O ogro azul dos fãs de anime e mangá…

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Extras de Mangá #5: Algumas vantagens e desvantagens dos mangás curtos lançados no Brasil

Está no ar (após um longo hiato) a nova edição da coluna mais fanboy deste blog, ou quase. Aqui o assunto é mangá e somente mangá (mais ou menos).

Hoje irei compartilhar um pouco da minha opinião com relação a vantagens e desvantagens de se publicar mangás curtos aqui no Brasil. Para restringir o que eu compreendo por curto com relação a mangás, falarei neste texto de mangás que possuem no máximo 6 volumes. Enfim, vamos adiante.

Uma obra completa do Miura... finalmente consegui.

Uma obra completa do Miura… Finalmente consegui!

Podemos afirmar que a maioria dos mangás lançados no Brasil são de média ou longa duração, sendo obras com 10 ou mais volumes, isso porque naturalmente as editoras optam principalmente em lançar obras que já são famosas que vão lhe dar lucro por um longo tempo e isso não é nenhum problema, pois é até mais comum que bons mangás durem mais no mercado editorial japonês. Claro que ser bom é algo subjetivo e que o mais correto seria dizer que um mangá é popular, mas quando quase ninguém gosta de algo, isso é um indicativo de que essa não é uma boa aposta a ser feita. A questão é que ainda são lançados no Brasil mangás curtos e do ponto de vista de um leitor de mangás ocidental há uma série de vantagens e desvantagens relacionadas à essas obras.

Uma desvantagem é o fato de que quando a obra não é de um autor já consagrado no país, mesmo que você goste do mangá e com isso passe a querer mais obras do autor desse último, é pouco provável que a série venda bem “a não ser que essa obra tenha sido adaptada para anime”. Entre os exemplos que posso citar, temos o excelente Solanin de Inio Asano, que possui apenas dois volumes e que saiu no Brasil pela editora L&PM, que até fez uma campanha mínima de marketing, mas que aparentemente não conseguiu um retorno tão lucrativo. Vale ressaltar que Inio Asano é o mesmo autor de Oyasumi Pun Pun, outra excelente obra, muito bem-quista pelas pessoas na internet, e que sinceramente só irá ter chances de sair no Brasil se for por outra editora e ainda assim são poucas as chances. Claro que também existem as exceções, como o mangá Spicy Pink de Wataru Yoshizumi, que é um josei de apenas dois volumes e que passou despercebido pelo grande público, mesmo assim há pelo menos mais duas obras da autora no Brasil, Ultramaniac e Marmalade Boy. Provavelmente o motivo deste mangá ter sido lançado no Brasil foi devido ao sucesso pontual das outros obras da autora, e por ter saído numa época em que a Panini ainda investia mais em jousei e em shoujos.

Outra desvantagem é o fato de muitos mangás curtos lançados no Brasil não terem o mesmo marketing que obras mais longas, mesmo necessitando bem mais desse marketing. Atualmente editoras como a NewPop e a JBC passaram a publicar com mais frequência obras curtas. Percebe-se que essas editoras estão tentando equiparar o marketing de obras curtas com o que fazem para obras mais longas, enquanto que vejo pouco trabalho nesse sentido vindo da Panini, mesmo ela ainda publicando excelentes mangás curtos como o Gigantomachia, do qual vem a imagem que estampa o topo desse post.

agehaClaro que nem só de ônus vive nosso mercado com relação a obras curtas, na verdade existem várias vantagens tanto para leitor quanto para editora. Uma dessas vantagens está no fato de serem obras em que o investimento é menor e que um mal desempenho não é capaz de gerar uma crise numa editora. Para o leitor, o custeio de uma obra pequena é sempre menor do que de uma obra mais longa. Além disso, por ser menor o risco para a editora, há mais chances de se apostar em gêneros menos famosos. A JBC praticamente recriou um mercado de obras de suspense e terror ao apostar em séries como Another e Senhor dos Espinhos, além da série de média duração, Diário do Futuro. Agora praticamente essa editora sempre está com ou dois títulos dos gêneros terror e suspense em seu catálogo mensal. A Panini a alguns anos costumava apostar em obras jouseis e shoujos curtas, geralmente de romance, mas isso não ocorre mais.

