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Considerações Finais Sobre Saint☆Onii-san OVA

Um texto de considerações finais não aparece por aqui a um bom tempo, mas ainda tem muito anime que ainda estou devendo comentários e sempre haverá enquanto eu puder ver anime. Enfim, hoje é dia de comentar um dos animes que vi graças a extinta coluna Hora de Aventura, mas especificamente devido a edição número 9 dessa coluna. Hoje irei falar quais são as minhas considerações finais sobre os dois OVA’s que adaptam parte do mangá Saint☆Onii-san.

Uma prova de que não é preciso questionar, enfatizar e nem desrespeitar a religião de alguém para se contar uma boa história sobre os personagens mais importantes de religiões distintas.

Essa obra prova que não é preciso questionar, enfatizar e nem desrespeitar a religião de alguém para se contar uma boa história sobre os personagens mais importantes destas religiões.

Antes de qualquer coisa, esse texto não é uma resenha de Saint☆Onii-san e pode apresentar alguns spoilers leves, então se você não conhece este anime, recomendo ler a resenha do Elfen Lied Brasil que apresenta uma opinião parecida como a minha e a análise é pouco mais voltada para a história, mas também faz leves comparações com outro mangá de comédia (muito bom) da mesma autora desta obra. Para ver o texto do Elfen Lied Brasil basta clicar aqui.

Ficha Técnica
Título:
Saint☆Onii-san
Sinônimos: Saint Young Men
Obra Original: Mangá
Autora da Obra Original: Hikaru Nakamura
Gêneros: Comédia, Slice of Life
Demografia da revista em que é publicado o mangá: Seinen
Número de episódios: 2
Ano de Lançamento: 2012 (OVA 1) e 2013 (OVA 2)
Produtora: A-1 Pictures
Diretor: Noriko Takao

Inspirado em um gag mangá de Hikaru Nakamura, a mesma autora de Urakawa Under The Bridge, Saint☆Onii-san apresenta uma trama protagonizada por Jesus Cristo e Siddhartha Gautama (Buda), que decidem tirar merecidas férias. Devido a dificuldade de lhe dar com  seus seguidores ao redor do mundo, que iriam provavelmente, mesmo com boas intenções, os deixar ainda mais cansados, eles decidem passar suas férias no Japão, um país um pouco menos fervoroso em relação a religião e onde poderiam esconder suas identidades, afinal imagina se descobrem que Jesus e Buda estão tirando férias na terra? Ao longo do anime acompanhamos o dia a dia de dois seres celestiais tentando viver como humanos e aproveitando os pequenos prazeres da vida, como ler um mangá, manter um blog, sair para passear numa rua comercial e etc. Vale ressaltar que durante a estadia dessas duas figuras celestiais na terra, estas acabam dividindo um pequeno apartamento em uma pensão cuja a “síndica” é uma senhorinha de idade bem desconfiada.

Falar de figuras religiosas é sempre complicado e principalmente em se tratando de uma obra de comédia, mas a autora conseguiu balizar muito bem o humor com as características mais famosas destes personagens e em nenhum momento apela para um humor negro e nem para situações desrespeitosas ainda que os personagens passem por situações difíceis  em que a filosofia deles é posta a prova e em todos os casos a solução é muito inteligente e ao meu ver nunca é polêmica.

Claro que certas atitudes dos personagens podem ser questionadas, mas muitas das escolhas são profundamente relacionas a história e as características conhecidas tanto de Buda quanto de Jesus, por exemplo o fato de Buda parecer o mais racional, enquanto que Jesus é um pouco mais liberal, de modo que isso representa o racionalismo pregado no Budismo e a comunhão e aceitação das diferenças pregados por Jesus, que segundo a Bíblia, não veio terra com intuito de salvar apenas os israelitas,  mas com o intuito de salvar todos no mundo.

Uma cena muito bacana é quando Jesus cita que uma de suas estratégias para manter a boa audiência de seu blog é sempre responder a todos os comentários, o que é uma clara analogia aos pedidos por graças tão comuns entre os cristãos. Outra questão interessante é o fato dos dois morarem em um pequeno apartamento que remete ao fato de ambos serem figuras ligadas a humildade, enquanto que Jesus sempre viveu entre os pobres e nunca aceitou regalias, Buda era um príncipe que deixou de lado sua realeza e riqueza para buscar a iluminação.

O que vocês fariam se encontrassem Buda e Jesus durante um passeio por sua cidade?

O que vocês fariam se encontrassem Buda e Jesus durante um passeio por sua cidade?

O trabalho do A-1 Pictures é muito bom, não chega a ser um dos melhores do estúdio, mas certamente serve a seu propósito. A animação é simples, porém fluida, o que é facilitado pelo design de personagens que é simples porém muito bem feito, particularmente gosto muito dos pequenos detalhes em cada personagem que se destacam dependendo da situação, por exemplo o sorriso meio encabulado de Jesus ou o olhar de Buda que quase sempre transmite um ar de sabedoria. Os cenários também são muito bem feitos e bem utilizados. E vale destacar que todos os elementos são melhorados na adaptação para filme que também é da mesma equipe.

