O ogro azul dos fãs de anime e mangá…

Posts marcados ‘Jojo’s Bizarre Adventure’

Yopinando Shinbun 101: Vale tudo só não vale…

Isso é Beyblade Live Action!

Isso é Beyblade Live Action!

Yo galera! Está no ar a edição 101 do podcast Yopinando Shinbun, um podcast onde vale quase tudo. Nessa edição eu (Evilasio Junior), Luk (@Luklucas_) e André (Aiscrim) começamos o podcast falando sobre o que vimos nas últimas duas semanas com um grande destaque para vários animes, principalmente Dragon Ball. A seleção de notícias dessa semana está cheia de heróis. Para finalizar também fizemos nossas indicações e considerações finais. Tudo isso com todo quele bom humor que você só encontra no Yopinando Shibun.

Após ouvir mais este podcast feito com todo o carinho por nossa equipe, comente os assuntos aqui tratados e nos respondam se vocês pretendem ver o filme live action de Beyblade? Também sigam os twitters @Yopinando e no @AnimePortfolio para conferir novidades interessantes e comentários aleatórios.

Ainda estamos recrutando novos membros para a equipe do podcast, interessados cliquem AQUI.

Duração: 01:54:04

Podcast: Download Alta Qualidade (78,5 mb) | Download Média Qualidade (52,4 mb)

Feed de Podcasts do Yopinandohttp://feeds.rapidfeeds.com/45097/ | Clique aqui para ver os podcasts do Yopinando no Itunes.

Blocos:

  • 00:00:00 – Introdução
  • 00:30:47 – Notícias
  • 01:22:30 – Indicações
  • 01:45:48– Considerações Finais

Notícias: 

Indicações:

Comentados também nesse podcast:

Extras:

Pensador Otaku: Como vemos os animes com o passar do tempo?

Boa noite! Boa madrugada! E bom dia! Está no ar mais uma edição da coluna mais pensante e pessoal desse blog. Bem vindos a meu cantinho do pensamento! Aconchegue-se em um poltrona e beba um pouco de chá, café ou cappuccino antes de começarmos a confabular sobre o tema dessa edição!

Você meu caro leitor com seus mais de 20 anos, provavelmente à tempos atrás nunca imaginaria que o youtube poderia ser uma dos melhores players de músicas gratuitos da internet (Sim! Eu estou ouvindo música de minha playlist de animes no youtube!). O tempo voa, as perspectivas mudam, as facas ginsu já não cortam como antes e aquele produto que mascarava arranhões de carros, fazendo seu veículo ficar mil dólares mais valioso, já não atrai mais tanta atenção (saudades de esperar a hora dos animes na Manchete…). Enfim, o mundo muda e nós mudamos com ele e o que mais muda é o nosso jeito de ver as coisas. A um tempo atrás tudo que a franquia Velozes e Furiosos precisava para chamar a atenção era meia dúzia de carros tunados e umas cinco ou seis corridas em alta velocidade no meio das ruas estranhamente vazias de Los Angeles ou New York. Agora certos filmes de Transformers tem menos ação e menos explosões que os mais recentes Velozes e Furiosos.

O passado que o presente não nos permite esquecer...

O passado que o presente não nos permite esquecer.

Claro que nossa forma de ver animes com o passar do tempo também muda drasticamente e é impressionante ver novas pessoas nesse universo gostando daquelas obras novas que não conseguimos mais encarar, enquanto que algumas pessoas de gerações mais recentes defendem que no passado os animes eram melhores. É  engraçado rever um anime mais de cinco anos depois e perceber o quanto amava aquela série que hoje não parece nada especial e o quanto odiava aquele anime que hoje é uma de minhas obras preferidas.

