O ogro azul dos fãs de anime e mangá…

Arquivo para a categoria ‘Resenha’

Até mais, e obrigado pelos peixes!

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Bang!

Então… meio que já tinha dado pistas nos últimos posts, mas agora estou oficializando uma decisão que já foi tomada há algum tempo. Resumindo, esse é o último post do Anime Porftolio (mas seja legal e leia o post até o fim!). 

Os motivos para parar de postar no blog são pessoais e, embora não seja nada mirabolante ou que esteja afetando minha vida pessoal grandemente, eu vou me reservar o direito de omiti-los. Em vez de explicar os motivos para o fim, prefiro explicar o que vem adiante, mas não antes de já agradecer profundamente a todos os leitores do blog nesses quase 7 anos de existência.

Muito obrigado pelo apoio de todos nesse período! Tenho certeza que nem sempre o blog agradou a todos, mas certamente vale muito a pena guardar os bons momentos, as boas informações, as boas indicações e talvez o bom conhecimento que eu e todos os autores do blog tentamos passar nesse tempo em que esta página esteve em atividade. Um agradecimento especial aos parceiros do blog que nos apoiaram nessa empreitada, e mais especialmente aos blogs Animecote e Netoin, que sempre me apoiaram e que continuam me apoiando nos projetos malucos que bolei.

E agora o que acontece?

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Esse post marca o fim das postagens no Anime Portfolio, mas o blog não chega ao fim hoje, na verdade tem tanto conteúdo que a nós (a equipe) orgulha, que não poderíamos simplesmente deixar tudo para lá. Além disso, o fim das postagens no Anime Portfolio não marca o fim das atividades de todos os autores do blog. Eu, o velho e maluco administrador desse blog ainda continuarei a blogar, mas em outros locais. Então isso é o que posso falar sobre o futuro do conteúdo do blog e sobre alguns autores:

  • O Kyon continuará sofrendo com o tratamento da Haruhi, mas nada sabemos se ele voltará um dia a escrever seus sarcásticos comentários sobre anime.
  • O Aiscrim (André) irá continuar escrevendo sobre videogame no Intersect News, continuará seus contos no Aisvêrse e continuará participando, sempre que possível, do Kyoudai Podcast.
  • Eu (o Administrador do blog) me manterei postando podcasts e contos no Yopinando, e além de participar dos podcasts, eu me tornei redator do Animecote.
  • Ainda sobre minha participação no Animecote, parte dos textos que publicarei lá de agora em diante serão continuações de certas colunas que postava aqui, dentre as quais o Pensador Otaku e A resposta é 42 são duas que manterei. Ainda não sei ao certo se manterei alguma outra. Além disso, certas matérias especiais e textos egressos dessas colunas que fazem parte do Anime Portfolio serão revisados, atualizados e repostados no Animecote. Ainda não está definido que textos serão relançados, mas a frequência de relançamentos não deve ser maior que 2 textos por mês.
  • As resenhas, e outros textos opinativos e expositivos, que consideramos atemporais e que não gostaríamos que fossem completamente esquecidos no limbo do passado da internet, serão revisados e atualizados por mim e pelo Aiscrim (por enquanto apenas por nós dois), para futuramente (provavelmente no primeiro semestre de 2016) serem compilados e relançados como uma publicação digital similar a uma revista.
  • Apenas após o lançamento da compilação citada acima,  o blog será fechado, até lá será possível acessá-lo e ver todo o conteúdo publicado no blog, inclusive os extremamente datados.
  • Nada posso dizer sobre os demais autores do blog, apenas posso afirmar que sempre contarão com meu apoio em qualquer projeto que venham a me apresentar.
  • O Projeto Conhecendo o Mercado Naccional de Mangás continuará sendo publicado nos blogs participantes do mesmo, com exceção do Anime Portfolio. E aquele imenso texto que preparo todo mês sobre o formulário mensal do projeto passará a ser publicado no Animecote.
  • Como já mencionado anteriormente, o Kyoudai Podcast continuará sendo gravado ao vivo e publicado no youtube, no Animecote e no Netoina cada duas semanas.
  • O podcast Sobre Músicas e Animes continuará sendo publicado no Yopinando, mas também será publicado no Animecote.
  • Os demais podcasts (Yopinando Shinbun, Yohohoho, SensouCast e Animecotecast) que eram publicados (também) aqui continuarão sendo publicados nos seus blogs de origem, o Yopinando e o Animecote.
  • Por último, a página do facebook e os twitters do blog serão desativados dia 25/09/2015.

