O ogro azul dos fãs de anime e mangá…

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Considerações Finais Sobre Astarotte no Omocha!

Continuando a lista de animes que eu prometi comentar após ter visto devido a extinta coluna Hora de Aventura, mas especificamente devido a punição referente ao não ter completado a meta da edição 5 da coluna (essa punição foi apresentada na edição 6 dessa coluna), hoje irei falar quais são as minhas considerações finais sobre a série lolicon Astarotte no Omocha!

Um Lolicon que tenta não apelar demais, mas...

Um Lolicon que tenta não apelar demais, mas…

Antes de qualquer coisa, esse texto não é uma resenha de Astarotte no Omocha! e pode apresentar alguns spoilers leves, então se você não conhece este anime, recomendo ler a resenha do Yoi Yume que pode ser lida clicando aqui.

Ficha Técnica
Título:
Astarotte no Omocha
Sinônimos: Lotte no Omocha!
Obra Original: Mangá
Autora da Obra Original: Haga Yui
Gêneros: Comédia, Ecchi, Lolicon, Romance
Demografia da revista em que é publicado o mangá: Seinen
Número de episódios: 12
Ano de Lançamento: 2011
Produtora: Diomedea
Diretor: Oizaki Fumitoshi

Astarotte no Omocha conta a história de uma succubus da realeza de um mundo fantástico que tem apenas 10 anos e que por não gostar de homens, na verdade por ter medo de se relacionar com eles, decidiu que seu harém seria formado apenas por humanos, pois estes seres a muito não aparecem no mundo fantástico em que  esta princesa succubus vive. Porém, um jovem adulto humano acaba sendo transportado para esse mundo junto à sua filha de também 10 anos e passa a ser o único membro do harém da protagonista. Ao longo do anime a relação entre a protagonista e o jovem vai se  tornando mais intensa até se tornar um romance e de fato culminar em uma aceitação completa da mesma em tê-lo em seu harém. Vale ressaltar que a filha desse humano, por um acaso do destino, é irmã da protagonista, já que a mãe da protagonista em uma pequena fuga ao mundo humano anos antes teve uma relação sexual com este. Então ela engravidou e logo que a criança nasceu, a mãe de nossa protagonista deixou a criança com o jovem humano supracitado.

O roteiro da série é bem simples e gira em torno da descoberta dos sentimentos que a protagonista feminina vai tendo pelo protagonista masculino. Infelizmente não parece haver personagens originais, ao menos é muito fácil perceber vários outros personagens que se assemelham a quaisquer um dos personagens desse anime, talvez por isso é difícil se apegar a eles e provavelmente ao longo da série você no máximo se importará com a protagonista feminina. Por isso mesmo eu fiz questão de não apresentar o nome dos personagens, pois não estivesse no título do anime, nem mesmo o nome da protagonista você iria lembrar 30 minutos depois de ver qualquer um dos episódio (talvez eu esteja exagerando, mas que são personagens esquecíveis facilmente, isso são).

O desenrolar da história é bem maçante e o abuso de clichês como episódios da praia e cenas de fanservice com falas de duplo sentido, mesmo quando apenas há personagens crianças, é bem irritante. Vale ressaltar que essas cenas de clichê ecchi, mesmo geralmente sendo leve, praticamente ditam o tom da série. Claro que também há cenas de drama bem trabalhadas, mas o abuso de clichês de personalidade, principalmente do lado tsundere da protagonista e do lado jovem adulto despreocupado do protagonista masculino, quebram o clima da maioria dessas cenas.

Apesar das personalidades de cada personagem serem bem genéricas, o conjunto dos mesmos funciona bem. É interessante notar que quando qualquer um dos protagonistas não está contracenando com o outro protagonista, ou com qualquer membro de seu circulo familiar, suas ações são bem mais interessantes e até mais plausíveis. Não que o relacionamento dos protagonistas seja de todo ruim, mas é impressionante como o exagero dos clichês de personalidades são acionados no máximo nesses momentos tornando grande parte dessas cenas irritante, pelo menos durante os primeiros dois terços do anime. Por sinal, o anime melhora bastante nos últimos episódios, nada que o torne lá uma grande série de romance, mas há piores. Com relação ao roteiro, o último ponto que gostaria de destacar está relacionado a comédia do anime que simplesmente poderia ser jogada fora, porque é difícil rir de alguma cena nesta série, até porque todas as piadas parecem retiradas de outros animes. Talvez se você nunca viu um anime ecchi/lolicon/romance, você consiga esboçar um sorrisinho de canto da boca com alguma cena de mal entendido.

Basicamente minha reação por ter de terminar esse anime.

Basicamente minha reação ao ver a maioria dos episódios desse anime.

O design de personagens e a animação do Diomedea são bem interessantes, apesar de o design de cenários não impressionar em momento algum. Os efeitos visuais também não desagradam. No geral a identidade visual do anime cumpre seu papel, o que não significa que ela vá agradar muita gente. A trilha sonora também não vai  impressionar, mas não chega a ser ruim. Por fim, não tem como culpar qualquer que seja o dublador de não se esforçar, pois o trabalho da equipe de dublagem certamente é a melhor parte do anime e não chega a ser memorável devido aos péssimos diálogos. É muito difícil encontrar um diálogo interessante que seja.

Enfim, Astarotte no Omocha está longe ser um bom anime, mas há séries bem piores e sinceramente ele entrega o que promete, nada mais e nada menos. Se você gosta de séries de fantasia com monstros mitológicos antropomorfizados em mulheres bonitinhas e de um romance lolicon que não seja tão pesado, pode ser que o anime até o agrade. Caso contrário, passe longe dessa série.

