

Título: Seitokai no Ichizon
Autor(a) da novel: Aoi Sekina
Artista da novel: Inugami Kira
Gêneros: Colegial, Harém, Romance, Comédia
Número de episódios: 12
Ano de Lançamento: 2009
Produtora: Studio Deen
Diretor: Satou Takuya

A obra gira em torno de cinco personagens que fazem parte do conselho estudantil de uma escola, sendo que são quatro garotas escolhidas por voto popular e um garoto que conseguiu obter  a melhor nota do colégio. O conselho estudantil é formado pela pequena, Sakurano Kurimo, a presidente do conselho, que tenta parecer madura, mas sempre age com uma criança, pela misteriosa Akaba Chizuru, que é apaixonada por garotas, principalmente pequenas e indefesas como a presidente e adora pregar peças no único homem do conselho estudantil, ela também parece participar de negócios escusos, pela energética Shiina Minatsu, que gosta de esportes e é bem forte, porém tem problema em se relacionar com a maioria dos  homens, no entanto isso não chega a ser nenhuma fobia, pela meiga Shiina Mafuyu, irmã de Minatsu, que é uma otaku (fujoshi) e gamer viciada, mas tem ainda menos facilidade de se relacionar com homens que a irmã, e por fim, temos Sugisaki Ken, um otaku que se esforçou além do normal para conseguir entrar no conselho e com isso tentar conquistar seu próprio harém. Ao longo do anime acompanhamos as situações cômicas e dramáticas pelas quais os personagens passam.

O character design dos personagens me agrada, porém não chega a ser algo muito destacável, na verdade é quase genérico, o único design que se destaca mais é da Mafuyu (e sim, ela é minha personagem preferida do anime). Com relação aos cenários, nada muito excepcional, mas são bem desenhados. Acho que faltou abusar um pouco de efeitos de luz para realçar a arte em algumas cenas. Já a animação é bem competente, embora também não impressione, porém o anime não necessita de muita animação, apenas o básico, pois a maioria das cenas são passadas no mesmo cenário, a sala do conselho estudantil, e geralmente envolve diálogos e citações, ou algumas poucas situações mais constrangedoras, contracenadas principalmente por Sugisaki, que é o protagonista da obra. A  abertura e o encerramento também me agradam, mas não o bastante para não pulá-las algumas vezes durante a mini-maratona que fiz e nem para guardar a letra em minha memória.

O anime, como já falei, não tem um lado técnico excepcional, apenas é bom,  o que realmente se destaca é o roteiro, não pela história, mas pela bela forma como os personagens são construidos e não só os personagens são bem construídos, a maioria das cenas de comédia também são muito boas, o que deixa um pouco a desejar é a parte dramática, não que seja ruim, apenas não é uma história inovadora. Como falei os personagens são muito bem construídos e alguns se destacam mais que outros, particularmente acredito que a Mafuyu seja  preferida não apenas por mim, mas pela maioria dos otakus, que também podem se sentir representados levemnete pelo Sugisaki. Vale ressaltar também que há muitas referências ao universo otaku como um todo,embora isto está longe de ser uma das características principais da obra, no entanto é inegável que isso ajuda bastante a gerar empatia por parte dos fãs de anime.

Gostei do anime, mas se tivesse o visto alguns anos atrás, com toda certeza eu gostaria mais, fora que não é um anime ideal para se maratonar, pelo  menos não para se ver mais de 3 episódios seguidos. As cenas cômicas nem são tão engraçadas assim, mas conseguiram, em sua maioria, me arrancar um sorriso. A obra está longe de ser uma das melhores em qualquer um dos gêneros de que faz parte, ainda assim é uma indicação interessante, principalmente para espectadores iniciantes no mundo dos animes de comédia colegial.

E a temporada de outono hein? Primeiras impressões primeiras.

Olá a todos! A quanto tempo né? Estou bem parado nessas últimas semanas eu admito, mas não tá fácil, porém não vou discursar aqui sobre a falta de tempo e ideias para bons posts, hoje vim falar um pouco (bem pouco) sobre início de temporada, vale ressaltar que  não falarei sobre cada anime, pois já comentei todos os primeiros episódios dos 31 animes que vi lá no facebook e continuo comentando semanalmente sobre 8 (no momento 7) animes dessa temporada, então aqui ideia é comentar um pouquinho sobre minha impressão geral da temporada e deixar alguns tops que elaborei baseados nestas primeiras 4 semanas. Sem mais delongas…

E a temporada de outono hein?

