O ogro azul dos fãs de anime e mangá…

Arquivo para a categoria ‘Matérias Especiais’

Até mais, e obrigado pelos peixes!

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Bang!

Então… meio que já tinha dado pistas nos últimos posts, mas agora estou oficializando uma decisão que já foi tomada há algum tempo. Resumindo, esse é o último post do Anime Porftolio (mas seja legal e leia o post até o fim!). 

Os motivos para parar de postar no blog são pessoais e, embora não seja nada mirabolante ou que esteja afetando minha vida pessoal grandemente, eu vou me reservar o direito de omiti-los. Em vez de explicar os motivos para o fim, prefiro explicar o que vem adiante, mas não antes de já agradecer profundamente a todos os leitores do blog nesses quase 7 anos de existência.

Muito obrigado pelo apoio de todos nesse período! Tenho certeza que nem sempre o blog agradou a todos, mas certamente vale muito a pena guardar os bons momentos, as boas informações, as boas indicações e talvez o bom conhecimento que eu e todos os autores do blog tentamos passar nesse tempo em que esta página esteve em atividade. Um agradecimento especial aos parceiros do blog que nos apoiaram nessa empreitada, e mais especialmente aos blogs Animecote e Netoin, que sempre me apoiaram e que continuam me apoiando nos projetos malucos que bolei.

E agora o que acontece?

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Esse post marca o fim das postagens no Anime Portfolio, mas o blog não chega ao fim hoje, na verdade tem tanto conteúdo que a nós (a equipe) orgulha, que não poderíamos simplesmente deixar tudo para lá. Além disso, o fim das postagens no Anime Portfolio não marca o fim das atividades de todos os autores do blog. Eu, o velho e maluco administrador desse blog ainda continuarei a blogar, mas em outros locais. Então isso é o que posso falar sobre o futuro do conteúdo do blog e sobre alguns autores:

  • O Kyon continuará sofrendo com o tratamento da Haruhi, mas nada sabemos se ele voltará um dia a escrever seus sarcásticos comentários sobre anime.
  • O Aiscrim (André) irá continuar escrevendo sobre videogame no Intersect News, continuará seus contos no Aisvêrse e continuará participando, sempre que possível, do Kyoudai Podcast.
  • Eu (o Administrador do blog) me manterei postando podcasts e contos no Yopinando, e além de participar dos podcasts, eu me tornei redator do Animecote.
  • Ainda sobre minha participação no Animecote, parte dos textos que publicarei lá de agora em diante serão continuações de certas colunas que postava aqui, dentre as quais o Pensador Otaku e A resposta é 42 são duas que manterei. Ainda não sei ao certo se manterei alguma outra. Além disso, certas matérias especiais e textos egressos dessas colunas que fazem parte do Anime Portfolio serão revisados, atualizados e repostados no Animecote. Ainda não está definido que textos serão relançados, mas a frequência de relançamentos não deve ser maior que 2 textos por mês.
  • As resenhas, e outros textos opinativos e expositivos, que consideramos atemporais e que não gostaríamos que fossem completamente esquecidos no limbo do passado da internet, serão revisados e atualizados por mim e pelo Aiscrim (por enquanto apenas por nós dois), para futuramente (provavelmente no primeiro semestre de 2016) serem compilados e relançados como uma publicação digital similar a uma revista.
  • Apenas após o lançamento da compilação citada acima,  o blog será fechado, até lá será possível acessá-lo e ver todo o conteúdo publicado no blog, inclusive os extremamente datados.
  • Nada posso dizer sobre os demais autores do blog, apenas posso afirmar que sempre contarão com meu apoio em qualquer projeto que venham a me apresentar.
  • O Projeto Conhecendo o Mercado Naccional de Mangás continuará sendo publicado nos blogs participantes do mesmo, com exceção do Anime Portfolio. E aquele imenso texto que preparo todo mês sobre o formulário mensal do projeto passará a ser publicado no Animecote.
  • Como já mencionado anteriormente, o Kyoudai Podcast continuará sendo gravado ao vivo e publicado no youtube, no Animecote e no Netoina cada duas semanas.
  • O podcast Sobre Músicas e Animes continuará sendo publicado no Yopinando, mas também será publicado no Animecote.
  • Os demais podcasts (Yopinando Shinbun, Yohohoho, SensouCast e Animecotecast) que eram publicados (também) aqui continuarão sendo publicados nos seus blogs de origem, o Yopinando e o Animecote.
  • Por último, a página do facebook e os twitters do blog serão desativados dia 25/09/2015.

o último Adeus Até mais

Dito isso (ou escrito isso), gostaria de agradecer pela última vez a todos os leitores, autores, comentaristas e parceiros do Anime Portfolio. Foram quase 7 anos de uma história memorável, que espero que tenha influenciado positivamente a cada um de vocês, ao menos a minha vida foi muito positivamente influenciada. Espero revê-los no Yopinando, no Animecote e em qualquer outro local da internet pelo qual passar (ou ao vivo quem sabe?). Como nunca se sabe o que acontecerá no futuro, em vez de um adeus, prefiro terminar esse texto como um bom golfinho faria (mesmo eu não sendo um golfinho, ou será que sou…), dizendo Até mais!  

