O ogro azul dos fãs de anime e mangá…

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Pensador Otaku: A Sailor Fukutização da cultura otaku

Yo! Tudo bem com vocês? Que tal refletirmos um pouco sobre mais um assunto ligado aos animes e mangás? Enfim espero que gostem de mais esse texto opinativo e reflexivo sobre um dos elementos da cultura otaku.

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Afinal, o que é Sailor Fukutização?

Não pesquisei se outras pessoas também usam o termo, mas Sailor Fukutização, assim como a Moeficação, é um termo que utilizo para exemplificar um “fenômeno” inerente a animes, mangás, novels e outros produtos relacionados a cultura otaku. Trata-se da exploração exacerbada do tema “colegial” e/ou de personagens colegiais nas mídias visuais supracitadas. Escolhi esse termo, pois “Sailor Fuku” é a maneira como os japoneses e referem ao uniforme escolar feminino que são baseados em fardas de marinheiros e que são adotados por praticamente todas as escolas colegiais japonesas (escolas fundamentais também).

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E porque fazer um texto sobre isso? 

Em parte por uma irritação pessoal com relação ao tema, mas principalmente porque é uma característica de séries de mangá/anime (eu não vou ficar repetindo “anime, mangá, light novel e outros produtos relacionados a cultura otaku”, então citarei apenas a expressão “mangá/anime”, mas tome tudo que for dito no texto como algo relacionado a todas essas mídias)  que nos últimos anos, ou na última década, se tornou um fenômeno.

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Como assim um fenômeno?

O costume de se produzir mangás com a temática colegial vem desde os anos 50 com a volta das publicações de mangás após a segunda guerra mundial. O tema era tratado apenas como mais um gênero, ou como elemento de fundo apenas para identificar a faixa etária a qual os personagens da história pertenciam e meio que é assim até hoje. Porém as obras com essa característica sempre representaram um espaço substancial, porém nem perto de ser um elemento muito mais recorrente do que os demais tipos de obras. Suponho até que entre os anos 80 e 90 havia uma quase equivalência entre obras colegiais e policiais (como eu sinto falta de séries policiais). Já na última década, o número de história situadas no meio colegial ou protagonizadas por colegiais  aumentou de maneira exacerbada, em especial nas temporadas de animes dos últimos 3 a 4 anos, é comum 30% ou mais da quantidade de animes em cada temporada ter a temática colegial ou ser protagonizada por colegiais.

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Claro que em parte isso se deve à popularidade desse tema ser grande, no entanto esse fenômeno cada vez mais causa um declínio da variabilidade de temáticas, ainda que se explore o tema ou a ambientação em conjunto com um número gigantesco de outros temas, características comuns de animes colegiais são e necessitam ser preservadas para abordar esse tema. A mais óbvia é a quase que necessidade de todos ou quase todos os personagens serem colegiais. Claro que a grande maioria das pessoas que leem mangá e assistem anime são adolescentes e jovens adultos que a pouco saíram do colegial (fora aquela razoável massa de otakus adultos que abrange muitos dos leitores desse blog inclusive o autor desse texto) e por isso é normal que a maioria  dos personagens também sejam adolescentes para que haja um empatia maior. Porém, essa super popularidade de personagens adolescentes é uma das causas da infantilização de elementos destinados ao público adulto e também do design e da caracterização de personagens adultos.

Outra característica inerente a obras colegiais é a imaturidade da trama ou das ações dos personagens, pois ainda que ajam algumas obras colegiais bastante maduras, a maturidade é um elemento um tanto estranho para caracterizar um jovem, de modo que muito da pouca maturidade desses animes venham dos poucos personagens adultos, mas como esses mesmos personagens geralmente não tem muito relevância (e muitas vez quando têm, ocorre a supracitada infantilização desses personagens), a trama se torna realmente imatura, o que faz sentido.

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Existem outras características que poderiam exploradas, mas para não me estender muito mais vou apresentar abaixo os problemas de tudo isso com foco na “infantilização”, na “imaturidade” e no fato de haver esse crescimento exacerbado de mangás/animes colegiais.

Enfim qual a problemática de tudo isso?