#chupaSAO (Prevejo Retalhações)

Isso sim é um anime de MMORPG… com o perdão do termo, #chupaSAO (prevejo retaliações).

Contra as minhas expectativas, e as de outras pessoas, essa temporada teve quase tantas estreias quanto abril, porém ela tinha obras muito badalada, a princípio, que a maior temporada do ano, por isso muita gente pensa que no outono estreou mais séries que na primavera e o mais importante é que muitas das obras desta temporada se mostraram acima da média, fora que a temporada tem certas peculiaridades que não se via a algum tempo, como a estreia de 6 séries de esporte, sendo 2 continuações, e de uma série baseada em um jogo de luta.

E então a temporada está boa ou ruim? Perguntar isso é um tanto relativo, pois a opinião vai variar bastante, mas em geral a maioria das séries estão acima da média, fora que muitas delas surpreendem positivamente tanto nos quesitos técnicos, quanto com relação ao roteiro. Claro que também houve lá certas obras que prometiam muito e cumpriram pouco ou quase nada, mas acredito que tranquilamente possa garantir que a é melhor temporada do ano. O mais interessante da temporada é que de certa forma ela possui uma variedade relativamente grande de temas,  há obras para praticamente todos os públicos e faixa etárias, desde as crianças que podem se divertir com os puzzles fáceis demais complexos  da 3ª temporada Phi Brain ou com as lutas de bonecos empolgantes de Gundam Buid figthers, até os adultos que podem optar por ver peitos e outras coisas a mostra em Sekai de Ichiban Tsuyoku Naritai e Freezing Vibration, quanto ver uma história de romance mais madura em Golden Time, ou uma aventura épica, para o público gamer adulto em Log Horizon, ou resgatar aquele sonho de ser um herói do mundo real vendo Samurai Flamenco, entre outras possibilidades. Claro que o foco principal é no público adolescente e nos jovens adultos como sempre, mas a variedade, se comparada com os dois anos anteriores é um tanto surpreendente, principalmente para a temporada de outono.

Hime Hime, Suki Suki Daisuki Hime Hime, Kira Kira...

Hime Hime, Suki Suki Daisuki Hime Hime, Kira Kira…

Concluindo, acredito que este outono está empolgando bastante e merece ser vislumbrado por mais pessoas que gostam de animação japonesa. Está longe de ser uma temporada que ficará marcada na história dos animes durante décadas, embora haja sim obra excelentes que vão divertir muito o grande público e os públicos de nicho, nesse sentido vale a pena a quem não está tão confiante ainda sobre qual anime ver, verificar as análises de alguns blogs parceiros, ou os nossos muito comentários no facebook e no twitter e os podcasts que estão para sair sobre a temporada (pelo menos participaremos de  2). Acredito que  sem dúvida a diversidade de obras é o ponto alto da temporada, além da continuação de algumas séries bem conceituadas, como Hajime no Ippo, e o espaço dado ao gênero esporte, tão pouco explorado nestes últimos anos.  A temporada está de parabéns por ser capaz de mostrar obras que vão com certeza ser importantes para renovar o público e para mostrar que ainda hoje muita coisa boa anda sendo lançada, e digo isso pois hoje em dia quando algum amigo que conhece anime, mas que não é um espectador corriqueiro deste tipo de mídia, vem me perguntar sobre este assunto, normalmente querem saber se algo de diferente e interessante saiu nos últimos anos e, sinceramente, nem sempre tenho o que responder, ou tenho poucas obra realmente diferentes para indicar, então ao menos para mim essa temporada serviu para me fornecer obras a indicar não só para os fãs de anime, mas também para os não fãs que gostam apenas de algumas obras.

Tops legais desse início de temporada e alguns comentários

Antes de começar a apresentar os tops, vale lembrar que esta é minha opinião e com certeza diverge da opinião de muitos, se quiserem apresentar seus tops e seus argumentos nos comentários ficarei muito contente, caso não tenham visto os animes informados, pelo menos os dos tops positivos, acho que deveriam dar uma olhada, mas verifiquem antes o gênero para não se deparar com algo que não te interessa, pois por exemplo, eu gosto muito de séries de esporte, mas tem pessoas que não suportam animes deste tipo.