Considerações Finais Sobre Saint☆Onii-san OVA

Um texto de considerações finais não aparece por aqui a um bom tempo, mas ainda tem muito anime que ainda estou devendo comentários e sempre haverá enquanto eu puder ver anime. Enfim, hoje é dia de comentar um dos animes que vi graças a extinta coluna Hora de Aventura, mas especificamente devido a edição número 9 dessa coluna. Hoje irei falar quais são as minhas considerações finais sobre os dois OVA’s que adaptam parte do mangá Saint☆Onii-san.

Uma prova de que não é preciso questionar, enfatizar e nem desrespeitar a religião de alguém para se contar uma boa história sobre os personagens mais importantes de religiões distintas.

Essa obra prova que não é preciso questionar, enfatizar e nem desrespeitar a religião de alguém para se contar uma boa história sobre os personagens mais importantes destas religiões.

Antes de qualquer coisa, esse texto não é uma resenha de Saint☆Onii-san e pode apresentar alguns spoilers leves, então se você não conhece este anime, recomendo ler a resenha do Elfen Lied Brasil que apresenta uma opinião parecida como a minha e a análise é pouco mais voltada para a história, mas também faz leves comparações com outro mangá de comédia (muito bom) da mesma autora desta obra. Para ver o texto do Elfen Lied Brasil basta clicar aqui.

Ficha Técnica
Título:
Saint☆Onii-san
Sinônimos: Saint Young Men
Obra Original: Mangá
Autora da Obra Original: Hikaru Nakamura
Gêneros: Comédia, Slice of Life
Demografia da revista em que é publicado o mangá: Seinen
Número de episódios: 2
Ano de Lançamento: 2012 (OVA 1) e 2013 (OVA 2)
Produtora: A-1 Pictures
Diretor: Noriko Takao

Inspirado em um gag mangá de Hikaru Nakamura, a mesma autora de Urakawa Under The Bridge, Saint☆Onii-san apresenta uma trama protagonizada por Jesus Cristo e Siddhartha Gautama (Buda), que decidem tirar merecidas férias. Devido a dificuldade de lhe dar com  seus seguidores ao redor do mundo, que iriam provavelmente, mesmo com boas intenções, os deixar ainda mais cansados, eles decidem passar suas férias no Japão, um país um pouco menos fervoroso em relação a religião e onde poderiam esconder suas identidades, afinal imagina se descobrem que Jesus e Buda estão tirando férias na terra? Ao longo do anime acompanhamos o dia a dia de dois seres celestiais tentando viver como humanos e aproveitando os pequenos prazeres da vida, como ler um mangá, manter um blog, sair para passear numa rua comercial e etc. Vale ressaltar que durante a estadia dessas duas figuras celestiais na terra, estas acabam dividindo um pequeno apartamento em uma pensão cuja a “síndica” é uma senhorinha de idade bem desconfiada.

Falar de figuras religiosas é sempre complicado e principalmente em se tratando de uma obra de comédia, mas a autora conseguiu balizar muito bem o humor com as características mais famosas destes personagens e em nenhum momento apela para um humor negro e nem para situações desrespeitosas ainda que os personagens passem por situações difíceis  em que a filosofia deles é posta a prova e em todos os casos a solução é muito inteligente e ao meu ver nunca é polêmica.

Claro que certas atitudes dos personagens podem ser questionadas, mas muitas das escolhas são profundamente relacionas a história e as características conhecidas tanto de Buda quanto de Jesus, por exemplo o fato de Buda parecer o mais racional, enquanto que Jesus é um pouco mais liberal, de modo que isso representa o racionalismo pregado no Budismo e a comunhão e aceitação das diferenças pregados por Jesus, que segundo a Bíblia, não veio terra com intuito de salvar apenas os israelitas,  mas com o intuito de salvar todos no mundo.

Uma cena muito bacana é quando Jesus cita que uma de suas estratégias para manter a boa audiência de seu blog é sempre responder a todos os comentários, o que é uma clara analogia aos pedidos por graças tão comuns entre os cristãos. Outra questão interessante é o fato dos dois morarem em um pequeno apartamento que remete ao fato de ambos serem figuras ligadas a humildade, enquanto que Jesus sempre viveu entre os pobres e nunca aceitou regalias, Buda era um príncipe que deixou de lado sua realeza e riqueza para buscar a iluminação.

O que vocês fariam se encontrassem Buda e Jesus durante um passeio por sua cidade?

O que vocês fariam se encontrassem Buda e Jesus durante um passeio por sua cidade?

O trabalho do A-1 Pictures é muito bom, não chega a ser um dos melhores do estúdio, mas certamente serve a seu propósito. A animação é simples, porém fluida, o que é facilitado pelo design de personagens que é simples porém muito bem feito, particularmente gosto muito dos pequenos detalhes em cada personagem que se destacam dependendo da situação, por exemplo o sorriso meio encabulado de Jesus ou o olhar de Buda que quase sempre transmite um ar de sabedoria. Os cenários também são muito bem feitos e bem utilizados. E vale destacar que todos os elementos são melhorados na adaptação para filme que também é da mesma equipe.

Para finalizar, Saint☆Onii-san é uma obra descontraída que a meu ver passa uma ideia simples de que você não precisa ser tão rígido com relação a ideologias sejam elas religiosas, políticas, morais ou o que for. Saint☆Onii-san não é apenas uma história muito divertida, mas que pode lhe apresentar um novo jeito de ver o mundo ao mostrar que até mesmo duas figuras celestiais com ideologias (levemente) diferentes buscam a comunhão, a convivência e a amizade entre si. Os grandes sábios e as pessoas iluminadas sempre buscaram a paz, o amor e o respeito das diferenças entre todos os seres humanos.  Enfim, Saint☆Onii-san é um ótimo anime.