Meu anime preferido atualmente é One Piece, porém apenas para conseguir passar dos quatro primeiros episódios eu demorei cerca de cinco anos. Há alguns anos comecei a reler o mangá dessa série e é incrível como tudo aquilo que eu achava chato, repetitivo e arrastado, agora me parece tão essencial, que sem aqueles primeiros arcos eu não consigo me ver gostando tanto dos personagens como gosto hoje. Algo muito similar aconteceu com Full Metal Alchemist, apesar de que menos de um ano foi necessário para observar a grandeza da obra. Por outro lado, todo aquele meu fanatismo por Evangelion, que acompanhou mais de dez anos da minha vida, hoje se resume muito mais a saudosismo e respeito do que a prazer e embora eu ainda me empolgue com os novos filmes da franquia, eu não consigo mais falar que a série de tv, que eu adorei e revi tantas vezes, é boa. Ainda assim a Asuka é minha personagem preferida de todos os tempos!

Esse senhor formou parte do meu caráter...

Esse senhor formou parte do meu caráter…

Agora o que mais me impressiona é com relação as características e aos gêneros de anime que, em certo momento da minha vida, me agradaram tanto e que hoje eu não consigo ver. Além das características e gêneros de anime que não apreciava na infância e adolescência e que hoje eu imploraria para ver de volta. O que me faz perceber que por incrível que pareça, a maturidade que eu ganhei, e que muitos de minha geração, e de uma ou duas gerações depois, ganharam, me faz apreciar obras mais antigas muito mais do que na época em que elas nem eram tão antigas assim.

Um exemplo são as séries de anime policias que muitas vezes misturavam mecha e fantasia e que eu não conseguia gostar na infância, como por exemplo City Hunter, e que hoje eu acho incríveis e detentoras de um humor e de uma narrativa tão interessante que me fizeram redescobrir e adorar ainda mais o gênero Noir (o gênero Noir, não o anime Noir, que eu ainda não gosto). E quanto àquelas ficções científicas malucas dos anos 80 e 90 que eu adorava quando se tratavam de filmes, mas quando eram animes me pareciam tão estranhas que eu não conseguia gostar. Hoje eu as venero como se fossem a oitava maravilha do mundo, apesar de que Detonator Orgun, M.D. Geist e boa parte das obras do U.S. Mangá hoje em dia são intratáveis.

Olha eu reclamando da quantidade de animes de gato na temporada atual e... OK! Gatos são legais!

Olha eu reclamando da quantidade de animes de gato na temporada atual e… OK! Nekomimi são legais!

É importante ressaltar que nem tudo na maturidade se trata de de trocas de gostos e da formação de uma opinião mais sólida sobre as obras que antes eram incríveis e que hoje não parecem nada de mais (Um Abraço Cavaleiros dos Zodíaco!). A maturidade e a experiência ao ver tantas animes (sem querer me gabar, mas são mais de 1300 animes. Se bem que eu conheço um pessoal com 4000 fácil!) me fez apreciar melhor certos detalhes e rever um anime muitas vezes se torna uma experiência completamente nova. Eu ainda me surpreendo toda vez que revejo alguns episódios daquelas comédias colegiais despreocupadas da primeira metade da década passada, como Azumanga Daioh, que me fazem rir que nem um maluco e muitas vezes por motivos que eu nunca tinha reparado antes. Na obra supracitada há uma cena absurda em que uma personagem troca uma frigideira por uma faca e quase mata sua professora. Eu juro que na época que vi esse anime a primeira vez eu não entendi a piada, mas hoje ao mencioná-la aqui eu não consigo parar de rir.

Ainda sobre o como a maturidade e a experiência ao ver animes melhorou meu jeito de vê-los, hoje eu consigo ver o lado irônico e positivo de seriados bizarros e trashs como Jojo’s Bizarre Adventure, que vão além do nonsense que eu sempre adorei. E eu passei a gostar ainda mais do nonsense agora que eu consigo identificar o sub-texto por trás de vários dos elementos dessas obras. Hoje eu aprecio muito mais uma obra que me faz parar e pensar horas e horas sobre o assunto, enquanto que antigamente eu apenas queria ver lutas e mais lutas.

Essas fadinhas...

Essas fadinhas…

Um ônus relacionado a experiência ao ver muitas obras, porém, é a saturação com relação a certas coisas que um dia eu já gostei muito, ou pelos menos um pouco, como o ecchi, as obras colegiais, o slice of life  e os animes com muita ação. Hoje se esses elementos são muito importantes para a obra, eu já tenho um pé atrás com o anime e embora haja obras ainda muito boas com essas características sendo lançadas hoje em dia, eu não consigo mais me empolgar tanto se não houver algo diferente que me atraia nesses animes.

