O ogro azul dos fãs de anime e mangá…

Posts marcados ‘Yu Yu Hakusho’

Conhecendo o Mercado Nacional de Mangás – Formulário de Agosto de 2015

Uma obra para se refletir...

Uma obra para se refletir…

Está online o  formulário de setembro do projeto Conhecendo o Mercado Nacional de Mangás.

Aos que já conhecem o projeto, peço mais uma vez seu apoio e sua disposição, mas aos que não conhecem, o mesmo trata-se de uma iniciativa do Anime Portfolio em parceria com os blogs AnimeCote Only good animesMangatomNetoin!Otaku InsideNaty in WonderlandEcchi Must DieLeitura OrientalSuco de Mangá e Biblioteca Brasileira de Mangas, que visa fornecer dados numéricos para que nós blogueiros e os demais fãs brasileiros de mangá possamos ter uma melhor noção de como anda o mercado nacional.

O formulário atual corresponde aos títulos que as editoras informaram no checklist do mês de setembro de 2015. O mesmo ficará no ar até o dia 15 de outubro de 2015 e pode ser acessado clicando aqui ou na imagem de divulgação do projeto no menu lateral do blog. Abaixo da imagem supracitada há uma outra imagem e clicando nela (ou aqui) vocês podem ter acesso aos resultados detalhados do projeto divulgados até então.

Convido mais uma vez os demais blogueiros, podcasters, videocasters ou donos de sites especializados em mangá, a apoiar o projeto, para isso enviem um e-mail a conhecendoomercadodemangas@gmail.com informando seu interesse. E para quem não tem site, blog, podcast ou videocast, mas quer nos ajudar, peço que retwittem o formulário e que divulguem no facebook, ou no google+, ou em qualquer outra rede social.

Em setembro a pergunta extra é: Que mangá Shoujo/Jousei, ainda não publicado no Brasil, você acha que faria sucesso por aqui? Eu acredito que Akatsuki no Yona seria uma aposta interessante.

Não deixem de curtir a página do facebook do projeto, acessem-na clicando aqui. Lá vocês poderão se informar sobre as as novidades do projeto assim que elas surgirem, além de poder ler outras informações sobre o mercado nacional de mangá.

Enfim, antes de comentar o checklist do mês, reitero o pedido para que todos que puderem e que estiverem interessado nesses resultados: Divulguem o projeto para o máximo de pessoas conhecidas que gostam de mangá e que costumam colecionar algum mangá lançado no mercado nacional! Também confiram após o checklist os resultados parciais dos mês de junho desse ano.

Obs: A partir de outubro esse texto com o checklist e novidades passará ser postado no blog AnimeCote.

UM POUCO SOBRE O CHECKLIST DE JULHO

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Esse mês temos 38 títulos no formulário, sendo 1 da editora Nova Sampa, 16 da editora Panini e 21 da editora JBC.

A editora Nova Sampa lançou oficialmente no fim de agosto e começo de setembro o último volume do mangá de suspense e mistério Dawn Tsumetai Te, de Ueda Shinsyu.

A grande novidade de agosto da editora Panini fica por conta do terceiro Databook de Naruto, intitulado no Brasil como Naruto: O Livro Secreto da Batalha, que foi escrito pelo próprio autor do mangá Masashi Kishimoto.

Por fim, a editora JBC traz 4 novos lançamentos esse mês, tratam-se dos títulos O Outro Cão que Guarda as Estrelas, de Takashi Murakami, Parasyte, de Hitoshi Iwaaki, Savana Game, de Ransuke Kuroi (hitória) e Eri Haruno (arte), e Ultraman, de Eiichi Shimizu e Tomohiro Shimoguchi.

RESULTADOS PARCIAIS DE Agosto DE 2015

Segue a análise que o Google Docs fornece sobre os resultado do formulário de agosto de 2015.  Esses valores não apresentam um estudo completo e detalhado do formulário e podem variar em um ou dois números para mais ou menos (Por algum motivo o Google Docs às vezes apresenta essa variação).

Como pode ser visto na figura logo abaixo, tivemos 341 respostas dos formulário em agosto, sendo aproximadamente 74% homens, 25% de mulheres e 1% não informou o sexo. A faixa mais escolhida foi de 16 a 24 anos e tivemos 1 pessoa com menos 10 anos que respondeu o formulário.

SexoFaixaEtária

Os cinco mangás mais escolhidos em agosto foram: Yu Yu Hakusho #11, The Seven Deadly Sins #6, Berserk #7, Ataque dos Titãs – Antes da Queda #1, Vinland Saga #10. E os cinco mangás menos escolhidos foram: Naruto Pocket #63, Toriko #15, Enigma #5, Gurren Lagann #9 e Air Gear #30.

Impressiona um pouco os títulos menos escolhidos, porém, a explicação mais provável é o fato das principais faixa etárias afetadas pelo projeto serem de pessoas mais velhos. Boa parte destes títulos, com exceção de Air Gear e  Gurren Lagann, são destinadas principalmente a um público composto principalmente por adolescentes mais novos e crianças. E no caso de Naruto, também deve-se levar em conta o fato de ser uma segunda versão do mangá, logo a maioria dos que compraram a primeira versão, não devem está comprando esta outra.

Mangas

Enfim, sobre a pergunta extra do formulário de agosto (Você gostaria que as editoras brasileiras lançassem mais mangas que foram publicados antes dos anos 2000 no Japão?) foi respondida por 335 participantes da pequisa e tivemos o seguinte resultado:

MangasAntigos

Diante desse resultado, fica então a dúvida que mangás publicados antes dos anos 2000 no Japão poderiam fazer sucesso Brasil?

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Conhecendo o Mercado Nacional de Mangás – Formulário de Agosto de 2015

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Está online o  formulário de agosto do projeto Conhecendo o Mercado Nacional de Mangás.

Aos que já conhecem o projeto, peço mais uma vez seu apoio e sua disposição, mas aos que não conhecem, o mesmo trata-se de uma iniciativa do Anime Portfolio em parceria com os blogs AnimeCote Only good animesMangatom,Netoin!Otaku InsideNaty in WonderlandEcchi Must DieLeitura OrientalSuco de Mangá e Biblioteca Brasileira de Mangas, que visa fornecer dados numéricos para que nós blogueiros e os demais fãs brasileiros de mangá possamos ter uma melhor noção de como anda o mercado nacional.

O formulário atual corresponde aos títulos que as editoras informaram no checklist do mês de agosto de 2015. O mesmo ficará no ar até o dia 15 de setembro de 2015 e pode ser acessado clicando aqui ou na imagem de divulgação do projeto no menu lateral do blog. Abaixo da imagem supracitada há uma outra imagem e clicando nela (ou aqui) vocês podem ter acesso aos resultados detalhados do projeto divulgados até então.