A meu ver o grande a infantilização de elementos destinados ao público adulto, causa a má exploração de muitos desses elementos, em especial podemos falar de ecchi, que em muitos casos se confunde, pois o ecchi para jovens não deveria ser tão expositivo como é hoje em dia, e para adultos, porque muitos mangás/animes colegiais sabem que adultos os acompanham e usam elementos para atrair mais deles, não deveria ser tão inocentes. A confusão disso tudo acaba gerando um ecchi por ecchi que vira fanservice e se torna muitos vezes inútil para trama, ainda que cumpra seu papel de chamar a atenção de pessoas que não se preocupam tanto com a trama (embora acho que até essa galera uma hora cansa).

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Com relação a imaturidade, em parte tudo depende muito do como a trama se desenrola, mas particularmente é fácil citar exemplos de obras que, por exemplo, tenham professores que mais parecem estudantes colegiais e que não parecem ter a menor capacidade de conduzir uma sala de aula, ou de personagens adultos que premeditadamente tem designs infantis. Além disso, é incrível como boa parte das obras colegiais não parecem fazer ideia de quão complicado é para adolescentes a questão dos relacionamentos amorosos e a super sexualização de ações de personagens são tratadas como algo extremamente comum, pelo menos em obras destinadas principalmente ao público masculino. Geralmente nesse quesito shoujos colegiais sabem trabalhar muito bem, enquanto que que shounens… Também podemos falar da confusão que se há entre o tom sério ou não de um mangá/anime colegial com relação a mortes, que muitas vezes se confunde no meio das tramas, porém falar sobre o tom certo ou errado de uma trama merece um texto só para si e possivelmente eu o escreverei um no futuro.

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Voltando a questão do número grande de obras colegiais nos dias de hoje, como já citei há uma série de “regras” que a maioria das obras colegiais “precisa” seguir e no geral, mesmo com a grande variação de temas associados, há muita coisa parecida e por isso às vezes esses temas a mais acabam perdendo um pouco da força dentro da trama. Ou seja, esse número crescente de séries colegiais tem sim causado a diminuição da variabilidade de tramas e de maneiras como tramas diferentes são abordadas. Uma forma fácil de exemplificar isso, é que por mais diferentes que sejam os clubes colegiais em cada mangá/anime (clube de música, clube de astronomia, conselho estudantil, clube faz tudo  e etc.)  sempre há características comuns pré-estabelecidas que tornam eles meio similares (isso não vale para animes esportivos).

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Esse texto não tem o intuito de demonizar os mangás/animes colegiais, pois há sim muitas obras boas com essa temática ou característica, ou ambientação, e há exceções a todas as ideias acima comentadas, mas o exagero do número de séries desse tipo tem sim causado um dano a indústria e possivelmente um afastamento de muitos espectadores e leitores antigos de animes e mangás. Eu acho que há espaço para todo tipo de obra, mas há uma carência grande de animes (principalmente animes mesmo) mais adultos e mais maduros, há uma necessidade de se dar mais visibilidade a obras diferentes em light novels e animes. Ainda há muitos mangás bons e de sucesso não colegiais por aí, por que será que não ocorre o mesmo com animes e light novels? E a falta de mais obras diferentes nessas outras mídias faz com que muito mangaka acabe também optando por criar mais obras colegiais já que elas aparentemente fazem mais sucesso, isso gera um ciclo vicioso.

Finalizando, eu estou sim cada vez mais saturado e, por que não dizer, irritado com a quantidade principalmente de animes e light novels colegiais, eu não desejo que pare de  se fazer obras colegiais eu só realmente desejo que num futuro próximo haja uma espaço maior também para séries não colegiais e que sejam protagonizadas por adultos que se parecem adultos. Sabe, eu não lembro a última vez que vi um slice of life adulto, será que eu realmente verei outro desses nessa década?

PS.: Se possível dê uma olhada nos comentários, há uma discussão que está ajudando a complementar esse texto…

À la recherche du futur perdu – Segundas Impressões

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 Olá a todos. Venho aqui continuar o post sobre Ushiwareta Mirai wo Motomete , o que faz disso um ”segundas impressões” no caso. No post anterior eu comentei o primeiro episódio, e meio que emendando o segundo. Nesse aqui ficará compreendido os episódios 3 e 4.

O episódio continua do lance do fantasma e dos tremores  que ocorreram no segundo episódio, com a turma toda tentando achar respostas para esse fenômeno.  Corta pra Airi, que pensando na novata misteriosa de longos cabelos brancos, reflete sobre sua vida até aqui. Ela diz que sempre foi a aluna perfeita, sempre tirou notas boas, se sobressaia nos esportes, e quando entrou nesse colégio decidiu ”meter a mão no freio”, e ser mais normal, o que resultou no encontro com a Kaori, que no caso era o oposto dela.