Outra vantagem é que vários autores famosos costumam, vez ou outra, lançar séries pequenas, enquanto publicam suas obras principais que são mais longas. Algumas dessas obras menores acabam sendo lançadas no Brasil devido ao sucesso de uma outra obra maior do autor, que já faz ou fez sucesso no Brasil, assim podemos conferir mais do trabalho daquele autor. Por exemplo, seria pouco provável que Blue Dragon Ral Grad de Takeshi Obata chegasse ao brasil se não fosse o sucesso de Hikaru no Go, posteriormente esse desenhista ainda teve dois outros grandes sucessos em que trabalhou publicados no Brasil, Death Note e Bakuman, além de outra obra curta recentemente lançada, All you Need is Kill. Particularmente eu só tenho as duas obras curtas de Obata, embora tenha lido todas as obras citadas. Hikaru no Go é minha obra preferida dentre as seis, mas sem dúvida a obra em que Obata me deixou boquiaberto com seu traço, foi Blue Dragon Ral Grad.

È importante falar também que apostar em um autor que teve já obras que fizeram um relativo sucesso no país,  nem sempre é bom, principalmente quando a editora vai longe demais. Tenho certeza que toda vez que um mangá curto está para ser selecionado por uma editora, a editora tem ferramentas para medir o quanto essa obra provavelmente é popular ou não nos lugares em que já foi publicada, de modo que apostar em um mangá não muito famoso apenas porque o autor tem certa fama no Brasil pode sair pela culatra. O próprio Blue Dragon Ral Grad eu já conhecia ela antes de ser publicada no Brasil e pelo pouco de conhecimento que tinha, sabia que não era uma obra tão popular, tanto que até onde sei realmente que não foi um mangá muito lucrativo para a JBC.

Para mim que gosto muito de apostar em mangás curtos, não é incomum esbarrar em obras que não me agradam como o mangá Tsumitsuki, mas diante de um mercado em que suas grandes obras tendem muitas vezes a serem de gêneros muito parecidos, as vantagens de apostar em uma séries curtas se sobressai em detrimento das desvantagens, por isso fico feliz que mais mangás curtos venham sendo publicados nos últimos anos. Apenas espero que não se torne a regra usar esse tipo de mangá para apostar em gêneros menos conhecidos e em obras de demografias menos famosas no país, como o shoujo, o jousei e até mesmo o seinen, porque assim não teremos mais a oportunidade de acompanhar outras obras maiores e boas desses gêneros e demografias.

Sei que o texto não chegou a nenhuma grande conclusão, mas a ideia dessa coluna é divagar sobre os vários aspectos dos mangás e não apenas criticar o que há de ruim e nem apenas ressaltar o que há de bom. Espero que tenham gostado e que também reflitam um pouco sobre a publicação de mangás curtos no Brasil.

Análise da pergunta: Se alguma editora nacional lançasse mangás online você compraria (claro que com preço menor que os impressos pela vantagem em relação a distribuição)?

Uma ótima obra digital que acredito que faria sucesso no Brasil.

Uma ótima obra digital que poderia fazer sucesso no Brasil.

Nessa edição não teremos top nacional, mas temos a nova área da coluna Extras de Mangás onde farei sempre uma análise da pergunta extra de um dos formulários do projeto Conhecendo o Mercado Nacional de Mangás (CMNM), e desta vez vamos voltar a outubro de 2013, onde, juntamente às questões comuns do formulário desse mês, foi feita a seguinte pergunta:

Se alguma editora nacional lançasse mangás online você compraria (claro que com preço menor que os impressos pela vantagem em relação a distribuição)?

E para meu espanto e meio que tristeza a quantidade de respostas negativas foi superior e com uma vantagem razoável em relação às resposta positiva como pode ser visto no gráfico abaixo.

MAnga Digital

Mesmo analisando por faixa etária, apenas as pessoas entre 25 e 30 anos acham que poderia ser uma boa ideia publicar mangás digiais no Brasil. Porém foram muito poucos os participantes da pequisas nessas faixas na época em que esse formulário esteve no ar, como pode ser visto na tabela abaixo.

Manga Digital Faixa

Me pergunto se é uma resistência ao digital, se é porque as pessoas acreditam que obras digitais deveriam ser sempre gratuitas, ou se há uma desconfiança sobre como as editoras disponibilizariam essas obras. O mercado digital de quadrinhos existe, embora seja pequeno quando não se considera as publicações amadoras e gratuitas. Por exemplo o site maisgibis.com.br é uma loja de quadrinhos digitais, sendo que a versão impressa de algumas das obras à venda nesse site já foram publicadas. Porém não existe nenhuma iniciativa oficial do tipo para mangás, pelo menos não em língua portuguesa, pois o próprio Crunchyroll permite que os assinantes brasileiros tenham acesso aos mangás que são lá publicados, porém todos estão em inglês.