Considerações Finais Sobre Tari Tari

A quanto tempo eu não faço um texto de considerações e de resenha aqui para o blog e pensar que no início eu só publicava resenhas, mas deixando esses detalhes de lado, hoje é dia de comentar um dos animes que vi graças a extinta coluna Hora de Aventura, mas especificamente devido a edição número 8 dessa coluna. Hoje irei falar quais são as minhas considerações finais sobre o anime Tari Tari.

Um belo anime sobre música e amizade.

Um belo anime sobre música e amizade!

Antes de mais nada, vamos ao aviso de sempre: Esse texto não é uma resenha de Tari Tari e pode apresentar alguns spoilers leves, então se você não conhece este anime, recomendo ler antes uma resenha, como não encontrei nenhuma em blogs brasileiros que me parecesse interessante (apenas encontrei posts de primeira impressão), recomendo a resenha em inglês do Star Crossed Anime Blog que apresenta uma opinião um pouco parecida como a minha sobre esse anime e com uma análise um pouco mais técnica sobre vários detalhes da série, para ver esse texto basta clicar aqui.

Ficha Técnica
Título:
Tari Tari
Obra Original: Mangá
Autores da Obra Original: Evergreen (História e arte) e Tohru Naomura (Arte)
Gêneros: Comédia, Colegial, Slice of Life
Número de episódios: 13
Ano de Lançamento: 2012
Produtora: P.A. Works
Diretor: Masakazu Hashimoto

A história apresenta um grupo de colegiais que vão se unir para criar um segundo coral em sua escola. Esse coral foi idealizado e é presidido pela jovem Konatsu Miyamoto que devido a desentendimentos com a professora que coordena o coral oficial da escola saiu deste último e decidiu criar seu próprio coral. Além dela, o grupo principal do coral ainda tem sua amiga Sawa Okita, uma jovem que quer ser uma cavaleira e participar de corridas de cavalos, mas sua família não ver isso com bons olhos, Taichi Tanaka que é o único membro do clube de badminton e que leva muito a série o esporte tendo ele a intenção de tornar-se profissional, ele entra no coral devido a insistência de Konatsu, mas depois de se acostumar com o grupo ele acaba desenvolvendo uma paixão por Sawa, Atsuhiro “Wien” (Viena) Maeda, que é um jovem japonês que viveu doze anos na Áustria e por isso tem certa dificuldade com a língua e a cultura japonesa ao retornar ao país e Wakana Sakai, uma jovem que já foi uma cantora promissora como sua mãe, mas que decidiu parar de cantar depois da morte desta, ela apenas entrou no coral para ajudar Konatsu tocando piano e porque Konatsu insistiu muito.

O roteiro do anime é interessante, mas não empolga e os melhores momentos são as partes dramáticas envolvendo as personagens Sawa e Sakai, muito embora há bons momentos de humor e uma subtrama final bem interessante que vai unir de vez o grupo em prol de um objetivo em comum. Além disso, os momentos em que os personagens se apresentam como coral são bem interessantes. Fora isso o ritmo da série não incomoda, mas em nenhum momento há um real sentimento de urgência, a não ser no último episódio. No geral a trama é boa de se acompanhar, mas não chega a empolgar o espectador, porém também não chega a cansar, ao menos eu pude tranquilamente fazer uma maratona dos seis últimos episódios sem me sentir incomodado em nenhum momento.

As personagens femininas da trama, inclusive a professora com quem Konatsu briga o tempo quase todo, são interessantes, mas os personagens masculinos e os demais coadjuvantes nem tanto, embora haja alguns bons momentos do personagem Taichi, principalmente quando ele se mostra sério em relação a sua paixão por badminton. Minha personagem proferida é a Konatsu, pois gosto de seu jeito geralmente positivo de encarar as situações o que acaba unindo o grupo e levando os demais personagens a se sobressair, mesmo assim as personagens Sawa e Sakai tem realmente um sub plot mais interessante, um envolvendo um sonho e outro envolvendo um trauma.

Esses são os heróis da vizinhança e dos preços baixos...

Esses são os heróis da vizinhança e dos preços baixos…

Nos quesitos técnicos o anime é quase impecável, tendo um ótimo design de personagens, uma animação fluida e cenários deslumbrantes o que é uma marca registrada do estúdio P.A.Works. Vale a pena darem uma passado no post do blog Mithril para conferir os locais reais das províncias de Fujisawa e Enoshima que serviram como base para os cenários do anime, acesse esse post clicando aqui. Com relação a trilha sonora, os temas de abertura e encerramento, além das músicas cantadas pelos personagens, são muito bons, mas as demais trilhas não chegam a empolgar, mas não são ruins, em geral é uma trilha bem agradável de se ouvir.

Enfim, Tari Tari está longe de ser uma anime memorável ou obrigatório, mas é uma série bem agradável de  se acompanhar, muito embora não seja indicada para pessoas que não gostem de slice of life, pois a trama não tem nenhum momento que fuja muito da rotina dos personagens e mesmo as subtramas dramáticas são resolvidas rapidamente e sem grandes consequências. Como gosto muito do visual dessa obra, que realmente é deslumbrante, achei a série bem acima da média merecendo um nota oito, mas se retirarmos esse detalhe eu diria que é uma obra que merece um sete ou sete e meio, ou seja, vale a pena e acredito que vá agradar a muitos, mas não há um necessidade de priorizar este anime.

Considerações Finais sobre Kobato

Yo! Hoje é dia de apresentar minhas considerações finais do último anime baseado em uma obra do estúdio CLAMP que vi (ao menos até então). Trata-se de Kobato, um anime que comecei a ver em 2009, mas acabei parando na metade e só retornei em 2013 depois de tê-lo como meta da segunda edição da coluna Hora de Aventura. Agora é hora de tecer considerações finais sobre essa bela obra.

