O ogro azul dos fãs de anime e mangá…

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Kyoudai Podcast #17: Censura nos Animes e Mangás – Parte 1: Censura no Japão

Podcast em parceria entre o Netoin e o Animecote com a participação de Evilasio Junior (@JuniorKyon), Carlírio Neto (@cnetoin),  Bebop (@animecote) e André (@animecote). Nessa edição falamos sobre a censura em anime e mangá no Japão.

Blocos:
00:00:00 – Introdução e comentários da última edição
00:20:56 – Censura no Japão
01:24:20 – Considerações Finais

Acessem também:
Aisvêrse – https://aiscrim.wordpress.com/
Nupo – https://nupoblog.wordpress.com/

Para baixar o áudio e escutar depois recomendo usar este site:http://www.youtube-mp3.org/

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Pensador otaku: Demografia não é gênero!

Você que é fã de anime e mangá já se deparou em uma situação que tinha de escolher qual seu gênero preferido. Provavelmente antes de responder a pergunta uma série de palavrinhas em japonês vieram a sua mente: Shonen, Shoujo, Josei, Seinen e Kodomo. E por impulso, ou por falta de conhecimento, respondeu a pergunta com uma dessas palavras. Porém, se alguém lhe perguntar “qual sua demografia de mangá preferida?”, dificilmente palavras como “ação”, “aventura’, “fantasia”, lhe parecerão opções e provavelmente você também usará algumas das cinco palavrinhas anteriores para responder a pergunta. De fato, qualquer uma das palavras japonesas anteriores responde corretamente a segunda pergunta, mas nenhuma delas serve para a primeira.

Shonen

Shonen

O termo gênero tem um significado tão amplo que pode ser simplesmente entendido como uma classificação de vários elementos segundo características comuns. Porém o termo é utilizado em situações específicas, por exemplo, biologicamente o ser humano pode se encontrar em dois gêneros: homem e mulher. Literariamente o gênero pode significar um tipo de forma de escrita (crítica, descrição, novela e etc.) ou um tipo de narrativa (ação, aventura, drama). Para o cinema o termo também pode ser utilizado para classificar uma narrativa como ação, drama, aventura, ficção científica e etc. Enfim, quando se pergunta “qual o gênero de um mangá?”, se que saber qual a forma de narrativa desse mangá? Ou seja, se quer saber se é uma obra de drama, ação, aventura, ficção científica, policial, máfia…

O termo demografia está relacionado a classificação de seres humanos, então quando se pergunta “qual a demografia de um mangá?”, se quer saber, em geral, qual a faixa etária para o qual aquele mangá a é mais indicado? Ou pelo menos era isso que deveria significar, mas…

Seinen

Seinen

Vale a pena agra explicar o que são aquelas tais palavrinhas japonesas que citei no começo do texto, antes de voltar a falar de demografias. A palavra Shonen significa garoto, analogamente a palavra Shoujo significa garota e a palavra Kodomo significa criança. O termo Josei significa mulher ou feminino. Por fim, Seinen significa juventude ou jovem adulto. Também existem outros termos japoneses que definem demografias, mas esses cinco são os mais utilizados.

Esses termos são utilizados apenas para classificar demograficamente revistas japonesas, em geral, que publicam mangás e novels. Para anime só faz sentido utilizar essa classificação demográfica quando o mesmo é uma adaptação de mangás ou novels que foram publicados em revistas. A classificação de mangás e novels é na verdade a mesma da revista em que a obra foi publicada. Por isso não é estranho que um mangá violento e com uma trama complexa como Shingeki no Kyojin é um shonen e que um mangá que simplesmente apresenta o dia a dia de garotas colegiais como K-ON fosse um seinen. Para quem não entendeu. Shingeki no Kyojin é publicado na Bessatsu Shonen Magazine, um revista shonen, e K-ON foi publicado na Manga time Kirara Carat, uma revista seinen.

Shoujo

Shoujo

E porque tanta gente confunde gênero com demografia? Não posso afirmar, mas acredito que o conjunto “termo japonês para classificar mangá + similaridade de gêneros famosos entre pessoas de certas demografias” seja o responsável pela confusão. Por exemplo, jovens garotos costumam gostar muito de obras de ação, aventura, com certa quantidade de violência e humor, por isso a maioria dos mangás shonen, que seriam destinados a esse público, tem essas características, de modo que para muitos o significado do termo shonen está associado a essas características, o que não é verdade. Analogamente jovens garotas costumam gostar muito de romance e drama, por isso muitos pensam que esses gêneros são intrínsecos ao termo shoujo, o que também não é verdade.