Particularmente, eu adoraria ver mangás sendo publicados digitalmente no Brasil, inclusive acompanhando notícias de anime e mangá, pode se ver que há uma tendência principalmente no Japão e nos Estados Unidos de publicarem mais e mais obras digitais. No caso do Brasil há uma vantagem imensa já que sabemos, que devido ao tamanho do país e ao fato de o principal tipo de transporte de produtos ser feito por meios viários, o custo com a distribuição é imenso. Além de que essa mesma distribuição é quase que cruel com fãs que não moram no sudeste onde estão as grandes editoras, pois fora a temível distribuição setorizada, ainda existe a tiragem pequena com que certas obras chegam em diversos locais do país e que por vezes gera uma concorrência por produto, já  que muitos dos mangás esgotam rápido.

Enfim, imagino diante desse resultado e do posicionamento de grande parte dos fãs de mangás, que tão cedo não veremos mangás digitais em português por vias oficiais no país, a não ser que alguma editora nos surpreenda, mas não aposto minhas fichas nisso.

Yopinando Shinbun 96: A Metalinguagem na Mídia Visual

Antes de melhor Tony Stark ele foi o melhor soldado negro do cinema.

Antes de melhor Tony Stark ele foi o melhor soldado negro do cinema.

Yo! Está no ar mais uma edição do podcast Yopinando Shinbun, o podcast mais metalinguístico da podosfera mundial. Nessa edição eu (Evilasio Junior) e Luklukas_ apresentamos a maior introdução da história do Yopinando Shinbun comentando nossa terrível resultado em chutes no Oscar e também falamos sobre muita coisa que vimos, lemos e até que jogamos (na verdade só o Luk jogou). Nessa edição falamos sobre as várias obras de mídia visual que apresentam metalinguagem, dentre elas os clássicos filmes Trovão Tropical e True Lies. No fim, ainda tem nossas indicações e as considerações finais.

Após ouvir mais este podcast feito com todo o carinho por nossa equipe, comente os assuntos aqui tratados e nos se você de algum filme, quadrinho, ou animação com metalinguagem que nós não falamos. Também sigam os twitters @Yopinando e no @AnimePortfolio para conferir novidades interessantes e comentários aleatórios.

Ainda estamos recrutando novos membros para a equipe do podcast, interessados cliquem AQUI.

Duração: 01:28:50

Podcast: Download Alta Qualidade (61,1 mb) | Download Média Qualidade (40,7 mb)

Feed de Podcasts do Yopinandohttp://feeds.rapidfeeds.com/45097/ | Clique aqui para ver os podcasts do Yopinando no Itunes.

Blocos:

  • 00:00:00 – Introdução
  • 00:37:03 – Discussão
  • 01:05:02 – Indicações
  • 01:23:32– Considerações Finais

Discussão: 

  • Obras de Mídia Visual que utilizam a metalinguagem

Indicações:

Comentados também nesse podcast:

Extras:

  • Fake Movies in Movies

Especial Ohba e Obata – Resenhas: Death Note e Bakuman

Olá leitores! Aqui é o ALM, como vocês estão? Hoje farei duas resenhas em um post só.

Como lançou esse mês o mangá All You Need Is Kill (Ainda farei a resenha deste, só estou esperando chegar pelo correio.), desenhado por Takeshi Obata, aproveitarei para fazer um especial de dois ótimos mangás também de Obata, mas em parceria com o roteirista Tsugumi Ohba: Death Note e Bakuman! Considerem esse post em homenagem aos 6 anos do Anime Portfólio, parabéns ao blog! E leia também esse post para conhecer mais sobre a carreira de Obata.

Death Note – História

Light Yagami (Ou Raito Yagami, tanto faz) é um dos melhores estudantes do Japão, mas ele se sente entediado com a vida, e decepcionado pela forma que o mundo está: podre. Então, em um dia qualquer, ele encontra um caderno que diz que todo humano cujo o nome for escrito nele morrerá. Mesmo duvidando disso, Light testa o caderno e descobre que ele é real, a partir disso ele resolve livrar o mundo da podridão, punindo os maldosos, e se tornando o Deus do novo mundo.