o último Adeus Até mais

Dito isso (ou escrito isso), gostaria de agradecer pela última vez a todos os leitores, autores, comentaristas e parceiros do Anime Portfolio. Foram quase 7 anos de uma história memorável, que espero que tenha influenciado positivamente a cada um de vocês, ao menos a minha vida foi muito positivamente influenciada. Espero revê-los no Yopinando, no Animecote e em qualquer outro local da internet pelo qual passar (ou ao vivo quem sabe?). Como nunca se sabe o que acontecerá no futuro, em vez de um adeus, prefiro terminar esse texto como um bom golfinho faria (mesmo eu não sendo um golfinho, ou será que sou…), dizendo Até mais!  

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O Conto da Princesa Kaguya

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Baseado em um conto tradicional japonês O Cortador de Bambu, o estúdio Ghibli revela mais uma obra-prima do cinema mundial. A brilhante animação foi criada através de técnicas convencionais 2D, onde tudo foi pintado e desenhado em papel, e somente finalizado e retocado em computadores.

Indicado ao Oscar 2015 de Melhor Animação, o longa dirigido por Isao Takahata narra a história de Kaguya, uma minúscula criança encontrada por um humilde cortador de bambu dentro de um fluorescente broto da planta. O cortador, na medida em que a menina cresce, vai descobrindo dentro de outros brotos grandes riquezas, que ele mesmo interpreta como um sinal dos Deuses para que a menina levasse uma vida de princesa. A garota rapidamente se transforma em uma moça de beleza celestial, e seu pai adotivo trata logo de leva-la à capital para ser cortejada e inserida na realeza, porém o coração da “princesa”, clama por outros ideais.

Brilhantemente trabalhado, o filme traz um pouco da melancolia tradicional das animações mais naturalistas japonesas. Essa característica também é percebida através da pintura aquarelada, leve e com nuances de branco. A qualidade da animação dispensa comentários, afinal estamos falando do estúdio Ghibli. A trilha sonora é precisa e muito delicada. Os personagens são profundos e a Princesa Kaguya foge completamente dos estereótipos tradicionais que carregamos. Na verdade, acredito que Kaguya é um verdadeiro afronte ao tradicionalismo, quebrando regras bobas, fugindo de casamentos arranjados e buscando a simplicidade de uma vida pacata em contraponto às mordomias da realeza. Algo muito interessante de observar é como os traços clássicos e tradicionais da animação vão de encontro à “rebeldia” e ao empoderamento feminino que a Princesa Kaguya já esboçava em sua realidade no fim da idade média.

Enfim, O Conto da Princesa Kaguya é uma animação forte e madura, que não tem medo de tratar de situações difíceis e sentimentos complexos, mas que o faz com a leveza e a delicadeza que só o estúdio Ghibli e o florescimento das sakuras (flores de cerejeiras) são capazes de representar.

Título Original: Kaguya-hime no monogatari;
Título em Português: O Conto da Princesa Kaguya;
Ano de produção: 2013;
Direção: Isao Takahata;
Duração: 137 minutos; Classificação L – Livre para todos os públicos;
Gênero: Animação;
País de Origem: Japão.

All You Need Is Kill – Resenha

Olá pessoal, tudo bem? Bem vindos a mais uma resenha, hoje do mangá que pelo visto está fazendo muito sucesso aqui no Brasil, All You Need Is Kill, de uma porrada de autores (Light Novel de Hiroshi Sakurazaka, ilustrações originais de Yoshitoshi ABe, Storyboards de Ryosuke Takeushi e arte do grande Takeshi Obata).

História

AYNIK com certeza já é uma “franquia” de sucesso, tendo Light Novel (Que originou o mangá), mangá, filme e uma Graphic Novel americana.

Num futuro alternativo (Ou não), a humanidade luta contra aliens invasores chamados Mimetizadores. Keiji Kiriya é um soldado novato que enfrentará os mimetizadores, mas em sua primeira batalha ele morre, e após morrer ele volta ao momento em que ele acordou. Ou seja, ele está preso em um ciclo interminável, em que ele morre, e volta à vida. E ele tenta descobrir um jeito de parar esse ciclo, então ele aproveita cada dia para treinar e aprimorar sua técnica de batalha, e tentar parar com esse ciclo infernal.