Outro problema é que as demografias não são tão bem definidas como parecem, pois além de ser claro que sempre haverá pessoas de certas demografias que irão gostar de obras de outra, qualquer demografia pode conter obras de qualquer gênero.

Além disso, as revistas japonesas consideram o povo japonês como seu público alvo, o que faz todo sentido, mas os japoneses são diferentes dos brasileiros, que são diferentes dos estadunidenses, que são diferentes dos indianos e etc. Onde eu quero chegar com isso? Povos diferentes tem pensamentos e leis diferentes, uma atitude que é considerada adulta em um país pode ser plenamente aceitável para adolescentes ou até para crianças em outro. Em um país mulheres gostam de se vestir com roupas mais leves e em outro isso é um absurdo. As diferenças culturais e na legislação de cada país influi diretamente na produção cultural do mesmo e isso obviamente afeta publicações de quadrinhos. De modo que um quadrinho que para um páis é destinado a adolescentes, em outro é destinado a adultos e etc.

Josei

Josei

Então a classificação demográfica japonesa de revistas de mangás e novels só vale para o Japão? Não. Você pode sim usar essa classificação em qualquer lugar do mundo, porém o mais correto seria utilizar as classificações etárias específicas de cada país. Porém o cerne da questão não é esse, o que quero mostrar é o quão errado é utilizar uma demografia como gênero. Um shoujo pode muito bem apresentar violência e ter uma trama policial. Um shonen pode muito bem apresentar a história de um casal. Um seinen pode ser protagonizado por crianças. Um josei pode falar da yakuza. Então toda vez que você falar que não gosta de shoujo, lembre-se que você está falando que não gosta de mangás, novels e animes que  podem tanto ser de romance, quando de ficção científica. E quando você falar que não gosta de shonen, lembre-se que você pode tanto está falando que não gosta de mangás, novels e animes que tanto podem ser uma aventura ou uma história de um casamento, ou sobre o dia a dia de uma dona de casa.

Enfim, demografia não é gênero!

Kyoudai Podcast #15: MMORPG e os Animes

Podcast em parceria entre o Anime Portfolio, Netoin e Animecote com a participação de Evilasio Junior (@JuniorKyon), Carlírio Neto (@cnetoin) e André (@animecote). Nessa edição falamos sobre animes que são inspirados em MMORPG.

Blocos:
00:00:00 – Introdução e comentários da última edição
00:20:37 – MMORPG e animes
01:15:59 – Considerações Finais

Extras:
Aisvêrse – https://aiscrim.wordpress.com/

Para baixar o áudio e escutar depois recomendo usar este site:http://www.youtube-mp3.org/

Animecote Game Show #03

Podcast do Animecote com jogos e desafios relacionados a animes ou não! Teste seus conhecimentos de otaku e tente acertar todas as perguntas. Nessa edição tivemos 4 jogos e um desafio entre as duplas Natthr e Nayara contra Evilásio e Carlírio, ou seja, meninos contra meninas como no antigo show da Xuxa. Você acertaria algum dos jogos? Quantos pontos você faria? Torça para sua dupla favorita e comente o que achou desse cast.

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Duração: [1:04:41]

Links dos participantes:

Animecote
Alchemist Nany 
Elfen Lied Brasil 
Não Nasci Herói 
Netoin! 
NUPO 

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Kyoudai Podcast #13: Catástrofe e Apocalipse em animes + Tokyo Magnitude 8.0 episódio 1

Podcast em parceria entre o Anime Portfolio, Netoin e Animecote com a participação de Evilasio Junior (@JuniorKyon), Carlírio Neto (@cnetoin) e André. Nessa edição comentamos Catástrofe e Apocalipse em animes e o primeiro episódio de Tokyo Magnitude 8.0.

Aviso: Até uns 20 minutos o áudio do André está baixo

Blocos:
00:00:00 – Introdução e comentários da última edição
00:13:54 – Animes com catástrofe ou apocalipse
00:46:10 – Tokyo Magnitude 8.0 ep 1
01:07:35 – Considerações Finais

Para baixar o áudio e escutar depois recomendo usar este site:http://www.youtube-mp3.org/

SensouCast 5: Nostalgia Fight 1 – Luk Lucas vs Erick Dias vs Bebob

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Olá caros ouvintes! Está no ar a quinta edição do SensouCast, o podcast onde você encontra as disputas mais incríveis entre personalidades da blogosfera brasileira. Nessa edição, eu (Evilasio Junior) apresento uma disputa diferente e nostálgica relembrando principalmente os bons momentos da tv brasileira dos anos 80 e 90. Defendendo a si mesmo e a seu senso de humor peculiar, temos Bebop do blog Animecote. Também do blog Animecote temos o sommelier Erick Dias, que tentará conseguir sua primeira vitória no SensouCast. Por fim, temos também o conceituado colunista Luklucas_ do blog Chuva de Nanquim. Quem será que venceu a essa disputa? Ouçam e descubram!