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Samurai Flamenco em ação!

5 Melhores animes

1º Hajime no Ippo: Rising

2º Yowamushi Pedal

3º Log Horizon

4º Samurai Flamenco

5º Outbreak Company

O primeiro lugar dispensa comentários, finalmente a terceiria temporada de Hajime no Ippo! Já o segundo é outra série de esporte, a segunda série de ciclismo que assisto e o protagonista é um dos melhores de animes de esporte colegial. Sobre Log Horizon, a imagem que tem no início do post já apresenta meus argumentos. Em quarto surge um herói do mundo real, que possui uma identidade secreta, vai atrás de ladrões de guarda-chuva, apanha de bêbados  e que acima de tudo possui o espírito dos seriados de heróis japoneses e aquele sonho que muitos de nós abandonamos na infância. Por último, o que mais deve ser contestado, é um anime que em minha opinião balanceia muito bem o seu lado comédia, com seu lado ecchi, com o mar de referências, com a parte dramática e qua ainda trata de forma não tão pesada, já que não é a proposta, de temas como racismo, escravidão, divergências sociais e principalmente choque de culturas.

Aaaaa-li-ba-bá...

Aaaaa-li-ba-bá…

Melhores continuações

1º Hajime no Ippo: Rising

2º Magi:  The Kingdom of magic

3º Kuroko no Basket

Novamente Hajime em primeiro, sem dúvida é o grande anime da temporada. Em segundo Magi, que começou bem empolgante, meio que mostrando que pode ser tão bom quanto no início e no fim de sua temporada anterior, e possivelmente melhor. Por fim, Kuroko no Basket, que por medo de não ter essa segunda temporada, havia entregue bastante do que veríamos aqui no último episódio da primeira, a princípio a série está mantendo a mesma qualidade da temporada anterior, logo continua dividindo opiniões.

Nagi no Asukara

O.O Caramba! O.O

Animes mais bonitos

1º Nagi no Asukara

2º Kyoukai no Kanata

3º Kyousougiga

O anime não chega a ter uma história impressionante, embora a premissa seja interessante, mas sem dúvida o visual de Nagi no Asukara é de deixar todo mundo babando, esse anime é mais uma obra de arte em movimento. Em Kyoukai no Kanata, o estúdio Kyoto Animation mostra novamente sua especialidade, criando uma série não apenas Moe, mas definitivamente linda. Por fim, Kyousugiga impressiona pela sua arte diferenciada e empolgante, consegue superar o tão comentado Kill la Kill no quesito explosão de cores na tela e sem dúvida faz de seu visual, a característica que mais chama atenção no anime, fora que o roteiro é tão louco quanto a arte da série.

Mais feio

Aoki Hagane no Arpeggio: Ars Nova

Aoki Hagane no Arpeggio: Ars Nova

Aoki Hagane no Arpeggio: Ars Nova dispensa comentários com relação a seu visual, apenas vale ressaltar que a história não compensa muito não.

Ah se a luta livre feminina fosse mesmo desse jeito...

Ah se a luta livre feminina fosse mesmo desse jeito…

Animes mais Ecchi

1º Freezing Vibration

2º Sekai de Ichiban Tsuyoku Naritai

3º Yuusha ni Narenakatta Ore wa Shibushibu Shushoku wo Ketsui Shimashita

O primeira é a continuação de uma série ecchi que gosto bastante, mas nessa segunda temporada o pessoal extrapolou. Já Sekai de Ichiban Tsuyoku Naritai me incomodou um pouco, porque tinha esperanças que mesmo com o ecchi, o lado esportivo fosse minimamente bem tratado, mas… Por fim, Yuusha ni Narenakatta abusa do ecchi e da comédia, para apresentar uma série que não é boa, mas também não é tão ruim, tem seus méritos.

E eu pensei que Free fosse exagerado!

E eu pensei que Free fosse exagerado!