Análise

Acho que esse sucesso no Brasil de AYNIK se deve pelo mangá ter sido desenhado pelo Takeshi Obata (Autor de Death Note, Bakuman, Hikaru no Go). Eu inclusive comprei a obra por ser fã do do Obata, e não pela história, que a principio é bem clichê, com essa ideia de aliens invadirem a Terra e humanos tentando sobreviver, mas de qualquer forma, isso é só o plano de fundo para o ciclo de vida e morte (Também já explorado em outras histórias ) de Kiriya, que é a melhor parte da história.

Eu nunca li nenhum material de ação do Obata, e estava curioso para saber como ele se sairia nos desenhos, e realmente, cumpriu minhas expectativas. As cenas de batalha no primeiro volume são ótimas, principalmente a violência gráfica, que é constante (E eu particularmente adoro), claro que também devemos isso ao Ryosuke Takeushi, que fez os storyboards do mangá. Já no segundo volume, não sei porquê, as batalhas ficaram confusas lá pelo final, os desenhos estavam confusos e ficava difícil entender o que estava acontecendo.

A diferença de qualidade e história dos dois volumes é o problema.

Enquanto o primeiro volume é muito bom, as batalhas são bem feitas, existe o mistério de por que o loop está acontecendo apenas com Keiji, e a curiosidade em querer saber o que vai acontecer prende o leitor. O segundo já resolve o mistério do loop no começo, e essa resolução apesar de satisfatória, é preguiçosa e um pouco confusa. A arte continua sensacional nos momentos de menos ação, mas nas batalhas dos últimos capítulos fica meio bagunçado, e a história perde o clima que tinha no primeiro volume, de ação, e se torna uma história de romance.

A JBC escolheu um formato menor para AYNIK, o que não muda nada. A qualidade do material no geral é muito boa, bem melhor que o da Panini (Principalmente o papel).

Mesmo com a arte sensacional de Takeshi Obata, a história do mangá se perde no segundo volume, sendo bastante inferior ao ótimo primeiro volume, e o mistério que ronda toda a história é resolvido de uma forma satisfatória, porém confusa e preguiçosa.

All You Need Is Kill – Nota: 7.3

Até o próximo post!

Dororo, de Osamu Tezuka – Resenha

Olá pessoal, como estão? Bem vindos a mais uma resenha, desta vez do mangá Dororo, do Deus do Mangá, Osamu Tezuka.

(Obs: Essa resenha refere-se aos volumes 1 e 2)

História

No Japão Feudal, havia um vassalo de um general samurai, chamado Daigo Kasemitsu. Em busca de poder sobre o Japão ele oferece a 48 demônios, 48 partes de seu filho que está para nascer. O pacto é feito, e devido a isso o bebê nasce sem partes importantes de seu corpo (Braços, pernas, olhos…) e é descartado num rio, de onde um médico o encontra, e comovido pela situação da pobre criança, constrói as partes que faltam do corpo do menino, fazendo ele aparentar uma pessoa normal.

Com o passar do tempo, a criança (Agora chamada de Hyakkimaru) passa a utilizar bem suas próteses, se tornado um espadachim habilidoso. Mas ele descobre que para recuperar sua humanidade e as partes de seu corpo perdidas e se livrar de uma maldição, ele precisa matar esses 48 demônios. Então, ele parte em uma jornada em busca deles. No meio da jornada, ele encontra Dororo, um ladrão (Seu nome significa Pequeno Ladrão Andarilho) que passa a acompanha-lo com o objetivo de roubar sua espada, mas sem querer, eles formam um forte laço de amizade.

Análise

Tezuka com essa obra consegue mostrar bem aos leitores como é uma guerra, e pode-se dizer que esse é o objetivo principal do mangá. No decorrer da história as desgraças causadas por ela são mostradas, como crianças que perderam os pais, cenários destruídos, pessoas sendo mortas praticamente sem motivo… Apesar disso, a história é focada principalmente na aventura e em belas lutas de espadas, com alguns momentos de terror, um terror fraco, que no máximo causa um sustinho aqui e ali e deixa um clima de tensão na história.

Pode-se dizer que o pouco suspense que há, fica por conta de algumas histórias curtas que acontecem de vez em quando, uma que gostei bastante é a da vila em que quem vê um certo yokai (Um tipo de demônio) é preso, e depois morto. Nesse mangá é possível perceber características de shonens que são usadas até hoje, como a amizade, coragem e tudo mais.