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Extras de Mangá #6: Um pouco sobre OAD…

Olá! Hoje é dia de falar de Anime na coluna dedicada mangá, mas como assim? Hoje vou falar um pouco sobre OAD, ou Original Animation DVD, um termo utilizado principalmente para animações produzidas diretamente para Home Video que se difere de OVA (Original Video Animation ou Original Animation Video – OAV) poque OAD‘s são produções costumeiramente mais baratas e que são lançados juntamente com edições especiais de volumes de mangá.

xxxHOLiC: Rou, primeir OAD que adapta uma pequena parte do mangá xxxHolic: Rei

xxxHOLiC: Rou, primeiro OAD que adapta uma pequena parte do mangá xxxHolic: Rei

Enfim, OAD‘s tem a função de impulsionar a venda de certos volumes de mangá e servem muitas vezes como complemento de certas adaptações animadas que não cobrem toda história de um mangá em são baseadas. Diferente de OVA‘s (que começaram ser produzidos no Japão no fim dos anos 70) o costume de se lançar OAD‘s é relativamente recente. No início era comum OAD‘s serem lançados apenas com os volumes finais de certos mangás, mas com o tempo se tornou cada vez mais comum eles serem usados para adaptar arcos intermediários, ou histórias lançadas em extras do mangá original. Além disso, se tornou também comum o uso (algumas vezes) de OAD‘s em vez de OVA‘s para medir a popularidade e possivelmente analisar se vale a pena adaptar um mangá para anime.

Vale ressaltar que a utilização de OAD’s como forma de promover a venda de um volume de mangá é comum apenas no Japão e por isso mesmo não vemos muitos OAD’s ganharem versões ocidentais de maneira oficial, principalmente devido ao custo elevado de licenciamento e o custo da própria mídia, pois  muitas vezes o OAD custa quase o mesmo preço de um DVD ou Bluray comum de uma série de anime.

Enfim, o que há de bom em OAD‘s? Não existe nada de especial em um OAD’s na prática, pelo menos nada que o diferencie de um ou mais episódios de uma série de anime ou de um OVA. O grande mérito desse tipo de produto está no fato das editoras oferecerem um material a mais para colecionadores e fãs daquele mangá ao qual o OAD é associado, pois se um fã já vibra por seu mangá ter uma ou mais páginas coloridas, imagina ter uma animação que adapta especificamente um certo arco ou um extra do mangá.

School Rumble San Gakki - Seria terceira temporada mesmo?

School Rumble San Gakki seria uma terceira temporada mesmo?

Então você está me dizendo que um OAD só tem vantagens, já que o que o fã do mangá vai ter um material extra a mais (caso possa pagar por isso)? Na prática sim, muito embora OAD’s possam ser meio cruéis com pessoas que apenas acompanham anime, pois eles geralmente (quando não adaptam spinoffs) apresentam um grande spoiler, já que não respeitam a cronologia de uma série de anime. Por exemplo, A algum tempo saiu um OAD de Assassination Classroom antes da série de tv. Ignorando as questões técnicas, esse OAD apresentava um arco que apenas é mostrado no terceiro volume do mangá. Quem não lia o mangá certamente recebeu spoilers se viu esse OAD antes da série de anime estrear e ainda por cima foi jogado em uma trama sem saber sequer a ideia base do mangá.

Isso tudo não significa que OAD‘s são ruins, eles continuam sendo um extra bacana, pois por exemplo, nunca poderíamos ver uma versão animada do final do mangá School Rumble não fosse o OAD School Rumble San Gakki. Essa animação apresentou um grande pulo na narrativa em relação ao fim da segunda temporada do anime de School Rumble, mas para o público alvo dele (do OAD), que eram os fãs que leram o mangá  até o fim, foi um extra realmente incrível, já que o mesmo tem uma qualidade tão boa quanto a qualidade da clássica adaptação do mangá para série de anime.

Enfim, é uma pena que não possamos ter OAD‘s de certos animes aqui no ocidente, mas eu pelo menos vou continuar na torcida para que mais OAD‘s sejam produzidos. Como um fã de anime e de mangá eu só agradeço, ainda que eu implique um pouco com a qualidade de alguns OAD‘s.