Convido mais uma vez os demais blogueiros, podcasters, videocasters ou donos de sites especializados em mangá, a apoiar o projeto, para isso enviem um e-mail a conhecendoomercadodemangas@gmail.com informando seu interesse. E para quem não tem site, blog, podcast ou videocast, mas quer nos ajudar, peço que retwittem o formulário e que divulguem no facebook, ou no google+, ou em qualquer outra rede social.

Em agosto a pergunta extra é: Você gostaria que as editoras brasileiras lançassem mais mangas que foram publicados antes dos anos 2000 no Japão? Eu adoraria ver Jojo e outros mangás em português.

Não deixem de curtir a página do facebook do projeto, acessem-na clicando aqui. Lá vocês poderão se informar sobre as as novidades do projeto assim que elas surgirem, além de poder ler outras informações sobre o mercado nacional de mangá.

Enfim, antes de comentar o checklist do mês, reitero o pedido para que todos que puderem e que estiverem interessado nesses resultados: Divulguem o projeto para o máximo de pessoas conhecidas que gostam de mangá e que costumam colecionar algum mangá lançado no mercado nacional! Também confiram após o checklist os resultados parciais dos mês de junho desse ano.

UM POUCO SOBRE O CHECKLIST DE JULHO

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Esse mês temos 33 títulos no formulário, sendo 1 da editora Nova Sampa, 1 da editora NewPOP, 15 da editora Panini e 16 da editora JBC.

A editora Nova Sampa até o momento divulgou apenas o lançamento o penúltimo volume de Gurren Lagann, da Gainax (roteiro) de Kotaro Mori (desenhos), para agosto.

A editora NewPOP lançará nas bancas do resto do país os mangás que tiveram pré-lançamento nos eventos de julho, mas a editora também anunciou que sai esse mês o mangá yaoi de volume único  Kamisama Onegai, de Junta Mio.

A grande novidade de agosto da editora Panini fica por conta do volume 1 do mangá Ataque dos Titãs – Antes da Queda, de Hajime Isayama, Ryo Suzukaze, Satoshi Shiki e THORES Shibamoto, um spinoff de Ataque dos Titãs, que conta  história de um evento passado 70 anos antes do início da trama de Ataque dos Titãs.

Por fim, o único destaque da editora JBC em agosto fica por conta do mangá BTOOOM!, de Ju’nya Inoe,  que acaba de alcançar o Japão e deve ficar parado até um novo lançamento em terras nipônicas.

RESULTADOS PARCIAIS DE JULHO DE 2015

Segue a análise que o Google Docs fornece sobre os resultado do formulário de julho de 2015.  Esses valores não apresentam um estudo completo e detalhado do formulário e podem variar em um ou dois números para mais ou menos (Por algum motivo o Google Docs às vezes apresenta essa variação).

Como pode ser visto na figura logo abaixo, tivemos 364 respostas dos formulário em julho, sendo aproximadamente 70% homens e 30% de mulheres. A faixa mais escolhida foi de 16 a 24 anos e ninguém com menos de 10 anos respondeu o formulário.

SexoFaixaEtária

Os cinco mangás mais escolhidos em julho foram: Tokyo Ghoul #1, Planetes #2, Aoharaido #3, The Seven Deadly Sins #5 e Yu Yu Hakusho #10. E os cinco mangás menos escolhidos foram: Triage X #10, Drug-On #4, Alice no País das Maravilhas #1, Loveless #5 e Hetalia #5.

O resultado que mais me impressionou foi o de Aoharaido. Certamente a campanha por mais shoujos no Brasil deve ter influenciado nesse resultado, então será que já podemos intuir que a campanha vem sendo um sucesso? Ou devemos esperar essa leva de novos shoujos que vem por aí?

Por fim, um estudo mais detalhado do resultado da pergunta extra do formulário de julho de 2015 será lançado em uma futura edição da coluna Extras de Mangá.

Por hora é só! Até mais!

A reposta é 42: Porque sentimos nostalgia?

Olá! Vocês estavam com saudades dessa coluna? Hoje vou devagar sobre algumas das perguntas mais intrigantes do universo, mas que ainda não são a pergunta correta. O que é nostalgia? E porque sentimos nostalgia? Afinal, nostalgia é bom ou não? Vamos então em busca de possíveis repostas para essas perguntas, enquanto tentamos chegar mais próximos de descobrir a pergunta correta para a resposta fundamental.

Antes de mais nada, o post de hoje vai se basear no texto “Algumas teorias de porque sentimos nostalgia”  do site Negócio Digital e no vídeo “Why Do We Feel Nostalgia?” do canal VSauce. O texto simplifica o vídeo para língua portuguesa inserindo algumas informações. Vale a pena visitar também o site e o canal do youtube supracitados, pois ambos possuem outros conteúdos excelentes. Fica nosso agradecimento especial para o Michael Stevens, criador e apresentador do VSauce.

Nostalgia, nostalgia, porque nos persegue?

Nostalgia, nostalgia, porque nos persegue?

Antes de começar a falar das possíveis explicações sobre “nostalgia” e associar animes a mesma, vale convidar cada um dos leitores a tentar formular uma resposta para a questão: O que você pensa quando escuta ou ler o termo “nostalgia”? No meu caso, devido a boa parte dos acontecimentos mais importantes da minha vida estarem associados a mídias áudio-visuais (algumas vezes de maneiras indescritíveis) eu geralmente lembro de algum filme, música, jogo, livro, desenho animado e etc. Vale ressaltar que geralmente a nostalgia é um sentimento confuso e como explicarei mais a frente isso faz todo sentido, afinal ela é um misto de alegria e tristeza. Trazendo essa questão mais para o mundo dos animes, é fácil eu lembrar de animes como Dragon Ball e Pokémon, enquanto que eu preciso me esforçar muito mais para lembrar de obras como Doraemon e Samurai Warriors que são inclusive animes que vi antes. Isso não ocorre porque eu simplesmente não gosto dessas obras (Doraemon é bacana), ou porque eu era muito novo quando as vi,  mas porque logo que penso em Dragon Ball e Pokémon é comum eu sentir nostalgia. Mas afinal o que é nostalgia?

Às vezes eu quase quero um remake

Às vezes eu quase quero um remake

A nostalgia é um fenômeno difícil de explicar, mas que todos sentimos ao longo de nossas vidas. Poderia ser definida como uma maneira de recordar o passado afetivamente, com um pouco de dor. Aliás o termo “nostalgia” foi acunhado por Johannes Hofer em 1688 que uniu duas palavras gregas: “regresso a casa” (nóstos) e “dor” (álgos). Naquela época a nostalgia era considerada como um sintoma grave.