A arte de Tezuka melhorou consideravelmente comparado a uma outra obra que li dele, Crime e Castigo (Da qual você pode conferir a resenha aqui), essa que foi publicada 15 anos antes. O destaque fica para os cenários e os demônios que Hyakkimaru e Dororo enfrentam. Uma coisa estranha da arte é que o sangue são tipo umas bolotas, e não sangue mesmo.

O material físico da NewPop está belíssimo como sempre, capa cartonada, papel Off-set, orelhas, e tudo mais. Realmente faz valer os 24,90 gastos. Mais um comentário, essas capas do Tezuka da Newpop são demais, vocês não acham? O design, as cores… São muito lindas. Também há um filme do mangá, se você assistiu, comente aí sua opinião.

Dororo conta com uma história bem desenvolvida, e uma boa arte, infelizmente falha em despertar curiosidade do leitor no que acontecerá a seguir. E o terror e suspense que diz-se ter, é fraco, e o mangá acaba se tornando uma história de aventura (Não que isso seja um ponto negativo, mas se você buscar uma história de terror ou adulta, pode esquecer).

Se você comprar Dororo, ficará satisfeito com a leitura, mas se deixar de comprar, não fará falta.

Dororo – Nota: 8.0

Então é isso, até depois pessoal!

Especial Ohba e Obata – Resenhas: Death Note e Bakuman

Olá leitores! Aqui é o ALM, como vocês estão? Hoje farei duas resenhas em um post só.

Como lançou esse mês o mangá All You Need Is Kill (Ainda farei a resenha deste, só estou esperando chegar pelo correio.), desenhado por Takeshi Obata, aproveitarei para fazer um especial de dois ótimos mangás também de Obata, mas em parceria com o roteirista Tsugumi Ohba: Death Note e Bakuman! Considerem esse post em homenagem aos 6 anos do Anime Portfólio, parabéns ao blog! E leia também esse post para conhecer mais sobre a carreira de Obata.

Death Note – História

Light Yagami (Ou Raito Yagami, tanto faz) é um dos melhores estudantes do Japão, mas ele se sente entediado com a vida, e decepcionado pela forma que o mundo está: podre. Então, em um dia qualquer, ele encontra um caderno que diz que todo humano cujo o nome for escrito nele morrerá. Mesmo duvidando disso, Light testa o caderno e descobre que ele é real, a partir disso ele resolve livrar o mundo da podridão, punindo os maldosos, e se tornando o Deus do novo mundo.

Depois de alguns dias com criminosos sendo mortos pelo Death Note, todos de ataque cardíaco, a polícia começa a suspeitar, e o maior detetive do mundo, “L”, é escalado para investigar o caso, e então, começa uma briga de gato e rato, um caçando o outro, cada um com sua justiça.

Análise

É difícil fazer uma resenha de Death Note, sendo ele um dos meus mangás/animes preferidos, mas aqui estou eu. Death Note apesar de sua sinopse simples, até meio sem graça, chama atenção pela inteligencia do roteiro no decorrer da série, reviravoltas acontecem toda hora, e o mangá te dá, digamos, liberdade para escolher de que lado você está.

Como Death Note se baseia em pontos de vistas morais diferentes (Light acreditando que a verdadeira justiça é a dele, que diz que matando criminosos ele vai criar um mundo melhor, e L acreditando que independente de serem criminosos ou não, matar é errado), a partir disso o leitor pode escolher quem ele acha que está certo ou errado. Particularmente, eu sempre torci para o L, sendo ele um ótimo personagem, carismático, inteligente e tudo mais, e por o Light ser um desgraçado.

Apesar de Light ser o personagem principal, ele é o vilão. É interessante ver o desenvolvimento do personagem, que no começo queria realmente fazer justiça, mas no decorrer da série ele se torna um assassino frio, incapaz de ter sentimentos por qualquer pessoa (Até pela própria família), e passa a se importar apenas consigo e com seu objetivo de se tornar um Deus. Falando em personagens, temos diversos outros, alguns bem bosta, tipo a Misa (Cara, como aquela mina é burra, chega a dar dó), e o Matsuda (Poxa, eu até gosto do Matsuda, ele é engraçado, mas ele não faz nada na série inteira.), e vários bons, como Aizawa, Near, Mello, Ryuk e Naomi Misora.