Em contra partida, uma outra vantagem, é que hoje eu não vejo mais só a história e a animação como os elementos mais importantes de um anime e consigo apreciar muito mais uma dublagem bem feita, uma trilha sonora envolvente, um design de personagens bem feito e/ou diferente do convencional, um cenário bem desenhado, efeitos de luz bem aplicados e outros elementos que praticamente passam despercebido de você quanto é mais jovem,  que vale para todo e qualquer produto de mídia visual.

tumblr_mdmhxmTyWS1qa5504o1_500

Imaginem a musiquinha do Zelda quando você pega a Master Sword

Eu poderia ficar aqui por horas e horas falando da minha visão sobre animes quando era um jovem Sasahara_Onishi e como agora é outra ao ser um minimamente mais experiente JuniorKyon, mas a ideia desse texto, como a dos outros textos dessa coluna, não é nem criticar, nem necessariamente ensinar algo. Tudo que eu espero com esse texto é ter aberto um pouco a mente dos leitores para que possam refletir sobre o tema aqui apresentado e ver que é natural gostar mais de um anime antigo hoje em dia e também desgostar de um anime que amava antigamente. Em cada época de sua vida a sua visão sobre algo não é certa ou errada, na verdade ela depende das suas vivências. Claro que uma pessoa mais madura e experiente consegue atentar a mais questões que uma pessoa mais jovem, porém essa mesma pessoa é provavelmente menos aberta a novas descobertas. Talvez por isso seja tão importante manter sempre integrada as diversas gerações, já que nem sempre apenas uma visão é adequada.

Vale ressaltar que muita gente abandona os animes a medida que amadurece, será que essas pessoas também tem uma visão tão mudada sobre os animes que viam na infância e adolescência em detrimento de algum episódio aleatório de um anime que viu hoje em dia? Eu me pergunto isso porque eu acho estranho meu antigo chefe, que não via anime na adolescência, gostar de Naruto e não de Death Note, enquanto que eu acredito que o segundo é bem mais interessante que o primeiro exatamente devido a algumas questões que só percebo por ser um adulto (Hoje em dia eu acho Death Note mediano e não gosto de Naruto, mas respeito quem gosta! Morte aos rótulos, naruteiros não mais!).

É difícil aceitar que a proposta dele é racional. Felizmente a moralidade  o respeito a vida e me faz desgostar desse personagem.

É difícil aceitar, mas a proposta dele é racional. Felizmente a moralidade o respeito a vida me faz desgostar desse personagem.

Para finalizar, espero que tenham gostado do texto e se possível coloquem nos comentários o que pensam sobre essa mudança de visão sobre os animes pela qual passamos a medida que amadurecemos e que ganhamos mais experiência. E antes que me taxem de muito velho por tudo que citei no texto, eu estou prestes a completar apenas a minha 27ª primavera.

 

SensouCast 1: Vilões Esdrúxulos – Dr. Wily vs Dio Brando

SensouOlá caros ouvintes! Está no ar a primeira edição do SensouCast, o podcast onde você encontra´as disputas mais incríveis entre os personagens mais memoráveis da ficção. Nessa primeira edição, eu (Evilasio Junior) tenho de julgar uma disputa sem precedentes entre dois dos mais esdrúxulos vilões da ficção.  Defendendo o vampiro chutador de cachorros, Dio Brando, temos AnaChan do blog Anekicorner, e defendendo o maluco bullying que adora construir robôs que derrotam seus outros robôs, Dr. Wily, temos Carlírio Neto, do blog Netoin. De um lado um quase deus vampiro, de outro um “gênio” da robótica, quem se sairá vencedor nesta disputa?

Após ouvir mais este podcast comente a batalha e diga o que faltou para os participantes, tanto o derrotado, quanto o vencedor. Também sigam os twitters @Yopinando e no @AnimePortfolio para conferir novidades interessantes e comentários aleatórios.