Depois de alguns dias com criminosos sendo mortos pelo Death Note, todos de ataque cardíaco, a polícia começa a suspeitar, e o maior detetive do mundo, “L”, é escalado para investigar o caso, e então, começa uma briga de gato e rato, um caçando o outro, cada um com sua justiça.

Análise

É difícil fazer uma resenha de Death Note, sendo ele um dos meus mangás/animes preferidos, mas aqui estou eu. Death Note apesar de sua sinopse simples, até meio sem graça, chama atenção pela inteligencia do roteiro no decorrer da série, reviravoltas acontecem toda hora, e o mangá te dá, digamos, liberdade para escolher de que lado você está.

Como Death Note se baseia em pontos de vistas morais diferentes (Light acreditando que a verdadeira justiça é a dele, que diz que matando criminosos ele vai criar um mundo melhor, e L acreditando que independente de serem criminosos ou não, matar é errado), a partir disso o leitor pode escolher quem ele acha que está certo ou errado. Particularmente, eu sempre torci para o L, sendo ele um ótimo personagem, carismático, inteligente e tudo mais, e por o Light ser um desgraçado.

Apesar de Light ser o personagem principal, ele é o vilão. É interessante ver o desenvolvimento do personagem, que no começo queria realmente fazer justiça, mas no decorrer da série ele se torna um assassino frio, incapaz de ter sentimentos por qualquer pessoa (Até pela própria família), e passa a se importar apenas consigo e com seu objetivo de se tornar um Deus. Falando em personagens, temos diversos outros, alguns bem bosta, tipo a Misa (Cara, como aquela mina é burra, chega a dar dó), e o Matsuda (Poxa, eu até gosto do Matsuda, ele é engraçado, mas ele não faz nada na série inteira.), e vários bons, como Aizawa, Near, Mello, Ryuk e Naomi Misora.

A partir do sensacional roteiro, o mangá tinha que ter uma arte a altura, e realmente tem, a arte de Takeshi Obata é uma das melhores que já vi em mangás, não vou comentar mais, vou apenas deixar algumas imagens para vocês verem do que eu estou falando (Ignorem a má qualidade das imagens): Aqui e aqui.

E ano passado foi lançado o Death Note – Black Edition no Brasil, pela JBC, que é uma edição que custa 40 dilmas. “QUE? QUE DROGA DE PREÇO É ESSE?” Calma, calma, essa edição vem com 400 páginas, capa com laminação fosca e detalhes em verniz, e papel especial, que valoriza bastante a arte, e 7 páginas coloridas. Acho que vale muito a pena comprar a Black Edition, inclusive só faltam o V e o VI para completar minha coleção dessa maravilhosa série.

Recomendo Death Note a todo mundo, tem uma história sensacional, com reviravoltas a todo momento, e com um roteiro de extrema inteligência, ótimos personagens (Alguns né…) e uma arte de ficar algum tempo em cada página só admirando. E a qualidade da Black Edition está ótima, você acha facilmente as edições em livrarias.

Death Note – Nota: 9,5

Bakuman – História

Bakuman conta a história de Mashiro, um talentoso desenhista, desmotivado com o futuro, por não saber o que fazer, e provavelmente ter que viver uma vida normal e chata. Um colega de classe, Takagi, vê um desenho que Mashiro fez de sua amada, Azuki, e descobre seu talento, e o convida para fazer mangás junto a ele, um desenhando e o outro fazendo os roteiros.

Mesmo relutante, Mashiro aceita, e mais tarde Takagi o convence a ir à casa de Azuki, para contarem seus sonhos de se tornarem mangakás. Azuki diz que também tem um sonho de se tornar dubladora, e sem pensar, Mashiro diz para eles se casarem quando Mashiro criar um mangá que se torne anime, sendo que Azuki irá dublar a heroína desse anime. E até que isso aconteça eles não devem se falar. Azuki aceita, e a partir daí, Mashiro (Já motivado a se tornar mangaká) e Takagi partem em busca de criar um título de sucesso na Shonen Jump.

Análise

Bakuman é um mangá diferente. Ele, assim como Death Note, tem muitos diálogos, diferente da maioria dos títulos de sucesso que vemos por aí, ou seja, Bakuman não vai agradar a todos.