A partir do sensacional roteiro, o mangá tinha que ter uma arte a altura, e realmente tem, a arte de Takeshi Obata é uma das melhores que já vi em mangás, não vou comentar mais, vou apenas deixar algumas imagens para vocês verem do que eu estou falando (Ignorem a má qualidade das imagens): Aqui e aqui.

E ano passado foi lançado o Death Note – Black Edition no Brasil, pela JBC, que é uma edição que custa 40 dilmas. “QUE? QUE DROGA DE PREÇO É ESSE?” Calma, calma, essa edição vem com 400 páginas, capa com laminação fosca e detalhes em verniz, e papel especial, que valoriza bastante a arte, e 7 páginas coloridas. Acho que vale muito a pena comprar a Black Edition, inclusive só faltam o V e o VI para completar minha coleção dessa maravilhosa série.

Recomendo Death Note a todo mundo, tem uma história sensacional, com reviravoltas a todo momento, e com um roteiro de extrema inteligência, ótimos personagens (Alguns né…) e uma arte de ficar algum tempo em cada página só admirando. E a qualidade da Black Edition está ótima, você acha facilmente as edições em livrarias.

Death Note – Nota: 9,5

Bakuman – História

Bakuman conta a história de Mashiro, um talentoso desenhista, desmotivado com o futuro, por não saber o que fazer, e provavelmente ter que viver uma vida normal e chata. Um colega de classe, Takagi, vê um desenho que Mashiro fez de sua amada, Azuki, e descobre seu talento, e o convida para fazer mangás junto a ele, um desenhando e o outro fazendo os roteiros.

Mesmo relutante, Mashiro aceita, e mais tarde Takagi o convence a ir à casa de Azuki, para contarem seus sonhos de se tornarem mangakás. Azuki diz que também tem um sonho de se tornar dubladora, e sem pensar, Mashiro diz para eles se casarem quando Mashiro criar um mangá que se torne anime, sendo que Azuki irá dublar a heroína desse anime. E até que isso aconteça eles não devem se falar. Azuki aceita, e a partir daí, Mashiro (Já motivado a se tornar mangaká) e Takagi partem em busca de criar um título de sucesso na Shonen Jump.

Análise

Bakuman é um mangá diferente. Ele, assim como Death Note, tem muitos diálogos, diferente da maioria dos títulos de sucesso que vemos por aí, ou seja, Bakuman não vai agradar a todos.

E também, Bakuman tem pouca ação, segue um ritmo bem tranquilo o tempo todo, com alguns momentos de mais “movimento”, e felizmente Bakuman não se prende a essa sinopse RIDÍCULA, se você achou Bakuman uma bela bosta por essa sinopse, leia pelo menos uns dois volumes que você verá que Bakuman não é uma história de amor, e sim uma história de dois jovens buscando se tornarem mangakás de sucesso.

Isso sim que é legal de se ver, conhecer como funciona o mundo dos mangakás, o processo de criação, a Shonen Jump (Com cancelamentos, novas séries, o trabalho dos editores), mas, claro que o que é mostrado no mangá pode não ser a realidade, afinal, ele foi publicado na Shonen Jump, e a revista deve ter pedido para os autores deixar mais atrativa para quem tem o sonho de se tornar mangaká. A história nos primeiros volumes é bem fraca, e vai melhorando com o tempo, a melhor parte é o arco do Nananime, na minha opinião.

Outra coisa interessante, é que como o mangá fala sobre mangás, existem muitas referencias a diversos mangás, como Ashita no Joe, Dragon Ball, Death Note, One Piece…

E o ponto forte do mangá sem dúvida são os personagens, um mais carismático que o outro, e a maneira que os personagens se relacionam, e mesmo com a competitividade pela popularidade continuam com uma forte amizade, é bem interessante, e o desenvolvimento dos personagens também, o Nakai é o que mais surpreende no decorrer da série.

O final do mangá é bem preguiçoso. Eles só terminaram de verdade a parte do Hiramaru com a Aoki (Terminou muito bem aliás, uma das partes mais engraçadas do mangá), e o resto cade? O que acontece com os outros personagens? Eles continuam fazendo mangá e competindo até morrer, é isso? O que fiquei com mais raiva foi que nem disseram por que o tio do Mashiro morreu, que é um mistério desde o começo do mangá. Pelo menos, a história principal (Mashiro, Takagi, Azuki) “termina” bem.