Duração: 00:59:09

Podcast: Download Alta Qualidade (40,9 mb)

Feed de Podcasts do Yopinandohttp://feeds.rapidfeeds.com/45097/ | Clique aqui para ver os podcasts do Yopinando no Itunes.

Onde encontrar os participantes desta edição:

 

A resposta é 42: O anime envelheceu mal ou fui eu?

Olá caros leitores! Faz bastante tempo que não relato como anda a busca pela pergunta fundamental. Devo dizer que ler o livro Eu, Robô de Isaac Asimov (O escritor com as costeletas mais legais do século 20) me ajudou um pouco, ou assim penso. De qualquer jeito mais uma pergunta foi descartada da lista e é mais uma que tem relação com anime e mangá, então é hora de explanar para vocês parte do que ela me fez pensar e esperar o que ela faz vocês pensarem, além de apresentar algumas das outras perguntas que gerei a partir do tema tratado por esta pergunta. Dessa vez essa coluna vai comentar um tema no mínimo incômodo para muita gente e por isso depois de leem esse texto, caso se irritem com o mesmo, recomendo que leiam também o meu texto A resposta é 42: Respeitar não dói. Hoje falarei sobre obras de anime que envelheceram e que envelhecem mal, ou será que o problema é do espectador?

Shiryuuuuuu....

Shiryuuuuuu….

Primeiramente é importante deixar claro que, ao menos do meu ponto de vista, uma narrativa não envelhece, o que muda é o gosto das pessoas ao longo do tempo. É claro que as narrativas mudam de acordo com os interesses mais atuais dos nichos as quais elas são destinadas, mas isso não significa que obras antigas não interessem pessoas novas, apenas estilos narrativos antigos às vezes dão lugar a novos estilos que estão fazendo mais sucesso. Um caso simples de se citar sãos os livros de vampiro A Entrevista com o Vampiro, de Anne Rice, lançado em 1976, e Crepúsculo,de Stephenie Meyer, lançado em 2005, ambos sobre um temática similar, ambos destinados a públicos relativamente similares e os dois tando estilos de narrativa completamente diferentes. Ao mesmo tempo que muita gente adora a história de Crepúsculo, há pessoas que preferem A Entrevista com o Vampiro ainda hoje e o fato de ele ter sido escrito em 1976 não muda nada e nem o faz inferior as obras mais novas.

Uma fantástica obra lançada em 1950 e quase toda escrita dois anos antes.

Uma fantástica obra lançada em 1950 e quase toda escrita dois anos antes.

Eu, por exemplo, adorei o supracitado livro Eu, Robô, de Isaac Asimov, e adoro a trilogia de livros O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien, ambos lançados nos anos 50 e também gosto dos livros da série Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, que começaram a ser lançados nos anos 90 e que ainda o são. Essas obras tem narrativas muito diferentes, cada qual com suas peculiaridades relacionadas as épocas em que foram lançadas, mas nem por isso uma é melhor que a outra.

Outra coisa que se modifica, mas não envelhece, de maneira similar a narrativa, é o desenho, porém todo tipo de arte que tem algum tipo de dependência da tecnologia com que foi criada, sofre do problema de envelhecimento.  Estou esclarecendo, que ao menos dos meu ponto de vista, as histórias e o desenho não envelhece nem amadurece e nem sofre qualquer tipo de influência do tempo, na verdade apenas novos estilos e formas de se narrar uma obra ou de se desenvolver um desenho surgem e claro que com isso há uma preferência por um estilo mais moderno em detrimento aos mais antigos, pois a novidade sempre é mais atrativa, o que não desmerece tudo que já foi feito.

Viva os 75 anos de "I'm Batman!"

Viva os 75 anos de “I’m Batman!”