Retirado do texto Algumas teorias de porque sentimos nostalgia do site Negócio Digital

Ver a nostalgia como algo negativo, de certo modo, é até bem normal com relação à mídias áudio-visuais, pois quase sempre que falamos que sentimos nostalgia de algo, vem junto algo como “que pena que hoje em dia não há mais isso” ou “como era bom aquela época” ou ainda “gostaria que certa coisa (produto de mídia visual) voltasse a passar (ser divulgado, re-exibido)”.

Boas lembranças...

Boas lembranças…

Como a nostalgia e o sentimento de saudade são muito próximos, não é surpresa que haja tantos investimentos de indústrias de mídia visual tais como a de cinema e a de anime em apresentar remakes, reboots, ou continuações, quando não simplesmente reexibir o produto num formato mais atualizado (por exemplo Dragon Ball Kai, Jurassic Park 3D). Afinal é um retorno quase certo.

Particularmente é um pouco confuso relembrar de animes como Yu Yu Hakusho, Dragon Ball e até Full Metal Alchemist, pois são animes que eu adorei e que ainda adoro e por isso mesmo é um tanto doloroso pensar que nunca mais terei algo de novo relacionado diretamente a essas obras, principalmente com relação a Yu Yu Hakusho e Full Metal por serem histórias que poderiam facilmente ser continuadas (mesmo eu acreditando que ambas terminaram na hora certa). O caso de Dragon ball é um pouco diferente, porque houve a continuação com Dragon Ball Z e agora todo esse mundo fantástico está de volta com o Dragon Ball Super (e não me importo de ser um verme, pois eu realmente me sinto bem ao ver esse anime).

Minha vida não seria mesma sem esse anime

Minha vida não seria mesma sem Evangelion

Psicologicamente acredita-se que recordar tem muitas vantagens. Permite conectar todos os eventos (o que fazia, o que era, seus amigos, seu trabalho, sua música…) e tornar as transições de sua vida menos dolorosas.

Retirado do texto Algumas teorias de porque sentimos nostalgia do site Negócio Digital

Nesse ponto, basicamente a nostalgia é importante para formar seu caráter e seu senso crítico, além de facilitar a compreensão de que certas experiências passadas podem ser revividas e com isso é possível aceitar melhor novas experiências.

Certamente eu não seria o fã de anime que sou hoje se não fosse DNA² também.

Certamente eu não seria o fã de anime que sou hoje se não fosse DNA² também.

Partindo dessa ideia e trazendo novamente para o lado do fã de anime, é claro que certas obras são nostálgicas por terem proporcionado experiências únicas que abriram nossos olhos para compreender melhor o universo da animação japonesa e também foram marcantes para determinar se gostamos ou não disso. Por isso mesmo pessoas que não tem nostalgia relacionadas a animes que viram após à infância e possivelmente fora da tv, seja por vhs, dvd, internet e etc, não se tornaram e provavelmente terão dificuldade de se tornar fãs de anime com o passar dos anos.

Também vale destacar que a nostalgia nem sempre é ligada a uma obra em si, mas ao momento, por exemplo, todos que conhecem meu lado otaku ao menos um pouco sabem que eu não gosto do anime Avenger, mas por eu tê-lo visto em uma época em que eu estava realmente devorando todo tipo de anime e por ele ter sido um dos primeiros, senão o primeiro, que nem com o maior senso de descrença possível eu consegui gostar, certamente eu sinto nostalgia ao lembrar dele, afinal o momento fã de animes é uma lembrança boa, mesmo que o anime em si não fosse. Outros animes importantes que me  provocam muita notalgia ao recordar e que me ajudaram a formar meu caráter como fã de anime, e até como pessoa em alguns casos, foram Buck, Dna², Samurai X, Evangelion, Green Green, Azumanga Daioh, Chobits, GTO e Hotaru no Haka.

Esse anime tem um dos heróis que mais gosto.

Esse anime tem um dos heróis que mais gosto.

Mas, por que não sentimos nostalgia por todo nosso passado? Por que escolhemos alguns momentos e não outros?

Uma maneira de explicar é mediante a curva de recuperação de memória. Segundo estes estudos, o período em que mais codificamos memórias se situa entre os 15 e 30 anos. Podemos notar, que estas são as épocas que, normalmente, geram mais nostalgia: além de que na juventude nosso corpo e mente estão mais frescos, é o momento em que vamos formando nossa identidade como pessoas autônomas e quando acontecem toda sorte de acontecimentos. Ainda cabe mencionar que a nostalgia pode também ser uma forma de idealizar o passado. Às vezes acontece de desfrutarmos mais de uma lembrança, do que da própria vivência.

Retirado do texto Algumas teorias de porque sentimos nostalgia do site Negócio Digital (Vale a pena ver com  atenção essa parte do vídeo Why Do We Feel Nostalgia?)

Por isso é muito comum que fãs de filmes, anime, comics, mangás, livros, bandas de música, sintam muito mais nostalgia e vivenciem mais situações “nostálgicas” nesse período. Por ser uma época de muito aprendizado também é comum idealizarmos muito mais certas obras a primeira vez que a vemos. Apesar de não sentir nostalgia, ou não mais sentir, recentemente ao rever o filme de animação Bungaku Shoujo percebi que idealizei o mesmo como algo muito mais interessantes e até mesmo divertido do que realmente é, pelo menos em minha opinião.

Pokémon-1

Tínhamos mesmo que pegar?

Talvez por esse motivo muitas vezes sentimos certa apreensão em rever algo, ainda mais quando outras pessoas próximas não gostaram tanto daquela obra como você e apresentam bons argumentos para isso. Eu tenho uma grande nostalgia ao relembrar do anime Romeo x Juliet por diversos motivos e realmente gostei do mesmo quando o vi, mas não tenho certeza se gostaria tanto assim caso o revisse. Pokémon é outro anime do qual gostava muito e que me causa até hoje muita nostalgia. Ainda gosto de Pokémon, mas certamente tenho muito mais maturidade para compreender a falta de profundidade e a simplicidade exacerbada dos roteiros que já não me agradam tanto. Certamente minhas lembranças são muito mais interessantes com relação a Romeo x Juliet e Pokémon do que realmente eles o são.

No céu uma constelação...

No céu uma constelação…

Outra maneira de explicar nossa seleção de lembranças é que elas estão completamente influenciadas por nossas emoções e desejos. Somos essencialmente narradores de uma história que contamos para nós mesmos todos os dias… e assim vamos tecendo nossa identidade. Algo como: conte-me suas lembranças nostálgicas e te direi, não quem és, mas talvez quem desejas ser.

