O ogro azul dos fãs de anime e mangá…

Arquivo para a categoria ‘Off Topic’

Até mais, e obrigado pelos peixes!

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Bang!

Então… meio que já tinha dado pistas nos últimos posts, mas agora estou oficializando uma decisão que já foi tomada há algum tempo. Resumindo, esse é o último post do Anime Porftolio (mas seja legal e leia o post até o fim!). 

Os motivos para parar de postar no blog são pessoais e, embora não seja nada mirabolante ou que esteja afetando minha vida pessoal grandemente, eu vou me reservar o direito de omiti-los. Em vez de explicar os motivos para o fim, prefiro explicar o que vem adiante, mas não antes de já agradecer profundamente a todos os leitores do blog nesses quase 7 anos de existência.

Muito obrigado pelo apoio de todos nesse período! Tenho certeza que nem sempre o blog agradou a todos, mas certamente vale muito a pena guardar os bons momentos, as boas informações, as boas indicações e talvez o bom conhecimento que eu e todos os autores do blog tentamos passar nesse tempo em que esta página esteve em atividade. Um agradecimento especial aos parceiros do blog que nos apoiaram nessa empreitada, e mais especialmente aos blogs Animecote e Netoin, que sempre me apoiaram e que continuam me apoiando nos projetos malucos que bolei.

E agora o que acontece?

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Esse post marca o fim das postagens no Anime Portfolio, mas o blog não chega ao fim hoje, na verdade tem tanto conteúdo que a nós (a equipe) orgulha, que não poderíamos simplesmente deixar tudo para lá. Além disso, o fim das postagens no Anime Portfolio não marca o fim das atividades de todos os autores do blog. Eu, o velho e maluco administrador desse blog ainda continuarei a blogar, mas em outros locais. Então isso é o que posso falar sobre o futuro do conteúdo do blog e sobre alguns autores:

  • O Kyon continuará sofrendo com o tratamento da Haruhi, mas nada sabemos se ele voltará um dia a escrever seus sarcásticos comentários sobre anime.
  • O Aiscrim (André) irá continuar escrevendo sobre videogame no Intersect News, continuará seus contos no Aisvêrse e continuará participando, sempre que possível, do Kyoudai Podcast.
  • Eu (o Administrador do blog) me manterei postando podcasts e contos no Yopinando, e além de participar dos podcasts, eu me tornei redator do Animecote.
  • Ainda sobre minha participação no Animecote, parte dos textos que publicarei lá de agora em diante serão continuações de certas colunas que postava aqui, dentre as quais o Pensador Otaku e A resposta é 42 são duas que manterei. Ainda não sei ao certo se manterei alguma outra. Além disso, certas matérias especiais e textos egressos dessas colunas que fazem parte do Anime Portfolio serão revisados, atualizados e repostados no Animecote. Ainda não está definido que textos serão relançados, mas a frequência de relançamentos não deve ser maior que 2 textos por mês.
  • As resenhas, e outros textos opinativos e expositivos, que consideramos atemporais e que não gostaríamos que fossem completamente esquecidos no limbo do passado da internet, serão revisados e atualizados por mim e pelo Aiscrim (por enquanto apenas por nós dois), para futuramente (provavelmente no primeiro semestre de 2016) serem compilados e relançados como uma publicação digital similar a uma revista.
  • Apenas após o lançamento da compilação citada acima,  o blog será fechado, até lá será possível acessá-lo e ver todo o conteúdo publicado no blog, inclusive os extremamente datados.
  • Nada posso dizer sobre os demais autores do blog, apenas posso afirmar que sempre contarão com meu apoio em qualquer projeto que venham a me apresentar.
  • O Projeto Conhecendo o Mercado Naccional de Mangás continuará sendo publicado nos blogs participantes do mesmo, com exceção do Anime Portfolio. E aquele imenso texto que preparo todo mês sobre o formulário mensal do projeto passará a ser publicado no Animecote.
  • Como já mencionado anteriormente, o Kyoudai Podcast continuará sendo gravado ao vivo e publicado no youtube, no Animecote e no Netoina cada duas semanas.
  • O podcast Sobre Músicas e Animes continuará sendo publicado no Yopinando, mas também será publicado no Animecote.
  • Os demais podcasts (Yopinando Shinbun, Yohohoho, SensouCast e Animecotecast) que eram publicados (também) aqui continuarão sendo publicados nos seus blogs de origem, o Yopinando e o Animecote.
  • Por último, a página do facebook e os twitters do blog serão desativados dia 25/09/2015.

o último Adeus Até mais

Dito isso (ou escrito isso), gostaria de agradecer pela última vez a todos os leitores, autores, comentaristas e parceiros do Anime Portfolio. Foram quase 7 anos de uma história memorável, que espero que tenha influenciado positivamente a cada um de vocês, ao menos a minha vida foi muito positivamente influenciada. Espero revê-los no Yopinando, no Animecote e em qualquer outro local da internet pelo qual passar (ou ao vivo quem sabe?). Como nunca se sabe o que acontecerá no futuro, em vez de um adeus, prefiro terminar esse texto como um bom golfinho faria (mesmo eu não sendo um golfinho, ou será que sou…), dizendo Até mais!  