Todo esse prólogo foi desenvolvido para esclarecer o que acredito ser importante focar ao tratarmos do envelhecimento de obras relacionadas a cultura visual, que são os aspectos mais técnicos e como eles podem tornar a experiência de ver algo mais antigo ruim ou, pelo menos, não tão agradável. Também esse prólogo foi importante para esclarecer que esse aspecto afeta muito mais, ou apenas, filmes, seriados e animações e não livros e quadrinhos. Um analogia interessante que posso fazer para exemplificar isto é a série de livros de John Carter de Marte e sua adaptação cinematográfica, o primeiro é uma das obras mais famosas, conhecidas e importantes dentre as histórias de fantasia espacial, já o segundo, mesmo com todo esse fandom que a obra original possui e com todo o potencial que ela tinha sim para ser retratada cinematograficamente, foi um tremendo fracasso e foi bastante criticada por fãs e não fãs da série clássica (e olha que eu nem achei o filme tão ruim assim). Outros exemplos interessantes são os quadrinhos de super-heróis americanos, que mesmo com todas as alterações que sofreram ao longo dos anos, muitas obras tem ao menos a mesma essência que tinham nos anos 40 e muitas das história mais antigas atraem até mais que as novas, independente de todas as mudanças artísticas pelas quais essas obras passaram.

Enfim, é hora de falarmos sobre o que o texto realmente pretende abordar e para tal foquemos principalmente nas séries de animação. Eu acredito que por ter nascido no fim dos anos 80 e por ter passado praticamente toda minha infância nos anos 90 e pelo fato de os anos 90 ainda terem sido uma época em que o material que vinha do exterior para o Brasil, era geralmente de décadas anteriores e por isso eu meio que já fui criado com a predisposição para gostar de obras mais antigas, até porque muitas das séries de animação que passavam e que ainda passam hoje na nossa tv são dos anos 50 a 80 como é o caso dos clássicos da Hanna-Barbera e da Warner Bros. Falando de animação japonesa propriamente, eu vi muita coisa do final dos anos 80 e do começo dos anos 90, obras que até hoje são lembradas, como Dragon Ball e Cavaleiros dos Zodíaco.

O novo que já nasceu velho.

Sidonia no Kishi, um novo anime que já nasceu velho.

Por esse motivo eu tenho uma predisposição maior para tolerar problemas muitos vezes claramente tecnológicos de séries antigas. Uma analogia recente para as gerações atuais são as séries de anime quase toda feitas utilizando CGI, pois ainda hoje muitas dessas séries lembram o CGI dos anos 90 e comecinho dos anos 2000, de modo que é necessário tolerar algo que claramente não é bem feito. Obviamente existem muitas questões orçamentários por trás do uso de tecnologias mais antigas que na verdade geralmente não são tão antigas apenas simplificadas para diminuição de custo. Nem sempre é uma questão de fazer de qualquer jeito, mas simplesmente uma questão de que fazer muito bem feito custa bem mais. Estranhamente em se tratando de CGI o público Japonês tem uma tendência a tolerar facilmente efeitos ruins ou não tão bons, muitos filmes atuais podem servir para exemplificar isto e não pensem que os japoneses não sabem fazer uma boa CGI, os jogos de video-game e muitos trabalhos publicitários provam que eles sabem muito bem usar a CGI.

Já que é possível tolerar e se existem obras com tecnologia antiga que ainda gostamos muito, porque então tratar dessa questão sobre obras envelhecerem mal? Afinal, não é só uma birra de alguém que não gostou da obra e por isso diz que a culpa é de ela ter “envelhecido mal”? Creio eu que não é bem por aí. A tolerância não é exatamente algo que seja ilimitado e que podemos exercitar sempre e o tempo todo, até porque muitas vezes não há uma boa desculpa que lhe faça tolerar o envelhecimento de uma obra sem se irritar. Não é uma questão de tolerar que nos anos 80 se achava que nos anos 2000 teríamos carros voadores, muitas vezes é uma questão de ser mal feito mesmo e sem um bom motivo. Para tentar provar meu ponto de vista vou usar duas questões mostrando obras que acredito que envelheceram mal e obras que praticamente o tempo entre a época que foram criadas e hoje não é um problema para a apreciação delas.

Final Fantasy: Unlimited

Final Fantasy: Unlimited

Falando sobre obras que praticamente já nasceram velhas e isso as prejudicou (a meu ver), cito duas pérolas pouco conhecidas do público ocidental, Final Fantasy: Unlimited, de 2001, e Gokusen, de 2004.