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 Retornando ao clube, a turma recebe um chamado para apartar outra briga entre os clubes de judô e karate, briga essa que aconteceu no episódio 1 antes do acidente com Kaori, enquanto a Yui tem uns devaneios e se lembra de algo, como uma lesão no tornozelo de alguém. Vale lembrar que ela chegou nua pelada sem memórias e aos poucos está recuperando sua memória, e que entre uma memória recuperada e outra ela se vê dentro de tubos, como numa experiência. Algo relacionado a clonagem, talvez? Yui como que se além do tornozelo soubesse que algo a mais fosse acontecer, arrasta Kaori do local da briga entre clube, salvando-a e evitando seu terrível destino de torcer o tornozelo.

Apoś isso, eles retornam para a busca pelo tal fantasma, se dividindo e duplas e procurando pelo colégio. A dupla de Kaori e Yui tiram a sorte grande , e o avistam numa janela do prédio anexo. Todos se assustam, tremem, MAS, ao perceberem que estavam sendo filmados, descobrem que era tudo pegadinha do malandro, era tudo parte de um projeto do clube de cinema, um filme de terror. Terminamos o episódio assim, sem grandes revelações interessantes.

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 Pesando todo o episódio, nada que influencie a trama profundamente aconteceu, fez nada mais que chover no molhado, alguns backgrounds de personagens mostrados ali, a continuação dos tremores também teve pouca participação nesse episódio.  E é isso. Esse post deveria englobar o episódio 4, além de sair na semana seguinte ao primeiras impressões, MÃS, não aconteceu. Relaxe, quem quer que esteja lendo isto, ainda farei outros ”impressões” dos próximos episódios, mesmo atrasando alguns dias.

Ushinawarete Mirai wo Motomete – Primeiras Impressões

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Olá a todos! Iniciando aqui minha sequência de postagens sobre primeiras impressões, começo aqui com Ushinawareta Mirai wo Motomete(Na procura do futuro perdido, segundo meu nihongo de pastelaria)

Comentando…


Bem, Ushinawareta Mirai wo Motomete, ou Waremete (para os mais próximos), é uma visual novel, lançada em 2010 , que tem duas adaptações em mangá, e que agora ganhou uma animação, estreando nesta atual temporada.

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Olha que chique, mona mour parle ne me quitte pass…

O episódio começa com uma pinta de Steins;Gate, com dois cientistas fazendo experiências em algo, que se revela sendo uma garota. Depois desse suspense todo, nos é mostrado o ambiente no qual a série provavelmente irá se passar integralmente, a escola. Somos então apresentados aos personagens principais da trama, com Sou Akiyama, nosso main character, Kaori, amiga de infância de Sou, Kenny, um americano e com Nagisa e Airi fechando o grupo.

A série tem aquele clima slice of slife, mostrando a rotina dos 5 amigos no clube de astronomia, sendo basicamente o primeiro episódio todo assim. Sempre é mostrado a passagem de tempo, no caso de dias, que se dá no episódio, indicando a sequência de eventos. Porém, como o nome do anime sugere, algo tem que acontecer. Sempre tem.

Após Kaori se declarar seu amor a Sou na sala de astronomia, ela sofre um acidente no caminho de casa, vítima de um ônibus descontrolado sem freio. É mostrado na sequência uma cena com o grupo no hospital, num climão a lá Kokoro Conect, não se sabendo o estado da garota…

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…MAS, como num passe de mágica, tudo volta ao começo, retornando o tempo até o dia 1, onde Kaori estava com o Sou e os outros na sala do clube. Algo acima da sala do clube desaba, e Sou vai até lá, encontrando uma garota misteriosa, desacordada e nua, que não lembra de nada, apenas do nome Sou. Parece interessante? Sim, mas o clima da série não é nada empolgante, coisa que afasta muita gente.

No pesar dos pesares, esse início calmo e devagar me faz lembrar de School Days, onde tudo é um mar de rosas até  quando tudo fica louco no episódio 3. Essa semelhança é a única coisa que me faz continuar a assistir. Lembrando que não li sinopse de nada, peguei pra ver no sorteio mesmo. Sinceramente, não irei criticar a obra em si, por que é baseada num Eroge, ou seja, quase sempre adaptar isso dá merda. Nada como um anime padrão no meio de tantos outros na temporada.