Espero que tenham curtido saber mais sobre OAD e que comentam o que vocês acham de OAD‘s? E qual o seu OAD preferido? O meu é School Rumble San Gakki.

ANÁLISE DA PERGUNTA: Qual seu gênero preferido de mangá?

Hoje analisarei a pergunta extra do formulário do mês de Novembro de 2014 do projeto Conhecendo o Mercado Nacional de Mangás. A pergunta foi:

Qual seu gênero preferido de mangá?

Das 178 pessoas que reponderam o formulário supracitado, 123 reponderam a pergunta extra, um número que eu considero interessante. Infelizmente, como pode ser visto na tabela logo abaixo, mesmo com o aviso deixado no formulário para  se desconsiderar demografias, mais de um terço das pessoas ainda responderam a pergunta com uma ou mais demografias e sem citar gêneros. Além disso, algumas poucas pessoas forneceram outras respostas que considero inválidas como “Nenhum específico.”ou “Não tenho uma preferencia.”. De modo que  houve ao todo 68  respostas válidas.

Informações gerais.

Informações gerais (Clique na imagem para vê-la no tamanho original).

Ao todo foram escolhidos 19 gêneros diferente, dentre os quais, 11 foram escolhidos por mais de uma pessoa. Não achei surpreendente que os três gêneros mais citados foram Ação, Aventura e Comédia, mas achei um tanto curioso o quarto gênero mais escolhido ser Slice of Life, já que não é comum mangás desse gênero serem lançados no Brasil. Pessoalmente me entristeceu um pouco o fato de que os gêneros Space Opera e Esportes tenham sido escolhidos por tão poucas pessoas. Confiram abaixo o percentual de escolhas de cada gênero.

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Mais interessante que analisar apenas as escolhas de cada gênero é analisar as escolhas por sexo e faixa etária. Vale ressaltar que houve pessoas que escolheram mais de um gênero, por isso não foram apenas 68 escolhas. A tabela abaixo mostra com mais detalhes como ficou a escolha de cada gênero. Ela está ordenada de cima para baixo pela quantidade de escolhas de cada gênero.

Escolhas por sexo e faixa etária.

Escolhas por sexo e faixa etária.

Dentre as mulheres os gêneros mais escolhidos foram Aventura, Fantasia e ficção e Ação. Sendo o preferido entre mulheres de 10 a 15 anos o gênero Fantasia e ficção. Entre mulheres de 16 a 24 anos (a principal faixa etária do formulário) o gênero Aventura foi o campeão. Entre mulheres de 25 a 30 anos houve um empate de preferências entre os gêneros Aventura, Fantasia e ficção e Ficção científica. Por último, apenas uma mulher com mais de 30 anos respondeu a pergunta e a mesma escolheu o gênero Nonsense.

Dentre os homens os gêneros mais escolhidos foram Ação, Comédia, Slice of life e Psicológico. Sendo o preferido entre homens de 10 a 15 anos os gêneros Slice of life, Romance, Thriller, Crime e Ecchi. Entre homens de 16 a 24 anos (a principal faixa etária do formulário) o gênero Psicológico foi o campeão. Entre homens de 25 a 30 anos os gêneros preferidos foram Aventura Ação. Finalmente, entre homens com mais de 30 anos o gênero preferido foi Comédia.

Algumas das conclusões que retiro desse resultado são: (i) Muitos ainda confundem demografia com gênero (isso pode ser um bom tema para discussões futuras); (ii) ainda há gêneros de mangás não comuns ao mercado nacional que os leitores gostariam de ver com mais frequência nas bancas e lojas especializadas;  (iii) apesar de haver gêneros que são preteridos por pessoas de ambos os sexos, há uma variação de gostos a se considerar entre diferentes faixa-etárias, o que mostra que é realmente importante haver uma ampla variedade de gêneros para suprir o mercado; e (iv) infelizmente ainda não vale a pena apostar em certos gêneros (particularmente eu gostaria muito de mangás space operas, mas não parece ser muito rentável lançá-los por aqui).

Espero que tenham curtido esse post e até mais!

7.5 Memoráveis Nerds dos Animes

Se você é nerd já deve saber que hoje, 25 de maio, é o Dia da Toalha, uma homenagem muito merecida a Douglas Adams, um dos maiores escritores nerds do século 20, que criou a divertidíssima saga do Mochileiro das Galáxias. Além disso, esse dia também é conhecido como dia do orgulho nerd (particularmente eu prefiro só dia da toalha).