Kobato ganbarimasu!

Kobato ganbarimasu!

Esse texto não é uma resenha de Kobato e pode apresentar alguns spoilers leves, então se você não conhece este anime recomendo ler antes a resenha do mesmo que fiz para o projeto Um Anime Por Dia acessando esse link.

Título:Kobato
Obra Original: Mangá
Autor da Obra Original: CLAMP
Gêneros:Fantasia, Comédia, Romance, Drama
Número de episódios: 24
Ano de Lançamento: 2009
Produtora:Madhouse
Diretor: Masuhara Mitsuyuki

Kobato Dobato é uma jovem especial que vive entre o céu e a terra e que recebeu a missão de curar e reunir corações partidos para que seu maior desejo seja realizado. Junto dela está sempre seu supervisor, Ioryogi, que tem a aparência de um cachorrinho de pelúcia, porém quando está irritado não é nada meigo e é capaz inclusive de soltar labaredas pela boca. Kobato é muito inocente e fará de tudo para ajudar as pessoas, mesmo as que não estão com coração partido, porém sua inocência pode e irá afetar em sua tarefa, além disso, há um grande mistério por trás do desejo de Kobato e de quem ela realmente é.

“Uma história de fantasia, drama e romance com uma pitada de comédia” é uma boa definição para este anime, porém meio superficial. O ponto mais forte da obra não está em seu roteiro nem nos elementos que o definem, mas nos personagens que são bem construídos e desenvolvidos. O mais fascinante da Kobato é a forma como a jovem se relaciona com os demais personagens tornando cada um deles importantes para a história e a medida que eles vão crescendo a própria protagonista vai se desenvolvendo, além disso, os mistérios que envolvem sua origem ganham uma importância crucial no final da trama, e a revelação ocorre em um momento muito bem escolhido.

Outro ponto interessante de Kobato, como em todas as obras da CLAMP,  é sua ligação com CLAMPverso (Universo das obras do grupo CLAMP). Dentro do anime há uma ligação direta com a obra Wish, inclusive os protagonistas dessa obra fazem parte do núcleo de personagens de Kobato. Outro grupo que aparece diretamente na história é o grupo de Tsubasa Reservoir Chronicle. Além deles, personagens semelhantes aos presentes em Chobits também fazem parte da obra, fora outras referências menores a outros títulos do grupo.

A animação da série é boa e a arte é muito bonita, em minha opinião, é a melhor arte de todos os animes baseados em obras da CLAMP, além disso, a dublagem e a trilha sonora também são excelentes, mas nem tudo são flores, considero que o anime tem um grande problema com o ritmo que é muito lento durante quase toda a obra, acelerando bastante apenas nos episódios finais, isso infelizmente pode e vai desagradar algumas pessoas, principalmente quem tiver interesse em fazer uma maratona, no entanto um pouco de esforço ou ver o anime de forma pausada é o bastante para que se chegue até o final, que por sinal é bem consistente e particularmente achei muito bom e muito bonito.

Enfim, Kobato é uma obra da CLAMP, onde as autoras imprimem bem sua assinatura, sem partir para ação ou para grandes melodramas, mantendo quase sempre o clima de tranquilidade e diversão. A sensação que Kobato passa é de que é uma obra feita para te por para cima e mostra que com um pouco de esforço é possível curar qualquer ferida do coração. Talvez não seja um animes para todos, mas acredito que quem gosta de uma boa obra de romance, drama e comédia, vai se divertir bastante com a história da inocente e atrapalhada Kobato Dobato.

Anime Portfolio no projeto Um Anime Por Dia: Moyashimon

Saiu mais um texto do Anime Portfolio para o projeto umanimepordia.com.br. E o anime recomendado esta vez é…

Moyashimon

Moyashimon é um anime exibido entre 12 de outubro de 2007 e 21 de dezembro do mesmo ano, totalizando 11 episódios. O anime foi exibido no famoso bloco noitaminA da TV Fuji e em 2012 também foi exibida no mesmo bloco uma continuação chamada Moyashimon Returns. A obra é baseado no mangá original de Ishikawa Masayuki e foi produzido pelo estúdio Telecom Animation Film, o mesmo de Futakoi, Tide-Line Blue, Nijuu-Mensou no Musume, Himechan! Otogitic Idol Lil`Pri e Ojii-san no Lamp, em parceria com o estúdio Shirogumi, o mesmo de Seiyou Kottou Yougashiten: Antique e Yuuto-kun ga Iku. O anime foi dirigido por Yano Yuuichirou, também diretor de Patapata Hikousen no Bouken e Mujin Wakusei Survive.

Moyashimon apresenta o cotidiano universitário do jovem Sawaki Souemon Tadayasu, que é filho de produtores de sake e possui uma habilidade peculiar, ele pode ver e interagir com micróbios a olho nu, além disso, ele os enxerga de forma bem diferente do que estamos acostumados a ver em microscópios. Tentando deixar um pouco  sua cidade e a obrigação de suceder o pai no negócio da família, ele e seu amigo Yuuki Kei, que também é filho de produtores de sake e que diferente de Tadayasu quer continuar o negócio da família, vão estudar em uma universidade de agricultura em Tokyo e acabam sendo transformados involuntariamente em membros do laboratório de estudo de produtos fermentados. Como Tadayasu lhe dará com a nova vida universitária? como sua habilidade irá o afetar? Que tipo de pessoas se relacionaram com ele neste novo ambiente? E o quanto micróbios podem ser moe? Só assistindo para descobrir.