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Off Topic #1: Wakfu

Antes de falar sobre Wakfu, vale a pena explicar do que se trata a nova coluna Off Topic (que estou para estrear faz mais de um mês). Basicamente é um espaço onde irei resenhar ou simplesmente apresentar obras e animações ocidentais, alguns live actions baseados em mangás ou novels e possivelmente tokustasus. O título da coluna vem do fato de essas mídias não serem o foco principal do blog.

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Wakfu é uma série de animação francesa produzida pela Ankama Animation em flash e conta com duas temporadas de 26 episódios cada. A franquia conta também com dois especiais e três OVA’s. Há também previsão de uma terceira temporada, com indício de que a produção da mesma comece ainda esse ano, mas não há confirmação em nenhum dos meios de divulgação oficial da série, com exceção de fóruns. A série de animação é oficialmente distribuída fora da França pelo Netflix.

A história da produção dessa animação é um tanto quanto confusa. A série é baseada no jogo de MMORPG por turnos Wakfu da Ankama Games,  que começou a ser desenvolvido em 2006 como uma expansão do universo do jogo Dofus, lançado em 2005 pela mesma empresa. Porém o jogo de Wakfu foi lançado em fase beta apenas em 2011 e em fevereiro de 2012 foi lançado sua versão final. No entanto a primeira temporada da série de animação foi ao ar pelo canal France 3 em outubro de 2008 e terminou em junho de 2010. De fevereiro de 2011 a março de 2012 foi apresentada a segunda temporada. No mesmo dia da apresentação do último episódio da primeira temporada foi lançado também o especial “Noximilien the Watchmaker”, produzido por uma equipe japonesa com um design e animação completamente diferentes do seriado de tv. Em 2011 foi lançado o especial “Ogrest the Legend”, que apresenta a premissa da história do jogo que se difere do anime. Finalmente em novembro de 2014 foram lançados 3 OVA’s que apresentam uma história passada após os eventos da segunda temporada e com o clássico design da série de animação.

História

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A história da série de tv gira  em torno de Yugo, um jovem com pequenas asas brilhantes na cabeça que estão quase sempre encobertas por seu chapéu. O jovem foi deixado por um humanoide misterioso ainda bebê para ser cuidado por um taverneiro. Yugo não sabe, mas ele é uma singularidade nesse mundo e em algum momento ele terá de sair em uma jornada que lhe levará à sua verdadeira origem. E é isso que vemos no começo da trama, quando Yugo finalmente desperta o seu mais importante poder, a habilidade de criar portais.

Em sua jornada Yugo será acompanhado pelo seu destemido bichinho de estimação e companheiro, AZ, o tofu (um tipo de ave). Pelo ganancioso e experiente Ruel Stroud, um Enutrof (uma raça de humanos gananciosos extremamente habilidosos na arte do comércio, barganha e escavação). Pelo forte Sir Percedal, um Iop (humanoides fortes e habilidosos, mas quase sempre muito burros e que nunca fogem de uma boa briga) cavaleiro da ordem dos guardiões dos Shushus, e sua espada Robilax, um Shushu (Demônios que normalmente vivem presos em armas, quando no mundo de Wakfu, pois existe um mundo próprio dos Shushus, que é explorado na segunda temporada da série de animação) extremamente forte. Pela princesa Sadida (Uma raça de seres extremamente ligados a natureza. Seus principais poderes envolvem manipular plantas) Amalia Sheran Sharm, que fugiu mais uma vez de seu reino. E pela Cra (Uma raça de elfos que geralmente protegem o reino dos Sadidas) Evangelyne, que é ao mesmo tempo a guarda-costas e a melhor amiga de Amalia.

Na primeira temporada a trama principal gira em torno da descoberta da identidade de Yuko e da vingança do principal antagonista Nox, um Xelor (Uma raça antiga de humanoides que aparentemente foi extinta), que para alcançar seu objetivo não se importa em passar por cima de qualquer um. Ao longo da jornada somos apresentados  aos principais locais, as principais raças e a cultura dos diversos cantos desse mundo fantástico. Uma vez apresentado ao mundo, a segunda temporada se foca no aperfeiçoamento das habilidades de Yuko, em explorar mais o relacionamento dos personagens e em apresentar mais sobre os Shushus, os grandes vilões dessa segunda temporada.