Mesmo assim, não irei droppar esta série. Algo ainda me diz que vale a pena chegar até o (episódio 5) final.

Ficha Técnica
Título:
Ushinawarete Mirai wo Motomete
Obra Original: Visual Novel
Gêneros: Ficção Científica, Colegial, Slice of Life, Mistério
Número de episódios: 12
Produtora: Feel
Diretor: Naoto Hosoda

Edit: Acabei de ler uns spoilers, e realmente teremos viagens no tempo, loops, cubo mágico e crazy sex. Rapaz. Refazendo o post em 3,2,1…

Considerações Finais Sobre Tari Tari

A quanto tempo eu não faço um texto de considerações e de resenha aqui para o blog e pensar que no início eu só publicava resenhas, mas deixando esses detalhes de lado, hoje é dia de comentar um dos animes que vi graças a extinta coluna Hora de Aventura, mas especificamente devido a edição número 8 dessa coluna. Hoje irei falar quais são as minhas considerações finais sobre o anime Tari Tari.

Um belo anime sobre música e amizade.

Um belo anime sobre música e amizade!

Antes de mais nada, vamos ao aviso de sempre: Esse texto não é uma resenha de Tari Tari e pode apresentar alguns spoilers leves, então se você não conhece este anime, recomendo ler antes uma resenha, como não encontrei nenhuma em blogs brasileiros que me parecesse interessante (apenas encontrei posts de primeira impressão), recomendo a resenha em inglês do Star Crossed Anime Blog que apresenta uma opinião um pouco parecida como a minha sobre esse anime e com uma análise um pouco mais técnica sobre vários detalhes da série, para ver esse texto basta clicar aqui.

Ficha Técnica
Título:
Tari Tari
Obra Original: Mangá
Autores da Obra Original: Evergreen (História e arte) e Tohru Naomura (Arte)
Gêneros: Comédia, Colegial, Slice of Life
Número de episódios: 13
Ano de Lançamento: 2012
Produtora: P.A. Works
Diretor: Masakazu Hashimoto

A história apresenta um grupo de colegiais que vão se unir para criar um segundo coral em sua escola. Esse coral foi idealizado e é presidido pela jovem Konatsu Miyamoto que devido a desentendimentos com a professora que coordena o coral oficial da escola saiu deste último e decidiu criar seu próprio coral. Além dela, o grupo principal do coral ainda tem sua amiga Sawa Okita, uma jovem que quer ser uma cavaleira e participar de corridas de cavalos, mas sua família não ver isso com bons olhos, Taichi Tanaka que é o único membro do clube de badminton e que leva muito a série o esporte tendo ele a intenção de tornar-se profissional, ele entra no coral devido a insistência de Konatsu, mas depois de se acostumar com o grupo ele acaba desenvolvendo uma paixão por Sawa, Atsuhiro “Wien” (Viena) Maeda, que é um jovem japonês que viveu doze anos na Áustria e por isso tem certa dificuldade com a língua e a cultura japonesa ao retornar ao país e Wakana Sakai, uma jovem que já foi uma cantora promissora como sua mãe, mas que decidiu parar de cantar depois da morte desta, ela apenas entrou no coral para ajudar Konatsu tocando piano e porque Konatsu insistiu muito.

O roteiro do anime é interessante, mas não empolga e os melhores momentos são as partes dramáticas envolvendo as personagens Sawa e Sakai, muito embora há bons momentos de humor e uma subtrama final bem interessante que vai unir de vez o grupo em prol de um objetivo em comum. Além disso, os momentos em que os personagens se apresentam como coral são bem interessantes. Fora isso o ritmo da série não incomoda, mas em nenhum momento há um real sentimento de urgência, a não ser no último episódio. No geral a trama é boa de se acompanhar, mas não chega a empolgar o espectador, porém também não chega a cansar, ao menos eu pude tranquilamente fazer uma maratona dos seis últimos episódios sem me sentir incomodado em nenhum momento.