Para conferir a resenha completa de Moyashimon acesse umanimepordia.com.br. Enfim a meta do projeto foi alcançada! 365 resenhas de anime ao longo dos 365 dias do ano, sendo um anime por dia! Obrigado a todos que nos apoiaram!

Anime Portfolio no projeto Um Anime Por Dia: Tokyo Godfathers

Saiu mais um texto do Anime Portfolio para o projeto umanimepordia.com.br. E o anime recomendado esta vez é…

Tokyo Godfathers

Tokyo Godfathers é um filme que foi exibido pela primeira vez em 30 de agosto de 2003 no evento Big Apple Anime Fest em Nova York. O filme foi escrito e dirigido por Satoshi Kon, o mesmo diretor de Millennium Actress, Perfect Blue, Paranoia Agent, Paprika e Ani*Kuri 15, e foi produzido pelo estúdio Madhouse, Gungrave, Redline, Chobits, X-Men, Beck, Chihayafuru, Needless, Akagi,  Kaiji, Hajime no Ippo, Perfect Blue, Paprika, Black Lagoon, Kobato, Allison to Lillia e Nana.

A história é protagonizadas por três sem tetos que encontram um bebê abandonado no meio do lixo durante a noite de natal. O grupo é formado por uma adolescente que fugiu de casa, por um senhor idade meio ranzinza,  mas bastante emotivo e por uma ex drag queen e cantora, essa última chamada Hana, quer ficar com o bebê como se ele fosse o filho que ela nunca poderá ter e após insistir muito os três concordam cuidar dele naquela noite e levá-lo a polícia no dia seguinte, mas nada vai ser como eles esperam e vai começar uma jornada cheia de momentos únicos e milagres de natal em busca dos verdadeiros pais da criança que recebeu o nome de Kiyoko (Kiyo – pura, em homenagem a noite em que nasceu, Ko – criança). Ao longo da jornada, o passado de cada um desses três voltará para assombrá-los e, talvez, para perdoá-los também.

Para conferir a resenha completa de Tokyo Godfathers acesse umanimepordia.com.br.

Anime Portfolio no projeto Um Anime Por Dia: Tamako Market

Saiu mais um texto do Anime Portfolio para o projeto umanimepordia.com.br. E o anime recomendado esta vez é…

Tamako Market

Tamako Market é uma animação original do estúdio Kyoto Animation, o mesmo de Suzumiya Haruhi no Yuutsu, Lucky Star, Nichijou, Hyouka, Full Metal Paninc? Fumoffu, Full Metal Panic! The Second Raid, Clannad, Chuunibyou demo Koi ga Shitai!, K-ON e Free!, exibida entre 10 de janeiro e 28 de março de 2013, totalizando 12 episódios. O anime foi dirigido por Yamada Naoko, a mesma diretora de K-ON!.

A obra apresenta o dia a dia da jovem Kitashirakawa Tamako e das pessoas com quem ela convive e é situada durante um certo período de tempo, no qual um estranha ave falante passou a morar com Tamako e sua família.  A ave é um mensageiro vindo de uma ilha tropical e que estava em busca de uma mulher adequada o bastante para se tornar noiva do príncipe desta ilha supracitada. A família de Tamako tem uma loja que mochi (um tipo de doce japonês) e na maior parte do tempo a história da ave , conhecida com Dera Mochimazui, é ignorada e ele (o Dera) acaba apenas com um ser estranho que protagoniza várias cenas cômicas. O foco principal, se é que podemos dizer que uma história sobre acontecimentos cotidianos tem foco, são os diversos planos criados por Tamako e pelas outras pessoas dos estabelecimentos que fazem parte da rua comercial onde Tamako mora. Estes planos visam aumentar o número de fregueses circulando na rua comercial supracitada.

Para conferir a resenha completa de Tamako Market acesse umanimepordia.com.br.

Considerações Finais sobre La Storia della Arcana Famiglia

Dando continuidade aos textos de considerações finais, hoje é dia de falar de um anime que não tive lá muito prazer em vê, mas como não havia cumprido a meta da coluna Hora de Aventura 3, tive de vê-lo. Então vamos as considerações de…

La Storia della Arcana Famiglia

Enrolando até o fim...

Enrolando até o fim…

Para quem nunca assistiu La Storia della Arcana Famiglia, indico que leiam a resenha do Erick Dias para o Animecote.

Título:La Storia della Arcana Famiglia
Obra Original: Otome Game para PSP
Gêneros: Drama, Romance, Comédia, Máfia, Poderes Sobrenaturais
Número de episódios: 12
Ano de Lançamento: 2012
Produtora: J.C. STAFF
Diretor: Kon Chiaki

A história se passa em uma pequena ilha do Mediterrâneo que é protegida por uma família de mafiosos, chamada Família Arcana. Alguns membros desse grupo possuem habilidades especiais ligadas a cartas misteriosas, chamadas cartas Arcana. Em meio a esses mafiosos se destacam como protagonistas três jovens: Felicita, a filha do líder da Família Arcana e que possui a carta do coração (e outra que é descoberta depois), Nova, o primo de Felicita e líder do grupo de seguranças da ilha, que  tem  um design meio oriental e possui a carta da morte, e por fim, Liberta, um órfão que foi resgatado por um dos membros da família Arcana após libertar (por mais que pareça, eu não estou querendo fazer um trocadilho infame) seu poder Arcana e queimar o local onde morava, ele possui a carta do Pierrot. Além destes, há outros personagens de destaque e alguns deles são citados ao longo deste texto. A trama em si começa quando o líder da família Arcana, o pai de Felicita, decide promover um torneio, chamado Arcana Duelo, que irá definir quem será o próximo líder da família e  o vencedor ainda ganhará a  mão de Felicita em casamento (a não ser que ela própria ganhe) e terá um de seus desejos realizados, sendo que todos os membros que possuem algum poder associado a uma carta Arcana podem participar. Ao longo do anime vamos conhecendo o dia a dia e o passado dos personagens importantes para a trama e o tal do Arcana Duelo ocorre apenas durante parte do penúltimo episódio.