E também, Bakuman tem pouca ação, segue um ritmo bem tranquilo o tempo todo, com alguns momentos de mais “movimento”, e felizmente Bakuman não se prende a essa sinopse RIDÍCULA, se você achou Bakuman uma bela bosta por essa sinopse, leia pelo menos uns dois volumes que você verá que Bakuman não é uma história de amor, e sim uma história de dois jovens buscando se tornarem mangakás de sucesso.

Isso sim que é legal de se ver, conhecer como funciona o mundo dos mangakás, o processo de criação, a Shonen Jump (Com cancelamentos, novas séries, o trabalho dos editores), mas, claro que o que é mostrado no mangá pode não ser a realidade, afinal, ele foi publicado na Shonen Jump, e a revista deve ter pedido para os autores deixar mais atrativa para quem tem o sonho de se tornar mangaká. A história nos primeiros volumes é bem fraca, e vai melhorando com o tempo, a melhor parte é o arco do Nananime, na minha opinião.

Outra coisa interessante, é que como o mangá fala sobre mangás, existem muitas referencias a diversos mangás, como Ashita no Joe, Dragon Ball, Death Note, One Piece…

E o ponto forte do mangá sem dúvida são os personagens, um mais carismático que o outro, e a maneira que os personagens se relacionam, e mesmo com a competitividade pela popularidade continuam com uma forte amizade, é bem interessante, e o desenvolvimento dos personagens também, o Nakai é o que mais surpreende no decorrer da série.

O final do mangá é bem preguiçoso. Eles só terminaram de verdade a parte do Hiramaru com a Aoki (Terminou muito bem aliás, uma das partes mais engraçadas do mangá), e o resto cade? O que acontece com os outros personagens? Eles continuam fazendo mangá e competindo até morrer, é isso? O que fiquei com mais raiva foi que nem disseram por que o tio do Mashiro morreu, que é um mistério desde o começo do mangá. Pelo menos, a história principal (Mashiro, Takagi, Azuki) “termina” bem.

A arte é a mesma de sempre, mas em Death Note está um pouco melhor, não sei o porquê.

Diferente de Death Note, não recomendo Bakuman a qualquer um, se você gosta de mangás, e não se importa em ler vários diálogos, Bakuman é mais que recomendado. Já se você só gosta de mangás de ação e luta, passe longe.

Bakuman – Nota: 9,0

Bom pessoal, foi isso, espero que tenham gostado, tiveram algumas coisas que gostaria de comentar, mas aí o post ficaria muito grande vocês iriam dormir na leitura, hehe. Também gostaria de fazer um post só para falar do final desses dois mangás, mas só se vocês quiserem, comentem aí o que vocês acham. Até a próxima, e feliz aniversário ao Anime Portfólio!

Animes em 2012: As opiniões sobre o que saiu na temporada de Outono

Tá frio!

Tá frio!

Aqui quem vos fala, é claro, é o Kyon e antes de mais nada quero deixar claro que o fato de haver um boneco no meu lugar, não significa que estou com medo de que alguém queira me bater por atrasar esse texto por pelo menos um ano, apenas está frio demais para aparecer, tanto que até o boneco está com um cachecol.

O outono me lembra muitas coisas (a mim lembra resfriado. Nota do administrador que também fica resfriado durante as chuvas de verão), mas nada que precise comentar agora para não atrasar ainda mais o texto que vocês devem está surpresos em finalmente ver ser postado (imagino que ninguém nem lembrava mais e se lembrava achava que eu tinha esquecido).

Antes de tecer meus comentários e minha quase retrospectiva sobre a temporada de outono de 2012, gostaria de lhes desejar um feliz ano novo, afinal esse meu texto também é o primeiro texto deste blog no ano (e eu podia está dormindo), então tenham todos um Feliz 2014, um ano que promete me trazer muito trabalho.

Um outono de resfriados, animes dropados, animes ruins e muitos animes que quase não vi.