A primeira vem de uma série de jogos de fantasia extremamente famosa que provavelmente vocês já ouviram falar, uma tal de Final Fantsy. Esse anime é claramente uma obra dos anos 80 ou começo dos 90 no século 21, não exatamente pela narrativa (apenas), mas por tudo que a cerca. Por sinal não se engane com a imagem acima, pois o character desisgn da obra não é bem esse aí. E nem dar pra dizer que desrespeitaram a franquia de jogos e fizeram algo plenamente diferente, porque na verdade entupiram o anime até demais com referências aos jogos, mesmo assim não dar para esconder que o trabalho foi muito mal feito, numa época em que muitas obras de fantasia similares saíram, ou pior, não dar para esconder que muita coisa feita nos anos 80 e 90 foram muito mais bem feitas com um restrição orçamentária e tecnológica muito maior do que o que essa série tinha.

Gokusen

Gokusen

Falando de Gokusen, essa é uma obra que veio de um mangá bem interessante sobre uma professora que é neta de um chefão da Yakuza e que tem de esconder isso de todos, enquanto tenta disciplinar uma turma desajustada de estudantes. O mangá é bem interessante, as séries de dorama que a obra inspirou fizeram bastante sucesso (eu também gosto bastante dos dois primeiros doramas), mas o anime… Séries como Gokusen não eram novidades na época, nem por isso elas eram taxadas como antigas, veja o exemplo de GTO de 1999, que ainda com suas limitações é extremamente superior em qualidade de arte e animação a Gokusen. Gokusen é um triste caso de série feita com uma estética já meio velha para época, parece uma série do começo dos anos 90 e com uma animação de alguns anos antes, o que não ajudou em nada o anime tanto que o mesmo concluiu com 13 episódios e com muitos menos conteúdo que o mangá.

Em contraponto as séries que já nasceram velhas citarei séries novas baseadas em obras antigas e que fizeram sucesso com o público atual, sem fugir muito da estética antiga da obra original e as série que decide citar nesse caso são Hunter x Hunter, de 2011, e Jojo’s Bizarre Adventure, de 2012.

33657

Hunter x Hunter, uma nova roupagem para uma obra o mesmo tempo antiga e atual.

Quero começar explicitando que Hunter x Hunter já havia sido adaptado para série de animação em 1999, sendo que o mangá em cujo ambas séries, a de 1999 e a de 2011, foram baseadas começou a ser publicado em 1998. Além disso, eu gosto bastante da série de 1999, até prefiro ela em comparação a de 2011, mesmo assim é inegável o como a nova série foi bem em trazer a estética antiga da obra original, melhorando muito a animação em relação a série de anime anterior, por isso agradou muito o público novo e os já fãs dessa franquia, tanto que a série foi  muito mais longe do que muita gente esperava, cobrindo praticamente tudo já apresentado no mangá.

40409

Jojo’s Bizarre Adventure, um clássico de duas décadas que ainda diverte bastante.

O caso de Jojo’s Bizarre Adventure é ainda mais interessante, pois os mangás em que essa série de anime é baseada foram lançado em 1987 e em 1988, tendo esse segundo terminada em em 1989, ou seja, são 23 anos de diferença entre o fim do mangá e o inicio do anime, além disso, o estúdio responsável pela obra havia produzido poucos trabalhos até então e contou com sérias restrições orçamentárias, mesmo assim o resultado final foi surpreendente, não pela qualidade visual do estúdio, pois é bem perceptível todas as limitações que obra possui, mas pelo fato de o estúdio conseguir traspor essas limitações, criar uma estética que lembra os anos 80, mas que ainda assim é atual, e usar de forma muito inteligente as suas limitações como forma de aprimorar, ou ao menos expor mais claramente, o teor cômico de certas partes da obra. E o resultado foi tão positivo que o mesmo estúdio já criou e já foi exibido a primeira parte da continuação que adapta o mangá seguinte, que é o mais famoso da franquia e que já havia sido adaptado para anime de forma não muito satisfatória em duas séries de OVA’s.