Retirado do texto Algumas teorias de porque sentimos nostalgia do site Negócio Digital

Nesse ponto, o vídeo Why Do We Feel Nostalgia? é um pouco mais explicativo ao citar também as falsas memórias, que simplificadamente  são memórias de momentos que nunca vivemos que são construídas pelo cérebro para justificar ou tornar mais compreensível a nós mesmos certas recordações falsas que aceitamos como verdadeiras. Um experimento muito utilizado para auxiliar na comprovação da existência dessas memórias consiste em mostrar várias fotos da infância de uma pessoa para essa e perguntar o que ela estava fazendo quando tirou aquelas foto. Porém uma das fotos é uma montagem. Em praticamente 100% dos casos a pessoa conta suas lembranças sobre essa foto. isso não significa que a pessoa está mentindo, mas que o cérebro dela construiu uma memória de um momento que ela nunca viveu com base em informações que ele possui sobre como a pessoa é e como era no suposto momento em que o acontecimento falso deveria ter ocorrido.

Tudo isso foi importante ser dito para podermos citar que muitas vezes nós não apenas temos lembranças melhores que a experiência vivenciada, mas muitas vezes nós construímos certas memórias de momentos que não ocorreram para engrandecer a lembrança de certa obra nostálgica. Já vivenciei situações dessas com obras como Cavaleiros do Zodíaco e Beck por exemplo. Com Cavaleiros do Zodíaco isso ocorreu como uma forma inconsciente de explicar o porque eu gostava tanto desse anime e não gosto mais. Hoje em dia apenas sinto nostalgia ao lembrar de Cavaleiros do Zodíaco, afinal vi essa série no momento de descoberta das animações japonesas (ainda que meu primeiro anime seja Doraemon). Fora que realmente há momentos icônicos nesse anime. Já quanto a Beck, não fosse eu tê-lo re-assistido tantas vezes eu quase não notaria a simplicidade de boa parte da animação. Nas primeiras vezes que vi o anime eu realmente construi memórias de que o anime era tão bom que era muito bem animado e quem viu o anime sabe que não é bem verdade. Eu ainda adoro Beck, apenas não confundo mais tanto a alta qualidade do roteiro, da parte sonora e dos diálogos com a qualidade de animação.

Eu me emociono toda vez que relembro dessa cena.

Eu me emociono toda vez que relembro dessa cena.

Bom, a nostalgia e as emoções que ela provoca e a música e a dança e ter canções gravadas na cabeça, tudo gira ao redor de um tema em comum: Sua identidade. Porque em termos físicos, quem é você? Todo dia você perde átomos e adquiri outros novos… Demora por volta de cinco anos para substituir todos os átomos do seu corpo, o que significa que a matéria que chamamos “Você” hoje não era parte de você a cinco anos… Você e, na verdade todas as pessoas, são apenas um grupo temporário de átomos e moléculas que conservam o mesmo nome o tempo todo… Então, o que é constante? O que é você?

A nostalgia, recordar o passado com carinho, responde essas perguntas, ou ao menos, aplaca a ansiedade que elas provocam. Em uma escala macroscópica você está sempre mudando. Tem amigos diferentes, comportamentos diferentes, estados de humor diferentes, diferentes gostos o tempo todo… a nostalgia lhe permite ligar esses eventos…

Retirado do vídeo  Why Do We Feel Nostalgia? do canal do youtube VSauce.

Sentir nostalgia é mais importante do que se imagina e isso me faz pensar que não é tão ruim assim senti-la e às vezes vale a pena um relançamento de um bom anime. Como de praxe, termino o texto com alguns questionamentos (nenhum deles é a pergunta fundamental, infelizmente). Quais animes te provocam nostalgia? Enfim, você acredita que sentir notalgia é algo bom ou ruim? E você também ficou com vontade rever alguns animes que gosta muito após ler esse texto?

Enfim, está na hora de me despedir. Continuarei em busca da pergunta fundamental, afinal a resposta todos nós já sabemos.  Até mais!

Conhecendo o Mercado Nacional de Mangás – Formulário de Abril de 2015

O passado desse justiceiro é cheio de questões tortuosas...

O passado desse justiceiro é cheio de questões tortuosas…

Está online o  formulário de abril do projeto Conhecendo o Mercado Nacional de Mangás.

Aos que já conhecem o projeto, peço mais uma vez seu apoio e sua disposição, mas aos que não conhecem, o mesmo trata-se de uma iniciativa do Anime Portfolio em parceria com os blogs AnimeCote Only good animesMangatom,Netoin!Otaku InsideNaty in WonderlandEcchi Must DieLeitura OrientalSuco de Mangá e agora também em parceria com o blog Biblioteca Brasileira de Mangas, que visa fornecer dados numéricos para que nós blogueiros e os demais fãs brasileiros de mangá possamos ter uma melhor noção de como anda o mercado nacional.

O formulário atual corresponde aos títulos que as editoras informaram no checklist do mês de abril de 2015. O mesmo ficará no ar até o dia 14 de maio de 2015 e pode ser acessado clicando aqui ou na imagem de divulgação do projeto no menu lateral do blog. Abaixo da imagem supracitada há uma outra imagem e clicando nela (ou aqui) vocês podem ter acesso aos resultados do projeto divulgados até então.

Convido mais uma vez os demais blogueiros, podcasters, videocasters ou donos de sites especializados em mangá, a apoiar o projeto, para isso enviem um e-mail a conhecendoomercadodemangas@gmail.com informando seu interesse. E para quem não tem site, blog, podcast ou videocast, mas quer nos ajudar, peço que retwittem o formulário e que divulguem no facebook, ou no google+, ou em qualquer outra rede social.

Em abril a pergunta extra é: Qual o seu autor de mangá preferido? O meu no momento é Naoki Urasawa sem dúvida.

Não deixem de curtir a página do facebook do projeto, acessem-na clicando aqui. Lá vocês poderão se informar sobre as as novidades do projeto assim que elas surgirem, além de poder ler outras informações sobre o mercado nacional de mangá.

Enfim, antes de comentar o checklist do mês, reitero o pedido para que todos que puderem e que estiverem interessado nesses resultados: Divulguem o projeto para o máximo de pessoas conhecidas que gostam de mangá e que costumam colecionar algum mangá lançado no mercado nacional! Também confira após o checklist os resultados parciais dos mês de março desse ano.

UM POUCO SOBRE O CHECKLIST DE Abril

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Esse mês temos 43 títulos no formulário, sendo 2 da editora Nova Sampa,  2 da editora Abril, 6 da editora NewPOP,  18 da editora Panini e 15 da editora JBC.

A editora Nova Sampa esse mês não publicou nenhum novo mangá, mas apenas dois novos volumes de títulos já em publicação pela editora que ainda devem continuar a ser publicados nos próximos meses.