Após ouvir mais este podcast comente a batalha e diga o que faltou para os participantes, tanto os derrotados, quanto o vencedor. Também sigam os twitters @Yopinando e no @AnimePortfolio para conferir novidades interessantes e comentários aleatórios.

Duração: 00:44:53

Podcast: Download Alta Qualidade (31,1 mb) | Download Média Qualidade (20,8 mb)

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Onde encontrar os participantes desta edição:

Extras:

Responda a enquete abaixo que irá influenciar a próxima edição do podcast 

Pensador Otaku: A Sailor Fukutização da cultura otaku

Yo! Tudo bem com vocês? Que tal refletirmos um pouco sobre mais um assunto ligado aos animes e mangás? Enfim espero que gostem de mais esse texto opinativo e reflexivo sobre um dos elementos da cultura otaku.

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Afinal, o que é Sailor Fukutização?

Não pesquisei se outras pessoas também usam o termo, mas Sailor Fukutização, assim como a Moeficação, é um termo que utilizo para exemplificar um “fenômeno” inerente a animes, mangás, novels e outros produtos relacionados a cultura otaku. Trata-se da exploração exacerbada do tema “colegial” e/ou de personagens colegiais nas mídias visuais supracitadas. Escolhi esse termo, pois “Sailor Fuku” é a maneira como os japoneses e referem ao uniforme escolar feminino que são baseados em fardas de marinheiros e que são adotados por praticamente todas as escolas colegiais japonesas (escolas fundamentais também).

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E porque fazer um texto sobre isso? 

Em parte por uma irritação pessoal com relação ao tema, mas principalmente porque é uma característica de séries de mangá/anime (eu não vou ficar repetindo “anime, mangá, light novel e outros produtos relacionados a cultura otaku”, então citarei apenas a expressão “mangá/anime”, mas tome tudo que for dito no texto como algo relacionado a todas essas mídias)  que nos últimos anos, ou na última década, se tornou um fenômeno.

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Como assim um fenômeno?

O costume de se produzir mangás com a temática colegial vem desde os anos 50 com a volta das publicações de mangás após a segunda guerra mundial. O tema era tratado apenas como mais um gênero, ou como elemento de fundo apenas para identificar a faixa etária a qual os personagens da história pertenciam e meio que é assim até hoje. Porém as obras com essa característica sempre representaram um espaço substancial, porém nem perto de ser um elemento muito mais recorrente do que os demais tipos de obras. Suponho até que entre os anos 80 e 90 havia uma quase equivalência entre obras colegiais e policiais (como eu sinto falta de séries policiais). Já na última década, o número de história situadas no meio colegial ou protagonizadas por colegiais  aumentou de maneira exacerbada, em especial nas temporadas de animes dos últimos 3 a 4 anos, é comum 30% ou mais da quantidade de animes em cada temporada ter a temática colegial ou ser protagonizada por colegiais.

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Claro que em parte isso se deve à popularidade desse tema ser grande, no entanto esse fenômeno cada vez mais causa um declínio da variabilidade de temáticas, ainda que se explore o tema ou a ambientação em conjunto com um número gigantesco de outros temas, características comuns de animes colegiais são e necessitam ser preservadas para abordar esse tema. A mais óbvia é a quase que necessidade de todos ou quase todos os personagens serem colegiais. Claro que a grande maioria das pessoas que leem mangá e assistem anime são adolescentes e jovens adultos que a pouco saíram do colegial (fora aquela razoável massa de otakus adultos que abrange muitos dos leitores desse blog inclusive o autor desse texto) e por isso é normal que a maioria  dos personagens também sejam adolescentes para que haja um empatia maior. Porém, essa super popularidade de personagens adolescentes é uma das causas da infantilização de elementos destinados ao público adulto e também do design e da caracterização de personagens adultos.