Os casos de Hunter x Hunter (2011) e Jojo’s Bizarre Adventure (2012) provam que ter uma estética antiga, ou se basear em obras antigas não é um problema, mas implementar uma obra mal como nos casos de Gokusen e Final Fantasy: Unlimited, fazendo ela involuntariamente parecer mais antiga do que é estética e tecnicamente é que geralmente cria um problema.

Nascer antigo não é exatamente a questão mais problemática com relação ao “mal envelhecimento”,  na verdade acredito que a segunda questão que vou levantar, que de certa forma engloba a primeira, é a grande culpada não apenas em relação a animação, mas também em relação a cinema e seriados live action, de nos apresentar esse conceito de “mal envelhecimento” que é tão questionável. E é agora que muita gente deve se irritar comigo.

A segunda questão é o trabalho mal feito dos estúdios e da staff do anime. É difícil criar uma obra atemporal, ou seja, que mesmo com o passar do tempo ela continue surpreendentemente interessante de forma estética e técnica, independente de apresentar uma história agradável ou não a quem a acompanha.  No cinema, como citarei mais a frente, existem acasos notáveis disso, ou ao menos mais perceptíveis, já com relação a obras feitas para tv ou home vídeo, realmente por questões orçamentárias e de prazo, é muito mais complicado se preocupar com os detalhes que tornam a tal obra atemporal. Mesmo assim, obras que são claramente bem antigas ainda podem ser boas, se elas apresentarem abordagens interessantes o bastante para agradar diversas gerações, mesmo que seja necessário tolerar um pouco problemas relacionados ao envelhecimento da tecnologia com que foi produzida a obra.

Os casos de Jojo e Hunter x Hunter, que já nasceram obras relativamente velhas são exemplos disso, alguns exemplos antigos muito bons são Saint Seiya: Meiou Hades Juuni Kyuu Hen (Cavaleiros do Zodíaco: Hades – A saga do Santuário), Dragon BallYu Yu HakushoJibaku-kunRayearth e Initial D First Stage, todos obras que tive o prazer de rever recentemente e que além de terem uma história que gosto, o fator tempo é muito facilmente tolerável porque foram criadas de uma maneira que ainda é possível se encantar com praticamente todos os detalhes, mesmo sabendo que hoje em dia, muitas das cenas poderiam ser modificadas para melhorar a animação, ou o character design, ou até os efeitos sonoros e visuais, sem um custo muito maior devido a evolução tecnológica.

Três exemplos de obras que envelheceram mal em minha opinião, e sim eu também revi elas recentemente, por isso creio que não é apenas birra, foram Saint Seiya (Cavaleiros do Zodíaco), Flame of ReccaTenkuu Senki Shurato. Essas três séries são icônicas e tem muitos fãs até hoje, eu ainda gosto de Flame of Recca e tenho uma certa nostalgia em relação a Saint Seiya, mas é inegável que todas essas três obras não foram pensadas para durar muitas eras, ou é isso que parece. Os efeitos visuais, a animação e alguns efeitos sonoros dessas obras são muito fracos até em comparação a obras mais antigas. Não sei se os estúdios não quiserem investir muito por ter medo do retorno, ou sei lá qual foi o motivo, mas venhamos e convenhamos, dizer que essas obras continuam incríveis é tapar o sol com a peneira. Gostar do trabalho feito nelas é algo puramente nostálgico ainda que a história e a trilha sonora sejam boas até hoje e ainda que esteticamente essas obras permaneçam interessantes, eu gosto bastante da estética de Cavaleiros dos Zodíaco e mesmo com as armaduras bem simplificadas, a estética do anime me agrada muito mais do que a estética do mangá.

Como citei no começo do parágrafo anterior, tive o desprazer de rever Shurato recentemente e como é medonho o trabalho da Tatsunoko Studios nesse anime, já Saint Seiya só é mais um dos exemplos de animes que Toei Animation não quis gastar muito (ela faz isso até hoje, vejam o caso de World Trigger), os próprios Dragon BallSaint Seiya: Meiou Hades Juuni Kyuu Hen também são da Toei Animation, ambos tiveram orçamentos melhor aproveitados que Saint Seiya e continuam sendo animes bons que envelheceram, mas que não irritam os nossos olhos (tá a dublagem japonesa do Goku irrita algumas pessoas, mas…).  Flame of Recca é do estúdio Pierrot e Yu Yu Hakusho também, o primeiro é um trabalho bem fraco do estúdio, já o segundo é provavelmente um dos melhores trabalhos da Pierrot até hoje (e a dublagem japonesa, embora inferior a brasileira, também é legal).