A editora Abril vai lançar mais dois mangás relacionados a Disney. O primeiro é Procurando Nemo, um mangá que adapta o filme homônimo da Pixar. O segundo é O mangá Monstros S.A e Lilo & Stitch , um volume que conta com a adaptação de dois filmes , Monstros S.A. da Pixar e Lilo & Stitch da Disney.

A editora NewPOP apresenta um novo lançamento, um título que está chegando ao fim e mais uma novel. O lançamento trata-se do mangá ecchi de volume único Impulse, de Tomoyuki Enoki. O mangá que está chegando ao fim é a comédia yonkoma Azumangah Daioh, de Azuma Kiyohiko. Por fim, a nova novel trata-se do volume 2 de No Game No Life, da autoria de Yuu Kamiya. Vale ressaltar que no Japão só foi publicado um volume do mangá de No Game No Life, por isso o volume 2 deve demorar para aparecer por aqui.

A editora Panini lança esse a mês o aguardado spinoff  de Ataque dos Titãs, Ataque dos Titãs – Sem Arrependimentos #1, baseado na obra original de Hajime Isayama, com roteiro de Gun Snark e arte de Hikaru Suruga, que provavelmente é o mangá mais bem desenhado de toda a franquia. Além disso, chega ao fim esse mês Monster, de Naoki Urasawa, um dos meus títulos favoritos desse autor.

Por fim, a editora JBC está lançando este mês mais três novos mangás, o mangá de mistério, comédia e ação Enigma, de Kenji Sakaki, a compilação Sailor Moon – Short Stories, de Naoko Takeuchi, e o mangá dramático de volume único Zero Eterno, que conta com o roteiro de Naoki Hyakuta e a arte de Souichi Sumoto. Além disso, está de volta o mangá de ação, ficção científica e ecchi Freezing, que conta com o roteiro de Dall-Young Lim e a arte de Kwang-Hyun Kim, e chega ao fim este mês o mangá de comédia nonsense Ageha, da autoria de Koushi Rikudou.

Resultados Parciais de Março de 2015

O Google Docs fornece uma pequena análise do resultado dos formulários nele criados e a partir desse mês irei postar esses resultados junto com o texto de apresentação do novo formulário. Assim sendo, no mês de maio devo publicar os resultados de abril, em junho, os resultados e de maio e assim por diante. Esses valores não apresentam um estudo completo e detalhado do formulário e podem variar em um ou dois números para mais ou menos (Por algum motivo o Google Docs às vezes apresenta essa variação).

Como pode ser visto na figura logo abaixo, tivemos 189 respostas dos formulário em março, sendo a maioria de homens. A faixa mais escolhida foi de 16 a 24 anos e ninguém com menos de 10 anos respondeu o formulário.

Geral

Os seis mangás mais escolhidos em março foram: Ataque dos Titãs 9, Yu Yu Hakusho 6, Assasination Classroom 5, 20th Century Boys 15, Aoharuraido 1 e Magi – O Labirinto da Magia 9. E os cinco mangás menos escolhidos foram: Stitch! 1, Miriya & Marie 1, Super Onze 31, Super Onze 32 e Drug-on 1.

Por fim, a grande maioria das 181 pessoas que responderam a pergunta extra (Você compraria uma versão digital em vez de uma versão impressa de um mangá que você gosta, mas não adora, para liberar espaço na estante?) optaram pela resposta “não”. Ainda parece haver muita resistência em relação a publicações de mangás digitais. Eu particularmente adoraria ter essa opção, mas menos da metade das pessoas que responderam o formulário parecem concordar comigo.

pergunta

Enfim é isso! Colaborem com o projeto e até mês que vem!

Yopinando Shinbun 97: Não vai Kojima…

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Sad Snake

Yo! Está no ar a edição 97 do podcast Yopinando Shinbun, seu podcast quinzenal sobre Cultura Visual e Batman Feira da Fruta. Nessa edição eu (Evilasio Junior), Luklukas_ e Raoni Gomes (Angel of Death) começamos o podcast falando sobre o que fizemos nos últimos 15 dias. Falamos sobre trabalho (ou falta), alguns quadrinhos, animações, filmes, jogos e seriados que vimos e mais algumas outras coisas. Dessa vez a seleção de notícias está focada em games e filmes e conta com crítica a indústria de games e de cinema, ma também com coisas positivas. Para finalizar também fizemos nossas indicações e considerações finais. Tudo isso com todo quele bom humor que você só encontra no Yopinando Shibun.

Após ouvir mais este podcast feito com todo o carinho por nossa equipe, comente os assuntos aqui tratados e jogue Jogue JOGUE! Também sigam os twitters @Yopinando e no @AnimePortfolio para conferir novidades interessantes e comentários aleatórios.

Ainda estamos recrutando novos membros para a equipe do podcast, interessados cliquem AQUI.

Duração: 01:36:47

Podcast: Download Alta Qualidade (66,5 mb) | Download Média Qualidade (44,4 mb)

Feed de Podcasts do Yopinandohttp://feeds.rapidfeeds.com/45097/ | Clique aqui para ver os podcasts do Yopinando no Itunes.

Blocos:

  • 00:00:00 – Introdução
  • 00:22:33 – Notícias
  • 01:15:18 – Indicações
  • 01:28:30– Considerações Finais

Notícias: 

Indicações:

Comentados também nesse podcast:

Extras:

Sobre Músicas e Animes 41: Animes com Traps masculinos

Igualdade para todos!

Igualdade para todos!

Yo! Está no ar mais uma edição do podcast Sobre Músicas e Animes, o podcast com mais traps temporários da podosfera mundial! Nessa edição estiveram presentes Eu, “o Sommelier de animes trap (só que não)” Evilasio Junior, o “Padrinho” Carlírio Neto, do blog Netoin, o “Não sei nada de traps” Bebop e o maior conhecedor do assunto tema deste podcast Erick Dias, ambos do Animecote, a “Na-tá-lia” @_Natthr  do Elfen Lied Brasil,  a “Especialista” Nayara Nany-chan, do Alchemist Nany, “a convidada do Luklucas_  do Yopinando Shinbun e do Chuva de Nanquim” Charlote e a convidada “Que foi enganada pela dublagem brasileira” Josi, do Nahel Argama.

Nessa edição indicamos algumas da melhores músicas de animes que contém personagens “traps”, um tema sugerido por um dos participantes e escolhido pelos ouvintes. Claro que o podcast, além de boas indicações musicais, também está repleto com o bom humor característico desse programa e com ótimas indicações de anime. Vale destacar que esse podcast não tem a intenção de denegrir a imagem de ninguém, apenas apresentamos um conteúdo criado para entreter os consumidores do mesmo e temos certeza que essa edição pode e certamente será apreciada por os ouvintes de todas orientação sexuais. Peço então que confiram esse podcast e tenho certeza que irão se divertir bastante com o mesmo e que irão se encantar com a Charlote.