O ano de 2012 foi marcado por várias séries com muito potencial desperdiçado e outras não tão atrativas, claro que houve boas obras, mas foi um dos ano que menos tive interesse em acompanhar os animes que estavam sendo exibidos, pelo menos não os que estrearam, principalmente no segundo semestre. Sobre aqueles animes que parei de ver logo no início e não devo voltar a vê-los (o administrador talvez volte se não cumprir algumas apostas que ele anda fazendo), temos pra começar um anime sobre bonequinhas semi-vivas que cuidam da casa de um adolescente e as vezes lutam entre si, o tal do Busou Shinki, essa obra nem chega  ser algo tão terrível assim, mas não faz meu estilo, do mesmo modo que Karneval, um anime claramente destinado a garotas que querem ver personagens masculinos quase tendo relações homossexuais, ou tendo, eu não sei, só vi o primeiro episódio. Agora ruim mesmo, do tipo que você pergunta “quem teve essa ideia de @#$%@?” Tem o tal do Onii-chan Dakedo Ai sae Areba Kankei Nai yo ne! Acho que já citei isso aqui, mas vale relembrar que vocês devem fugir do Onii-chan no título dos animes e também dos Imouto e Otouto (e agora em janeiro de 2014 tem um anime com Onee-chan no título que é Otouto disfarçado). Além desses,  um anime que fez bastante sucesso, mas que também dropei foi o Girls und Panzer, porque garotas colegiais e tanques de guerra… Afinal, PORQUÊ GAROTAS COLEGIAIS E TANQUES DE GUERRA?

Antes de falar dos animes que vi poucos episódios e que no futuro talvez continue, vale mencionar que vi o filme 009 Re:Cyborg e  apesar do visual em cgi ter ficado bacana, achei a história realmente ruim e me vi várias vezes lutando contra o sono, até voltando o filme para ver partes em que havia dormido. Enfim, ver essa nova história do clássico de Shoutaro Ishinomori, infelizmente não valeu nem pelo saudosismo.

Falando rapidamente daquelas obras que não são descartáveis, mas que por motivos que nem eu lembro mais, vi muito pouco, temos Little Busters!, a primeira temporada da adaptação do famoso jogo da Key, que foi bastante criticada, mas admito que gostei do primeiro e único episódio que vi. Já Code: Breaker não me agradou muito, achei tecnicamente um anime bem fraco, mas fiquei intrigado com o começo da história, da mesma forma que fiquei intrigado com  Zetsuen no Tempest, outro anime que só vi um episódio. Kami-sama Hajimemashita e Sakurasou no Pet na Kanojo foram animes que me chamaram  atenção, o segundo inclusive me foi bem recomendado, mesmo assim  não cheguei acompanhá-los e pra ser sincero a história da sacerdotisa por acaso de Kami-sama Hajimemashita estava me agradando mais atenção do que a da jovem de estimação. Wooser no Sono Higurashi foi um anime curto que até acompanhei um pouco, mas não me agradou nem desagradou muito e quando passei uma semana sem vê-lo, não tive mais vontade de voltar. K me impressionou pelo visual deslumbrante e pela ótima animação, mas a história deixou um pouco a desejar e por isso parei de vê-lo após alguns episódios, talvez um dia termine-o. Dentre os animes dessa temporada que não terminei, o que mais me empolgou foi Ixion Saga: Dimension Transfer, que não é apenas mais uma história de um jovem que foi parar dentro do mundo de fantasia de seu jogo de computador preferido, mas uma comédia muito estranha e uma aventura bem divertida dentro deste jogo, será que o protagonista conseguiu voltar pra casa? Por fim, acabei não completando os dois animes do noitaminA, ainda que Robotics; Notes tenha agradado alguns fãs da Nitroplus (mas há quem goste de Chaos; Head), no entanto quando vi que o anime não seria sobre o que ele parecia a princípio, toda  a minha não muita empolgação com este título se foi. Já Psycho Pass me é bastante recomendado até hoje e realmente não me lembro porque parei de vê-lo, pois é uma obra de ficção científica interessante, apenas o character design não me agrada.

O outono me lembra escolhas importantes e boas

Falarei um pouco sobre o lado interessante da temporada de outono começando pelos animes medianos e indo para os bons e depois o muito bons. Teekyuu foi um anime curto e louco que, apesar dos pesares, divertiu, apenas não dar pra dizer que é lá um grande anime. Outro anime que me empolgou bastante pela sua premissa e pelas muitas referências a videogame, mas que decepcionou um pouco em sua execução, principalmente pelo mal uso de clichês foi o OVA Aoi Sekai no Chuushin de que prometia uma época batalha entre duas das maiores empresas de videogame do fim do século 20 representadas como reinos em um mundo de fantasia medieval, sendo seus grandes heróis os campeões de cada reino, porém apenas três episódios não foram o bastante para me empolgar ao ponto de ler o mangá, fora que eu torcia para os vilões (afinal era Nintendo. nota do administrador Nintendista mesmo em épocas de crise). E o que dizer sobre Bakuman 3, senão que foi a temporada mais fraca da série, com poucos episódios realmente empolgantes e com mais ênfase em personagens nada interessantes incluindo o próprio casal principal.