As personagens femininas da trama, inclusive a professora com quem Konatsu briga o tempo quase todo, são interessantes, mas os personagens masculinos e os demais coadjuvantes nem tanto, embora haja alguns bons momentos do personagem Taichi, principalmente quando ele se mostra sério em relação a sua paixão por badminton. Minha personagem proferida é a Konatsu, pois gosto de seu jeito geralmente positivo de encarar as situações o que acaba unindo o grupo e levando os demais personagens a se sobressair, mesmo assim as personagens Sawa e Sakai tem realmente um sub plot mais interessante, um envolvendo um sonho e outro envolvendo um trauma.

Esses são os heróis da vizinhança e dos preços baixos...

Esses são os heróis da vizinhança e dos preços baixos…

Nos quesitos técnicos o anime é quase impecável, tendo um ótimo design de personagens, uma animação fluida e cenários deslumbrantes o que é uma marca registrada do estúdio P.A.Works. Vale a pena darem uma passado no post do blog Mithril para conferir os locais reais das províncias de Fujisawa e Enoshima que serviram como base para os cenários do anime, acesse esse post clicando aqui. Com relação a trilha sonora, os temas de abertura e encerramento, além das músicas cantadas pelos personagens, são muito bons, mas as demais trilhas não chegam a empolgar, mas não são ruins, em geral é uma trilha bem agradável de se ouvir.

Enfim, Tari Tari está longe de ser uma anime memorável ou obrigatório, mas é uma série bem agradável de  se acompanhar, muito embora não seja indicada para pessoas que não gostem de slice of life, pois a trama não tem nenhum momento que fuja muito da rotina dos personagens e mesmo as subtramas dramáticas são resolvidas rapidamente e sem grandes consequências. Como gosto muito do visual dessa obra, que realmente é deslumbrante, achei a série bem acima da média merecendo um nota oito, mas se retirarmos esse detalhe eu diria que é uma obra que merece um sete ou sete e meio, ou seja, vale a pena e acredito que vá agradar a muitos, mas não há um necessidade de priorizar este anime.

Considerações Finais sobre Seitokai no Ichizon

Antes de irmos ao texto principal vale a pena atualizá-los dos textos que devem ainda fazer parte da coluna de considerações finais e quais dos que inicialmente teriam textos de considerações finais, mas não o terão e o porquê disso.

Falando primeiro sobre as obras que não farão parte desta coluna, Shingeki no Kyojin já recebeu um texto e Cowboy Bebop tem um Animecotecast todinho só sobre ele. Os mangás Franken Fran e One Punch Man vão ganhar posteriormente um texto falando sobre seus primeiros volumes na coluna Eu li. Já Shin Sekai Yori deve receber um texto do Aiscrim. Por fim, Magi, Fairy Tail, Slayers , Bakuman e toda franquia Monogatari Series receberão textos especiais, apenas não é certo se ainda sairão esse ano.

Quanto aos textos que receberão edições dessa coluna, fora o texto de hoje de Seitokai no Ichizon, ainda haverão textos de La Storia della Arcana Famiglia, Natsuiro Kiseki, Maoyuu Maou Yuusha, Kobato, Boku wa Tomodachi ga Sukunai Next!, Astarotte no Omocha, Tamako Market, Mondaiji-tachi ga Isekai kara Kuru Sou Desu yo, Medaka Box, Rosario to Vampire e Tari Tari. Além, é claro, das próximas obras das edições da Hora de Aventura.

Sem mais delongas, vamos as considerações desse anime que prometi terminar de ver na edição 4  da Hora de Aventura.

Seitokai no Ichizon

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Um conselho estudantil ou o final harém de uma visual novel?

Para quem nunca assistiu Seitokai no Ichizon, indico que leiam a resenha do Leandro Nisishima para o Kotatsu Shinbun.

Título: Seitokai no Ichizon
Autor(a) da novel: Aoi Sekina
Artista da novel: Inugami Kira
Gêneros: Colegial, Harém, Romance, Comédia
Número de episódios: 12
Ano de Lançamento: 2009
Produtora: Studio Deen
Diretor: Satou Takuya

A obra gira em torno de cinco personagens que fazem parte do conselho estudantil de uma escola, sendo que são quatro garotas escolhidas por voto popular e um garoto que conseguiu obter  a melhor nota do colégio. O conselho estudantil é formado pela pequena, Sakurano Kurimo, a presidente do conselho, que tenta parecer madura, mas sempre age com uma criança, pela misteriosa Akaba Chizuru, que é apaixonada por garotas, principalmente pequenas e indefesas como a presidente e adora pregar peças no único homem do conselho estudantil, ela também parece participar de negócios escusos, pela energética Shiina Minatsu, que gosta de esportes e é bem forte, porém tem problema em se relacionar com a maioria dos  homens, no entanto isso não chega a ser nenhuma fobia, pela meiga Shiina Mafuyu, irmã de Minatsu, que é uma otaku (fujoshi) e gamer viciada, mas tem ainda menos facilidade de se relacionar com homens que a irmã, e por fim, temos Sugisaki Ken, um otaku que se esforçou além do normal para conseguir entrar no conselho e com isso tentar conquistar seu próprio harém. Ao longo do anime acompanhamos as situações cômicas e dramáticas pelas quais os personagens passam.