Séries ruins de dar dó

1º Diabolik Lovers

2º Meganebu

As duas séries se resumem em ser fanservices para garotas. Na primeira temos fanservice para garotas que devem gostar de apanhar e na segunda tem apenas um bando de garotos bishounen de óculos que criam planos idiotas e fazem poses estranhas. De fato nenhuma das séries apresenta uma história que vá para frente, por isso acho que boa parte público alvo também não está curtindo, mas tem aquela outra parte que deve ter fantasias até com os personagens de Kaiji e deve está adorando.

Maiores Decepções

Belo uniforme!

Belo uniforme!

1º BlazBlue: Alter Memory

2º Kill la Kill

3º Aoki Hagane no Arpeggio: Ars Nova

4º Sekai de Ichiban Tsuyoku Naritai

5º Freezing Vibration

BlazBlue prometeu que seria a série que mostraria que dar pra fazer animes bons baseados em jogos de luta (ele ressalta a promessa no episódio 1), mas o que vemos é uma história completamente sem nexo, o único ponto relativamente interessante são as lutas. Kill la Kill não é um anime ruim, mas a forma como ele se vendeu, como sendo quase o novo Gurren Lagann e como uma série colegial empolgante como nunca vimos, foi tão exagerada quanto as cenas ecchi do anime. O absurdo da série tem lá seu charme e o visual diferente é bem legal, mas de fato o anime é muito menos do que o grande público esperava, principalmente quem estava empolgado por ser da mesma equipe de Gurren Lagann. Ars Nova não é um anime que gerou tanta expectativa, mas o visual, que ao menos das fragatas parecia apresentar um CG razoável, se  mostrou pior do que o imaginado. Já falei de Sekai IchibanFreezing acima.

Makunouchi Ippo

O Ippo não mudou nadinha…

Melhores protagonistas masculinos

1º Makunouchi Ippo (Hajime no Ippo: Rising)

2º Shiroe (Log Horizon)

3º Hazama Masayoshi (Samurai Flamenco)

4º Onoda Sakamichi (Yowamushi Pedal)

5º Sawamura Eijun (Diamond no Ace)

Não acho que vale a pena eu ficar aqui discursando sobre cada um desses personagens, mas vale ressaltar que além dos personagens bacanas, os animes de que eles fazem parte também são muito bons.

Mirai no Moe seria um bom subtítulo para esse anime.

Mirai no Moe seria um bom subtítulo para esse anime.

Melhores protagonistas femininas

1ª Yarizakura Hime (Yozakura Quartet)

2ª Kuriyama Mirai (Kyoukai no Kanata)

3ª Matoi Ryuuko (Kill la Kill)

4ª Hozuki Ferrari (Galilei Donna)

5ª Saeki Makoto (Gingitsune)

São poucos os animes com protagonistas femininas, mas algumas são muita bacanas. A primeira da lista pode ser contestada por muitos, mas tanto a personagem, quanto a série me agradam bastante. Todas as demais tem seu charme bem a mostra, a Mirai  é a jovem Moe de óculos que encanta por seu jeito estabanado e inocente, já a Ryuuko tem muita coragem para alcançar seus objetivos, mesmo que tenho que vestir um uniforme minúsculo para isso, a caçula das irmãs Ferrari é uma pequena gênia inocente e também muito corajosa, por fim, a sacerdotisa adolescente de Gigitsune é uma personagem generosa, embora meio cabeça dura. Vale ressaltar que, diferente dos animes do top de personagens masculinos, a maioria dos animes dessa lista estão entre medianos e bons.

Enfim é isto! Espero que tenham curtido e fiquem atentos aos comentários no facebook do Anime Portfolio. Volto a falar desse assunto em um um Animecotecast futuro. Até mais!

Eu li – Shingeki no Kyojin 1 a 5 e Freezing 8 a 11

Olá a todos! Mais uma coluna sendo ressuscitada, na verdade fazia algumas semanas que estava para escrever um texto sobre esses volumes iniciais de Shingeki no Kyojin, mas decidi esperar até a grande revelação dessa primeira parte aparecer no anime, coisa que só aconteceu de fato no último episódio. Sobre Freezing, é hora de contar um pouco sobre o desfecho da saga que comentei na edição anterior desta coluna (clique aqui para ler o post citado) e o início da melhor saga até então dentre o que saiu aqui no Brasil, como há muitas personagens novas, já aviso que vou me ater a falar da história e deixar alguns nomes de lado. Sem mais delongas, vamos aos comentários.