Vale um destaque especial para o esporte mais famoso desse mundo, o Gobbowl, que é uma mistura de dodge ball (queimada) com futebol americano que privilegia os trapaceiros. Alguns dos melhores episódios de ambas as temporadas são ligados a esse esporte.

Detalhes técnicos

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Um dos motivos que afasta muitos dessa série é o fato de sua animação quase toda ser feita computacionalmente utilizando flash, mas nem de longe isso chega a ser um grande demérito para a série. Apesar de deixar a desejar em certos movimentos mais sutis, como a movimentação de cenários e certos movimentos mais simples de personagens, a animação brilha em cenas de ação e os efeitos visuais fazem muito bem seu trabalho tornando tudo mais interessante e empolgante. Vale ressaltar que há uma perceptível melhora da animação na segunda temporada.

Se por um lado a animação pode não agradar tanto alguns, o design de personagens é quase que unanimemente um destaque positivo. Mesmo sendo um pouco simples, cada pequeno detalhe serve para identificar e diferenciar os personagens. E isso é ainda mais perceptível quando compara-se as diversas raças desse mundo, pois é muito interessante como a arte destaca bem as características de cada raça. Outro ponto a favor da equipe de arte da série fica por conta dos cenários. A cada novo vilarejo, a cada nova nação, a cada nova localidade os cenários brilham e mostram o quão vasto e interessante é esse mundo.

Quanto a música, não acho que seja o ponto mais forte da série, pelo menos os temas principais não chegam a ser inesquecíveis, embora sejam interessantes. Já a trilha instrumental e os efeitos sonoros são bons e servem para ressaltar a atmosfera em torno de cada cena.

Por fim, a dublagem vai variar de gostos. Eu acompanhei três dublagens ao longo das duas temporadas da série e particularmente a dublagem brasileira foi a que mais me agradou (embora eu prefira a abertura francesa), seguida pela americana e só então a dublagem original francesa. Há ainda outras possibilidades de linguagens, embora eu não lembre se o Netflix brasileiro oferece todas elas.

Considerações sobre a história e considerações finais

As partes em vermelho contém alguns spoilers

Não é difícil perceber que muito de Wakfu é inspirado em animações japonesas e rpg’s de fantasia medieval clássicos. Um dos pontos mais interessantes da obra é o cuidado que a Ankama teve em desenvolver muito bem todo esse mundo onde a história se passa. Wakfu não é simplesmente mais um mundo de fantasia medieval, mas é um mundo completamente diferente de todos os outros, com suas próprias raças, leis naturais e cultura. É importante citar que a trama de Wakfu se passa mil anos após a do jogo Dofus e por isso é fácil perceber que existe uma profunda história por trás de cada nação, cada raça, de cada elemento da trama.

Fora isso, a construção dos personagens é muito bem feita e ninguém nesse mundo é bidimensional (com relação  a personalidade e modo de agir é claro), todos tem seu motivo para ser como são e isso embasa ainda mais as atitudes que levam ao amadurecimento de cada personagem. Quando Yuko descobre ter um irmão dragão por exemplo, ficamos surpresos, mas por outro lado nada indica que essa foi uma solução forçada, pois tudo é tão bem encaixado e construído para chegar aquele ponto que quando simplesmente é revelado esse fato, a reação natural é o entusiamo e o interesse em querer saber mais e mais o que isso significa para esse universo.

Além disso tudo, um dos pontos mais legais de Wakfu está na interação entre as diversas raças. Enquanto que na cidade de Bonta as regras de Gobbowl não impedem que mulheres joguem, em Brakmar mulheres jogando o honroso Gobbowl de Brakmar é uma ofensa. A forma como essas diferenças são trabalhadas demonstra ainda mais como esse universo é bem construído.

Apesar de tudo que falei acima, a trama de Wakfu sofre do mesmo problema de muitos bons animes, que é a lentidão do desenvolvimento da mesma, pois os primeiros episódios tem como função principal mostrar mais de cada um dos personagens principais e a interação deles entre si e com o resto do mundo. E tal como os bons animes, quando a trama começa a ser mais desenvolvida é difícil parar de assistir.

Enfim, Wakfu é bem mais do que uma série de ação francesa baseada em um jogo, é uma aula de como se adaptar bem um jogo para uma animação e de como trabalhar bem personagens completamente diferentes, que mesmo que pareçam insuportáveis em um momento, você ao fim de uma temporada da série irá ficar com saudades de cada um.