Outra característica inerente a obras colegiais é a imaturidade da trama ou das ações dos personagens, pois ainda que ajam algumas obras colegiais bastante maduras, a maturidade é um elemento um tanto estranho para caracterizar um jovem, de modo que muito da pouca maturidade desses animes venham dos poucos personagens adultos, mas como esses mesmos personagens geralmente não tem muito relevância (e muitas vez quando têm, ocorre a supracitada infantilização desses personagens), a trama se torna realmente imatura, o que faz sentido.

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Existem outras características que poderiam exploradas, mas para não me estender muito mais vou apresentar abaixo os problemas de tudo isso com foco na “infantilização”, na “imaturidade” e no fato de haver esse crescimento exacerbado de mangás/animes colegiais.

Enfim qual a problemática de tudo isso?

A meu ver o grande a infantilização de elementos destinados ao público adulto, causa a má exploração de muitos desses elementos, em especial podemos falar de ecchi, que em muitos casos se confunde, pois o ecchi para jovens não deveria ser tão expositivo como é hoje em dia, e para adultos, porque muitos mangás/animes colegiais sabem que adultos os acompanham e usam elementos para atrair mais deles, não deveria ser tão inocentes. A confusão disso tudo acaba gerando um ecchi por ecchi que vira fanservice e se torna muitos vezes inútil para trama, ainda que cumpra seu papel de chamar a atenção de pessoas que não se preocupam tanto com a trama (embora acho que até essa galera uma hora cansa).

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Com relação a imaturidade, em parte tudo depende muito do como a trama se desenrola, mas particularmente é fácil citar exemplos de obras que, por exemplo, tenham professores que mais parecem estudantes colegiais e que não parecem ter a menor capacidade de conduzir uma sala de aula, ou de personagens adultos que premeditadamente tem designs infantis. Além disso, é incrível como boa parte das obras colegiais não parecem fazer ideia de quão complicado é para adolescentes a questão dos relacionamentos amorosos e a super sexualização de ações de personagens são tratadas como algo extremamente comum, pelo menos em obras destinadas principalmente ao público masculino. Geralmente nesse quesito shoujos colegiais sabem trabalhar muito bem, enquanto que que shounens… Também podemos falar da confusão que se há entre o tom sério ou não de um mangá/anime colegial com relação a mortes, que muitas vezes se confunde no meio das tramas, porém falar sobre o tom certo ou errado de uma trama merece um texto só para si e possivelmente eu o escreverei um no futuro.

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Voltando a questão do número grande de obras colegiais nos dias de hoje, como já citei há uma série de “regras” que a maioria das obras colegiais “precisa” seguir e no geral, mesmo com a grande variação de temas associados, há muita coisa parecida e por isso às vezes esses temas a mais acabam perdendo um pouco da força dentro da trama. Ou seja, esse número crescente de séries colegiais tem sim causado a diminuição da variabilidade de tramas e de maneiras como tramas diferentes são abordadas. Uma forma fácil de exemplificar isso, é que por mais diferentes que sejam os clubes colegiais em cada mangá/anime (clube de música, clube de astronomia, conselho estudantil, clube faz tudo  e etc.)  sempre há características comuns pré-estabelecidas que tornam eles meio similares (isso não vale para animes esportivos).

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Esse texto não tem o intuito de demonizar os mangás/animes colegiais, pois há sim muitas obras boas com essa temática ou característica, ou ambientação, e há exceções a todas as ideias acima comentadas, mas o exagero do número de séries desse tipo tem sim causado um dano a indústria e possivelmente um afastamento de muitos espectadores e leitores antigos de animes e mangás. Eu acho que há espaço para todo tipo de obra, mas há uma carência grande de animes (principalmente animes mesmo) mais adultos e mais maduros, há uma necessidade de se dar mais visibilidade a obras diferentes em light novels e animes. Ainda há muitos mangás bons e de sucesso não colegiais por aí, por que será que não ocorre o mesmo com animes e light novels? E a falta de mais obras diferentes nessas outras mídias faz com que muito mangaka acabe também optando por criar mais obras colegiais já que elas aparentemente fazem mais sucesso, isso gera um ciclo vicioso.

Finalizando, eu estou sim cada vez mais saturado e, por que não dizer, irritado com a quantidade principalmente de animes e light novels colegiais, eu não desejo que pare de  se fazer obras colegiais eu só realmente desejo que num futuro próximo haja uma espaço maior também para séries não colegiais e que sejam protagonizadas por adultos que se parecem adultos. Sabe, eu não lembro a última vez que vi um slice of life adulto, será que eu realmente verei outro desses nessa década?

PS.: Se possível dê uma olhada nos comentários, há uma discussão que está ajudando a complementar esse texto…