Shingeki no Kyojin 1 a 5

Canhões? Boa tentativa!

Troll Master Detected

Em Shingeki no Kyojin somos apresentados a uma  terra completamente desolada devido a uma espécie que ameaça a existência da raça humana, os titãs. A aparência desses seres é similar a raça humana, mas  eles se alimentam exclusivamente de seres humanos, mesmo que não precisem se alimentar, e são bem mais altos que humanos, tendo entre 3 e 15 metros, ou pelo menos é isso que os humanos sobreviventes acreditavam até um certo evento ocorrer. Para se livrar da ameaça titã, a humanidade, ou pelo menos a parte até agora apresentada, construiu uma fortaleza circular com 3 níveis protegidos por muralhas gigantescas e extremamente sólidas e criaram vilarejos satélites em pontos estratégicos da parte mais externa da primeira Fortaleza, para que servissem como chamariz para os titãs no caso de conseguirem atacar as fortalezas, pois é sabido que os titãs normais são mais atraídos por um número concentrado de pessoas.

Cem anos se passaram e eis que começa nossa história, quando somos apresentados aos jovens Eren e Mikasa, irmãos de criação que vivem em um dos vilarejos satélites. Eren sonha em um dia sair de dentro das fortalezas e explorar o mundo, já Mikasa, que aparentemente é a última descendente do que seria povo asiático antes do ataque dos titãs, só quer continuar com sua família atual. Cem anos deixaram acomodados os humanos e principalmente o exército, que tem a função de defender as pessoas contra possíveis insurgências titãs, mas tudo mudou em um instante quando surgiu um titã colossal vindo do nada e com mais de 50 metros, o tamanho das muralharas que cercam as fortalezas, e ele destruiu a muralha externa, ou parte dela, o bastante para que os titãs menores entrassem e começasse um verdadeiro massacre, o que dentre outras coisas, deixou Eren e Mikasa mais uma vez, orfão de mãe, enquanto o pai de Eren e padrasto de Mikasa tinha saído em um certa expedição. Eren jurou matar os titãs, se vingar por sua mãe e retomar o controle do mundo para os humanos e Mikasa decidiu está junto de Eren sempre, pois ele é sua única família agora. Além deles, seu amigo Armin também decidiu fazer o possível para ajudar os humanos a derrotar o titãs. Cinco anos depois eles se juntaram ao exército e um dia antes de se formarem oficialmente e ir para uma das três divisões existentes, o titã colossal surgiu novamente para atacar a segunda muralha da humanidade, mas dessa vez, Eren e Mikasa resolvem fazer o possível para impedir que os titãs invadam a segunda fortaleza, mas Eren acaba sendo engolido por um titã na frente de Armin que não consegue fazer nada para salvar o amigo, enquanto isso Mikasa ajuda os civis a se refugiarem em uma parte mais protegida da fortaleza, até que decide ir ajudar o grupo de Eren. Como um soldado de elite que se tornou, Mikasa logo detém os titãs em seu caminho e chega até seus colegas de treinamento e até Armin para então descobrir o que aconteceu com Eren.

shingeki no Kyojin reviewEla não sabe o que fazer, mas tenta parecer forte, no entanto está prestes a ser devorada por um titã quando um outro titã vem e derrota este usando técnicas humanas e salvando Mikasa, não muito tempo depois descobrimos que este titã que enfrenta seus iguais é ninguém menos que Eren, que não só se tornou alguém capaz de se transformar em um titã, mas capaz de talvez mudar o rumo da guerra contra os titãs. Os humanos finalmente vencem esta batalha e cuidam do buraco na muralha feito pelo titã colossal com ajuda do poder de Eren. E o quinto volume termina com a primeira missão externa de Eren e dos novos membros da tropa de expedição e ataque aos titãs.