Com relação a arte dos personagens, de fato é bem agradável, mas por ser uma obra baseada em um Otome Game, me incomoda um pouco a escassez de membros do núcleo feminino. Os cenários não impressionam, mas são muito bem construídos e aproveitados. Se por um lado a arte é boa, por outro a animação tem médios e baixos momentos, muitas das poucas cenas de ação são fracamente animadas, embora haja alguns momentos de luta que a animação até se sobressai, porém, no geral, a animação não incomoda tanto, mas não ajuda muito. A dublagem da grande maioria dos personagens me agrada, apenas me incomoda um pouco a voz do personagem Jolly, que tenta passar um ar misterioso e o personagem até age de maneira meio misteriosa, mas não acho que a voz encaixa tão bem com o character design deste personagem. Por fim, mal lembro da trilha sonora, não que seja tão ruim assim, apenas não se destaca em momento algum e nem mesmo a abertura ou encerramento chegam a empolgar, por sinal, o vídeo de encerramento é tão genérico que eu simplesmente o pulava ou ignorava.

O anime tem todo um clima de Otome Game e vemos a trama principalmente pela visão de Felicita, mas a obra não chega a forçar a barra nos romances, o grande problema porém é que o anime cria uma expectativa ao início de que será uma trama com cenas de ação, que o torneio supracitado será super importante, que o lado obscuro dos tais poderes Arcana seriam bem explorados e dariam o grande ar de mistério a uma parte da trama, mas no final, boa parte do anime não passa de um slice of life, perdendo-se muito tempo com a explicação do passado de quase todos os personagens, isso quando não há alguma tarefa pequena a ser feita por um ou outro membro da família Arcana que de um modo ou de outro vai ter ajuda de Felicita, Liberta e/ou Nova. O mistério ao redor das cartas arcanas apenas é mais explorado no final da série quando se fala da história do líder da família e do passado de Felicita, mesmo que em quase todo episódio um ou outro personagem use sua habilidade para resolver algum problema menor. As poucas lutas são sempre rapidamente resolvidas ou deixadas de lado e quase sempre são sem graça. Por fim, embora não seja foco do anime, o lado de romance não chega a ser totalmente ruim, no entanto não leva a nada, ou melhor, o tempo todo, tudo se encaminha para um gigantesca Friend Zone.

O anime deixa a impressão de que tudo aquilo que foi feito pelos personagens antes ou que será feito no futuro, após essa trama, é mais empolgante, sendo contada uma das partes menos interessante da vida destes, o que não faz lá muito sentido. Para não dizer que o anime é totalmente desagradável, pois de fato não é, a trama envolvendo Felicita e seu pai que ocorre quase no fim da série até que é interessante. No mais, fora a própria Felicita, não senti empatia por nenhuma outro personagem, achei boa parte dos diálogos chatos e o lado de comédia não me agradou em nada. Falando em personagens e em cenas forçadas, achei o trio formado por Luca, o capacho da Felicita, Pace, o bobão glutão super forte, e Debito, o pseudo bad boy garanhão, irritante quase toda vez que apareciam na tela depois da meade do anime, pois a aparição deles juntos, quase sempre termina em uma situação que tenta ser cômica, mas que não tem graça alguma. Enfim, está claro que o anime não me agradou, há obras bem piores e outras muito melhores e em geral eu não consigo pensar à quem indicaria a série, mas se você gosta de obras baseadas em Otome Games, talvez possa lhe agradar um pouco, embora acho que o anime não é competente nem como uma adaptação animada de um jogo de relacionamento para garotas. E se mesmo assim, você ainda quiser ver o anime, pelo menos não faça maratona,  pois posso garantir que isso é uma experiência extremamente maçante.

Considerações Finais sobre Seitokai no Ichizon

Antes de irmos ao texto principal vale a pena atualizá-los dos textos que devem ainda fazer parte da coluna de considerações finais e quais dos que inicialmente teriam textos de considerações finais, mas não o terão e o porquê disso.

Falando primeiro sobre as obras que não farão parte desta coluna, Shingeki no Kyojin já recebeu um texto e Cowboy Bebop tem um Animecotecast todinho só sobre ele. Os mangás Franken Fran e One Punch Man vão ganhar posteriormente um texto falando sobre seus primeiros volumes na coluna Eu li. Já Shin Sekai Yori deve receber um texto do Aiscrim. Por fim, Magi, Fairy Tail, Slayers , Bakuman e toda franquia Monogatari Series receberão textos especiais, apenas não é certo se ainda sairão esse ano.

Quanto aos textos que receberão edições dessa coluna, fora o texto de hoje de Seitokai no Ichizon, ainda haverão textos de La Storia della Arcana Famiglia, Natsuiro Kiseki, Maoyuu Maou Yuusha, Kobato, Boku wa Tomodachi ga Sukunai Next!, Astarotte no Omocha, Tamako Market, Mondaiji-tachi ga Isekai kara Kuru Sou Desu yo, Medaka Box, Rosario to Vampire e Tari Tari. Além, é claro, das próximas obras das edições da Hora de Aventura.

Sem mais delongas, vamos as considerações desse anime que prometi terminar de ver na edição 4  da Hora de Aventura.

Seitokai no Ichizon

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Um conselho estudantil ou o final harém de uma visual novel?

Para quem nunca assistiu Seitokai no Ichizon, indico que leiam a resenha do Leandro Nisishima para o Kotatsu Shinbun.