Confiram abaixo as sugestões de temas para próxima edição e votem no que mais gostarem até o dia 14 de fevereiro! 

Duração: 01:23:09

Podcast: Download Alta Qualidade (57.4 mb) | Download Média Qualidade (38.4 mb)

Podcast em particionado por música: Download (acesse o link e escolha a parte que quer escutar)

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Blogs participantes desta edição:

Músicas indicadas neste podcast:

  • “Taiyou ga Mata Kagayaku Toki”, Yu Yu Hakusho
  • “Maji Love 1000%”, Uta No Prince-sama Maji Love 1000%
  • “Database”, Log Horizon 2
  • “Twins, oh no! No more double!!”, Baka to Test to Shoukanjuu
  • “For You”, Hourou Musuko
  • “Learn Together”, 30-sai no Hoken Taiku
  • “Keikenchi Jōshouchuu”, Minami-ke
  • “The Last Wolf Suite”, Rurouni Kenshin
  • “Don’t Mind Don’t Mind!”, Maria Holic Alive

Temas da introdução dessa edição:

  • “Anata no Eranda Kono Toki wo”, Steins;Gate Movie

BGM’s:

  • Baka to Test to Shoukanjuu OST

Extras:

A resposta é 42: O anime envelheceu mal ou fui eu?

Olá caros leitores! Faz bastante tempo que não relato como anda a busca pela pergunta fundamental. Devo dizer que ler o livro Eu, Robô de Isaac Asimov (O escritor com as costeletas mais legais do século 20) me ajudou um pouco, ou assim penso. De qualquer jeito mais uma pergunta foi descartada da lista e é mais uma que tem relação com anime e mangá, então é hora de explanar para vocês parte do que ela me fez pensar e esperar o que ela faz vocês pensarem, além de apresentar algumas das outras perguntas que gerei a partir do tema tratado por esta pergunta. Dessa vez essa coluna vai comentar um tema no mínimo incômodo para muita gente e por isso depois de leem esse texto, caso se irritem com o mesmo, recomendo que leiam também o meu texto A resposta é 42: Respeitar não dói. Hoje falarei sobre obras de anime que envelheceram e que envelhecem mal, ou será que o problema é do espectador?

Shiryuuuuuu....

Shiryuuuuuu….

Primeiramente é importante deixar claro que, ao menos do meu ponto de vista, uma narrativa não envelhece, o que muda é o gosto das pessoas ao longo do tempo. É claro que as narrativas mudam de acordo com os interesses mais atuais dos nichos as quais elas são destinadas, mas isso não significa que obras antigas não interessem pessoas novas, apenas estilos narrativos antigos às vezes dão lugar a novos estilos que estão fazendo mais sucesso. Um caso simples de se citar sãos os livros de vampiro A Entrevista com o Vampiro, de Anne Rice, lançado em 1976, e Crepúsculo,de Stephenie Meyer, lançado em 2005, ambos sobre um temática similar, ambos destinados a públicos relativamente similares e os dois tando estilos de narrativa completamente diferentes. Ao mesmo tempo que muita gente adora a história de Crepúsculo, há pessoas que preferem A Entrevista com o Vampiro ainda hoje e o fato de ele ter sido escrito em 1976 não muda nada e nem o faz inferior as obras mais novas.

Uma fantástica obra lançada em 1950 e quase toda escrita dois anos antes.

Uma fantástica obra lançada em 1950 e quase toda escrita dois anos antes.

Eu, por exemplo, adorei o supracitado livro Eu, Robô, de Isaac Asimov, e adoro a trilogia de livros O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien, ambos lançados nos anos 50 e também gosto dos livros da série Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, que começaram a ser lançados nos anos 90 e que ainda o são. Essas obras tem narrativas muito diferentes, cada qual com suas peculiaridades relacionadas as épocas em que foram lançadas, mas nem por isso uma é melhor que a outra.

Outra coisa que se modifica, mas não envelhece, de maneira similar a narrativa, é o desenho, porém todo tipo de arte que tem algum tipo de dependência da tecnologia com que foi criada, sofre do problema de envelhecimento.  Estou esclarecendo, que ao menos dos meu ponto de vista, as histórias e o desenho não envelhece nem amadurece e nem sofre qualquer tipo de influência do tempo, na verdade apenas novos estilos e formas de se narrar uma obra ou de se desenvolver um desenho surgem e claro que com isso há uma preferência por um estilo mais moderno em detrimento aos mais antigos, pois a novidade sempre é mais atrativa, o que não desmerece tudo que já foi feito.

Viva os 75 anos de "I'm Batman!"

Viva os 75 anos de “I’m Batman!”

Todo esse prólogo foi desenvolvido para esclarecer o que acredito ser importante focar ao tratarmos do envelhecimento de obras relacionadas a cultura visual, que são os aspectos mais técnicos e como eles podem tornar a experiência de ver algo mais antigo ruim ou, pelo menos, não tão agradável. Também esse prólogo foi importante para esclarecer que esse aspecto afeta muito mais, ou apenas, filmes, seriados e animações e não livros e quadrinhos. Um analogia interessante que posso fazer para exemplificar isto é a série de livros de John Carter de Marte e sua adaptação cinematográfica, o primeiro é uma das obras mais famosas, conhecidas e importantes dentre as histórias de fantasia espacial, já o segundo, mesmo com todo esse fandom que a obra original possui e com todo o potencial que ela tinha sim para ser retratada cinematograficamente, foi um tremendo fracasso e foi bastante criticada por fãs e não fãs da série clássica (e olha que eu nem achei o filme tão ruim assim). Outros exemplos interessantes são os quadrinhos de super-heróis americanos, que mesmo com todas as alterações que sofreram ao longo dos anos, muitas obras tem ao menos a mesma essência que tinham nos anos 40 e muitas das história mais antigas atraem até mais que as novas, independente de todas as mudanças artísticas pelas quais essas obras passaram.

Enfim, é hora de falarmos sobre o que o texto realmente pretende abordar e para tal foquemos principalmente nas séries de animação. Eu acredito que por ter nascido no fim dos anos 80 e por ter passado praticamente toda minha infância nos anos 90 e pelo fato de os anos 90 ainda terem sido uma época em que o material que vinha do exterior para o Brasil, era geralmente de décadas anteriores e por isso eu meio que já fui criado com a predisposição para gostar de obras mais antigas, até porque muitas das séries de animação que passavam e que ainda passam hoje na nossa tv são dos anos 50 a 80 como é o caso dos clássicos da Hanna-Barbera e da Warner Bros. Falando de animação japonesa propriamente, eu vi muita coisa do final dos anos 80 e do começo dos anos 90, obras que até hoje são lembradas, como Dragon Ball e Cavaleiros dos Zodíaco.