Bastante intenso este começo, com uma reviravolta grande quando descobrimos que Eren tem esta capacidade e mais ainda quando descobrimos que o pai de Eren pode saber o segredo por trás dos titãs, mas essa parte é melhor não contar para quem ainda está vendo só o anime. Fazia tempo que eu não lia um mangá no computador, mesmo assim, agradeço os parceiros dos MangaHost, que tem a série até onde foi traduzida para português. O roteiro da série é bem empolgante e as informações extras presentes no mangá são excelentes para causar mais imersão naquele mundo, porém a arte do mangá é realmente muito fraca se comparada a outras obras do gênero shonen de batalha. Não tenho certeza se continuarei acompanhando o mangá por enquanto, quem sabe um dia não sai por aqui, seria uma boa, minha caras editoras nacionais. No mais, é uma série recomendada, embora eu ache que o anime é melhor, no entanto menos completo, se desse para ter mais coisas extras, alguns ovas com as histórias paralelas e as informações a mais, presentes no mangá, seria melhor, mas não tenho tanta esperança que o anime se torne uma nova franquia gigantesca, acho que está mais para um sucesso no estilo de Sword Art Online, porém isso só daqui a um tempo que comprovaremos.

Freezing 8 a 11

A humanidade é sempre cruel, né?

A edição nacional é legal, mas essa capa diz tudo sobre a diferença de qualidade.

Serei um pouco mais breve ao falar de Freezing, pois a série está bem adiantada e não quero muitas reclamações de quem caiu de paraquedas nesse momento da história, mas vale ressaltar que desde a edição 7 já estamos no terreno do que devemos ver na segunda temporada do anime, então quem só viu a primeira temporada receberá spoiler, no entanto tentarei ser gentil e falar só o essencial para tentar empolgá-los um pouco com  o que está por vir.

Na edição 8 temos o final derradeiro da saga do hotel em Bali, aparentemente o irmão de Satellizer conseguiu tomar o controle da situação, mas Kazuya não consegue aceitar este fato, porém Louis fica louco e manda sua parceira atacar o jovem, no entanto Satellizer não permite e começa uma verdadeira batalha de nervos que por pouco termina com a redenção de Louis e com Satellizer livre do controle do irmão. Ainda nessa edição temos o prólogo da saga das e-pandoras, quando Chiffon, Elizabeth, Satellizer e Lana são convocadas, junto com seus respectivos limiters, a ajudar nesse projeto que poderá  mudar o rumo da guerra contra os Novas.

Nas edições seguintes temos o início da nova saga que começa com a apresentação de diversas pandoras, vindas de todos os lugares do mundo, mas especificamente as terceiranistas mais poderosas, que foram convocadas para ajudar neste projeto que visa desenvolver um modo de implantar estigmatas em humanas comuns, afim de torná-las pandoras tão poderosas quanto as atuais pandoras. Após um  capítulo de apresentações começam os testes e as e-pandoras são completamente derrotadas pelas verdadeiras pandoras, mas para que o projeto não pare, uma das e-pandoras se submete a experimentação de uma droga que supostamente é capaz de conter os efeitos de forçar o aumento da sincronização destas com os estigmatas, no entanto a experiência dar errada e a e-pandora acaba ficando descontrolada e assumindo a “Nova form”, sendo essa uma forma ainda mais poderosa que a que conhecemos anteriormente no ataque a Genetics japonesa. Infelizmente para deter a jovem e-pandora foi necessário matá-la, mas isso causa um grande remorso nas e-pandoras remanescentes e Elizabeth Mably toma as dores dessas garotas e decide revelar os podres do projeto e confrontar a Chevalier, porém a Chevalier consegue rechaçar sua tentativa e tanto ela é punida como toda o império da família Mably entra em colapso. Independente do ocorrido, os testes com as novas e-pandoras devem seguir, mas como forma de acabar com o primeiro grupo de e-pandoras, que, segundo a Chevalier, se mostrou um fracasso para o projeto,  é planejado ministrar a droga experimental mais uma vez, mas agora em todas as e-pandoras, porém essas decidem fazer um plano para tentar fugir ou acabar completamente com o projeto e para isso elas ministram a droga experimental em si mesmas, afim de ao menos por algum tempo terem poder para lutar contra as pandoras verdadeiras que poderiam impedi-las, mas o que não era esperado é que Elizabeth, Satellizer e Lana se unissem as e-pandoras e que Cassie Lockhart ajudasse essas como forma de retribuir a Satellizer, que havia salvado ela no Nova Clash anterior. O que será que acontecerá no fim dessa saga?  Somente saberemos nos próximos volumes.