A arte é a mesma de sempre, mas em Death Note está um pouco melhor, não sei o porquê.

Diferente de Death Note, não recomendo Bakuman a qualquer um, se você gosta de mangás, e não se importa em ler vários diálogos, Bakuman é mais que recomendado. Já se você só gosta de mangás de ação e luta, passe longe.

Bakuman – Nota: 9,0

Bom pessoal, foi isso, espero que tenham gostado, tiveram algumas coisas que gostaria de comentar, mas aí o post ficaria muito grande vocês iriam dormir na leitura, hehe. Também gostaria de fazer um post só para falar do final desses dois mangás, mas só se vocês quiserem, comentem aí o que vocês acham. Até a próxima, e feliz aniversário ao Anime Portfólio!

Defense Devil, de Youn In-Wan e Yang Kyung-Il – Resenha

Olá galerinha, sou o ALM e bem vindos a mais uma resenha. Hoje falarei de um dos recentes lançamentos da Panini, Defense Devil!

Defense Devil

História

Kucabara é um demônio que foi exilado do mundo dos demônios (Makai) por ser  “bonzinho” demais. E para retornar ao Makai, Kucabara precisa pegar Dark Matter suficiente, para isso Kucabara resolve se tornar um advogado, resolvendo casos das pessoas que são condenadas ao inferno injustamente (Por isso o nome Defense Devil, dã).

E para resolver os casos dos humanos condenados injustamente, Kucabara tem que enfrentar demônios, achar provas da inocência de seu cliente, entre outros.

Análise

Gosto bastante de mangás envolvendo demônios, shinigamis, e coisas do tipo, e gostei também de Defense Devil. A história de Kucabara ser um demônio advogado me agradou um bocado, o desenvolvimento da história também é criativo e explicarei porquê.

Na leitura do primeiro volume, é possível perceber que a história tinha tudo para se tornar repetitiva, isso porquê Kucabara é um “advogado”, e chegaria uma hora que só ver ele resolvendo casos e lutando com demônios ficaria chato, MAS…Temos a introdução de personagens muito carismáticos no decorrer da trama, que trazem novos rumos que o mangá pode seguir sem mudar o foco. Apesar disso algumas partes da história são previsíveis, por exemplo, como ficará a relação de Kucabara com a exorcista Idamaria.

Outro aspecto que vi outras resenhas dizerem que é o ponto forte do mangá é a arte, e eu concordo, ela é demais, os personagens, os cenários, as lutas, tudo é bem feito. Mas se uma coisa não me agradou (Não me agrada em nenhum mangá, aliás) é o ecchi, que no geral só serve para encher linguiça (E tem até uma personagem que só serve para criar cenas desse tipo, mas creio que ela terá influencia na história mais a diante), no  entanto, se você gosta de ecchi, bom para você.

Como já citei, as lutas são bem feitas, porém no geral não me agradaram, não por serem ruins ou coisas do tipo, mas por eu achar mais interessante as investigações dos casos, e as lutas não precisavam ser tão frequentes, mas é um shonen, fazer o quê. As investigações dos casos são ok, é algo do tipo que você ver a conclusão e pense “Puxa, bem bolado” e não algo genial.

E depois de pesquisar um pouco sobre o mangá, vi que ele foi cancelado no décimo volume, infelizmente. Isso pode significar que o mangá teve um final ruim, ou perdeu a qualidade lá pelos últimos volumes, por ter acabado antes dos autores quererem. Mas vai que o final é bom? Vou ficar na torcida.

Quanto ao material, ele está no padrão da Panini, capas internas coloridas, com um papel pior que o padrão da JBC (Se bem que os mangás da JBC são mais caros.). Aproveito agora para sugerir à JBC que aprenda com a Panini e ponha capas internas coloridas em todos (Ou quase todos) os mangás, que é uma coisa que agrada qualquer leitor.

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Eu recomendo Defense Devil se você gostar de história com demônios, shinigamis e coisas do tipo, mas se você não gosta, recomendo mesmo assim, no entanto em meio a tantos títulos de qualidade no mercado Brasileiro atualmente, fica difícil escolher. De qualquer forma, Defense Devil é um bom título, com uma boa arte, talvez não esteja entre os melhores lançamentos, mas eu gostei um bocado.

Ah! E a partir dessa resenha darei notas aos mangás!