O termo “Nerd” surgiu como uma forma de identificar pessoas que possuíam um interesse acima do normal pelas diversas ciências, mas com um foco também voltado para os elementos e produtos culturais que essas pessoas consumiam e produziam.  Com o passar do tempo esse termo passou a identificar o grupo formado por pessoas que gostam de um ou mais elementos da cultura pop, ou da cultura visual contemporânea (alguns usarão o termo cultura visual “moderna”) acima do normal, dedicando uma boa parte do seu tempo ao estudo, ao aprimoramento e a divulgação deste ou destes elementos da cultura pop, que cada uma dessas pessoas gosta.

Assim sendo, em parte a grande maioria dos otakus são nerds, em especial aqueles que tentam agir como divulgadores e aprimoradores dos elementos da cultura otaku. Porém, a lista abaixo não leva em consideração apenas se o personagem é otaku, mas personagens que consomem elementos diversos da cultura visual e das diversas ciências e que os divulgam ou que os implementam no seu dia a dia, além de ser categoricamente bem visível seu apelo nerd.

Enfim, vamos a lista…

1 – Makoto Kousaka

MakotoQuem conhece o mangá e o anime Genshiken sabe que muitos dos personagens desse anime poderiam está nessa lista, mas escolhi o Kousaka por uma questão especial: Ele é a prova animada de que as aparências enganam. Quando se pensa na figura de um nerd, geralmente ninguém pensa em um bishounen, mas Kousaka é exatamente isso e ele preenche todos os requisitos indispensáveis para ser considerado nerd, até mais que muitos dos seus amigos otakus de seu clube universitário.

Kousaka é extremamente inteligente, um otaku completo, um gamer imbatível, conhece elementos de cultura visual como quase ninguém e após se formar passou a trabalhar em uma empresa desenvolvedora de jogos, de modo que passou efetivamente a contribuir no desenvolvimento de mais produtos nerds e otakus. Um nerd de carteirinha que muitas garotas adorariam ter como namorado (até saber o quão nerd ele é), mas que possui uma namorada bem difícil.

2 – Edward Wong Hau Pepelu Tivrusky IV

Françoise, ou Edward9_EdFlyBebop2 Wong Hau Pepelu Tivrusky IV (como ela se auto-nomeou), ou simplesmente Ed, é uma das personagens mais queridas dos fãs de Cowboy Bebop e não apenas por seu carisma, mas também por sua inteligência e suas habilidades de hacker que a tornam uma Geek de primeira.

Ed certamente é uma pessoa que vive em ritmo completamente diferente dos resto das outras pessoas, mas que sabe ser amável com todos de quem ela gosta, além de ter coragem de enganar um planeta inteiro só para mostrar suas habilidades e conseguir o que quer. Essa lista sem dúvida não estaria completa sem sua presença.

3 – Shiroe

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Shiroe, o estrategista, ou o vilão de óculos, são apenas algumas das alcunhas que esse personagem possui. Um jovem adulto que se ver preso dentro de um mundo de fantasia similar a um MMORPG que ele jogava. E agora ele tem de usar o seu conhecimento e sua inteligência para ajudar seus amigos e toda uma população de outras pessoas que também estão presas nesse mundo.

Apesar de não ser claramente visível seu lado nerd, tirando o fato de ser um jogador de MMORPG, boa parte de suas estratégias e de seu conhecimento empregado ao longo da história da novel e anime Log Horizon tornam claro que Shiroe também merece sem dúvida está nessa lista.

4 – Sanzenin Nagi

Vocês p1403444odem perguntar o que uma jovenzinha rica estaria fazendo nessa lista? E a resposta é simples, Sanzenin Nagi de Hayate no Gotoku! é um dos personagens mais nerds (infelizmente também é uma neet hikkikomori) dos animes e mangás. Qual nerd não adoraria morar numa mansão cheia de quartas e ter por exemplo, um quarto diferente para cada um dos seus consoles? Além disso, é impressionante seu apelo por manter coleções de seus jogos, filmes, bonecos e animações preferidas. Nagi ainda tem muito a aprender para um dia ser um membro contribuinte da cultura nerd, mas sem dúvida com a ajuda de seu mordomo de combate, e talvez de seu tigre falante, ela irá se tornar uma grande mulher.

5 – Sommelier

261185É fácil explicar porque esse personagem de Denki-gai no Honya-san está na lista, afinal ele não é conhecido como um sommelier por qualquer motivo. Um experiente trabalhador de uma livraria especializada em produtos otakus, e um grande conhecedor de novels e mangás.

Uma vez por semana utiliza seus amplos conhecimentos para ajudar jovens e adultos a descobrirem produtos que certamente os farão felizes. Talvez alguns achem estranho sua pequena quedinha por garotas pequenas, mas em nada isso diminui o grande homem e nerd que esse personagem é.