O novo que já nasceu velho.

Sidonia no Kishi, um novo anime que já nasceu velho.

Por esse motivo eu tenho uma predisposição maior para tolerar problemas muitos vezes claramente tecnológicos de séries antigas. Uma analogia recente para as gerações atuais são as séries de anime quase toda feitas utilizando CGI, pois ainda hoje muitas dessas séries lembram o CGI dos anos 90 e comecinho dos anos 2000, de modo que é necessário tolerar algo que claramente não é bem feito. Obviamente existem muitas questões orçamentários por trás do uso de tecnologias mais antigas que na verdade geralmente não são tão antigas apenas simplificadas para diminuição de custo. Nem sempre é uma questão de fazer de qualquer jeito, mas simplesmente uma questão de que fazer muito bem feito custa bem mais. Estranhamente em se tratando de CGI o público Japonês tem uma tendência a tolerar facilmente efeitos ruins ou não tão bons, muitos filmes atuais podem servir para exemplificar isto e não pensem que os japoneses não sabem fazer uma boa CGI, os jogos de video-game e muitos trabalhos publicitários provam que eles sabem muito bem usar a CGI.

Já que é possível tolerar e se existem obras com tecnologia antiga que ainda gostamos muito, porque então tratar dessa questão sobre obras envelhecerem mal? Afinal, não é só uma birra de alguém que não gostou da obra e por isso diz que a culpa é de ela ter “envelhecido mal”? Creio eu que não é bem por aí. A tolerância não é exatamente algo que seja ilimitado e que podemos exercitar sempre e o tempo todo, até porque muitas vezes não há uma boa desculpa que lhe faça tolerar o envelhecimento de uma obra sem se irritar. Não é uma questão de tolerar que nos anos 80 se achava que nos anos 2000 teríamos carros voadores, muitas vezes é uma questão de ser mal feito mesmo e sem um bom motivo. Para tentar provar meu ponto de vista vou usar duas questões mostrando obras que acredito que envelheceram mal e obras que praticamente o tempo entre a época que foram criadas e hoje não é um problema para a apreciação delas.

Final Fantasy: Unlimited

Final Fantasy: Unlimited

Falando sobre obras que praticamente já nasceram velhas e isso as prejudicou (a meu ver), cito duas pérolas pouco conhecidas do público ocidental, Final Fantasy: Unlimited, de 2001, e Gokusen, de 2004.

A primeira vem de uma série de jogos de fantasia extremamente famosa que provavelmente vocês já ouviram falar, uma tal de Final Fantsy. Esse anime é claramente uma obra dos anos 80 ou começo dos 90 no século 21, não exatamente pela narrativa (apenas), mas por tudo que a cerca. Por sinal não se engane com a imagem acima, pois o character desisgn da obra não é bem esse aí. E nem dar pra dizer que desrespeitaram a franquia de jogos e fizeram algo plenamente diferente, porque na verdade entupiram o anime até demais com referências aos jogos, mesmo assim não dar para esconder que o trabalho foi muito mal feito, numa época em que muitas obras de fantasia similares saíram, ou pior, não dar para esconder que muita coisa feita nos anos 80 e 90 foram muito mais bem feitas com um restrição orçamentária e tecnológica muito maior do que o que essa série tinha.

Gokusen

Gokusen

Falando de Gokusen, essa é uma obra que veio de um mangá bem interessante sobre uma professora que é neta de um chefão da Yakuza e que tem de esconder isso de todos, enquanto tenta disciplinar uma turma desajustada de estudantes. O mangá é bem interessante, as séries de dorama que a obra inspirou fizeram bastante sucesso (eu também gosto bastante dos dois primeiros doramas), mas o anime… Séries como Gokusen não eram novidades na época, nem por isso elas eram taxadas como antigas, veja o exemplo de GTO de 1999, que ainda com suas limitações é extremamente superior em qualidade de arte e animação a Gokusen. Gokusen é um triste caso de série feita com uma estética já meio velha para época, parece uma série do começo dos anos 90 e com uma animação de alguns anos antes, o que não ajudou em nada o anime tanto que o mesmo concluiu com 13 episódios e com muitos menos conteúdo que o mangá.

Em contraponto as séries que já nasceram velhas citarei séries novas baseadas em obras antigas e que fizeram sucesso com o público atual, sem fugir muito da estética antiga da obra original e as série que decide citar nesse caso são Hunter x Hunter, de 2011, e Jojo’s Bizarre Adventure, de 2012.

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Hunter x Hunter, uma nova roupagem para uma obra o mesmo tempo antiga e atual.

Quero começar explicitando que Hunter x Hunter já havia sido adaptado para série de animação em 1999, sendo que o mangá em cujo ambas séries, a de 1999 e a de 2011, foram baseadas começou a ser publicado em 1998. Além disso, eu gosto bastante da série de 1999, até prefiro ela em comparação a de 2011, mesmo assim é inegável o como a nova série foi bem em trazer a estética antiga da obra original, melhorando muito a animação em relação a série de anime anterior, por isso agradou muito o público novo e os já fãs dessa franquia, tanto que a série foi  muito mais longe do que muita gente esperava, cobrindo praticamente tudo já apresentado no mangá.

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Jojo’s Bizarre Adventure, um clássico de duas décadas que ainda diverte bastante.

O caso de Jojo’s Bizarre Adventure é ainda mais interessante, pois os mangás em que essa série de anime é baseada foram lançado em 1987 e em 1988, tendo esse segundo terminada em em 1989, ou seja, são 23 anos de diferença entre o fim do mangá e o inicio do anime, além disso, o estúdio responsável pela obra havia produzido poucos trabalhos até então e contou com sérias restrições orçamentárias, mesmo assim o resultado final foi surpreendente, não pela qualidade visual do estúdio, pois é bem perceptível todas as limitações que obra possui, mas pelo fato de o estúdio conseguir traspor essas limitações, criar uma estética que lembra os anos 80, mas que ainda assim é atual, e usar de forma muito inteligente as suas limitações como forma de aprimorar, ou ao menos expor mais claramente, o teor cômico de certas partes da obra. E o resultado foi tão positivo que o mesmo estúdio já criou e já foi exibido a primeira parte da continuação que adapta o mangá seguinte, que é o mais famoso da franquia e que já havia sido adaptado para anime de forma não muito satisfatória em duas séries de OVA’s.

Os casos de Hunter x Hunter (2011) e Jojo’s Bizarre Adventure (2012) provam que ter uma estética antiga, ou se basear em obras antigas não é um problema, mas implementar uma obra mal como nos casos de Gokusen e Final Fantasy: Unlimited, fazendo ela involuntariamente parecer mais antiga do que é estética e tecnicamente é que geralmente cria um problema.