Vamos então aos animes bons, que até representam um número expressivo do animes que vi por completo, começando por Gekijouban Mahou Shoujo Madoka Magica: BeginningsGekijouban Mahou Shoujo Madoka Magica: Eternal, os dois primeiros filmes de Madoka Magica que resumem a série de tv, felizmente com uma animação e arte melhorada e infelizmente sem parecer uma adaptação para os cinemas, ficou mais com cara de episódio de tv com duas horas de duração cada. Sukitte Ii na yo foi uma volta aos clássicos shoujos de romance extremamente previsíveis, mas não tão adocicados, que nos chama  atenção pelos personagens, pelo menos eu gostei muito da protagonista e se dependesse do administrador do blog e da Haruhi o Yamato podia sofrer um acidente e desaparecer da série, estranho não ter acontecido. E enfim, Magi: The Labyrinth of Magic teve um início bem empolgante, mas uma saga bem arrastada no meio e um final razoável, sua continuação que está sendo exibida atualmente é bem superior em praticamente todos os aspectos é como se finalmente a história tivesse engrenado, mesmo assim a primeira temporada foi boa.

Quanto aos animes muito bons começo destacando a inusitada história de Saint Onii-san que teve parte dela adaptada em dois OVA’s no fim de 2012 (em 2013 recebeu um filme que ainda não pude ver). Nessa história Jesus e Buda decidem tirar férias no Japão e passam a viver em uma pensão, além disso, não podem revelar suas identidades. Um anime muito bacana e segundo o administrador do blog “um anime de bem com a vida”. Outro ova curtinho foi Puchimas! Wakku Waku!! que é o prelúdio para o ova Puchimas! Petit Idolmaster lançado no início de 2013 e que o administrador do blog adora. Outros dois animes que possuem ambos uma boa comédia e um romance muito bom de se acompanhar são Tonari no Kaibutsu-kun e Chuunibyou demo Koi ga Shitai!, aliás se eu não soubesse quem é a Haruhi de verdade eu pensaria que ela tem apenas Chuunibyou, aliás acho que já tive isso, mas não me lembro quando.

O fim do ano também pode esconder grandes e excelentes surpresas

Para terminar, ainda há aqueles animes que foram além do imaginado e do esperado de tal modo que são no mínimo excelentes, no outono de 2012 houve 3 animes que coloco nesta categoria, já o administrador do blog tem 4 animes, sendo esse quarto é Evangelion 3.0 que ele adorou e eu nem vi, por isso ele deve falar desse filme em outra oportunidade, talvez explique porque ele gostou, pois não foram muitos os elogios que vi sobre este de outras pessoas. Ainda falando em filmes, no fim do ano tivemos o também aguardadíssimo One Piece Filme Z e foi incrível esse filme, fãs de One Piece com certeza sabem muito bem do que estou falando. Sei que muitos que estão lendo esse texto (se é que são muitos) devem está se perguntando e cadê Jojo? Cá está, pois sem dúvida o anime shounen mais absurdamente divertido do ano de 2012 foi JoJo no Kimyou na Bouken, que também fez a alegria de muitos no início de 2013. Todo mundo aqui do SOS Dan, menos a Nagato e Mikur… Asahina-san, que o achou o anime muito violento, aguarda ansioso pela continuação que virá em abril de 2014. Por fim, Shinsekai Yori, uma das maiores e melhores surpresas de 2012, o anime começou lento e isso fez muitos desistirem dele, porém a medida que a série seguia os mistérios por traz daquele mundo chamavam mais e mais a atenção e o final foi de deixar todo mundo arrepiado, aliás estou arrepiado ao falar deste anime mais uma vez.

Então acabou os textos de 2012, meio atrasado, mas acabou, não vou fazer top de melhores do ano, pois já passou da época né? Esse mês se tudo der certo o  administrador do blog ainda deve me forçar a escrever um texto sobre todo o ano de 2013, enquanto isso não acontece, me despeço de vocês. Nos vemos em uma outra oportunidade, até mais!