É sempre difícil descobrir novos produtos de cultura que nos agradem e por isso pessoas como o Sommelier são tão importantes para o mundo nerd. Mesmo que ele seja o homem de poucas palavras, o que o impede de participar de um podcast, ele contribui efetivamente para a divulgação da cultura otaku e nerd.

6 – Izumi Konata

Lucky_Star___Konata_Izumi_2_by_EmadGfxPara muitos Izumi Konata de Lucky Star é o símbolo atual da cultura otaku e claramente podemos chamá-la de nerd não apenas pelo seu empenho em se mostrar otaku, mas também pelo sua maneira de se comunicar, sempre usando as mais diversas referências para fazer um paralelo com situações e pessoas com as quais ela convive.

Konata pode não ser uma contribuinte exímia do mundo nerd e ainda que muitos possam criticar dizendo que ela é apenas uma otaku, por toda a simbologia que por si só ela representa é impossível fazer uma lista como essa e não adicioná-la

7 – Usui Kazuhoshi

Para finalizar essa lista não poderia faltar um dos maiores ne948613_1328877319510_fullrds dos shounens de comédia. Usui Kazuhoshi, ou Switch, de Sket Dance não é apenas um estranho que usa uma voz criada em um software de computador que ele mesmo desenvolveu para se comunicar, mas é também um completo nerd.

Ele não tem nenhum problema em mostrar para todos o seu conhecimento e seu gosto pela cultura nerd. E facilmente podemos dizer que Switch é um dos principais representantes dos nerds nos animes e mangás, por isso ele está nessa lista.

7.5 Sakata Gintoki

155537O protagonista de Gintama, Sakata Gintoki, talvez não haja como nerd e está longe de ser um contribuinte e grande divulgador dessa cultura, mais é um consumidor voraz de mídias ditas otakus. Além de fazer referências aos mais diversos personagens da cultura visual,  ele ainda é um fanático pela revista Shounen Jump como mutos otakus. Não sei ao certo se posso chamá-lo de nerd, mas ele tem vários gostos e costumes que muitos dos nerds de hoje possuem.

 

Enfim, espero que curtam a lista acima e coloquem nos comentários que outro personagem nerd de anime você acha que merecia ser mencionado.

Card Games, Animes, Anjos & Dragões

Esse texto é uma matéria não patrocinada que visa promover um novo Card Game nacional, enquanto apresenta a correlação entre card games, animes e o Brasil. Espero que curtam o texto preparado pelo André Luiz Silva Negrão especialmente para divulgação desse trabalho. Caso se interessem por conhecer mais sobre esse novo card game acessem o facebook do projeto: facebook.com/pages/Anjos-Dragões/236907263169608. No fim desse post deixarei minhas considerações iniciais sobre o material (de divulgação e não do jogo).

Card games, animes e Brasil

Desde o lançamento do Yugioh! Card Games e Animes tem andado de mãos dadas. No Japão temos diversos Animes baseados em Card Games e alguns como Duel Masters e Cardfight Vanguard! até chegaram ao USA.  No Brasil o Yugioh! fez um extremo sucesso no inicio do milênio, conquistando diversos fãs de Anime e uma legião de jogadores.

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Mas o tempo passou…

Se durante a chegada do Yugioh! o Brasil era repleto de duelistas, hoje o numero é bem menor.  O jogo chega ao nosso país a um preço absurdo e, para muitos, a brincadeira ficou complicada demais, com cards possuindo textos enormes (e minúsculos) e excessivas combinações com cartas específicas.

Mas agora é hora do duelo novamente!

Anjos & Dragões - Marca

A Fiero Jogos, uma empresa de jogos nacional, está trabalhando no Anjos & Dragões, um Card Game nacional com visual Anime, nos moldes do Yugioh!.

O foco da Fiero Jogos é oferecer desafios divertidos para o jogador brasileiro a um preço compatível com sua realidade.

Luz - Guerreiro SagradoNada de boosters aleatórios com cartas Ultra Mega Raras que só aparecem 1 a cada 50 pacotes. O jogo será vendido em 4 baralhos diferentes, um de cada facção do jogo, possuindo TODAS as cartas necessárias para se jogar competivamente. Comprando um baralho já é possível desafiar os amigos, mas com os 4 baralhos o jogador já possui TODAS as cartas do jogo para elaborar qualquer estratégia. E tudo isso a preço justo.

 

O jogo é fácil de aprender e possui partidas rápidas, entre 15 a 30 minutos. A arte é baseada no estilo Mangá, dando aquele gostinho de Card Game nipônico.

Anjos & Dragões é uma boa opção para o duelista brasileiro que deseja ser competitivo gastando pouco.