Título: Seitokai no Ichizon
Autor(a) da novel: Aoi Sekina
Artista da novel: Inugami Kira
Gêneros: Colegial, Harém, Romance, Comédia
Número de episódios: 12
Ano de Lançamento: 2009
Produtora: Studio Deen
Diretor: Satou Takuya

A obra gira em torno de cinco personagens que fazem parte do conselho estudantil de uma escola, sendo que são quatro garotas escolhidas por voto popular e um garoto que conseguiu obter  a melhor nota do colégio. O conselho estudantil é formado pela pequena, Sakurano Kurimo, a presidente do conselho, que tenta parecer madura, mas sempre age com uma criança, pela misteriosa Akaba Chizuru, que é apaixonada por garotas, principalmente pequenas e indefesas como a presidente e adora pregar peças no único homem do conselho estudantil, ela também parece participar de negócios escusos, pela energética Shiina Minatsu, que gosta de esportes e é bem forte, porém tem problema em se relacionar com a maioria dos  homens, no entanto isso não chega a ser nenhuma fobia, pela meiga Shiina Mafuyu, irmã de Minatsu, que é uma otaku (fujoshi) e gamer viciada, mas tem ainda menos facilidade de se relacionar com homens que a irmã, e por fim, temos Sugisaki Ken, um otaku que se esforçou além do normal para conseguir entrar no conselho e com isso tentar conquistar seu próprio harém. Ao longo do anime acompanhamos as situações cômicas e dramáticas pelas quais os personagens passam.

O character design dos personagens me agrada, porém não chega a ser algo muito destacável, na verdade é quase genérico, o único design que se destaca mais é da Mafuyu (e sim, ela é minha personagem preferida do anime). Com relação aos cenários, nada muito excepcional, mas são bem desenhados. Acho que faltou abusar um pouco de efeitos de luz para realçar a arte em algumas cenas. Já a animação é bem competente, embora também não impressione, porém o anime não necessita de muita animação, apenas o básico, pois a maioria das cenas são passadas no mesmo cenário, a sala do conselho estudantil, e geralmente envolve diálogos e citações, ou algumas poucas situações mais constrangedoras, contracenadas principalmente por Sugisaki, que é o protagonista da obra. A  abertura e o encerramento também me agradam, mas não o bastante para não pulá-las algumas vezes durante a mini-maratona que fiz e nem para guardar a letra em minha memória.

O anime, como já falei, não tem um lado técnico excepcional, apenas é bom,  o que realmente se destaca é o roteiro, não pela história, mas pela bela forma como os personagens são construidos e não só os personagens são bem construídos, a maioria das cenas de comédia também são muito boas, o que deixa um pouco a desejar é a parte dramática, não que seja ruim, apenas não é uma história inovadora. Como falei os personagens são muito bem construídos e alguns se destacam mais que outros, particularmente acredito que a Mafuyu seja  preferida não apenas por mim, mas pela maioria dos otakus, que também podem se sentir representados levemnete pelo Sugisaki. Vale ressaltar também que há muitas referências ao universo otaku como um todo,embora isto está longe de ser uma das características principais da obra, no entanto é inegável que isso ajuda bastante a gerar empatia por parte dos fãs de anime.

Gostei do anime, mas se tivesse o visto alguns anos atrás, com toda certeza eu gostaria mais, fora que não é um anime ideal para se maratonar, pelo  menos não para se ver mais de 3 episódios seguidos. As cenas cômicas nem são tão engraçadas assim, mas conseguiram, em sua maioria, me arrancar um sorriso. A obra está longe de ser uma das melhores em qualquer um dos gêneros de que faz parte, ainda assim é uma indicação interessante, principalmente para espectadores iniciantes no mundo dos animes de comédia colegial.

Anime Portfolio no projeto Um Anime Por Dia: Yahari Ore no Seishun Love come wa Machigatte Iru

Saiu mais um texto do Anime Portfolio para o projeto umanimepordia.com.br. E o anime recomendado esta vez é…

Yahari Ore no Seishun Love come wa Machigatte Iru

Existem diversos tipo de animes colegiais, algumas simplesmente com foco no humor e com um pouco de romance, outros mais picantes e sem muita preocupação com a realidade e outros que falam sobre problemas que estudantes reais possuem. Hoje é dia de conhecer uma comédia colegial, nem tão comédia e bem realista, ou quase, porque afinal a vida real não é como uma comédia romântica. É com prazer que lhes apresento Yahari Ore no Seishun Love come wa Machigatte Iru.

Yahari Ore no Seishun Love come wa Machigatte Iru (ou Oregairu) é uma série de animação baseada em uma novel homônima escrita por Wataru Watari e ilustrada por Ponkan8. O anime foi exibido entre 5 de abril de 2013 e 26 de junho do mesmo ano, tendo ao todo 13 episódios. A produção do anime ficou a cargo do estúdio Brain’s Base, o mesmo de Natsume Yuujinchou, Baccano!, Durarara!!, Kurenai, Kuragehime, Mawaru Penguin Drum e Tonari no Kaibutsu-kun, e a direção é de Yoshimura Ai.

Para conferir a resenha completa de Yahari Ore no Seishun Love come wa Machigatte Iru acesse umanimepordia.com.br

Considerações finais sobre Inu x Boku SS

Cumprindo a outra parte da meta estipulada na edição 1 da coluna Hora de Aventura é hora de partilhar com vocês minhas considerações sobre o anime Inu x Boku SS. E vamos ao que interessa, pois estou sem ideias para boas piadas.

Inu x Boku SS

Nem todos sabem como se relacionar facilmente...