Para finalizar, Saint☆Onii-san é uma obra descontraída que a meu ver passa uma ideia simples de que você não precisa ser tão rígido com relação a ideologias sejam elas religiosas, políticas, morais ou o que for. Saint☆Onii-san não é apenas uma história muito divertida, mas que pode lhe apresentar um novo jeito de ver o mundo ao mostrar que até mesmo duas figuras celestiais com ideologias (levemente) diferentes buscam a comunhão, a convivência e a amizade entre si. Os grandes sábios e as pessoas iluminadas sempre buscaram a paz, o amor e o respeito das diferenças entre todos os seres humanos.  Enfim, Saint☆Onii-san é um ótimo anime.

Considerações Finais Sobre Tari Tari

A quanto tempo eu não faço um texto de considerações e de resenha aqui para o blog e pensar que no início eu só publicava resenhas, mas deixando esses detalhes de lado, hoje é dia de comentar um dos animes que vi graças a extinta coluna Hora de Aventura, mas especificamente devido a edição número 8 dessa coluna. Hoje irei falar quais são as minhas considerações finais sobre o anime Tari Tari.

Um belo anime sobre música e amizade.

Um belo anime sobre música e amizade!

Antes de mais nada, vamos ao aviso de sempre: Esse texto não é uma resenha de Tari Tari e pode apresentar alguns spoilers leves, então se você não conhece este anime, recomendo ler antes uma resenha, como não encontrei nenhuma em blogs brasileiros que me parecesse interessante (apenas encontrei posts de primeira impressão), recomendo a resenha em inglês do Star Crossed Anime Blog que apresenta uma opinião um pouco parecida como a minha sobre esse anime e com uma análise um pouco mais técnica sobre vários detalhes da série, para ver esse texto basta clicar aqui.

Ficha Técnica
Título:
Tari Tari
Obra Original: Mangá
Autores da Obra Original: Evergreen (História e arte) e Tohru Naomura (Arte)
Gêneros: Comédia, Colegial, Slice of Life
Número de episódios: 13
Ano de Lançamento: 2012
Produtora: P.A. Works
Diretor: Masakazu Hashimoto

A história apresenta um grupo de colegiais que vão se unir para criar um segundo coral em sua escola. Esse coral foi idealizado e é presidido pela jovem Konatsu Miyamoto que devido a desentendimentos com a professora que coordena o coral oficial da escola saiu deste último e decidiu criar seu próprio coral. Além dela, o grupo principal do coral ainda tem sua amiga Sawa Okita, uma jovem que quer ser uma cavaleira e participar de corridas de cavalos, mas sua família não ver isso com bons olhos, Taichi Tanaka que é o único membro do clube de badminton e que leva muito a série o esporte tendo ele a intenção de tornar-se profissional, ele entra no coral devido a insistência de Konatsu, mas depois de se acostumar com o grupo ele acaba desenvolvendo uma paixão por Sawa, Atsuhiro “Wien” (Viena) Maeda, que é um jovem japonês que viveu doze anos na Áustria e por isso tem certa dificuldade com a língua e a cultura japonesa ao retornar ao país e Wakana Sakai, uma jovem que já foi uma cantora promissora como sua mãe, mas que decidiu parar de cantar depois da morte desta, ela apenas entrou no coral para ajudar Konatsu tocando piano e porque Konatsu insistiu muito.

O roteiro do anime é interessante, mas não empolga e os melhores momentos são as partes dramáticas envolvendo as personagens Sawa e Sakai, muito embora há bons momentos de humor e uma subtrama final bem interessante que vai unir de vez o grupo em prol de um objetivo em comum. Além disso, os momentos em que os personagens se apresentam como coral são bem interessantes. Fora isso o ritmo da série não incomoda, mas em nenhum momento há um real sentimento de urgência, a não ser no último episódio. No geral a trama é boa de se acompanhar, mas não chega a empolgar o espectador, porém também não chega a cansar, ao menos eu pude tranquilamente fazer uma maratona dos seis últimos episódios sem me sentir incomodado em nenhum momento.

As personagens femininas da trama, inclusive a professora com quem Konatsu briga o tempo quase todo, são interessantes, mas os personagens masculinos e os demais coadjuvantes nem tanto, embora haja alguns bons momentos do personagem Taichi, principalmente quando ele se mostra sério em relação a sua paixão por badminton. Minha personagem proferida é a Konatsu, pois gosto de seu jeito geralmente positivo de encarar as situações o que acaba unindo o grupo e levando os demais personagens a se sobressair, mesmo assim as personagens Sawa e Sakai tem realmente um sub plot mais interessante, um envolvendo um sonho e outro envolvendo um trauma.

Esses são os heróis da vizinhança e dos preços baixos...