O jogo será lançado em breve via Financiamento Coletivo. Acompanhe novidades na página do jogo e fique ligado.

facebook.com/pages/Anjos-Dragões/236907263169608

A hora do duelo está de volta!

André Luiz Silva Negrão

 

A algum tempo fui procurado pelo André Luiz via e-mail e foi aí que conheci o projeto Anjos & Dragões e como acredito que seja um projeto muito bacana, decidi divulgá-lo. Particularmente não tenho um grande histórico com Card Games, mas cheguei a jogar Magic, Yugioh (o oficial e aquelas cartinhas que vinham nos pacotes de salgadinhos), Pokemon (o único que tive  e ainda tenho um deck) e um jogo próprio que criei com a molecado do prédio.

Um dos problemas que tinha na adolescência para jogar esses jogos era realmente a questão financeira, pois haviam decks que custavam mais que um livro completo de D&D e outros jogos de rpg que curtia, e isso quer dizer que tudo chegava muito próximo de três dígitos. Na vida adulta eu até tive a possibilidade de gastar meu dinheiro nesses jogos, mas sempre me pareceu um investimento caro demais para o retorno que eu sabia que teria, dada a minha falta de interesse em ficar saindo nos fins de semana apenas para encontrar que pessoas que os jogam.

Diante disso, a ideia de um novo card game, completamente em português (antigamente o inglês era uma barreira incrível) e por um custo acessível realmente me parece um investimento que vale a pena e olha que eu não ganho nada por essa propaganda. Enfim, vou continuar acompanhando mais sobre o desenvolvimento desse jogo e devo falar de novidades em podcasts. Por hora fica a dica para que acessem a página do jogo no facebook e para confiram mais informações sobre o projeto Anjos & Dragões.

Extras de Mangá #5: Algumas vantagens e desvantagens dos mangás curtos lançados no Brasil

Está no ar (após um longo hiato) a nova edição da coluna mais fanboy deste blog, ou quase. Aqui o assunto é mangá e somente mangá (mais ou menos).

Hoje irei compartilhar um pouco da minha opinião com relação a vantagens e desvantagens de se publicar mangás curtos aqui no Brasil. Para restringir o que eu compreendo por curto com relação a mangás, falarei neste texto de mangás que possuem no máximo 6 volumes. Enfim, vamos adiante.

Uma obra completa do Miura... finalmente consegui.

Uma obra completa do Miura… Finalmente consegui!

Podemos afirmar que a maioria dos mangás lançados no Brasil são de média ou longa duração, sendo obras com 10 ou mais volumes, isso porque naturalmente as editoras optam principalmente em lançar obras que já são famosas que vão lhe dar lucro por um longo tempo e isso não é nenhum problema, pois é até mais comum que bons mangás durem mais no mercado editorial japonês. Claro que ser bom é algo subjetivo e que o mais correto seria dizer que um mangá é popular, mas quando quase ninguém gosta de algo, isso é um indicativo de que essa não é uma boa aposta a ser feita. A questão é que ainda são lançados no Brasil mangás curtos e do ponto de vista de um leitor de mangás ocidental há uma série de vantagens e desvantagens relacionadas à essas obras.

Uma desvantagem é o fato de que quando a obra não é de um autor já consagrado no país, mesmo que você goste do mangá e com isso passe a querer mais obras do autor desse último, é pouco provável que a série venda bem “a não ser que essa obra tenha sido adaptada para anime”. Entre os exemplos que posso citar, temos o excelente Solanin de Inio Asano, que possui apenas dois volumes e que saiu no Brasil pela editora L&PM, que até fez uma campanha mínima de marketing, mas que aparentemente não conseguiu um retorno tão lucrativo. Vale ressaltar que Inio Asano é o mesmo autor de Oyasumi Pun Pun, outra excelente obra, muito bem-quista pelas pessoas na internet, e que sinceramente só irá ter chances de sair no Brasil se for por outra editora e ainda assim são poucas as chances. Claro que também existem as exceções, como o mangá Spicy Pink de Wataru Yoshizumi, que é um josei de apenas dois volumes e que passou despercebido pelo grande público, mesmo assim há pelo menos mais duas obras da autora no Brasil, Ultramaniac e Marmalade Boy. Provavelmente o motivo deste mangá ter sido lançado no Brasil foi devido ao sucesso pontual das outros obras da autora, e por ter saído numa época em que a Panini ainda investia mais em jousei e em shoujos.