Nem todos sabem como se relacionar facilmente…

Para quem nunca assistiu Inu x Boku SS, indico que leiam a resenha do blog Angel Girls.

Título: Inu x Boku SS
Autor(a) do mangá: Fujiwara Cocoa
Gêneros: Fantasia, Folclore Japonês, Romance, Comédia, Vida Cotidiana
Número de episódios: 12
Ano de Lançamento: 2012
Produtora: David Production
Diretor: Tsuda Naokatsu

A obra se passa em uma mansão conhecida como Ayakashi Kan, chamada assim porque todos os seus moradores são Ayakashis. A história foca na jovem Shirakiin Ririchiyo, uma menina bastante meiga e esforçada, mas que tem dificuldade em mostrar esse lado para os outros e devido a isso não consegue se relacionar muito bem com as pessoas a sua volta, isso porque ela viveu quase que completamente sozinha durante os seus 15 anos de vida.

O visual dos personagens não é nada exuberante quando estão na forma humana, mas é agradável de se acompanhar e nas formas de ayakashi, o character design tem uma qualidade acima da média. Já os cenários são bem elaborados, mas não impressionam em momento algum. Quanto a animação, é bastante competente seja nos momentos de mais ou menos ação, o anime em si não envolve muita ação, por isso não é exigido muito deste quesito, ainda assim a animação da série é bem utilizada e os efeitos visuais complementam a mesma deixando a ambientação do anime ainda mais interessante. A abertura, os vários encerramentos e a trilha sonora como um todo são muito divertidas de presenciar e escutar e a dublagem também não deixa em nada a desejar, muito pelo contrário,  é o melhor elemento do anime em minha opinião.

A obra consegue ser muito competente em apresentar os personagens, embora só se aprofunde naqueles que são mais próximos da personagem principal, mesmo assim não há o que lamentar em relação a nenhum dos coadjuvantes, nem com relação aos protagonistas. O romance do casal principal também é muito bem construído, embora demore para que a verdade sobre um deles seja revelada. A obra tem um roteiro interessante, mas há vários pontos negativos, primeiramente é preciso se importar com os personagens para conseguir se seguir na história, que por vezes parece inexistir. Além disso, o relacionamento entre os protagonistas passa de um elemento que agrega valor a obra, para se tornar a meta do anime, pois basicamente não há nenhum outro objetivo explorado, ou melhor, todas as subtramas são quase que esquecidas ao redor da série. O perigo que preocupa os personagens quase nunca aparece e quando aparece é apenas servindo como ponte para o amadurecimento da Ririchiyo. Não há quase que nenhuma mudança nos demais personagens e o ambiente denso de alguns episódios promete mais do que promove, sendo que em muitos casos há piadas fracas que quebram completamente o clima tenso de certas sequencias. A grande questão é que os próprios personagens são muito mais interessantes que quase todas as tramas apresentadas e isso deixa a obra com um clima de slice of life, o que não é ruim, mas foge do propósito que nos é mostrado no começo do anime.

Por fim, gostei bastante da obra, mas há grandes ressalvas sobre a mesma. As pessoas que forem ver Inu x Boku SS devem se preparar para curtir uma obra muito mais de comédia e romance que de drama e tensão. O anime merece ser conhecido, mas não espere por uma obra que vá lhe maravilhar ou mudar seu jeito de ver anime, mesmo assim ela conseguiu ao longo de todos os episódios melhorar muito meu humor.

Rizelmine

Shimashou shimashou shimashou

Shimashou shimashou shimashou

“Um romance divertido e complicado, cheio de surpresas e ótimas piadas. Mimashou?”

Relatando…

Tomonori Iwaki é um garoto de 15 anos de idade que gosta de mulheres mais velhas. Ele estava apaixonado por sua professora, mas ficou extremamente decepcionado ao saber que ela ia se casar e pra piorar a história, ele também foi forçado a se casar, mas não com uma mulher mais velha, e sim com uma garotinha de 12 anos, tudo devido ao poder do governo, que forçou ele a se casar.

Rizel é uma garotinha de 12 anos super feliz, mas que tem duas pequenas diferenças em relação as outras garotas. A primeira é que ela tem 3 pais, que são agentes do governo, e 3 mães, que são cientistas que trabalham pro governo, e a segunda é que suas lágrimas são feitas de nitroglicerina, ou seja, quando ela chora vai tudo pelos ares. Ela também não se lembra de muitas coisas do seu passado, mas de uma coisa ela sabe, que ama um garoto chamado Tomonori Iwaki. E devido a imposição do governo, ela e Iwaki acabam se tornando Marido e Mulher.

Iwaki ao receber a notícia de que devia se casar com Rizel  imediatamente recusa, isso acaba por fazer Rizel chorar e assim ele descobre sobre a diferença das lágrimas de Rizel em relação as das outras pessoas, diferença essa que será um tormento em sua vida. Além disso, ele acaba tendo que conviver com ela por imposição do governo, convivência bem vista por seus pais que recebem uma recompensa toda vez que sua casa sofre danos devido as lágrimas derramadas por Rizel.

Rizel acaba também por frequentar a escola de Iwaki e por descobrir mais e mais coisas sobre o mundo fora do laboratório onde morava, faz muitos amigo e também faz, com Iwaki, muitas coisas pela primeira vez. Iwaki acaba sofrendo muito ao ter que suportar as lágrimas de Rizel e a convivência amigável entre seus pais e  os 3 pais de Rizel, e acha que os seus pais, praticamente o venderam para o governo, no entanto, aos poucos, ele também conhecerá mais e mais coisas que ele nunca tinha pensado que ia conhecer, e percebe que além de agitada, estranha e quase mortal, a vida que tem ao lado de sua adorável esposa será inesquecível e que Rizel será alguém muito importante para ele.

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