Nascer antigo não é exatamente a questão mais problemática com relação ao “mal envelhecimento”,  na verdade acredito que a segunda questão que vou levantar, que de certa forma engloba a primeira, é a grande culpada não apenas em relação a animação, mas também em relação a cinema e seriados live action, de nos apresentar esse conceito de “mal envelhecimento” que é tão questionável. E é agora que muita gente deve se irritar comigo.

A segunda questão é o trabalho mal feito dos estúdios e da staff do anime. É difícil criar uma obra atemporal, ou seja, que mesmo com o passar do tempo ela continue surpreendentemente interessante de forma estética e técnica, independente de apresentar uma história agradável ou não a quem a acompanha.  No cinema, como citarei mais a frente, existem acasos notáveis disso, ou ao menos mais perceptíveis, já com relação a obras feitas para tv ou home vídeo, realmente por questões orçamentárias e de prazo, é muito mais complicado se preocupar com os detalhes que tornam a tal obra atemporal. Mesmo assim, obras que são claramente bem antigas ainda podem ser boas, se elas apresentarem abordagens interessantes o bastante para agradar diversas gerações, mesmo que seja necessário tolerar um pouco problemas relacionados ao envelhecimento da tecnologia com que foi produzida a obra.

Os casos de Jojo e Hunter x Hunter, que já nasceram obras relativamente velhas são exemplos disso, alguns exemplos antigos muito bons são Saint Seiya: Meiou Hades Juuni Kyuu Hen (Cavaleiros do Zodíaco: Hades – A saga do Santuário), Dragon BallYu Yu HakushoJibaku-kunRayearth e Initial D First Stage, todos obras que tive o prazer de rever recentemente e que além de terem uma história que gosto, o fator tempo é muito facilmente tolerável porque foram criadas de uma maneira que ainda é possível se encantar com praticamente todos os detalhes, mesmo sabendo que hoje em dia, muitas das cenas poderiam ser modificadas para melhorar a animação, ou o character design, ou até os efeitos sonoros e visuais, sem um custo muito maior devido a evolução tecnológica.

Três exemplos de obras que envelheceram mal em minha opinião, e sim eu também revi elas recentemente, por isso creio que não é apenas birra, foram Saint Seiya (Cavaleiros do Zodíaco), Flame of ReccaTenkuu Senki Shurato. Essas três séries são icônicas e tem muitos fãs até hoje, eu ainda gosto de Flame of Recca e tenho uma certa nostalgia em relação a Saint Seiya, mas é inegável que todas essas três obras não foram pensadas para durar muitas eras, ou é isso que parece. Os efeitos visuais, a animação e alguns efeitos sonoros dessas obras são muito fracos até em comparação a obras mais antigas. Não sei se os estúdios não quiserem investir muito por ter medo do retorno, ou sei lá qual foi o motivo, mas venhamos e convenhamos, dizer que essas obras continuam incríveis é tapar o sol com a peneira. Gostar do trabalho feito nelas é algo puramente nostálgico ainda que a história e a trilha sonora sejam boas até hoje e ainda que esteticamente essas obras permaneçam interessantes, eu gosto bastante da estética de Cavaleiros dos Zodíaco e mesmo com as armaduras bem simplificadas, a estética do anime me agrada muito mais do que a estética do mangá.

Como citei no começo do parágrafo anterior, tive o desprazer de rever Shurato recentemente e como é medonho o trabalho da Tatsunoko Studios nesse anime, já Saint Seiya só é mais um dos exemplos de animes que Toei Animation não quis gastar muito (ela faz isso até hoje, vejam o caso de World Trigger), os próprios Dragon BallSaint Seiya: Meiou Hades Juuni Kyuu Hen também são da Toei Animation, ambos tiveram orçamentos melhor aproveitados que Saint Seiya e continuam sendo animes bons que envelheceram, mas que não irritam os nossos olhos (tá a dublagem japonesa do Goku irrita algumas pessoas, mas…).  Flame of Recca é do estúdio Pierrot e Yu Yu Hakusho também, o primeiro é um trabalho bem fraco do estúdio, já o segundo é provavelmente um dos melhores trabalhos da Pierrot até hoje (e a dublagem japonesa, embora inferior a brasileira, também é legal).

A grande questão é que envelhecer ou não envelhecer mal  é algo muito ligada a dedicação e forma como certas obras de cultura visual foram feitas, eu ainda adoro Blade Runner, mesmo com seu futuro dos anos 80 que nada tem haver com a realidade, enquanto que eu não consigo suportar o clássico Metropolis que é importantíssimo para ficção científica, mas que em suas duas horas de duração não tem mais do que 20 minutos de história.

Antes de terminar esse texto, preciso falar de obras atemporais, que são difíceis de serem criadas, mas elas existem sim, essas obras não deixam de ser filhas de suas épocas, mas com o passar do tempo elas continuam técnica e esteticamente impecáveis e provavelmente modificar qualquer coisa nelas seria mais prejudicial do que benéfico. O exemplo claro disso são alguns dos filmes dos Studio Ghibli, obras como Kaze no Tani no Nausicaä (Nausicaä  do vale dos ventos), Tonari no Totoro (Meu amigo Totoro), Hotaru no Haka (O túmulo dos vagalumes) e Mononoke Hime (A princesa Mononoke) permanecem incríveis e mesmo que por algum motivo você não goste da história contada por alguns ou todos esses filmes, eu lhes desafio a falar algo realmente mal feito nessas obras.

Enfim, o bom ou mal envelhecimento de uma obra artística, qualquer que seja, é difícil de se avaliar e muitas vezes está ligada muito mais a uma questão de gosto pessoal, mesmo assim acredito que haja obras que envelhecem mal, pelo menos aquelas que estão a mercê da tecnologia que é empregada para criá-las, como o gesso de uma estátua que pode se desfazer com o tempo, um CGI que se torna obsoleto a medida que os anos vão passando, ou uma estalar de dois metais quaisquer que um dia foi tratado como o choque de duas espadas e que hoje não parece mais do que o choque de duas colheres. Os exemplos de animes que citei podem não ser exemplos válidos ou adequados para você caro leitor, mas pense um pouco e você vai conseguir encontrar seus próprios exemplos que poderiam ser associados as questões que citei. Para terminar, ficam algumas perguntas para vocês: Que obras de animação japonesa vocês acham que envelheceram mal? E Por quê? Qual obra você acha que envelheceu mal, mas você ainda gosta? Porque o Seiya arrancou a orelha do Cassios? Ele já não era feio o bastante?

Finalmente está de volta a coluna mais questionadora da internet, espero que tenham gostado desse texto e semana que vem o Pensador Otaku virá apresentar suas indagações sobre um tema que arranhamos no começo desta postagem. Agora vou continuar a busca pela pergunta fundamental, então, até outra hora!