Outra desvantagem é o fato de muitos mangás curtos lançados no Brasil não terem o mesmo marketing que obras mais longas, mesmo necessitando bem mais desse marketing. Atualmente editoras como a NewPop e a JBC passaram a publicar com mais frequência obras curtas. Percebe-se que essas editoras estão tentando equiparar o marketing de obras curtas com o que fazem para obras mais longas, enquanto que vejo pouco trabalho nesse sentido vindo da Panini, mesmo ela ainda publicando excelentes mangás curtos como o Gigantomachia, do qual vem a imagem que estampa o topo desse post.

agehaClaro que nem só de ônus vive nosso mercado com relação a obras curtas, na verdade existem várias vantagens tanto para leitor quanto para editora. Uma dessas vantagens está no fato de serem obras em que o investimento é menor e que um mal desempenho não é capaz de gerar uma crise numa editora. Para o leitor, o custeio de uma obra pequena é sempre menor do que de uma obra mais longa. Além disso, por ser menor o risco para a editora, há mais chances de se apostar em gêneros menos famosos. A JBC praticamente recriou um mercado de obras de suspense e terror ao apostar em séries como Another e Senhor dos Espinhos, além da série de média duração, Diário do Futuro. Agora praticamente essa editora sempre está com ou dois títulos dos gêneros terror e suspense em seu catálogo mensal. A Panini a alguns anos costumava apostar em obras jouseis e shoujos curtas, geralmente de romance, mas isso não ocorre mais.

Outra vantagem é que vários autores famosos costumam, vez ou outra, lançar séries pequenas, enquanto publicam suas obras principais que são mais longas. Algumas dessas obras menores acabam sendo lançadas no Brasil devido ao sucesso de uma outra obra maior do autor, que já faz ou fez sucesso no Brasil, assim podemos conferir mais do trabalho daquele autor. Por exemplo, seria pouco provável que Blue Dragon Ral Grad de Takeshi Obata chegasse ao brasil se não fosse o sucesso de Hikaru no Go, posteriormente esse desenhista ainda teve dois outros grandes sucessos em que trabalhou publicados no Brasil, Death Note e Bakuman, além de outra obra curta recentemente lançada, All you Need is Kill. Particularmente eu só tenho as duas obras curtas de Obata, embora tenha lido todas as obras citadas. Hikaru no Go é minha obra preferida dentre as seis, mas sem dúvida a obra em que Obata me deixou boquiaberto com seu traço, foi Blue Dragon Ral Grad.

È importante falar também que apostar em um autor que teve já obras que fizeram um relativo sucesso no país,  nem sempre é bom, principalmente quando a editora vai longe demais. Tenho certeza que toda vez que um mangá curto está para ser selecionado por uma editora, a editora tem ferramentas para medir o quanto essa obra provavelmente é popular ou não nos lugares em que já foi publicada, de modo que apostar em um mangá não muito famoso apenas porque o autor tem certa fama no Brasil pode sair pela culatra. O próprio Blue Dragon Ral Grad eu já conhecia ela antes de ser publicada no Brasil e pelo pouco de conhecimento que tinha, sabia que não era uma obra tão popular, tanto que até onde sei realmente que não foi um mangá muito lucrativo para a JBC.

Para mim que gosto muito de apostar em mangás curtos, não é incomum esbarrar em obras que não me agradam como o mangá Tsumitsuki, mas diante de um mercado em que suas grandes obras tendem muitas vezes a serem de gêneros muito parecidos, as vantagens de apostar em uma séries curtas se sobressai em detrimento das desvantagens, por isso fico feliz que mais mangás curtos venham sendo publicados nos últimos anos. Apenas espero que não se torne a regra usar esse tipo de mangá para apostar em gêneros menos conhecidos e em obras de demografias menos famosas no país, como o shoujo, o jousei e até mesmo o seinen, porque assim não teremos mais a oportunidade de acompanhar outras obras maiores e boas desses gêneros e demografias.

Sei que o texto não chegou a nenhuma grande conclusão, mas a ideia dessa coluna é divagar sobre os vários aspectos dos mangás e não apenas criticar o que há de ruim e nem apenas ressaltar o que há de bom. Espero que tenham gostado e que também reflitam um pouco sobre a publicação de mangás curtos no Brasil.

Análise da pergunta: Se alguma editora nacional lançasse mangás online você compraria (claro que com preço menor que os impressos pela vantagem em relação a distribuição)?

Uma ótima obra digital que acredito que faria sucesso no Brasil.

Uma ótima obra digital que poderia fazer sucesso no Brasil.

Nessa edição não teremos top nacional, mas temos a nova área da coluna Extras de Mangás onde farei sempre uma análise da pergunta extra de um dos formulários do projeto Conhecendo o Mercado Nacional de Mangás (CMNM), e desta vez vamos voltar a outubro de 2013, onde, juntamente às questões comuns do formulário desse mês, foi feita a seguinte pergunta:

Se alguma editora nacional lançasse mangás online você compraria (claro que com preço menor que os impressos pela vantagem em relação a distribuição)?