Esses são os heróis da vizinhança e dos preços baixos…

Nos quesitos técnicos o anime é quase impecável, tendo um ótimo design de personagens, uma animação fluida e cenários deslumbrantes o que é uma marca registrada do estúdio P.A.Works. Vale a pena darem uma passado no post do blog Mithril para conferir os locais reais das províncias de Fujisawa e Enoshima que serviram como base para os cenários do anime, acesse esse post clicando aqui. Com relação a trilha sonora, os temas de abertura e encerramento, além das músicas cantadas pelos personagens, são muito bons, mas as demais trilhas não chegam a empolgar, mas não são ruins, em geral é uma trilha bem agradável de se ouvir.

Enfim, Tari Tari está longe de ser uma anime memorável ou obrigatório, mas é uma série bem agradável de  se acompanhar, muito embora não seja indicada para pessoas que não gostem de slice of life, pois a trama não tem nenhum momento que fuja muito da rotina dos personagens e mesmo as subtramas dramáticas são resolvidas rapidamente e sem grandes consequências. Como gosto muito do visual dessa obra, que realmente é deslumbrante, achei a série bem acima da média merecendo um nota oito, mas se retirarmos esse detalhe eu diria que é uma obra que merece um sete ou sete e meio, ou seja, vale a pena e acredito que vá agradar a muitos, mas não há um necessidade de priorizar este anime.

Considerações Finais sobre Natsuiro Kiseki

Olá a todos! Hoje é dia de considerações finais e o anime de hoje foi a outra série, junto a Seitokai no Ichizon, do desafio do Hora de Aventura 4 e trata-se do slice of life Natsuiro Kiseki, uma obra pequena porém bem interessante. Sem muitas delongas, vamos as considerações.

Natsuiro Kiseki

Milagres acontecem!

Milagres acontecem!

Não encontrei nenhuma resenha interessante em português deste anime, então deixo o registro desta obra no My Anime List caso queiram mais informações.

Título: Natsuiro Kiseki
Obra Original: Mangá
Autores da Obra Original: Sunrise (Roteiro) e Tatsuhiko (Arte)
Gêneros: Slice of Life, Drama, Sobrenatural
Número de episódios: 12
Ano de Lançamento: 2012
Produtora: Sunrise
Diretor: Seiji Mizushima

Natsuiro Kiseki apresenta quatro jovens amigas que descobriram uma rocha sagrada que concede desejos e pode operar milagres, mas apenas se todas as quatro desejarem a mesma coisa. A trama se desenrola com as jovens já adolescentes e no meio de uma crise, pois duas delas estão brigadas (Natsumi e Saki), porque uma dessas (Saki) teria de se mudar e não contou nada disso para as demais. Tais divergências serão resolvidas com a ajuda da pedra sagrada supracitada e cabe a elas então aproveitar ao máximo suas últimas férias de verão juntas.

A arte da série é muito boa, tanto com relação ao design dos personagens, quanto em relação aos cenários, além disso, a forma como a equipe de produção escolheu usar os efeitos visuais me agradou bastante. A animação não é surpreendente, mas ainda consegue ser acima da média, principalmente para obras slice of life. A trilha sonora também não impressiona, mas é agradável, embora facilmente esquecível. Já a dublagem é o quesito técnico que mais me agradou, o quarteto principal, formado pelas dubladoras das personagens Aizawa Natsumi, Hanaki Yuka, Mizukoshi Saki e Tamaki Rinko, respectivamente dubladas por Kotobuki Minako, Tomatsu Haruka, Takagaki Ayahi e Toyosaki Aki, fez um trabalho excelente, além disso, os demais personagens também são muito bem dublados.

Por ser um slice of life a obra não conta com um roteiro muito profundo e cada episódio apresenta uma mini trama e nem todas elas me interessaram muito, porém a maioria foi agradável de acompanhar, principalmente as tramas dos episódios em que o desejo feito à pedra sagrada gerava situações muito surreais, como por exemplo, permiti-las viajar no tempo. As personagens também são muito bem trabalhadas e suas ações bem embasadas, fora que o ritmo, as vezes lento e as vezes rápido, combina bastante com o anime.

O grande porém, não é necessariamente um problema da obra, mas o fato de que muitas das tramas eram bastante femininas, afinal são aventuras, nem sempre engraçadas, vividas por um grupo de meninas, então me sentia meio deslocado vendo esses episódios, até achando alguns deles sem graça. No geral, o anime consegue ser bem divertido e dar pra ser acompanhado em mini maratonas de 3 ou 4 episódios tranquilamente, inclusive os episódios finais são até mais interessantes de ser vistos em maratona, pois é bem curioso ver o desenrolar final da trama com o fim das férias e a “despedida” da Saki. Em sumo, Natsuiro Kiseki não é nenhuma obra deslumbrante e que vá maravilhar o espectador, mas esse anime consegue divertir e até meio que acalmar os menos exigentes, principalmente os acostumados a slice of life com garotinhas, aliás quem não gosta de slice of life com garotinhas não deve gostar muito deste anime.