De longe essa é a melhor saga, com as melhores lutas, as pandoras mais incríveis , com um fanservice um pouco mais contido e levantando o questionamento sobre as intenções da Chevalier, afinal será que vale tudo para vencer os Novas? E será que realmente vencer os Novas é único objetivo da Chevalier? Estou ansiosíssimo para ver essa saga na segunda temporada do anime, já deu para ver um pouco nos trailers da nova temporada e deve ficar muito bom. Freezing ainda é um dos mangás mais interessantes que estou lendo, uma pena ser tão menosprezado pelo preconceito bobo que alguns tem com o teor ecchi da obra.

Considerações finais sobre Kotoura-san

Um anime com muito potencial, mas...

Um anime com muito potencial, mas…

Não encontrei nenhuma resenha em português do anime, apenas primeiras impressões, então caso não conheça nada de Kotoura-san, lhes indico que leiam o texto desse link em que apresentei informações do 1º ao 7º episódio desta série.

Título: Kotoura-san
Autor(a) do mangá: Enokids
Gêneros: Romance, Comédia, Drama, Sobrenatural
Número de episódios: 12
Ano de Lançamento: 2013
Produtora: AIC Classic
Diretor: Oota Masahiko

A obra gira em torno da jovem Kotoura Haruka, uma menina que tem dificuldades de relacionamento, pois foi muito mal tradada durante a infância devido a um poder sobrenatural que possui. Kotoura pode ler mentes. Tudo muda na vida de Kotoura ao conhecer o jovem Manabe Yoshihisa e ao ser convidada para entrar para o “clube de pesquisa de poderes paranormais” da escola que começa a frequentar no colegial.

Como a imagem acima já mostra, o visual tanto dos cenários quanto dos personagens de Kotoura-san é bastante simplório, embora não seja ruim, apenas não ajuda muito. A animação da série é bem concisa e sem grandes falhas aparentes. A trilha sonora  é muito interessante, contendo temas mais alegres e outros bem trágicos, o que combina muito com a história e ajudam ao espectador se sentir no clima da série. Particularmanete gosto bastante da abertura e do encerramento do anime. Quanto a dublagem,  é bem agradável e todos os dubladores merecem congratulações pelo bom trabalho.

O ponto mais interessante da série é o roteiro, mas ele também tem vários furos que comprometem parte da obra.  O que mais chama atenção para a série é exatamente o início dramático, onde nos é apresentado o passado da protagonista, início esse que cobre praticamente todo o primeiro episódio e que fez muitos pensarem que a obra teria esse clima mais pesado em contraste com a comédia colegial que a cerca, porém o que vemos a partir dos episódios posteriores é uma queda, mas não desaparecimento, desse lado mais trágico, em detrimento da comédia colegial e do romance, o que não é prejudicial a obra, mas em certas partes mais a frente da série, a menor importância desse lado trágico se mostra um fator negativo, pois apesar de tudo, a trama gira em torno dos trumas da protagonista, porém a cada problema que surge com relação a isso, a solução é extremamente rápida, ao ponto de não haver tempo para se importar muito com a tragédia das mini sagas.

Um elemento bacana da série são os personagens muito bem contruidos e com personalidades bastante consistentes, que evoluem de forma adequada. Por exemplo, a protagonista Kotoura-san começa como uma menina inocente e depressiva e termina como uma menina inocente e menos derpressiva, embora ainda insegura. O Manabe, começa como um jovem irresponsável e tarado e termina como um personagem um pouco mais reponsável, mas ainda tarado, mesmo com o desenrolar do seu relacionamento amoroso.

Talvez o maior problema do anime seja o número diminuto de episódios, pois claramente a série é apressada. Além disso, o final, embora um tanto conclusivo, ainda deixa tudo muito em aberto, o que faz sentido pelo fato do mangá só ter 4 volumes até o momento, porém a trama não necessitava de um andamento tão rápido.

Enfim, Kotoura-san é um anime divertido, mas que está longe de ser memorável, no entanto ainda vale a conferida se você não tiver tanto problema com o visual da série, porque o roteiro, mesmo com falhas, é muito interessante e divertido.