E para meu espanto e meio que tristeza a quantidade de respostas negativas foi superior e com uma vantagem razoável em relação às resposta positiva como pode ser visto no gráfico abaixo.

MAnga Digital

Mesmo analisando por faixa etária, apenas as pessoas entre 25 e 30 anos acham que poderia ser uma boa ideia publicar mangás digiais no Brasil. Porém foram muito poucos os participantes da pequisas nessas faixas na época em que esse formulário esteve no ar, como pode ser visto na tabela abaixo.

Manga Digital Faixa

Me pergunto se é uma resistência ao digital, se é porque as pessoas acreditam que obras digitais deveriam ser sempre gratuitas, ou se há uma desconfiança sobre como as editoras disponibilizariam essas obras. O mercado digital de quadrinhos existe, embora seja pequeno quando não se considera as publicações amadoras e gratuitas. Por exemplo o site maisgibis.com.br é uma loja de quadrinhos digitais, sendo que a versão impressa de algumas das obras à venda nesse site já foram publicadas. Porém não existe nenhuma iniciativa oficial do tipo para mangás, pelo menos não em língua portuguesa, pois o próprio Crunchyroll permite que os assinantes brasileiros tenham acesso aos mangás que são lá publicados, porém todos estão em inglês.

Particularmente, eu adoraria ver mangás sendo publicados digitalmente no Brasil, inclusive acompanhando notícias de anime e mangá, pode se ver que há uma tendência principalmente no Japão e nos Estados Unidos de publicarem mais e mais obras digitais. No caso do Brasil há uma vantagem imensa já que sabemos, que devido ao tamanho do país e ao fato de o principal tipo de transporte de produtos ser feito por meios viários, o custo com a distribuição é imenso. Além de que essa mesma distribuição é quase que cruel com fãs que não moram no sudeste onde estão as grandes editoras, pois fora a temível distribuição setorizada, ainda existe a tiragem pequena com que certas obras chegam em diversos locais do país e que por vezes gera uma concorrência por produto, já  que muitos dos mangás esgotam rápido.

Enfim, imagino diante desse resultado e do posicionamento de grande parte dos fãs de mangás, que tão cedo não veremos mangás digitais em português por vias oficiais no país, a não ser que alguma editora nos surpreenda, mas não aposto minhas fichas nisso.

A divindade em Mirai Nikki

Uma história de amor muito saudável

Uma história de amor muito saudável

Mirai Nikki é uma obra originalmente publicada como mangá entre 2006 e 2010 na revista Shounen Ace e adaptada para anime em 2011. O universo apresentado brinca desde o primeiro momento com o conceito de divindade, a colocando como prêmio de uma competição de sobrevivência. Uma característica que deuses assumem em Mirai Nikki é a mortalidade. Deus Ex Machina, o deus supremo do tempo e do espaço, que Yuki considera um amigo imaginário inicialmente, está no fim de seu mandato e logo irá morrer. Os escolhidos como candidatos ao cargo são aqueles possuidores de um legítimo diário do futuro, que corresponde aos próprios registros que o usuário faria normalmente, mas deslocados no tempo. As informações contidas nos diários não são um futuro imutável, mas algo que os candidatos, cada um conhecido por um número, podem usar em sua missão de matar os restantes. Ter essa missão não significa que os participantes são assassinos de sangue frio, mas eles são de fato corrompidos pelo processo e por outras circunstâncias.

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One Piece Especial (Guest Post para o Netoin!)

Daqui a cinco dias o blog Netoin!, um dos mais antigos parceiros do Anime Portfolio, criado e administrador pelo meu amigo Carlírio Neto, completará 8 anos de existência e as comemorações já começaram. Dentre os posts especiais feitos para essa comemoração, o meu amigo pediu para vários blogueiros parceiros do Netoin! para escrever posts especiais que ele chamou de Guest Posts sobre assuntos diversos relacionados a anime e mangá. No meu caso foi solicitado que fizesse um post sobre One Piece, que por acaso é meu anime preferido, e eu prontamente atendi ao pedido. Finalmente nessa quinta-feira o tal post foi colocado no ar.

Então, aproveito para fazer a chamada para que todos visitem o Netoin! e vejam não apenas meu post, mas todos os demais posts que lá estão. Tenho certeza que há muito conteúdo para os leitores do Anime Portfolio por lá! Para ver todos os post relacionados ao aniversário de 8 Anos do Netoin! clique aqui.

E vamos Festejar!