Defense Devil – Nota: 8.6

Isso é tudo pessoal, até a próxima!

Yu Yu Hakusho, de Yoshihiro Togashi – Resenha

Olá pessoal, aqui é o ALM e farei mais uma resenha, desta vez do recém (re)lançado mangá da JBC, Yu Yu Hakusho do mangaká Yoshihiro Togashi (O mesmo de Hunter x Hunter).

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A história

Acho que não precisa nem comentar a história de Yu Yu Hakusho, mas vou comentar do mesmo jeito.

Yusuke Urameshi é um bad-boy como qualquer outro, no entanto ele morre tentando salvar uma criança!! E calma que isso não é spoiler, porque acontece já na primeira página do mangá (O que se for pararmos pra pensar é uma coisa pra lá de original, afinal, quantos mangás você já leu em que o protagonista morre no primeiro capítulo?).

Enfim, quem esperaria que um cara como o Yusuke morreria fazendo um ato heroico? Ninguém, nem mesmo Deus, por isso aparece a carismática Botan (Uma deusa da morte, basicamente) que explica a Yusuke que como ninguém esperava que ele morresse salvando uma criança, não havia lugar para ele nem no céu nem no inferno, e ele poderia escolher entre virar uma alma penada ou fazer o teste da ressurreição e voltar à vida. Mesmo relutante, Yusuke decide fazer o teste da ressurreição e tentar voltar a vida.

Esse plot se difere da história principal, porquê após esse teste, Yusuke se torna um detetive espiritual e vive altas aventuras (Sessão da tarde on)!

Análise

Depois de muitos pedidos, a JBC anunciou Yu Yu Hakusho em uma edição especial. Ok, mas, infelizmente de especial só temos o papel off-set mesmo, nada de impressão nas capas internas ou páginas coloridas, não que isso seja um grande problema, mas, qual o motivo do preço? Outro re-lançamento especial da JBC, Rurouni Kenshin, tem papel Off-set e custa 13,90, enquanto Yu Yu Hakusho custa 14,90. Porque o um real a mais em Yu Yu Hakusho? Não tenho ideia. Falando em material, meus parabéns a JBC que mudou daquela capa antiga (feia, na minha opinião), que tinha um fundo preto, um  logo feio e por algum motivo sobrenatural vindo do além, uma calcinha atrás do logo. Agora a capa é mais elegante, limpa e com um logo sensacional (confira a nova capa clicando aqui). No geral, é um material de alta qualidade se comparar com outros mangás.

Apesar do preço, comprar Yu Yu Hakusho vale a pena, e muito! A história é interessante, muito divertida, engraçada e com certeza emocionante (nesse primeiro volume por exemplo, temos a história de um velhinho que estava para morrer e essa é com certeza uma das melhores partes da edição). A arte é o que podemos chamar de “exótica”, é meio diferente, mas combina muito com a história, e acho “engraçado” também que a arte se altera dependendo do momento, dá a impressão que são diferentes autores desenhando. Outro aspecto positivo da arte são as expressões faciais, sempre bem expressivas (no sentido de passar bem as emoções).

Vale lembrar que quando elogio a história, falo do primeiro volume, já que nunca vi o anime ou li o mangá, resta saber como Togashi desenvolveu o mangá a partir do segundo volume, espero que só melhore.

A JBC também revisou a tradução do mangá, que anteriormente foi feita baseada na versão brasileira do anime (com todas aquelas frases clássicas, como: “Rapadura é doce mas não é mole não”, “Ta pensando que berimbau é gaita?” e etc) para fazer uma tradução mais próxima ao original, o que não é problema algum, para alguns pode até ser um ponto positivo, mas, infelizmente não veremos as frases do anime novamente no mangá.

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Então você me pergunta: Vale a pena comprar? Sem dúvidas, o papel é de qualidade, o conteúdo mais ainda e com certeza Yu Yu Hakusho merece o título de clássico. No final da leitura você não vai nem se importar com o preço gasto, mas caso você já tenha lido o mangá não há necessidade de comprar essa nova edição, e caso você não tenha lido, pode-se dizer que é algo indispensável (se a série continuar com a qualidade do primeiro volume). A edição 1 ainda está nas bancas (até o dia 24 apenas se não me engano), e o 2 está para chegar.

Foi isso pessoal, você já leu Yu Yu Hakusho? Comente aí sua opinião! Até a próxima.