A grande questão é que envelhecer ou não envelhecer mal  é algo muito ligada a dedicação e forma como certas obras de cultura visual foram feitas, eu ainda adoro Blade Runner, mesmo com seu futuro dos anos 80 que nada tem haver com a realidade, enquanto que eu não consigo suportar o clássico Metropolis que é importantíssimo para ficção científica, mas que em suas duas horas de duração não tem mais do que 20 minutos de história.

Antes de terminar esse texto, preciso falar de obras atemporais, que são difíceis de serem criadas, mas elas existem sim, essas obras não deixam de ser filhas de suas épocas, mas com o passar do tempo elas continuam técnica e esteticamente impecáveis e provavelmente modificar qualquer coisa nelas seria mais prejudicial do que benéfico. O exemplo claro disso são alguns dos filmes dos Studio Ghibli, obras como Kaze no Tani no Nausicaä (Nausicaä  do vale dos ventos), Tonari no Totoro (Meu amigo Totoro), Hotaru no Haka (O túmulo dos vagalumes) e Mononoke Hime (A princesa Mononoke) permanecem incríveis e mesmo que por algum motivo você não goste da história contada por alguns ou todos esses filmes, eu lhes desafio a falar algo realmente mal feito nessas obras.

Enfim, o bom ou mal envelhecimento de uma obra artística, qualquer que seja, é difícil de se avaliar e muitas vezes está ligada muito mais a uma questão de gosto pessoal, mesmo assim acredito que haja obras que envelhecem mal, pelo menos aquelas que estão a mercê da tecnologia que é empregada para criá-las, como o gesso de uma estátua que pode se desfazer com o tempo, um CGI que se torna obsoleto a medida que os anos vão passando, ou uma estalar de dois metais quaisquer que um dia foi tratado como o choque de duas espadas e que hoje não parece mais do que o choque de duas colheres. Os exemplos de animes que citei podem não ser exemplos válidos ou adequados para você caro leitor, mas pense um pouco e você vai conseguir encontrar seus próprios exemplos que poderiam ser associados as questões que citei. Para terminar, ficam algumas perguntas para vocês: Que obras de animação japonesa vocês acham que envelheceram mal? E Por quê? Qual obra você acha que envelheceu mal, mas você ainda gosta? Porque o Seiya arrancou a orelha do Cassios? Ele já não era feio o bastante?

Finalmente está de volta a coluna mais questionadora da internet, espero que tenham gostado desse texto e semana que vem o Pensador Otaku virá apresentar suas indagações sobre um tema que arranhamos no começo desta postagem. Agora vou continuar a busca pela pergunta fundamental, então, até outra hora!

Kyon News (20/12/2014)

It's  party time!

It’s party time!

Olá! Aqui é o Kyon, hoje o Anime Portfolio completa 6 anos e está no ar mais um Kyon News! Na edição de hoje temos uma novidade de mangá, quatro novidades de anime e três trailers. Vamos as notícias…

(mais…)

Kyon News (19/12/2014)

Saudades de Uchuu Kyoudai!

Saudades de Uchuu Kyoudai!

Yo! Aqui é o Administrador do blog e está no ar mais um Kyon News! Hoje temos uma novidade de mangá, quatro de anime e um trailer. Sem mais delongas, vamos as notícias…

(mais…)

Kyon News (12/09/2014)

Sabe nada Jon Snow

Sabe nada Jon Snow!

Como não deu para publicar no horário de sempre, o Kyon não poderá cuidar do post de hoje, já que a essa hora ele deve está dormindo, então quem vai cuidar da elaboração do post serei eu, o Administrador do blog, além do que eu já fazia (pesquisa, revisão e assistência aos textos). Essa sexta foi um dia com um número considerável de notícias e com mais alguns trailers. Sem mais delongas, vamos as notícias dessa edição…

(mais…)