O character design dos personagens me agrada, porém não chega a ser algo muito destacável, na verdade é quase genérico, o único design que se destaca mais é da Mafuyu (e sim, ela é minha personagem preferida do anime). Com relação aos cenários, nada muito excepcional, mas são bem desenhados. Acho que faltou abusar um pouco de efeitos de luz para realçar a arte em algumas cenas. Já a animação é bem competente, embora também não impressione, porém o anime não necessita de muita animação, apenas o básico, pois a maioria das cenas são passadas no mesmo cenário, a sala do conselho estudantil, e geralmente envolve diálogos e citações, ou algumas poucas situações mais constrangedoras, contracenadas principalmente por Sugisaki, que é o protagonista da obra. A  abertura e o encerramento também me agradam, mas não o bastante para não pulá-las algumas vezes durante a mini-maratona que fiz e nem para guardar a letra em minha memória.

O anime, como já falei, não tem um lado técnico excepcional, apenas é bom,  o que realmente se destaca é o roteiro, não pela história, mas pela bela forma como os personagens são construidos e não só os personagens são bem construídos, a maioria das cenas de comédia também são muito boas, o que deixa um pouco a desejar é a parte dramática, não que seja ruim, apenas não é uma história inovadora. Como falei os personagens são muito bem construídos e alguns se destacam mais que outros, particularmente acredito que a Mafuyu seja  preferida não apenas por mim, mas pela maioria dos otakus, que também podem se sentir representados levemnete pelo Sugisaki. Vale ressaltar também que há muitas referências ao universo otaku como um todo,embora isto está longe de ser uma das características principais da obra, no entanto é inegável que isso ajuda bastante a gerar empatia por parte dos fãs de anime.

Gostei do anime, mas se tivesse o visto alguns anos atrás, com toda certeza eu gostaria mais, fora que não é um anime ideal para se maratonar, pelo  menos não para se ver mais de 3 episódios seguidos. As cenas cômicas nem são tão engraçadas assim, mas conseguiram, em sua maioria, me arrancar um sorriso. A obra está longe de ser uma das melhores em qualquer um dos gêneros de que faz parte, ainda assim é uma indicação interessante, principalmente para espectadores iniciantes no mundo dos animes de comédia colegial.

Anime Portfolio no projeto Um Anime Por Dia: Yahari Ore no Seishun Love come wa Machigatte Iru

Saiu mais um texto do Anime Portfolio para o projeto umanimepordia.com.br. E o anime recomendado esta vez é…

Yahari Ore no Seishun Love come wa Machigatte Iru

Existem diversos tipo de animes colegiais, algumas simplesmente com foco no humor e com um pouco de romance, outros mais picantes e sem muita preocupação com a realidade e outros que falam sobre problemas que estudantes reais possuem. Hoje é dia de conhecer uma comédia colegial, nem tão comédia e bem realista, ou quase, porque afinal a vida real não é como uma comédia romântica. É com prazer que lhes apresento Yahari Ore no Seishun Love come wa Machigatte Iru.

Yahari Ore no Seishun Love come wa Machigatte Iru (ou Oregairu) é uma série de animação baseada em uma novel homônima escrita por Wataru Watari e ilustrada por Ponkan8. O anime foi exibido entre 5 de abril de 2013 e 26 de junho do mesmo ano, tendo ao todo 13 episódios. A produção do anime ficou a cargo do estúdio Brain’s Base, o mesmo de Natsume Yuujinchou, Baccano!, Durarara!!, Kurenai, Kuragehime, Mawaru Penguin Drum e Tonari no Kaibutsu-kun, e a direção é de Yoshimura Ai.

Para conferir a resenha completa de Yahari Ore no Seishun Love come wa Machigatte Iru acesse umanimepordia.com.br